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Idosos, viciados e pessoas com deficiência sofriam maus-tratos em clínica de Caldas Novas

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Publicado em 28/08/2025

Vítimas são idosos, dependentes químicos e pessoas com deficiência mental. Dona de clínica clandestina também é investigada por sequestro

Uma mulher, que não teve a identificação divulgada, foi presa em flagrante suspeita de comandar uma clínica de reabilitação clandestina em Caldas Novas, na região Sul de Goiás. A prisão foi efetuada na quarta-feira (27) após denúncias de cárcere privado e maus-tratos feitas por um membro do Ministério Público de Goiás (MPGO). Entre as vítimas estão idosos, dependentes químicos e pessoas com deficiência mental. Segundo a Polícia Civil, ela também é investigada por sequestrar alguns pacientes a pedido dos próprios familiares das vítimas.

Após relatos de moradores, uma equipe do MPGO realizou uma vistoria na clínica, onde constatou diversas irregularidades, incluindo a falta de alvará de funcionamento e autorização da vigilância sanitária para funcionar. Verificaram também que os pacientes viviam em condições degradantes em um espaço cercado por muros altos com arame farpado e lâminas pontiagudase e portões sempre fechados.

A Polícia Civil foi acionada e realizou buscas na clínica, onde entrou medicamentos que só podem ser ingeridos com prescrição e acopanhamento psiquiátrico. Em conversa com os internos, eles contaram que foram levados para o local contra a própria vontade e, em alguns casos, foram retirados à força de entro das casas, o que configura sequestro.

Pacientes viviam em condições degradantes (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Ainda segundo os relatos, os pacientes eram obrigados a tomar remédios que os deixavam fracos e sem reação, para que não tentassem fugir. Disseram também que dormiam em quartos trancados por fora e eram forçados a assinar documentos que autorização a internação, mesmo sem querer.

Entre as cidades de origem das vítimas, estão Uberlândia, Prata e Monte Alegre, em Minas Gerais, Itumbiara, Goiatuba e São Luís de Montes Belos, em Goiás e São José do Rio Preto, em São Paulo.

De acordo com polícia, os internos não podiam usar celular e as visitas da família eram controladas. Para manter as vítimas na clínica, os parentes pagavam entre R$ 1,5 mil e R$ 1,8 mil por mês. A responsabilidade dos familiares também será investigada.

Após a prisão em flagrante da dona da clínica, a polícia encainhou os internos de volta aos seus municípios de origem.

O caso segue sob investigação e a suspeita continua presa à disposição da Justiça.

Clínica clandestina

Em Goiânia, a Polícia Civil de Goiás indiciou seis pessoas, incluindo a mãe e a irmã de uma servidora do Tribunal de Justiça, além dos donos de uma clínica psiquiátrica, por envolvimento na internação compulsória de uma mulher. A investigação sugere que a internação foi motivada por questões patrimoniais e que a clínica estava envolvida em outros casos de internação irregular.

Os indiciados enfrentam acusações de sequestro, lesão corporal e cárcere privado. A defesa das acusadas nega participação e afirma que somente a Justiça pode julgar a questão. A Polícia Civil continua investigando outros casos de internação compulsória.

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