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Economia

Profissionais do Sudeste têm salário 30% maior do que os do Nordeste
Data: 08/11/2018

Remuneração média recebida pelos profissionais brasileiros é de R$ 2.330,82, afirma pesquisa da Catho

Os trabalhadores da região Sudeste do Brasil recebem salários de, em média, R$ 2.509,19 por mês. O valor é 28,9% superior aos R$ 1.946,43 pagos aos profissionais do Nordeste. Nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sul, o ganho médio dos trabalhadores é de, respectivamente, R$ 2.038,53, R$ 2.161,01 e R$ 2.269,74. Os dados foram apresentados pela 57ª Pesquisa Salarial do site de vagas Catho. Para Fabrício Kuriki, coordenador de pesquisa da Catho, a diferença salarial pode ser atribuída ao custo de vida mais elevado em algumas regiões do país. Governo sobe para R$ 1.006 previsão para salário mínimo em 2019 "Os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná possuem salários mínimos próprios, que podem chegar a R$ 1.414,60 [no caso do Paraná]. Uma diferença de 48% se comparado ao salário mínimo nacional de R$ 954", explica Kuriki. A equipe responsável pelo estudo ressalta que a média das regiões considera algumas ponderações entre os Estados, que têm pesos diferentes conforme suas representatividades. O levantamento aponta ainda que o salário médio dos profissionais brasileiros é de R$ 2.330,82, remuneração superada apenas no Sudeste. Em comparação com 2017, o índice sinaliza para um ganho de somente 0,8% ou R$ 20,02 na remuneração média paga no país. Se considerada a inflação oficial de 3,81% no acumulado dos 10 primeiros meses de 2018, é possível dizer que a variação salarial apresentada pela pesquisa equivale a uma perda real de 2,89%. Estados Principal economia do Brasil, o Estado de São Paulo figura também como o local com o maior salário do país: R$ 2.711,22. Distrito Federal e Rio de Janeiro aparecem na sequência, com pagamentos médios de R$ 2.564,22 e R$ 2.491,07, respectivamente. Pagamento do 13º salário injeta R$ 211,2 bilhões na economia “São Paulo lidera essa lista por possuir um mercado de trabalho mais ligado a serviços e outras atividades econômicas”, avalia Kuriki. Ele ainda observa que a existência de vagas que exigem maior qualificação profissional no Estado puxa as remunerações para cima. Na outra ponta da lista aparece o Piauí, com remuneração média de R$ 1.704,04, valor 66% e mais de R$ 1.000 menor que o apurado em São Paulo, Estado líder do ranking.

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