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Novas pistas podem esclarecer definitivamente origem do óleo no Nordeste
Data: 18/11/2019

A partir das imagens de satélites localizadas, nos dias 19 e 24 de julho, rastreamos todos os navios-tanque que transportaram óleo cru nessas datas, pela costa leste e pela costa norte do Nordeste brasileiro. No total, 111 navios navegaram por ali com ess

Novas evidências podem esclarecer de uma vez por todas a origem do óleo no Litoral do Nordeste. Uma terceira imagem de satélite, encontrada na última sexta-feira, dia 15 de novembro, pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), foi crucial para se chegar ao navio suspeito de derramar óleo no Litoral do Nordeste. A imagem do Sentinel-1A, do dia 19 de julho de 2019, mostra mais uma mancha de óleo, de grande proporção, na costa leste do Nordeste brasileiro, a 26 km do Litoral da Paraíba. Satélite Sentinel-1A registra mancha de óleo próximo ao Litoral da Paraíba. Fonte: Lapis. O satélite capturou uma grande mancha de óleo no mar, com cerca de 25 km de extensão e 400 metros de largura. A mancha pode ser bem maior, pois parte dela talvez não tenha sido registrada pela faixa de cobertura do satélite. O Lapis já havia identificado, a partir de três satélites (Sentinel-1A, Aqua-Modis e NOAA-20 Viirs) uma grande mancha de óleo na costa norte do Nordeste, a 40 km de São Miguel do Gostoso (RN). Somente aquela imagem foi suficiente para o Laboratório concluir que os cinco navios gregos suspeitos, inclusive o Bouboulina, não cometeram o desastre ambiental no Nordeste brasileiro. Uma reportagem do Estadão, do último dia 13 de novembro, mostrou que a organização norte-americana Skytruth, especializada em análises do mar, questiona as imagens de satélites divulgadas pela Marinha e Polícia Federal. A análise daquela organização, que reúne empresas como Google e Oceana, confirma as hipóteses do Lapis. Na avaliação dos especialistas americanos, a imagem da Hex Tecnologia Geoespacial, que apoiou as autoridades brasileiras, não indica óleo, e o navio grego Bouboulina não originou o derramamento. Com o avanço nas investigações, a nova mancha, localizada pelo Lapis, desta vez, no Litoral da Paraíba, levou à identificação da provável embarcação que derramou óleo no Litoral do Nordeste. Satélite detecta mancha de óleo no Litoral norte do Nordeste, dia 24 de julho. Fonte: Lapis. Com base em dados de geointeligência marinha, cruzados com informações de satélites, o Lapis concluiu ter havido comportamento atípico, no percurso do navio, pela costa norte do Nordeste brasileiro, no período anterior a 28 de julho. A bandeira da embarcação suspeita não é grega. Todos os seus dados serão repassados, pelo Lapis, ao Senado Federal, no próximo dia 21 de novembro. Na ocasião, haverá uma audiência pública da Comissão Externa que acompanha as investigações sobre a poluição por óleo no Litoral do Nordeste. A partir das imagens de satélites localizadas, nos dias 19 e 24 de julho, rastreamos todos os navios-tanque que transportaram óleo cru nessas datas, pela costa leste e pela costa norte do Nordeste brasileiro. No total, 111 navios navegaram por ali com esse tipo de carga. De todas as embarcações analisadas, concluiu-se que apenas uma delas apresentou evidências de que algum incidente pode ter ocorrido durante seu trajeto, podendo ser a provável fonte do óleo que polui o Litoral brasileiro.

Link Notícia: https://www.tnh1.com.br/noticia/nid/novas-pistas-podem-esclarecer-definitivamente-origem-do-oleo-no-nordeste/