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Brasil

Juíza marca interrogatório de Paulo Preto na Lava Jato
Data: 10/07/2018

Ex-diretor da Dersa é investigado por supostos desvios na obra do Rodoanel em São Paulo

A juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Federal de São Paulo, marcou para o dia 9 de agosto o interrogatório do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o "Paulo Preto", emblemático personagem de governos do PSDB ligado a políticos do partido. O executivo é investigado por supostos desvios de R$ 7,7 milhões da estatal paulista em desapropriações do trecho Sul do Rodoanel. A investigação é da força-tarefa da Operação Lava Jato, em São Paulo. Na mesma decisão, de 29 de junho, Maria Isabel marcou para 26 de julho a "oitiva da testemunha ministro Aloysio Nunes, oportunidade em que serão, outrossim, ouvidas outras eventuais testemunhas residuais". O tucano é chefe do Ministério de Relações Exteriores. A juíza ainda homologou a desistência de duas testemunhas do ex-chefe de Assentamento da Dersa, José Geraldo Casas Vilela. Uma delas é o engenheiro Edison Mineiro dos Santos, fiscal da Dersa. Edison Mineiro foi alvo de mandado de prisão temporária ordenado por Maria Isabel na Operação Pedra no Caminho. A ação, deflagrada em 21 de junho, mira em desvios que podem chegar a R$ 600 milhões de obras do Rodoanel Norte. O fiscal foi solto em 29 de junho. A denúncia criminal contra Paulo Vieira atinge outros quatro investigados, todos acusados de desvios em proveito próprio e de terceiros, entre 2009 e 2011. O montante global foi de R$ 7,7 milhões (valores da época) em recursos e imóveis destinados ao reassentamento de pessoas desalojadas por obras da Dersa na região metropolitana de São Paulo — o trecho sul do Rodoanel, o prolongamento da avenida Jacu Pêssego e a Nova Marginal Tietê. A acusação aponta que o ex-diretor comandava o esquema. Os investigados são suspeitos de formação de quadrilha, peculato e inserção de dados falsos em sistema público de informação. Polêmicas de Paulo Preto Em 11 de maio de 2018, Paulo Preto foi solto da prisão, onde estava desde 9 de abril deste ano, por decisão do ministro Gilmar Mendes. O ex-diretor da Dersa responde pelos crimes de formação de quadrilha, peculato e inserção de dados falsos em sistema público de informação. Paulo Preto foi citado como operador de propinas do PSDB por sete delatores da operação Lava Jato. O ex-diretor da Dersa foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) por desvios na estatal paulista e tem um passado cheio de polêmicas e envolvimento em escândalos de corrupção. Homem forte do senador José Serra (PSDB-SP), ele chegou à empresa estatal nomeado por Geraldo Alckmin (PSDB-SP), em 2005, cargo que ocupou até 2010. Outro lado Em março de 2018, a defesa de Paulo Preto disse ao R7 que a denúncia do MPF “é contrária à própria conclusão da auditoria interna e investigações internas que inocentaram Paulo Vieira de Souza de qualquer ato ilícito ou favorecimento a quem quer que seja". Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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