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Notícias da Economia

Efetivação de temporários em 2018 será a maior dos últimos três anos
Data: 14/11/2018

Associação Comercial de São Paulo prevê que a contratação dos trabalhadores após o período de festas pode alcançar 15%

Os brasileiros em busca de uma colocação profissional podem apostar nas vagas temporárias de final de ano como porta de entrada para o mercado de trabalho. De acordo com a ACSP (Associação Comercial de São Paulo), a efetivação dos contratados provisoriamente pelo comércio pode alcançar 15% e atingir o maior patamar dos últimos três anos. Brasil deve abrir mais de 220 mil vagas temporárias neste fim de ano Um outro levantamento, divulgado pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), ressalta que vale a pena se esforçar para ser efetivado no cargo conquistado temporariamente. A pesquisa aponta que quase 28% dos empresários dos segmentos do comércio e serviços têm a intenção de admitir ao menos um colaborador após o término do contrato temporário. Por outro lado, 41% dos entrevistados não pretende efetivar nenhum. Saiba como manter o emprego após o fim do contrato temporário O presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), Alencar Burti, afirma que a estimativa de crescimento das efetivações está relacionada ao otimismo do comércio com o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro. “Pelo que vimos em anos anteriores, quando a confiança cresce e as lojas vendem seus estoques no Natal, o ano seguinte já começa com números bons na indústria, o que estimula a efetivação de trabalhadores temporários”, avalia o presidente da ACSP. Segundo Burti, o comércio "acredita em uma arrancada da economia em 2019" e no "retorno do cenário que se apresentou no país antes da imersão na crise". Na análise com todos os setores de atividades, a Asserttem (Associação Brasileira do Trabalho Temporário) estima para a abertura de mais de 200 mil vagas de trabalho entre novembro e dezembro. Para os últimos quatro meses do ano, a previsão era de 434.429 postos. RJ: comércio poderá contratar 10,3 mil temporários para o Natal

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Sete de cada 10 empregos criados no 2º trimestre foram informais
Data: 14/11/2018

Relatório divulgado pelo Dieese aponta para a geração de 600 mil novos postos de trabalho entre os meses de abril e junho deste ano

Dos 9,4 milhões de brasileiros inativos ou desocupados que conquistaram uma vaga no mercado de trabalho ao longo do segundo trimestre do ano, 74,2% foram admitidos de maneira informal. Os dados foram compilados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) com base nos resultados da Pnad Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo o relatório, o mercado de trabalho nacional ganhou 600 mil profissionais na passagem do 1º para o 2º trimestre de 2018. As informações mostram ainda que 23% (2,1 milhões) dos novos contratados no período atuam sem carteira assinada no setor privado e 35% (3,3 milhões) optaram por trabalhar por conta própria. Do total de vagas abertas para inativos ou desocupados, somente 17% conquistaram cargos com carteira assinada e apenas 14% contribuíram para a Previdência. Salário A remuneração média dos trabalhadores contratados entre os meses de abril e junho deste ano foi de R$ 1.023, valor que equivale a menos da metade da média salarial de R$ 2.128 paga no mercado de trabalho nacional. Profissionais do Sudeste têm salário 30% maior do que os do Nordeste Segundo o Dieese, os jovens apresentam um rendimento inferior ao recebido por aqueles com mais idade. Em alguns casos, o salário inicial dos trabalhadores de 60 anos ou mais chega a ser 65% maior do que o dos com até 29 anos. Os dados ainda revelam que 53% dos novos admitidos foram contratados para atuar por menos de 40 horas semanais. Desses, 35% afirmaram desejar ter jornadas mais longas.

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Vendas no varejo tem o pior setembro em 18 anos, diz IBGE
Data: 14/11/2018

De acordo com os dados, caiu 1,3% em relação a agosto, pior resultado da série histórica iniciada em 2000

As vendas no varejo do Brasil recuaram mais do que o esperado e registraram o pior desempenho para setembro em 18 anos, devido às perdas em supermercados e combustíveis, indicando incertezas para os últimos meses de 2018 após encerrarem o terceiro trimestre com estagnação. Em setembro, as vendas no varejo caíram 1,3% em relação a agosto, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (13). PUBLICIDADE Este foi o pior resultado para o mês na série histórica iniciada em 2000 e bem pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,2%. Em relação ao mesmo mês de 2017, as vendas apresentaram ganho 0,1 %, também bem abaixo da projeção na pesquisa de alta de 1,6%. Ao encerrarem o terceiro trimestre com estabilidade sobre os três meses anteriores, as vendas do varejo mostram enfraquecimento ao longo do ano, após alta de 0,8 % no segundo trimestre e de 1% nos primeiros três meses do ano. Em setembro, seis das oito categorias pesquisadas mostraram queda nas vendas, sendo que a comercialização de combustíveis e lubrificantes caiu 2% no mês na comparação com agosto, registrando também o pior resultado para setembro na série histórico. Com forte peso no bolso dos consumidores, o setor de hiper e supermercados viu suas vendas contraírem 1,2% em setembro, o pior resultado para o mês desde 2002. O movimento, de acordo com o IBGE, se deu por conta do aumento dos preços — em setembro, a inflação de alimentos e bebidas foi de 0,10%, após uma queda nos preços de 0,34% em agosto. Já os preços dos combustíveis subiram em setembro 4,18 % , após queda de 1,86 % no período anterior. "A inflação de combustíveis e hipermercados teve efeito negativo sobre as vendas. A alta dos combustíveis tem a ver com elevações promovidas pela Petrobras e, no caso dos alimentos, houve alta na alimentação domiciliar", explicou a gerente da pesquisa do IBGE, Isabella Nunes. As vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, tiveram recuo de 1,5% no período, pressionadas principalmente pela queda de 1,7 % em material de construção na comparação com agosto. A atividade econômica brasileira vem apresentando um ritmo fraco, o que associado às incertezas ligadas às eleições presidenciais vinham contendo o consumo no país. Tanto a confiança do comércio quanto do consumidor indicaram melhora em outubro, mas alto nível de desemprego e a informalidade ainda são fatores limitantes. "Temos uma grande informalidade no Brasil, e isso afeta o poder de compra de consumo dos brasileiros. O mercado de trabalho tem sido um freio para o consumo", completou Isabella. Copyright Thomson Reuters 2018

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Brasileiro pretende gastar R$ 116 com presente de Natal em 2018
Data: 09/11/2018

Pesquisa indica que sete em cada dez brasileiros vão às compras na data deste ano, que deve injetar R$ 53,5 bilhões na economia nacional

Mesmo com a crise e as incertezas que marcaram o ano, o brasileiro deve ir às compras neste Natal. De acordo com pesquisa do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), o consumidor vai levar entre quatro e cinco presentes e o gasto médio com a "lembrancinha" será de R$ 116 no Natal de 2018. Em 2017, o brasileiro gastou, em média, R$ 103 no presente. Levando em conta o número de consumidores que compraram no ano passado, 27% planejam gastar mais em 2018. Ao todo, 110 milhões de brasileiros — ou 72% da população — devem comprar presentes, o que vai injetar R$ 53,5 bilhões na economia brasileira. "Os números apontam uma estabilidade se comparados com os dados de 2017, quando as compras de Natal injetaram R$ 51,2 bilhões na economia", explica a economista chefe do SPC, Marcela Kawauti. "Também vale observar que 19% dos entrevistados ainda não decidiram se irão às compras, e estão em compasso de espera, o que pode aquecer um pouco mais as vendas", destaca. "Mas, a princípio, teremos um Natal semelhante ao de 2017". O preço ainda é um dos fatores apontados pelos consumidores como critério no momento da compra. Filhos (57%), cônjuges (48%) e mães (46%) devem receber presentes neste ano. As roupas continuam sendo os itens mais procurados. "É um presente democrático, com uma variedade grande de produtos, qualidade e preços", explica Marcela. Oito em cada dez consumidores (85% do total) disseram que vão pesquisar antes de comprar. A pesquisa apontou também que a internet é a principal aliada e fonte de informações para o consumidor comparar preços — dois em cada três entrevistados afirmaram que vão usar a rede antes de comprar. Quanto ao local escolhido para as compras de Natal, as lojas de departamento têm 42% da preferência dos consumidores, seguida das lojas online, com 40%. Com relação ao pagamento, 57% deve pagar à vista, principalmente pessoas das classes C,D e E. Quanto ao meio de pagamento, de acordo com o levantamento, 40% afirmam que vão usar o crédito para efetuar o pagamento e 26%, o cartão de crédito. "A data mantém sua importância para a economia, ainda não chegamos aos valores da pré-crise, mas a intenção de compra continua estável", finaliza Marcela. A pesquisa do SPC e da CNDL ouviu 761 pessoas acima de 18 anos, de todas as classes sociais, nas 27 capitais do país.

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Profissionais do Sudeste têm salário 30% maior do que os do Nordeste
Data: 08/11/2018

Remuneração média recebida pelos profissionais brasileiros é de R$ 2.330,82, afirma pesquisa da Catho

Os trabalhadores da região Sudeste do Brasil recebem salários de, em média, R$ 2.509,19 por mês. O valor é 28,9% superior aos R$ 1.946,43 pagos aos profissionais do Nordeste. Nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sul, o ganho médio dos trabalhadores é de, respectivamente, R$ 2.038,53, R$ 2.161,01 e R$ 2.269,74. Os dados foram apresentados pela 57ª Pesquisa Salarial do site de vagas Catho. Para Fabrício Kuriki, coordenador de pesquisa da Catho, a diferença salarial pode ser atribuída ao custo de vida mais elevado em algumas regiões do país. Governo sobe para R$ 1.006 previsão para salário mínimo em 2019 "Os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná possuem salários mínimos próprios, que podem chegar a R$ 1.414,60 [no caso do Paraná]. Uma diferença de 48% se comparado ao salário mínimo nacional de R$ 954", explica Kuriki. A equipe responsável pelo estudo ressalta que a média das regiões considera algumas ponderações entre os Estados, que têm pesos diferentes conforme suas representatividades. O levantamento aponta ainda que o salário médio dos profissionais brasileiros é de R$ 2.330,82, remuneração superada apenas no Sudeste. Em comparação com 2017, o índice sinaliza para um ganho de somente 0,8% ou R$ 20,02 na remuneração média paga no país. Se considerada a inflação oficial de 3,81% no acumulado dos 10 primeiros meses de 2018, é possível dizer que a variação salarial apresentada pela pesquisa equivale a uma perda real de 2,89%. Estados Principal economia do Brasil, o Estado de São Paulo figura também como o local com o maior salário do país: R$ 2.711,22. Distrito Federal e Rio de Janeiro aparecem na sequência, com pagamentos médios de R$ 2.564,22 e R$ 2.491,07, respectivamente. Pagamento do 13º salário injeta R$ 211,2 bilhões na economia “São Paulo lidera essa lista por possuir um mercado de trabalho mais ligado a serviços e outras atividades econômicas”, avalia Kuriki. Ele ainda observa que a existência de vagas que exigem maior qualificação profissional no Estado puxa as remunerações para cima. Na outra ponta da lista aparece o Piauí, com remuneração média de R$ 1.704,04, valor 66% e mais de R$ 1.000 menor que o apurado em São Paulo, Estado líder do ranking.

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Alimentos voltam a pesar no bolso dos brasileiros
Data: 08/11/2018

Inflação oficial mostra a valorização de 0,59% no preço dos alimentos e bebidas ao longo do mês de outubro

Os alimentos voltaram a figurar como um dos vilões da inflação e amargaram as refeições dos brasileiros durante o mês de outubro. Dados revelados nesta quarta-feira (7) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que os itens do grupo ficaram 0,59% mais caros no mês passado. O economista e professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) Mauro Rochlin afirma que a alta dos alimentos já havia sido confirmada pelo IPCA-15 no meio do mês passado com uma valorização de 0,44%. Inflação para famílias com renda mais baixa sobe de 0,2% para 0,53% Rochlin explica que o preço mais salgado de frutas, verduras e dos alimentos in natura foram os maiores vilões, mas deve ter os preços estabilizados neste mês. “Eu acredito que a alta dos alimentos seja pontual, com a reversão desse cenário já agora em novembro” avalia Rochlin. O pesquisador do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) João Paulo Deleo afirma que algumas altas significativas representam apenas um ajuste dos valores. “Você pegar batata, até aumentou um pouco, mas os preços ainda estão bem baixo”, destaca. Tomate Principal alta do setor de alimentos no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de outubro, o tomate ficou 51,27% mais caro no período. Para Deleo, a valorização ocorreu devido a um prejuízo que os produtores tiveram entre junho e setembro. “Os preços estavam bem baixos devido à boa produtividade e as hortaliças são muito sensíveis à oferta”, afirma o pesquisador do Cepea, que completa: “Mesmo que a oferta aumente na primeira quinzena de novembro, se acredita que esses preços não devem cair tanto porque não deve haver uma concentração muito grande nas quantidades.” Petrobras aumenta preço do botijão de gás de cozinha em 8,5% De acordo com Rochlin, o tomate pode ser incluído na lista de itens como demanda inelástica, que consiste na baixa variação na procura pelo produto conforme a inflação, comum em alimentos como arroz e feijão. “São produtos muito essenciais e tendem a ter demanda inelástica, com pouca influência na alteração de preços”, afirma. Deleo também atribui a movimentação grande de preços das hortaliças à demanda inelástica deles. “Se o tomate cair muito, você não tem o aumento de compra na mesma proporção. Por outro lado, se ficar muito mais caro, também não há uma queda semelhante”, explica.

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Saques da poupança superam depósitos em R$ 2,5 bi em outubro
Data: 08/11/2018

O valor reflete o montante de recursos que os brasileiros sacaram na caderneta, já descontados os depósitos no período

A caderneta de poupança fechou outubro com saques líquidos de R$ 2,533 bilhões, informou nesta quarta-feira (7) o Banco Central. O valor reflete o montante de recursos que os brasileiros sacaram na caderneta, já descontados os depósitos no período. Foi o primeiro saque líquido mensal desde fevereiro deste ano, quando houve saída líquida de R$ 708,1 milhões. Poupança volta a registrar mais depósitos do que saques após 3 anos No mês passado, conforme o BC, os aportes na caderneta somaram R$ 194,436 bilhões, enquanto os saques atingiram R$ 196,969 bilhões. Considerando os rendimentos de R$ 2,950 bilhões em outubro, o total de recursos depositados na poupança chega hoje a R$ 776,192 bilhões. No acumulado do ano até outubro, a captação da poupança está positiva em R$ 22,969 bilhões. Isso é resultado de aportes de R$ 1,836 trilhão e retiradas de R$ 1,813 trilhão. O resultado positivo da poupança em 2018 contrasta com o cenário visto em anos anteriores. Em 2015 e 2016, a crise econômica havia acirrado os saques, com as famílias mais retirando do que colocando recursos na caderneta para fazer frente às despesas do dia a dia. Em 2017, o cenário começou a mudar, em meio ao início da recuperação econômica. Ainda assim, os primeiros meses do ano foram marcados por mais saques que depósitos, sendo que a recuperação dos saldos ocorreu no segundo semestre. Este ano, a recuperação gradual da atividade e da própria renda, em um ambiente de inflação baixa, favoreceu a captação líquida de recursos pela poupança. Atualmente, a remuneração da caderneta de poupança é formada pela taxa referencial (TR) mais 70% da Selic (a taxa básica de juros). A Selic, por sua vez, está hoje em 6,50% ao ano. Esta regra de remuneração vale sempre que a taxa básica estiver abaixo dos 8,50% ao ano. Quando estiver acima disso, a poupança será atualizada pela TR mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano). Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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Copom mantém taxa de juros em 6,5% ao ano pela 5ª vez seguida
Data: 05/11/2018

Decisão tomada por unanimidade seguiu a expectativa do mercado. Próximo encontro do grupo acontece em dezembro deste ano

O Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, decidiu manter a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, em 6,5% ao ano pela quinta vez consecutiva. A taxa segue neste patamar desde março deste ano, quando o BC decidiu reduzir a taxa vigente em 0,25 ponto percentual, para 6,5% ao ano. A decisão do Copom, tomada por unanimidade, seguiu a expectativa do mercado de que a taxa fosse mantida. As próximas reuniões para estabelecer o valor da taxa básica de juros acontecem nos dias 11 e 12 de dezembro. Em nota na qual justifica o veredito, o comitê avalia que os indicadores recentes “continuam evidenciando recuperação da economia brasileira, em ritmo mais gradual que o vislumbrado no início do ano”. Ibovespa fecha outubro com ganho mensal de quase 10% “O Comitê avalia que diversas medidas de inflação subjacente se encontram em níveis apropriados, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária”, afirma o documento. Para os próximos anos, o Copom avalia que previsão de inflação na casa dos 4% ao longo dos próximos anos sugere para a manutenção da Selic em 6,5% ao ano e suba 1,5 ponto percentual, para 8% ao ano, em 2019. A projeção para 2020 e 2021 é de estabilidade da taxa. Votaram pela manutenção da Selic o presidente do BC, Ilan Goldfajn, e os diretores Carlos Viana de Carvalho, Carolina de Assis Barros, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso, Paulo Sérgio Neves de Souza, Reinaldo Le Grazie, Sidnei Corrêa Marques e Tiago Couto Berriel. O que é a Selic? A Selic é conhecida como táxa básica de juros, porque a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. A taxa básica de juros também serve como principal instrumento de para manter a inflação próxima da meta, que é de 4,5%. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

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Dólar cai a R$ 3,69, mas volta a ter alta semanal após seis semanas
Data: 05/11/2018

Moeda norte-americana recuou 0,76% ao longo da semana, mas registrou alta de 1,09% nos últimos quatro dias

O dólar iniciou novembro em queda e terminou a quinta-feira (1º) abaixo de R$ 3,70, em dia de maior busca pelo risco no mercado internacional e com os investidores animados com os primeiros passos do novo governo eleito. Na sessão, a moeda norte-americana recuou 0,76%, a R$ 3,6943 na venda, depois de cair 7,79% em outubro, sua maior queda porcentual desde junho de 2016. Na mínima do dia, a divisa foi a R$ 3,6797 e, na máxima, a R$ 3,7149. Com a queda, o dólar encerra a semana com alta de 1,09%, a primeira alta após seis semanas consecutivas de queda, período no qual perdeu 12,29% de seu valor. Ibovespa abre novembro aos 88.419 pontos, maior patamar da história "Equipe econômica e projetos do governo Bolsonaro continuam sendo o foco do mercado nesse período de transição", destacou a Elite Corretora em relatório. Nesta quinta-feira, o destaque foi a decisão do juiz federal Sérgio Moro de aceitar o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para ser o futuro ministro da Justiça. "Bolsonaro ganha pontos muito positivos com a população, que tem em Moro um exemplo probo e tê-lo no governo seria uma garantia de que a ordem seria mantida e a corrupção combatida", já antecipava logo cedo a gestora Infinity sobre o assunto. O otimismo com o cenário político doméstico nesta quinta-feira encontrou respaldo num movimento de maior busca pelo risco no exterior, levando o dólar cair forte ante a cesta de moedas e também ante as divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano. Expectativa de que a China aumente seu estímulo fiscal ajudou as divisas emergentes, enquanto o euro foi favorecido pela esperança de acordo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit. Na sexta-feira, dia em que o mercado doméstico estará fechado com o feriado de Finados, será divulgado o relatório do mercado de trabalho nos Estados Unidos, que pode reforçar a percepção de mais alta de juros no país. O Banco Central vendeu nesta sessão 13.600 contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 680 milhões do total de US$ 12,217 bilhões que vence em dezembro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral. Copyright Thomson Reuters 2018

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China faz alerta a Bolsonaro e diz que 'custo' pode ser grande
Data: 05/11/2018

Em um editorial publicado em inglês pelo jornal estatal, Pequim deixa claro a irritação com o presidente eleito e diz que economia brasileira sofrerá

A China fez um duro alerta ao presidente eleito Jair Bolsonaro e apontou que, se a opção do Brasil em 2019 for por seguir a linha de Donald Trump e romper acordos com Pequim, quem sofrerá será a economia brasileira. A forma encontrada pela China para mandar o recado foi a publicação de um editorial em seu principal jornal estatal, com versão em língua inglesa. No China Daily, o texto não deixa dúvidas da irritação que Bolsonaro já criou em Pequim. O jornal é uma espécie de porta-voz ao mundo do governo chinês e usado para mandar mensagens a parceiros. Segundo o editorial, as exportações brasileiras "não apenas ajudaram a alimentar o rápido crescimento da China. Mas também apoiaram o forte crescimento do Brasil". Para os chineses, portanto, criticar Pequim "pode servir para algum objetivo político específico". "Mas o custo econômico pode ser duro para a economia brasileira, que acaba de sair de sua pior recessão da história." "Ainda que Bolsonaro tenha imitado o presidente dos EUA ao ser vocal e ultrajante para captar a imaginação dos eleitores, não existe razão para que ele copie as políticas de Trump", alertaram os chineses. O jornal admite que existem especulações sobre o futuro das relações entre os dois países. Bolsonaro, ao longo da campanha presidencial, criticou a China. Em fevereiro, ele ainda visitou Taiwan, o que deixou Pequim irritada. Sabendo que Bolsonaro poderia ser um forte concorrente para a Presidência, a embaixada chinesa enviou uma carta de protesto. Nela, Pequim expressava sua "profunda preocupação e indignação" e alertava que a visita era uma "afronta a soberania e integridade territorial da China" e "causa eventuais turbulências na Parceria Estratégica Global China-Brasil, na qual o intercâmbio partidário exerce um papel imprescindível". Agora, segundo o editorial, empresários chineses operando no Brasil e autoridades em Pequim vão se colocar a pergunta: "até que ponto o próximo líder da maior economia da América Latina vai afetar a relação Brasil-China?" "Essa é uma pergunta pertinente. Afinal, Bolsonaro é apresentado por alguns como um "Trump Tropical", uma pessoa de direita que não apenas endossa a agenda nacionalista de Trump, mas pode copiar uma página de seu guia", diz o texto. "Ele (Bolsonaro) prometeu dar preferências a acordos bilaterais e mudar a embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém", indicou o texto do editorial. "Além disso, ele se mostrou menos que amistoso em relação à China durante a campanha. Ele apresentou a China como um predador buscando dominar setores-chave da economia brasileira", destacou. "Não é uma surpresa, portanto, que as pessoas estejam se questionando se Bolsonaro irá, como o presidente americano fez, dar um golpe substancial à relação mutuamente benéfica Brasil-China", insistiu. Os chineses deixaram ainda claro que não acreditam que promessas feitas em campanhas eleitorais fiquem apenas pelo caminho antes do voto. "Ou que o Bolsonaro presidente coma naturalmente as palavras extremas do Bolsonaro candidato", alertam. "Ainda assim, esperamos que quando ele assumir a liderança da oitava maior economia do mundo, Bolsonaro olhe de forma racional e objetiva para o estado das relações Brasil-China", disse. "Ele se daria conta que a China é seu maior mercado exportador e primeira fonte de superávit comercial", escreveu o jornal. "Mais importante: as duas economias são complementares e dificilmente competidores." Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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Contas públicas ficam negativas em R$ 24,6 bilhões em setembro
Data: 30/10/2018

Resultado negativo do Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) chegou a R$ 24,292 bilhões

O setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, registrou saldo negativo nas contas públicas em setembro, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (29) pelo BC (Banco Central). O déficit primário — receitas menos despesas, sem considerar gastos com juros — ficou em R$ 24,621 bilhões, resultado 15,8% maior do que de igual período de 2017, quando chegou a R$ 21,259 bilhões. Em setembro, o resultado negativo do Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) chegou a R$ 24,292 bilhões. Os governos estaduais registraram déficit de R$ 872 milhões, e os municipais, superávit de R$ 77 milhões. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, tiveram superávit primário de R$ 466 milhões no mês passado. Nos nove meses do ano, houve déficit primário de R$ 59,321 bilhões, contra resultado também negativo de R$ 82,110 bilhões em igual período de 2017. No acumulado em 12 meses encerrados em setembro, as contas públicas ficaram com saldo negativo de R$ 87,794 bilhões, o que corresponde a 1,29% do PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. A meta para o setor público consolidado é de déficit de R$ 161,3 bilhões neste ano. Os gastos com juros ficaram em R$ 14,552 bilhões em setembro, contra R$ 32,049 bilhões no mesmo mês de 2017. O déficit nominal, formado pelo resultado primário e os resultados dos juros, atingiu R$ 39,173 bilhões no mês passado ante R$ 53,309 bilhões de setembro de 2017. De janeiro a setembro, o resultado nominal ficou negativo em R$ 362,663 bilhões, ante R$ 385,236 bilhões em igual período do ano passado. Em 12 meses, o déficit nominal ficou em R$ 488,835 bilhões, o que corresponde a 7,2% do PIB. Dívida pública A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,543 trilhões em setembro, o que corresponde 52,2% do PIB, com aumento de 1 ponto percentual em relação a agosto (51,2% do PIB). Em setembro, a dívida bruta — que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais — chegou a R$ 5,246 trilhões ou 77,2% do PIB, com redução de 0,1 ponto percentual em relação a agosto.

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/contas-publicas-ficam-negativas-em-r-246-bilhoes-em-setembro-29102018

Bolsa fecha em queda e dólar sobe no dia após vitória de Bolsonaro
Data: 30/10/2018

Analistas explicam que cenário até a posse do futuro presidente ainda deverá ser de oscilações no mercado financeiro

No dia seguinte à vitória de Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno da eleição presidencial, o mercado financeiro teve um comportamento diferente do que havia sido visto durante a campanha. A bolsa de valores operou no vermelho na maior parte do pregão e o dólar registrou alta nesta segunda-feira (29) — após abrir em forte queda. Ao fim do pregão, o dólar fechou em alta de 1,39%, cotado a R$ R$ 3,70. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, caiu - 2,43% O crescimento do ainda candidato do PSL nas pesquisas e a consequente ida para o segundo turno fizeram com que o Ibovespa registrasse sucessivas altas nas últimas semanas. O Ibovespa saiu do patamar de 78 mil pontos em 1º de outubro para 85 mil pontos no dia 26. O dólar, que chegou a ser cotado a R$ 4,19 no dia 13 de setembro, caiu para R$ 3,76 no dia 8 de outubro, logo após o primeiro turno. A moeda norte-americana permaneceu nesse patamar durante a campanha do segundo turno e registrou ainda mais queda em relação ao real, atingindo R$ 3,65 na última sexta-feira (26). Para o analista-chefe da Rico Investimentos, Roberto Indech, a vitória de Jair Bolsonaro já havia sido precificada desde o primeiro turno. "O mercado não colocava na conta a possibilidade de o Fernando Haddad vencer esta eleição." O chefe de análise da Toro Investimentos, Rafael Panonko, classifica o comportamento do mercado hoje como "normal". Segundo ele, a tendência de alta se mantém, mas os investidores aproveitaram o dia para realizar lucros. "A partir de agora o mercado vai ficar de olho na velocidade que o futuro governo conseguirá aprovar as propostas que anunciou na campanha. A sinalização foi de uma agenda que agrada ao mercado, com a reforma da Previdência, controle dos gastos públicos, uma possível reforma tributária, privatizações de estatais que não são estratégicas", avalia. O economista da Rico observa que poderá haver grandes oscilações no dólar e na bolsa nas semanas seguintes por questões internas em torno da transição do governo. "O mercado vai começar a cobrar agora medidas econômicas, principalmente a reforma da Previdência, o que virá, o que será... isso poderá movimentar o dólar. Além disso, aguarda-se também o anúncio da equipe econômica, a manutenção ou não do presidente do Banco Central, outros temas como a reforma tributária e o mercado internacional", explica. Indech avalia como "um processo natural" a incerteza que ainda pode haver em relação aos investidores, já que os anúncios serão feitos até o fim do ano. No entanto, ele aponta como crucial um consenso no núcleo mais próximo de Bolsonaro em torno da reforma da Previdência. "A gente precisa de um pouco mais de tempo para a formalização das ideias e propostas. Dentro do núcleo duro da equipe do Bolsonaro, há vertentes de pensamentos diferentes sobre a reforma da Previdência. Há militares, Paulo Guedes [futuro ministro da Fazenda], Onyx Lorenzoni [futuro ministro da Casa Civil]... será necessário fazer uma costura", diz. Panonko também considera que o período até a posse pode ser de oscilações, especialmente se houver problemas de comunicação da nova equipe. "Vai ter momento de oscilação um pouco mais forte, porque o mercado fica olhando para a expectativa. Às vezes, uma frase mal colocada gera um pessimismo. Mas a tendência é de alta. Isso só muda se esse discurso de reforma for por água abaixo e não conseguir aprovar essas pautas."

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Pesquisa da ANP constata ligeiro recuo no preço médio da gasolina
Data: 30/10/2018

Litro é comercializado no valor médio de R$ 4,723 durante semana passada

Embora o preço do litro da gasolina venha caindo há mais de um mês nas refinarias do país, tendo chegado a custar R$ 2,2514 no dia 19 de setembro, somente agora nesta última semana o preço médio do litro do combustível sofreu uma ligeira retração nas bombas. Embora o preço do litro da gasolina venha caindo há mais de um mês nas refinarias do país, tendo chegado a custar R$ 2,2514 no dia 19 de setembro, somente agora nesta última semana o preço médio do litro do combustível sofreu uma ligeira retração nas bombas.

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Horário de verão começará no dia 4 de novembro, decide Planalto
Data: 16/10/2018

Adiamento para 18 de novembro representaria 2ª mudança de data do horário de verão. Inicialmente, a alteração ocorreria no dia 28 de outubro

O presidente Michel Temer recuou e decidiu manter o início do horário de verão para o dia 4 de novembro, quando os relógios serão adiantados em uma hora em parte do País. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Palácio do Planalto na noite desta segunda-feira (15). A justificativa da decisão ainda não foi apresentada. No início do mês, o governo anunciou que adiaria o horário de verão para o dia 18 de novembro a fim de atender a um pedido do Ministério da Educação por causa da realização do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que acontece nos dois primeiros domingos de novembro. O MEC argumentou que candidatos podem perder o exame com a alteração do horário no mesmo dia da mudança dos relógios. Desde então, o governo passou a ser pressionado a retomar a data original principalmente pela Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), que representa as maiores empresas áreas do Brasil. A entidade argumentou que a mudança poderia afetar cerca de 42 mil voos. "Essa mudança trará sérias consequências para o planejamento da operação aérea e, consequentemente, para os consumidores com volume expressivo de passageiros podendo perder voos, pois os bilhetes foram adquiridos com antecedência", disse. Um eventual adiamento para o dia 18 representaria a segunda mudança de data do horário de verão. A primeira foi devido ao segundo turno das eleições, que ocorre no dia 28 de outubro. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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Estimativa de inflação sobe pela quinta vez e vai para 4,43% este ano
Data: 16/10/2018

Projeção da inflação foi ajustada de 4,20% para 4,21% para o ano de 2019. Dados foram divulgados pelo Banco Central

A estimativa de instituições financeiras para a inflação este ano subiu pela quinta vez seguida. De acordo com pesquisa do BC (Banco Central), divulgada nesta segunda-feira (15), em Brasília, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deve ficar em 4,43%. Na semana passada, a projeção estava em 4,40%. Para 2019, a projeção da inflação foi ajustada de 4,20% para 4,21%. Para 2020, a estimativa segue em 4% e, para 2021, passou de 3,95% para 3,92%. A projeção do mercado financeiro ficou mais próxima do centro da meta deste ano, que é 4,5%. Essa meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Já para 2020, a meta é 4% e, para 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente). Taxa básica Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano. De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano. Para o fim de 2020, a projeção permanece em 8,38% ao ano e em 8% ao ano no final de 2021. Quando o Copom (Comitê de Política Monetária) aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação. A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação. Crescimento econômico As instituições financeiras mantiveram a estimativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, em 1,34% este ano e mantiveram a estimativa em 2,5% nos próximos três anos.

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Síndico profissional é alternativa para os condomínios
Data: 16/10/2018

Especialistas contratados para administrar prédios devem ser eleitos por assembleia. Profissão é uma alternativa para quem está desempregado

Síndico profissional pode ser uma alternativa para quem está desempregado. Mas para atuar como prestador de serviço, como observam especialistas, é preciso dedicação. A contratação de síndicos profissionais em condomínios está cada vez mais comum por diversos motivos. De acordo com diretor de Condomínios da AABIC (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo), Omar Anauate, 12% dos imóveis da cidade, incluindo imóveis residenciais e comerciais, contam com esse prestador de serviço. Um síndico externo eleito por assembleia para administrar o condomínio, mas que não é condômino. “Essa figura era mais comum em prédios comerciais, atualmente, com os condomínios clubes que possuem muitas torres e também pela falta de tempo dos moradores esse tipo de profissional tem sido chamado para atuar em edifícios residenciais”, explica Anauate. E qual é o papel desse síndico profissional? Essa pessoa terá as mesmas atribuições que um síndico condômino conforme descrito na lei. Terá de ser eleito por uma assembleia de condôminos, responde civil e criminalmente pelo condomínio. O síndico profissional trabalha como um terceirizado do condomínio e pode atuar em mais de um condomínio ao mesmo tempo, revezando-se entre empreendimentos. Para quem está desempregado, pode ser uma alternativa. "Mas é preciso saber contratar o profissional, é preciso conhecer as leis e atribuições estabelecidas por lei", diz Anauate. Atuação Entre as atribuições do síndico profissional estão as visitas e o planejamento. As visitas acontecem com a periodicidade acordada no contrato, que é pensado segundo as necessidades do condomínio. Os momentos de planejamento são realizados no escritório próprio do síndico profissional. No contrato de prestação de serviços que determina as horas e condições de trabalho, remuneração e prazo de encerramento da prestação de serviços. “É importante que esse contrato seja bem feito para que o Conselho de condôminos ou moradores possa ter liberdade de mudar caso não dê certo ou se o profissional não se adaptar ao condomínio e afins”, observa Anauate. Salário de síndico profissional O valor pago por um síndico profissional varia muito. Além da cidade e estado de atuação, ele também leva em conta fatores como: número de unidades do condomínio, quantas visitas ao condomínio serão feitas por semana, número de áreas comuns, tamanho da equipe de funcionários, valor da taxa condominial. É importante ressaltar que a profissão não tem uma tabela com piso salarial, pois a atividade não é regulamentada. O pagamento é feito por meio de nota fiscal. Cuidados O advogado Júlio Conrado do escritório FNC Fritz, Nunes e Conrado - Advogados e Consultores explica que qualquer prédio pode contratar um síndico externo, mas é preciso tomar alguns cuidados. “É importante fazer uma pesquisa prévia sobre o profissional, pesquisar na Justiça a situação civil e criminal”, explica. “A indicação é sempre válida”. Conrado também orienta que o Conselho formado por condôminos deve acompanhar de perto todas as ações do síndico. “É importante fiscalizar e acompanhar de perto o pagamento de contas, de encargos trabalhistas e verificar de perto o fundo de reserva”.

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Mercado financeiro eleva estimativa de inflação para 4,40%
Data: 08/10/2018

Para 2019, a projeção da inflação permaneceu em 4,20%. Para 2020, a estimativa segue em 4% e, para 2021, passou de 3,97% para 3,95%.

A estimativa de instituições financeiras para a inflação este ano subiu pela quarta vez seguida. De acordo com pesquisa do Banco Central (BC), divulgada hoje (8), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 4,40%. Na semana passada, a projeção estava em 4,30%. Para 2019, a projeção da inflação permaneceu em 4,20%. Para 2020, a estimativa segue em 4% e, para 2021, passou de 3,97% para 3,95%. A projeção do mercado financeiro ficou mais próxima do centro da meta deste ano, que é 4,5%. Essa meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Já para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente). Taxa básica Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como instrumento a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 6,5% ao ano. De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano. Para o fim de 2020, a projeção é 8,38% ao ano, ante 8,19% previstos na semana passada, voltando a 8% ao ano no final de 2021. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação. A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação. Crescimento econômico As instituições financeiras ajustaram a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, de 1,35% para 1,34%, este ano e mantiveram a estimativa em 2,5% nos próximos três anos. A estimativa para a cotação do dólar foi mantida em R$ 3,89 no fim deste ano, e em R$ 3,83 ao término de 2019.

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Saúde das empresas 'segura' Bolsa em ano turbulento
Data: 08/10/2018

Mesmo com todas as incertezas do quadro político e do cenário externo desfavorável para emergentes, tem se mantido no território positivo

A Bolsa tem mostrado uma resistência incomum para um ano eleitoral. Mesmo com todas as incertezas do quadro político e do cenário externo desfavorável para emergentes, ela tem se mantido no território positivo em 2018. Até setembro, subiu 4%. A atual resiliência do mercado, segundo analistas, é resultado da "lição de casa" feita pelas empresas durante a crise, que fizeram pesados ajustes para voltar a lucrar. Isso aponta expectativa de ganhos no médio prazo — que, é claro, também dependem do resultado das urnas. O saldo positivo da Bolsa contrasta com disparada do dólar — já que, geralmente, dólar e Bolsa caminham em sentidos opostos, pois o aumento da percepção de risco aqui incentiva a fuga para ativos estrangeiros. No acumulado até setembro, a moeda norte-americana avançou mais de 20%, evidenciando o aumento da desconfiança com o futuro da economia brasileira. A Bolsa, porém vem resistindo. "De 2015 para cá, as empresas cortaram despesas e ficaram mais leves — assim, no ano passado, voltaram a ter lucro", observa Victor Candido, economista-chefe da Guide Investimentos. O resultado pode ser observado ao se comparar um indicador que relaciona o preço da ação — quanto o mercado acredita que a companhia vale — com seu valor patrimonial ou contábil, como consta em seu balanço. É o chamado P/VPA. Segundo levantamento do professor da FIA Marcos Piellusch, a pedido do jornal 'O Estado de S. Paulo', em 2015, auge da crise econômica, com o dólar na casa dos R$ 4, as 100 empresas mais negociadas e relevantes da Bolsa (agrupadas no IBrX-100) valiam no mercado 14% a mais que no balanço. Já este ano, com a moeda americana no mesmo patamar, a ação das companhias está em média 74% maior que o valor contábil. "Isso indica mais otimismo em relação ao lucro das empresas no futuro", diz Piellusch. "Claro que, como são expectativas, dependem da retomada da economia." Clemens Nunes, professor da FGV, lembra que em 2015, primeiro ano do segundo mandato de Dilma Rousseff, houve valorização do dólar muito repentina - o que pegou muitas empresas "de calça curta". "Agora, apesar dos extremos, a eleição tem data para acabar, diferente do que aconteceu com o impeachment. Essa previsão mais otimista favorece as empresas." Apesar de esta ser uma das eleições mais disputadas desde a redemocratização, o cenário é bem diferente de 2002, por exemplo. Até o primeiro turno, o dólar havia subido 57% — a Bolsa, na contrapartida, caiu 33%. "Em 2002, o P/VPA chegou no menor valor da série, o que demonstrava pessimismo", afirma Piellusch. À época, as 100 empresas mais relevantes da Bolsa estavam cotadas 20% abaixo de seu valor contábil. Com a sinalização de Lula ao mercado e os anos de bonança que se seguiram, o indicador voltou a crescer, atingindo seu auge no início do segundo mandato do petista, em 2007. Já no fim dessa gestão, o indicador passou a recuar — tendência que permaneceu por todo o governo Dilma. Dinheiro de fora Álvaro Bandeira, economista-chefe da MoldalMais, pontua outro fator que vem segurando a Bolsa: com a guinada do dólar, as empresas brasileiras ficaram baratas. Esse desconto atrai investidores de fora. Prova disso foi o retorno do fluxo estrangeiro à B3 no terceiro trimestre, com entrada de R$ 10,24 bilhões. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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Dólar cai para R$ 3,72 após resultado do primeiro turno
Data: 08/10/2018

Moeda americana reagiu ao fato de Bolsonaro ter ficado em primeiro na disputa eleitoral e a composição do Congresso Nacional

O dólar iniciou a segunda-feira (8) em forte queda ante o real e chegou a R$ 3,72 às 9h30. O resultado foi influenciado pelo resultado do primeiro turno da eleição presidencial, em que o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, recebeu votação expressiva. A participação do partido de Bolsonaro no Congresso Nacional também teve peso na queda da moeda: o PSL conquistou a segunda maior bancada. O cenário animou os investidores que torcem por um candidato considerado mais reformista no Palácio do Planalto. Bolsonaro recebeu 46,04% dos votos válidos enquanto o petista Fernando Haddad, que vai disputar com ele o segundo turno, ficou com 29,26% do total. O PT ficou com 57 cadeiras na Câmara dos Deputados, a maior bancada, e o PSL, com 51. Às 9h14, o dólar recuava 2,68%, a R$ 3,7536 na venda, depois de terminar a sexta-feira em queda de 1%, a R$ 3,8570, e encerrar a semana com queda acumulada de 4,46%, o maior recuo semanal desde março de 2016. O dólar futuro tinha baixa de 2,35%. O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de novembro, no total de 8,027 bilhões de dólares. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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Inflação para famílias de baixa renda acelera em setembro, diz FGV
Data: 05/10/2018

Gasolina, arroz e acém registraram aumento de preços no mês. Leite longa vida e tarifa de ônibus tiveram queda

A inflação para as famílias de baixa renda acelerou para 0,2% em setembro em comparação com agosto anterior. Os dados do IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor — Classe 1) foram divulgados na manhã desta sexta-feira (5) pela FGV (Fundação Getulio Vargas). O índice era de 0,04% em agosto. No acumulado de 12 meses, o índice registrou variação de 4,17%. A gasolina (4,5%), o arroz (2,34%), o acém (3,59%), a linguiça (3,82%) e biscoitos (1,95%) tiveram aumento de preços e foram as maiores influências positivas para o resultado de setembro. O leite longa vida (-3,61%), a tarifa de ônibus urbano (-0,56%), cebola (-18,67%), batata-inglesa (-6,59) e carne moída (-2,92) foram as influências negativas para a inflação. O índice mede o impacto da inflação para as famílias que recebem entre um (R$ 954) e dois e meio salários mínimos (R$ 2.385). Este grupo de brasileiros tende a utilizar a maior parte dos proventos para a compra de alimentos, enquanto pessoas com maior poder aquisitivo concentram os gastos em educação, saúde e lazer.

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Estudo do Senado propõe mudar regras do FGTS
Data: 05/10/2018

Conclusões incluem a possibilidade de diminuir os valores recolhidos pelas empresas e aumentar o repasse dos lucros aos trabalhadores

Um estudo da IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado Federal aponta que há espaço no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para redução do recolhimento das contribuições pelas empresas e aumento da distribuição do lucro do Fundo para os trabalhadores. Além de formar poupança remunerada para o trabalhador, o Fundo também oferece crédito favorecido para habitação popular, saneamento e infraestrutura urbana. Numa ampla radiografia das contas do FGTS, a IFI avalia no estudo, que será divulgado hoje, que a tendência para os próximos anos é de resultados positivos e elevação do patrimônio líquido, o que abre oportunidade para "algum tipo" de ajuste nas regras do Fundo. Pela legislação atual, metade do lucro do FGTS é revertida anualmente para o saldo das contas vinculadas dos trabalhadores. Este é o segundo ano de vigência da medida, que elevou em mais 1 6% a rentabilidade do Fundo, fixada em TR (Taxa de Referência) mais 3% ao ano. A principal crítica dos cotistas é a baixa remuneração do Fundo. Uma das opções sugeridas é subir para 100% a distribuição do lucro. Outra alternativa seria a redução do custo das empresas, vinculada a uma contribuição extra de 10% sobre o saldo da conta do trabalhador demitido sem justa causa. O Fundo tem R$ 496 bilhões em ativos e R$ 392,5 bilhões de passivos, que são as obrigações com os trabalhadores. Se as atividades do FGTS fossem encerradas de imediato e os ativos utilizados para quitar suas obrigações, ainda assim sobrariam R$ 104,4 bilhões de patrimônio. Contribuição O FGTS recebe contribuição compulsória recolhida das empresas de 8% sobre o salário dos trabalhadores contratados de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O dinheiro recolhido pelas empresas é dos trabalhadores e fica depositado nas chamadas contas vinculadas, uma para cada contrato de trabalho. Para Josué Alfredo Pellegrini, da IFI, autor do estudo, não faz sentido o FGTS ter um patrimônio crescente. "Ou distribui ou reduz a contribuição", diz o economista. Segundo ele, não parece ser economicamente razoável perseguir como objetivo o contínuo aumento do patrimônio líquido. A redução dos encargos poderia ajudar no aumento do emprego. Há também a alternativa de aumentar descontos concedidos nas operações de crédito, como as destinadas para o programa Minha Casa Minha Vida. Em 2017, as deduções chegaram a R$ 8,56 bilhões. "É desejável, entretanto, que descontos desse tipo sejam discutidos e aprovados durante a tramitação do Orçamento da União", afirma o analista da IFI. Durante a campanha presidencial têm surgido propostas diversas para o FGTS. Entre elas, a substituição da TR pela Taxa de Longo Prazo (TLP) como indexador de correção monetária (campanha do PSDB) e também o uso mais intenso do Fundo para estimular setores de grande geração de emprego (campanha do PDT). Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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Produção de veículos cai 23,5% em setembro ante agosto
Data: 05/10/2018

Dados são da Anfavea, que congrega as montadoras; acumulado do ano mostra crescimento de 10,5% ante a 2017

A produção total de veículos automotores em setembro, considerando carros de passeio e comerciais leves, caiu 23,5% em setembro comparativamente a agosto, segundo carta mensal do setor divulgada nesta quinta-feira (4) pela Anfavea, entidade que congrega as montadoras do país. A queda, de acordo com os executivos da entidade, está associada ao menor número de dias úteis no mês passado em relação a agosto. Tanto o efeito calendário influenciou o resultado mensal que na comparação entre setembro deste ano com idêntico mês em 2017 a produção total de veículos cresceu 4,3%. No acumulado do ano, de janeiro a setembro, a produção das montadoras cresceu 10,5% ante igual período em 2017. Exportações As exportações de veículos brasileiros em setembro recuaram 23 6% em relação a agosto. Também neste caso há o efeito calendário mas o maior impacto veio da crise econômica na Argentina. De acordo com o presidente da Anfavea, Antônio Megale, normalmente a Argentina responde por 70% a 80% das exportações de veículos brasileiros e no mês passado o país vizinho respondeu por apenas 50% das exportações brasileiras. Na comparação entre setembro e o mesmo mês no ano passado, as exportações caíram 28,3%. No acumulado do ano até setembro os embarques cresceram 2% sobre igual período do ano passado. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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Contas de luz vão continuar mais caras em outubro
Data: 01/10/2018

Aneel justificou a necessidade de bandeira vermelho pelo quinto mês consecutivo por causa da falta de chuva

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou que as contas de luz vão continuar com a bandeira vermelha em seu segundo nível no mês de outubro. Com a bandeira vermelha no nível dois, no mês que vem, a tarifa continua com um adicional de R$ 5,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Será o quinto mês seguido em que a bandeira vermelha em seu segundo nível vigora. Contas de luz terão bandeira vermelho em outubro Marcos Santos/ USP Imagens A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou que as contas de luz vão continuar com a bandeira vermelha em seu segundo nível no mês de outubro. Com a bandeira vermelha no nível dois, no mês que vem, a tarifa continua com um adicional de R$ 5,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Será o quinto mês seguido em que a bandeira vermelha em seu segundo nível vigora. Nível de impostos sobre energia é 'exagerado' , diz diretor da Aneel De janeiro a abril, vigorou a bandeira verde, que não tem custo adicional. Em maio, foi adotada a bandeira amarela, que adicionava R$ 1,00 a cada 100 kWh consumidos. Governo estuda mudanças em modelo que compartilha risco entre hidrelétricas, diz Aneel De acordo com a Aneel, a manutenção da bandeira vermelha nível 2 se deve às condições hidrológicas desfavoráveis e à redução no nível de armazenamento dos principais reservatórios das hidrelétricas do País. Escala O sistema de bandeiras tarifárias leva em consideração o nível dos reservatórios das hidrelétricas e o preço da energia no mercado à vista. Na bandeira verde, não há cobrança de taxa extra. Na bandeira amarela, a taxa extra é de R$ 1,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. No primeiro nível da bandeira vermelha, o adicional é de R$ 3,00 a cada 100 kWh. E no segundo nível da bandeira vermelha, a cobrança é de R$ 5,00 a cada 100 kWh. O sistema indica o custo da energia gerada para possibilitar o uso consciente de energia. Antes das bandeiras, o custo da energia era repassado às tarifas no reajuste anual de cada empresa, e tinha a incidência da taxa básica de juros. A Aneel deve anunciar a bandeira tarifária que vai vigorar em novembro no dia 26 de outubro. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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Governo alivia mudança em tributação de refrigerantes para 2019, perda será de R$708 mi
Data: 01/10/2018

Governo alivia mudança em tributação de refrigerantes para 2019, perda será de R$708 mi

BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal aliviou a mudança para o sistema de compensação tributária para empresas de refrigerantes, abrindo mão, com isso, de arrecadar 708 milhões de reais em 2019 com uma medida que foi originalmente concebida para ajudar a compensar a diminuição de impostos sobre o diesel após a greve dos caminhoneiros. Em decreto presidencial publicado nesta sexta-feira, o governo elevou o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre concentrados de refrigerantes para 12 por cento durante o primeiro semestre do ano que vem e 8 por cento no segundo semestre, ante o patamar atual de 4 por cento. Em 2020, o patamar do IPI para o produto volta a ser de 4 por cento, acrescentou o órgão, apontando que o objetivo do decreto foi instituir uma mudança mais gradual para o setor. None PERDA DE ARRECADAÇÃO A alteração vem após forte reação de grandes empresas de refrigerantes com atuação na Zona Franca de Manaus. Na região, o IPI é zero, mas as companhias que compram o xarope para o refrigerante utilizam o crédito tributário sobre a alíquota incidente para abatimento em outros impostos. Com um IPI mais baixo, portanto, elas passam a usufruir de menos crédito tributário. Segundo a Receita, a alteração publicada no Diário Oficial desta sexta-feira implica uma perda de arrecadação de 708,29 milhões de reais no próximo ano. Em maio, quando a Receita anunciou que a alíquota passaria de 20 para 4 por cento, justificou que estava buscando eliminar essa distorção na geração de crédito. Na época, o governo previu uma arrecadação extra de 740 milhões de reais em 2018 de 1,9 bilhão de reais em 2019 com a investida. As empresas do setor, contudo, se reuniram diversas vezes com representantes da Fazenda para contestar a alteração. A Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir), que representa gigantes como a Ambev, Coca-Cola Brasil e Heineken, afirmou ter sido surpreendida com a medida, apontando que esta era uma mudança brusca e feita sem diálogo, que poderia ameaçar investimentos e empregos na Zona Franca. As pequenas e médias empresas do setor, por outro lado, saudaram a iniciativa, afirmando que multinacionais do setor vinham utilizando créditos tributários de forma indevida, afetando o ambiente de competição. None None (Por Marcela Ayres) Copyright Thomson Reuters 2018

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Vendas de supermercados do Brasil crescem 3,64% em agosto, diz Abras
Data: 01/10/2018

No acumulado do ano até agosto, o setor registrou alta real de 1,99 por cento em relação ao mesmo intervalo de 2017, mostrou o levantamento.

SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de supermercados no Brasil em agosto cresceram 3,64 por cento em termos reais ante igual período de 2017 e 1,35 por cento sobre julho, informou nesta sexta-feira a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No acumulado do ano até agosto, o setor registrou alta real de 1,99 por cento em relação ao mesmo intervalo de 2017, mostrou o levantamento. "Após mostrar desaceleração no acumulado de julho, o autosserviço brasileiro voltou a crescer em agosto", disse o presidente da Abras, João Sanzovo Neto, em nota. "No atual cenário econômico e político instável do Brasil, manter números positivos é muito significativo", acrescentou. None (Por Gabriela Mello) Copyright Thomson Reuters 2018

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Prazo para resgate de cotas do PIS/Pasep termina nesta sexta-feira
Data: 28/09/2018

Mais de 4 milhões de beneficiários com menos de 60 anos ainda não sacaram os valores disponíveis; agências da Caixa abrem mais cedo para resgates

Termina nesta sexta-feira (28) o prazo para cotistas do PIS e do Pasep resgatarem o benefício. Para facilitar os saques, as agências da Caixa abrem hoje duas horas mais cedo. Pessoas com menos de 60 anos que contribuíram com o PIS/Pasep entre 1971 e 1988 têm direito ao resgate. Segundo a Caixa, mais de 4 milhões de contribuintes que atendem estes requisitos ainda não sacaram sua cota. A abertura antecipada das agências não acontecerá em regiões nas quais esse horário não for a melhor condição de atendimento aos clientes. O critério será definido pela superintendência local. Pessoas que ainda não fizeram o saque podem consultar a página do banco na internet para saber o valor a ser recebido. Caso o dinheiro já tenha sido creditado em conta, o site também informa a agência e banco no qual o benefício foi creditado. Após o prazo Segundo a Caixa, a partir de 1º de outubro, "os saques voltarão a ser permitidos somente para os cotistas (...) com 60 anos ou mais, aposentados, herdeiros de cotistas, pessoas em situação de invalidez ou acometidos por doenças específicas". Até a última segunda-feira (24), foram pagos R$ 9.6 bilhões aos trabalhadores cadastrados no Fundo PIS/Pasep entre 1971 e 1988.

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Leilão de quatro áreas do pré-sal pode render R$ 6,8 bilhões
Data: 28/09/2018

Este é o último realizado pelo presidente Michel Temer durante seu governo. Evento está marcado para esta sexta-feira (28)

Às vésperas das eleições e com o barril do petróleo no maior nível dos últimos quatro anos, acima de US$ 80, o presidente Michel Temer (MDB) realiza nesta sexta-feira (28) o último leilão de petróleo do seu governo. Se conseguir vender as quatro áreas de pré-sal da 5.ª Rodada de Partilha, vai arrecadar R$ 6,82 bilhões ainda neste ano, quando os contratos forem assinados. Em 35 anos mais R$ 180 bilhões devem ser arrecadados em royalties, calcula a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Capitalizadas pela alta do petróleo, as empresas têm mais chance de apresentar lances elevados nesse leilão, avalia o professor do GEE (Grupo de Economia da Energia da UFRJ) Helder Queiroz. Além disso, a expectativa é de que os reservatórios das quatro áreas que vão ser oferecidas - Saturno, Titã, Pau-brasil e Sudoeste de Tartaruga Verde - guardem mais de 12 bilhões de barris de óleo. Todas as grandes petroleiras estão inscritas para participar da concorrência - Chevron, ExxonMobil, Shell e Total - , além da chinesa CNOOC, uma das sócias de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, e a Petrobrás, que garantiu posição de liderança apenas em uma das áreas, a Sudeste de Tartaruga Verde, contínua a outros reservatórios liderados por ela. A estatal tem o direito de decidir previamente se ficará à frente dos projetos de pré-sal, com participação mínima de 30%. Na opinião do presidente da Petrobrás, Ivan Monteiro, o leilão "será um imenso sucesso". "A empresa se sente confortável competindo", disse. Em seguida, Monteiro afirmou que o pior momento da crise na empresa foi ultrapassado: "Não temos mais 'sofrência' na Petrobrás, que retomou a capacidade de investir", complementou. PublicidadeFechar anúncio Insegurança Entre as petroleiras, no entanto, o clima é de insegurança quanto a possível entrada de um novo presidente da República que interrompa os leilões retomados por Temer. Presidentes de grandes petroleiras afirmam, porém, que nenhuma decisão de investimento será tomada em função do cenário eleitoral. André Araujo, da Shell Brasil, diz que vai se comportar na 5.ª Rodada da mesma forma que nos leilões passados. "Avaliaremos as oportunidades seguindo critérios técnicos, geológicos", disse o executivo. Já o presidente da norueguesa Equinor no Brasil, Anders Opedal, disse que o País é "um excelente lugar para estar" e que "toda eleição tem sua peculiaridade", mas que a empresa projeta seus investimentos pensando no longo prazo e não no momento das apostas. O IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), que representa as petroleiras, se antecipa a possíveis surpresas e reforça o discurso em defesa da continuidade dos leilões. "Já avançamos e não podemos frear", afirmou o presidente da entidade José Firmo, na última segunda-feira, ao abrir a Rio Oil&Gas, em referência ao estabelecimento de um calendário de leilões até 2020. O TCU (Tribunal de Contas da União) exigiu que o governo aumentasse o compromisso de retorno mínimo à União — o lucro óleo, que representa fatia da produção devolvida ao governo, o que só deve acontecer de cinco a oito anos. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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Temer diz que indústria do petróleo está voltando a acreditar no país
Data: 28/09/2018

O presidente comemorou a presença marcante de investidores de mais de 30 países no Rio Oil & Gas 2018

O presidente Michel Temer disse nesta quinta-feira (27) que as reformas feitas na economia do país estão trazendo segurança para que o investidor volte a apostar e ter lucros. Para ele, um sinal disso foi a presença marcante de investidores de mais de 30 países no Rio Oil & Gas 2018. “As pessoas voltaram, e este retorno nós o recebemos com muita alegria. De volta neste momento, convenhamos, de fundado otimismo. A presença de cada um dos senhores e senhoras mostra que acreditam no Brasil que estamos construindo”, afirmou, ao participar do encerramento do encontro. Temer destacou que, nas viagens que faz por vários países, nota uma avaliação que não costuma ver dentro do Brasil. Segundo ele, há um caso permanente de pessimismo interno, que não verifica fora do Brasil. “Nas várias reuniões que frequento, e não foram poucas, neste período, verifico um otimismo extraordinário daqueles que veem esse novo Brasil, ou seja, o Brasil do século 21. Não podemos permitir que ninguém que venha à frente faça o nosso país retornar ao século 20. Temos que continuar no século 21, e nesse sentido o setor de óleo e gás é fundamental nesta trilha do progresso e do desenvolvimento”, afirmou. O presidente fez questão de destacar que foi o atual ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, que o convenceu, na época em que ainda era vice-presidente, a fazer contato com representantes da indústria de óleo e gás para conhecer as dificuldades do setor. Temer afirma que, naquele momento, foram identificadas algumas medidas necessárias que foram adotadas pelo governo após ele assumir a presidência. “Nossa indústria de petróleo e gás recobrou o fôlego, percorreu uma jornada de recuperação como mencionei nos primeiros dias do nosso governo. Nós, ao assumirmos, encontramos uma crise bastante substanciosa”, disse. Perseverança O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, que também estava no encerramento do Rio Oil & Gas 2018, revelou que as mudanças no setor passaram por intensas negociações com a Câmara e o Senado e que o governo não perdeu o sentido da perseverança. “Nós podemos dizer que o setor de óleo e gás voltou. Podemos dizer que o Brasil voltou porque conseguiu cumprir o dever de casa com uma política correta”, disse. Para Moreira Franco, a definição de um calendário de rodadas da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a garantia da manutenção da concorrência e das informações disseminadas igualmente entre os investidores estão entre as medidas que ajudaram na recuperação do setor. “Reafirmo a confiança no setor e na nossa capacidade de negociação”, completou.

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Empréstimo consignado terá FGTS como garantia a partir de amanhã
Data: 25/09/2018

Caixa Economia Federal vai disponibilizar nova modalidade de crédito para trabalhadores do setor privado

Os trabalhadores do setor privado poderão contar com uma nova opção de crédito a partir desta quarta-feira (26), o empréstimo consignado com uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) como garantia. Por enquanto, apenas a Caixa Econômica Federal oferece a linha de crédito, segundo informou o Ministério do Trabalho. Os empréstimos poderão ser pedidos em qualquer agência do banco público. De acordo com o ministério, a nova linha de crédito estará disponível para 36,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Os juros não poderão ultrapassar 3,5% ao mês, percentual até 50% menor do que o de outras operações de crédito disponíveis no mercado, informou o ministério. O prazo de pagamento será de até 48 meses (quatro anos). O uso do FGTS como garantia para o crédito consignado proporciona juros mais baixos para os tomadores porque os recursos da conta do trabalhador no fundo cobrirão eventuais calotes, o que reduz o risco para os bancos e permite à Caixa oferecer empréstimos com taxas menores. Segundo o ministério, os valores emprestados dependerão do quanto os trabalhadores têm depositado na conta vinculada do FGTS. Pelas regras, eles podem dar como garantia até 10% do saldo da conta e a totalidade da multa em caso de demissão sem justa causa, valores que podem ser retidos pelo banco no momento em que o trabalhador perder o vínculo com a empresa em que estava quando fez o empréstimo consignado. Segundo o ministério, os valores emprestados dependerão do quanto os trabalhadores têm depositado na conta vinculada do FGTS. Pelas regras, eles podem dar como garantia até 10% do saldo da conta e a totalidade da multa em caso de demissão sem justa causa, valores que podem ser retidos pelo banco no momento em que o trabalhador perder o vínculo com a empresa em que estava quando fez o empréstimo consignado. Desde 2016, a Lei 13.313 previa o uso de parte do saldo do FGTS como garantia nas operações de crédito consignado. A modalidade, no entanto, não deslanchou porque a falta de regulamentação não trazia segurança para os bancos. As instituições financeiras só eram informadas do saldo do Fundo de Garantia do trabalhador no caso de um eventual desligamento da empresa. A possibilidade de que o funcionário, durante a vigência do crédito consignado, sacasse parte do FGTS para comprar um imóvel reduziria a quantia que poderia servir de garantia. Para dar maior garantia aos bancos, no mês passado foi feita uma nova regulamentação da modalidade de crédito e a Caixa criou um sistema que permite realizar a reserva de valores da conta do FGTS como garantia ao contrato consignado. “A Caixa informa que disponibilizou aos bancos um sistema que permite o envio e recebimento de informações sobre os créditos consignados, no intuito de realizar a reserva de valores da conta vinculada do fundo para garantia ao contrato consignado. O sistema já se encontra disponível para que toda instituição financeira que tenha interesse em operar possa encaminhar e receber informações sobre crédito consignado. Vários bancos estão se preparando para operar com o produto”, disse a Caixa, em nota, em agosto. O valor reservado como garantia do empréstimo permanecerá na conta do FGTS do trabalhador, rendendo normalmente, até a quitação do empréstimo. A garantia será usada caso o empregado seja demitido sem justa causa e o banco não tenha mais como descontar as parcelas do crédito consignado do salário. Segundo o ministério, além da Caixa, outros bancos também poderão disponibilizar a nova linha de crédito. “Basta seguirem as regras estabelecidas em lei”, diz o ministério.

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Dólar abre a semana em alta e vale R$ 4,08
Data: 25/09/2018

Avanço de 1% da moeda norte-americana foi guiado pelo movimento de correção após a queda de 2,86% da divisa na semana passada

O dólar fechou esta segunda-feira (24) em alta de 1% com movimento de correção do forte recuo da semana passada. No fechamento da sessão, a moeda era negociada a R$ 4,0880 na venda. No fechamento, o dólar futuro avançava cerca de 0,9%. Na mínima, a moeda foi a R$ 4,0362 e, na máxima, R$ 4,0970. O cenário externo em baixa, que mais cedo levou a moeda para as mínimas, acabou provocando influência contrária à tarde, favorecendo a alta. Na semana passada, o dólar caiu 2,86% e registrou o maior recuo semanal desde meados de julho de 2017. O avanço do dólar ante o real também teve influência externa com o fortalecimento da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, depois de cair ante a grande maioria delas durante a manhã. O dólar subia ante os pesos chileno, mexicano e o rand sul-africano, tendo a guerra comercial entre Estados Unidos e China como pano de fundo, com a entrada em vigor de nova rodada de tarifas. Ante a cesta de moedas, o dólar estava praticamente inalterado, com investidores à procura de pistas para estender o rali dos últimos meses na moeda antes da decisão do Federal Reserve nesta quarta-feira. Na ocasião, o banco central norte-americano, deve elevar as taxas de juros no país, pela terceira vez neste ano, e os investidores querem indicações sobre um possível quarto aumento, em dezembro. O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 10.900 swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. O BC já rolou até esta sexta-feira US$ 8,175 bilhões em swaps cambiais do total de US$ 9,801 bilhões que vencem em outubro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral. Copyright Thomson Reuters 2018

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Barril do petróleo dispara e atinge maior valor em 4 anos
Data: 25/09/2018

Alta de 3% levou o barril do Brent a ser negociado por mais de US$ 80 após resposta de sauditas e Rússia sobre produção

Os preços da referência global do petróleo, do tipo Brent, saltaram mais de 3% nesta segunda-feira (24), para uma máxima em quatro anos acima dos US$ 80 por barril, depois que a Arábia Saudita e a Rússia barraram qualquer aumento imediato na produção, apesar dos pedidos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que agissem para aumentar a oferta global. A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e aliados, incluindo a Rússia, maior produtor do mundo, encontraram-se na Argélia no domingo para uma reunião que terminou sem uma recomendação formal de qualquer aumento adicional da oferta para compensar o declínio do fornecimento do Irã. "O mercado ainda está sendo guiado pelos receios sobre a oferta iraniana e venezuelana", disse Gene McGillian, diretor de pesquisa de mercado na Tradition Energy. "O fracasso dos produtores de abordar isso adequadamente neste fim de semana está criando oportunidade de compra", completou. Os futuros do petróleo Brent fecharam em alta de US$ 2,40, ou 3,1%, a US$ 81,20 por barril, depois de uma máxima intradiária de US$ 81,39, a máxima desde novembro de 2014. O petróleo dos EUA (WTI) teve alta de US$ 1,30, ou 1,8%, a US$ 72,08 o barril. A Arábia Saudita, líder de produção da Opep, e seu maior aliado não pertencente ao grupo, a Rússia, recusaram efetivamente a demanda de Trump por mudanças que esfriem o mercado. "Eu não influencio os preços", disse o ministro da Energia saudita, Khalid al-Falih, a repórteres no domingo. Trump disse na semana passada que a Opep "precisa baixar os preços agora", mas o ministro do Petróleo iraniano, Bijan Zanganeh, disse nesta segunda-feira que a Opep não respondeu positivamente às demandas de Trump. Copyright Thomson Reuters 2018

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MP e Receita investigam empresas criadas para sonegar impostos
Data: 19/09/2018

Investigadores apontam que cerca de R$ 37,6 milhões em impostos teriam deixados de ser pagos

O Ministério Público do Paraná e a Receita Estadual deflagraram nesta terça-feira (16) a Operação Óxido, na qual investiga empresários que teriam criado empresas de fachada com o objetivo de dificultar a cobrança de impostos. De acordo com os investigadores, cerca de R$ 37,6 milhões em impostos teriam deixados de ser pagos. Cinco mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em residências, empresas e em um escritório de contabilidade localizados nas cidades de Curitiba, Pinhais e Campo Largo e em três endereços da cidade de São Paulo e região metropolitana. Entre os ilícitos apurados estão os de sonegação fiscal, falsidade documental e lavagem de dinheiro. Uma pessoa foi detida durante as operações, mas por ter em casa munição irregular. Segundo o MP, estão sendo investigados empresários que teriam criado “empresas de fachada” cujos débitos tributários o Estado não consegue cobrar, por estarem sendo substituídas constantemente por outras empresas criadas com o mesmo objetivo: dificultar a cobrança dos impostos. “Os empresários, porém, continuam suas atividades comerciais em empresas que funcionam regularmente, sem gerar débitos tributários, que são lançados nas empresas de fachada”, informou por meio de nota o MP do Paraná. Segundo os investigadores, as empresas atuam no ramo de metais e recicláveis.

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Dólar sobe e fecha a terça-feira negociado a R$ 4,14
Data: 19/09/2018

Alta de 0,41% da moeda norte-americana foi guiada por movimento de correção e cautela com ambiente externo

O dólar registrou alta ante o real terça-feira (18), com um movimento de correção após o forte recuo da véspera, sem tirar o exterior do foco, onde os EUA anunciaram que vão adotar tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses. No fechamento da sessão, a moeda norte-americana avançava 0,41%, a R$ 4,1422 na venda, depois de terminar a véspera com queda de 1%, a R$ 4,1252. O dólar futuro rondava a estabilidade. "Dada a polarização [das eleições], espero muita abstenção, assim como um resultado apertado... Isso significa que o apoio político do vencedor será muito pequeno, com um terço das pessoas contra ele [devido à ruptura ideológica] e um terço à espera de um alívio econômico que pode não vir como esperado", ponderou o diretor de tesouraria de um banco estrangeiro ao citar os números ainda embolados na disputa eleitoral. Enquanto novos números não vêm, o cenário externo foi monitorado, após os Estados Unidos elevarem as tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos da China a partir de 24 de setembro, de 10 por cento. As medidas entretanto, já eram esperadas e, desta forma, as moedas de países emergentes, em sua maioria, se fortaleceram ante o dólar e contiveram uma correção maior por aqui. O Banco Central ofertou e vendeu integralmente 10.900 swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando US$ 5,995 bilhões do total de US$ 9,801 bilhões que vencem em outubro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral. Copyright Thomson Reuters 2018

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Petrobras mantém preço gasolina nas refinarias em R$ 2,2514 pelo sexto dia consecutivo
Data: 19/09/2018

No último dia 14, valor do combustível atingiu sua máxima histórica

A Petrobras anunciou a manutenção do preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias em R$ 2,2514 para esta quarta-feira. Desde o último dia 14, o combustível permanece na máxima histórica após a estatal ter passado a divulgar o preço médio diariamente em seu site, em 19 de fevereiro. Já o preço do diesel permanece em R$ 2,2964, conforme tabela disponível no site da empresa. No último dia 6, a diretoria da companhia anunciou que além dos reajustes diários da gasolina, terá a opção de utilizar um mecanismo de proteção (hedge) complementar.

Link Notícia: http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/Economia/2018/9/661661/Petrobras-mantem-preco-gasolina-nas-refinarias-em-R-2,2514-pelo-sexto-dia-consecutivo-

Bloqueio de celulares deve atingir mais de 800 mil aparelhos piratas
Data: 17/09/2018

A Anatel estima que 1 milhão de novos aparelhos irregulares entrem a cada mês no mercado brasileiro de telefonia

Mais de 800 mil aparelhos de celular irregulares devem ser bloqueados nos próximos meses no Brasil pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que iniciou neste ano uma operação para tirar do mercado os telefones piratas. Devem escapar do bloqueio, no entanto, os consumidores que tiverem um aparelho irregular e não trocarem de número telefônico. A Anatel já bloqueia desde 2000 os telefones celulares roubados, furtados ou perdidos. Para isso, basta o consumidor fazer o pedido para a operadora. Esse procedimento também é feito desde 2016 pela maioria das secretarias estaduais de segurança pública, a partir do boletim de ocorrência. Em quase 20 anos, mais de 9 milhões de aparelhos foram impedidos de usar a rede nacional de telefonia. Agora, a agência decidiu fechar o cerco contra os chamados "celulares irregulares", que incui os popularmente chamados "ching-lings": aparelhos trazidos ilegalmente de fora do país, em sua maioria fruto de contrabando de mercadorias e vendidos no mercado paralelo. Também estão na mira os aparelhos roubados que foram adulterados para voltar a utilizar a rede nacional de telefonia. Na primeira etapa do programa, feita preliminarmente em Goiás e no Distrito Federal, foram bloqueados 44.027 aparelhos, o que representa 0,35% de todas as linhas habilitadas nos dois Estados. A próxima etapa começa no dia 23 de setembro em outros dez Estados: Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Tocantins, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A terceira etapa acontece em 2019 nos 15 Estados restantes. A Anatel não tem uma estimativa de quantos aparelhos devem ser impedidos de acessar a rede nacional, mas estima que 1 milhão de novos aparelhos irregulares acessem as redes das prestadoras todos os meses. Considerando que o Brasil tem 234,7 milhões de linhas móveis atualmente (e o percentual de 0,35% registrado no DF e em GO), o bloqueio deve atingir ao menos 821 mil aparelhos em todo o país. "E esse número ainda vai crescer", afirma Eduardo Tude, presidente da Teleco, empresa de consultoria da área de telecomunicações. À medida que novos aparelhos piratas se conectem à rede, a Anatel afirma que irá derrubá-los. Os celulares irregulares que não alterarem o número telefônico não serão atingidos. Para tirar de circulação um telefone, a Anatel identifica o IMEI do aparelho, que é um número internacional de identificação, a exemplo do número de chassi dos carros. Todo aparelho com IMEI irregular será bloqueado desde que uma nova linha telefônica seja habilitada. Que tipo de celular será bloqueado? O alvo da operação são os aparelhos piratas, aduterados e os modelos não certificados pela Anatel que entram ilegalmente no país. A adulteração ocorre quando se altera o número IMEI de um aparelho roubado. O objetivo é enganar a rede de telefonia para que o aparelho continue utilizando a rede. A Anatel, contudo, diz que vai conseguir identificar esses aparelhos, já que há uma lista internacional com o registro de todos os telefones. Os registros que não estiverem na lista, serão bloqueados. Com relação aos aparelhos piratas e modelos não certificados, o risco é de segurança. Segundo a Anatel, "os celulares não certificados podem ser perigosos para a saúde por apresentaram grande quantidade de chumbo e cádmio, serem fabricados com materiais de baixa qualidade e não passarem por testes de segurança". Ainda segundo a agência, os telefones celulares certificados, incluindo baterias e carregadores, "são submetidos a uma série de testes que avaliam aspectos de segurança". Segundo Tude, os telefones piratas são "inseguros". "Você não sabe se eles atendem aos requisitos mínimos com relação a segurança e irradiação, por exemplo. Existem muitos aparelhos assim no mercado", diz ele. Consumidores são avisados dois meses antes de bloqueio O programa vai funcionar em três etapas. No Distrito Federal e em Goiás, por exemplo, estão na mira da Anatel os aparelhos ilegais que foram habilitados com uma linha telefônica nova após 22 de fevereiro. Durante dois meses e meio, os consumidores receberam uma mensagem da agência informando que o celular é pirata e que seria bloqueado. O cliente tem esse período para fazer a contestação na loja onde comprou o aparelho, devolvê-lo ou então trocar o produto. Os bloqueios começaram em 9 de maio. No Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Tocantins, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, as mensagens começam a ser enviadas em 23 de setembro. Já o bloqueio se inicia a partir de 8 de dezembro. Celulares piratas que tenham habilitado o número antes de 23 de setembro não serão bloqueados. Já nos Estados da região Nordeste e nos demais Estados do Norte e Sudeste, a data que vale é 7 de janeiro de 2019, quando as mensagens começarão a ser enviadas para linhas novas habiitadas em aparelhos irregulares. O bloqueio nesses locais se inicia em 24 de março de 2019.

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/bloqueio-de-celulares-deve-atingir-mais-de-800-mil-aparelhos-piratas-17092018

Importadores reduzem compras em 30% com disparada do dólar
Data: 17/09/2018

Dólar já subiu mais de 25% no ano e na semana passada atingiu a maior cotação desde o início do Plano Real

A disparada do dólar, que já subiu mais de 25% no ano e na semana passada atingiu a maior cotação desde o início do Plano Real, provocou um corte de pelo menos 30% nas quantidades importadas de alguns dos produtos mais vendidos no Natal. A queda nos volumes de itens típicos dessa época do ano, como alimentos, bebidas e enfeites, especialmente os chineses, ocorre para evitar prejuízos com o possível encalhe. É que, com a alta do dólar, esses artigos devem ficar mais caros em reais para o consumidor. “Calculo que a redução nas quantidades seja de 30% para mais”, diz Rita Campagnoli, presidente do Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (Ceciex). A entidade reúne cerca de 800 empresas de médio porte que importam boa parte dos itens vendidos pelas lojas. A redução nos volumes, diz ela, ocorre principalmente nos produtos de menor valor, porque o risco de encalhe nesse caso é maior. Os consumidores desses itens têm menor poder de compra e são os mais afetados pelo desemprego elevado. O corte nos pedidos é confirmado por Rodrigo Luis, sócio da Winpoint Technology, especializada em importar itens da China. Segundo ele, a redução é da ordem de 25% em relação aos volumes do fim de 2017. “Negociamos para outubro e novembro entre 25 a 35 contêineres com árvores de Natal, brinquedos, tablets e artigos de decoração com luzes de LED.” Sem margem Diante da incerteza política, responsável pela maior parte da alta do câmbio, na opinião dos analistas, os importadores estão preocupados porque não conseguem repassar para os varejistas os aumentos de preços. Também não têm margem para absorver a alta de custos acima do esperado, uma vez que muitas empresas não contavam com o câmbio acima de R$ 4. Por isso, há importadores que optam por perder menos: cancelar pedidos no exterior, abrindo mão de parte do pagamento que foi feito. “Há importadoras que cancelaram linhas de produtos”, diz Rita. Na lacuna deixada pelos concorrentes que cancelaram pedidos de Natal, Gustavo Almeida, diretor comercial da Yangzi Brasil, acredita que vai ganhar mercado. A empresa, que importa 4 mil itens, entre artigos de Natal e utilidades domésticas, decidiu manter os preços dos produtos de Natal e reajustar o de outros importados para compensar o aumento de custo nos itens de fim de ano. O empresário conta que fez três aumentos de preços neste ano que somaram 21% na linha de utilidade domésticas. “Se eu tivesse só a linha de Natal estaria morto. Seria um ano todo jogado fora e dinheiro pessoal colocado na empresa para cobrir o prejuízo.” A Casa Santa Luzia, tradicional revenda de alimentos e bebidas estrangeiros, sentiu a interrupção nas linhas de importados. “Muitas importadoras deixaram de trazer uma série de coisas porque acharam que o preço não seria competitivo”, explica a diretora Ana Maria Lopes. A saída é substituir o importado por um similar nacional, quando há, porque a importação por conta da própria empresa só se justificaria se fosse feita em grandes volumes. “O poder aquisitivo caiu e as pessoas estão comprando menos importados”, diz a diretora da Santa Luzia, voltada para o consumidor de maior renda. Para se ajustar à nova realidade de mercado, a empresa chegou a trocar alguns fornecedores no exterior e reduziu os volumes de itens exclusivos, como panetone italiano. Tradings A freada nas importações de Natal não foi sentida pelas grandes empresas de comércio exterior. Elas normalmente importam carros e bens duráveis de maior valor. Isso acaba mais que compensando o recuo de bens não duráveis. Lilia Miranda, diretora da Abece, associação que reúne as grandes tradings, espera um pequeno aumento, de 5% - menor do que o previsto -, nas importações de fim da ano feitas por essas empresas. Atrasar embarque pode ajudar a reduzir prejuízos Importadoras que mantiveram os volumes de encomendas de final de ano tentam ganhar tempo para reverter as pressões de alta no câmbio. Uma das estratégias tem sido adiar os embarques no exterior, na expectativa de que o dólar dê uma trégua após o resultado das eleições. Ciro Lilla, presidente das importadoras de vinhos Mistral e Vinci, que trazem 3 mil rótulos de 15 países, conta que, quando a cotação do dólar beirou R$ 4, o grupo decidiu atrasar os embarques no exterior. “Atrasamos na expectativa de pegar um dólar menor na hora de nacionalizar o produto.” Com a disparada do câmbio, os importadores foram duplamente penalizados, explica o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. Isso porque eles têm de desembolsar mais reais para trazer o produto de fora e gastam uma cifra maior para nacionalizá-lo. Nacionalizar a importação significa pagar todos os impostos e as despesas e taxas com frete portuário. A conversão dessas despesas de dólares para reais é feita usando a cotação do câmbio do dia anterior à data do desembarque do produto no porto. Com isso, as despesas de nacionalização, que já são elevadas, acabam sendo maiores ainda quando o dólar sobe. Castro explica que a cifra gasta para nacionalizar um importado é o dobro do valor do produto em dólar, independentemente da taxa de câmbio. “O cenário para os importadores é muito ruim neste ano porque eles perdem sob o aspecto cambial e tributário” disse Castro. Há também importadoras que tentam ganhar tempo de outra maneira: renegociando os prazos de pagamento com os fornecedores no exterior. “Muitos tentaram renegociar principalmente prazos”, conta a presidente do Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras, Rita Campagnoli. Para Castro, da AEB, quem consegue renegociar contrato tem sorte. “Pode ser até que para preservar clientes, os fornecedores aceitem alguma coisa, mas isso é uma raridade”, diz. Desconto Na Mistral, onde o volume de vinhos importados está mantido, o presidente da importadora conta que tem conseguido pequenos descontos nas novas compras com alguns países. “Na compra, a gente chora e explica que é uma situação emergencial por conta das eleições.” Neste momento, a empresa decidiu não repassar a alta do câmbio para o preços porque não vê espaço para aumentos. Com isso, tem conseguido ampliar as vendas.

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Incentivos são ‘gota d’água no oceano de tributos’, diz Anfavea
Data: 17/09/2018

Maior parte da renúncia de R$ 7,2 bi será com um benefício concedido a montadoras instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste

O presidente da Afavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Antônio Megale, defende que os incentivos para o setor são apenas uma “gota d’água” no oceano de tributos que incidem sobre a indústria. “Temos problemas de competitividade no País, com uma carga tributária muito alta: chega a 36%, em média, no preço do carro, enquanto nos Estados Unidos é 6%. Esses benefícios são uma gota no oceano”, afirmou. No ano que vem, a maior parte da renúncia de R$ 7,2 bilhões para o setor será com um benefício concedido a montadoras instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que custará R$ 4,68 bilhões. Para Megale, programas de incentivo regional são necessários para dividir a riqueza do País entre os Estados. “A região de Goiana (PE) era absolutamente agrária, voltada à colheita de cana. Hoje, utilizando a mesma mão de obra, tem uma das fábricas mais modernas do mundo. São programas meritórios”, disse. Em relação ao Rota 2030 — programa automotivo que responderá por R$ 2,1 bilhões em renúncia no ano que vem — Megale afirma que ele é necessário para reter a pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Ele defende que o Inovar-Auto, que antecedeu o Rota, teve como reflexo a redução do consumo nos carros produzidos no Brasil em 15,1%, por exemplo. “Se o Rota não existisse, a primeira coisa que o País iria sentir era a redução de pesquisa e desenvolvimento. As empresas são multinacionais, poderiam facilmente mudar a pesquisa para outros países”, afirmou. Emprego O diretor da Associação Nacional dos Auditores Fiscais, Mauro Filho, porém, acredita que o Estado está bancando o financiamento de setores lucrativos sem que haja uma contrapartida de emprego e tecnologia. “Peguei o parecer que embasou o Rota 2030 e fui procurar a palavra emprego que justificaria a adoção do programa. Não tinha nenhuma”, disse ele que obteve o parecer por meio da Lei de Acesso a Informação. Ele disse que também não há referência a novas tecnologias. “É uma repaginação. Nem disfarçaram”, criticou. Para a pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Fundação Getulio Vargas) Vilma Pinto, falta ao governo avaliar as políticas relacionadas à concessão de incentivos. “Não existe avaliação dos gastos tributários. Tem uma série de gastos tributários que não se justificam manter e tem outros que podem até ser bons do ponto de vista social, mas que muitas vezes são mal desenhados”, afirmou. “É preciso fazer uma avaliação da política pública para o setor automotivo, considerando a implicação disso para os demais setores, para saber se vale a pena.” Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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ANS suspende venda de 26 planos de saúde após reclamações
Data: 06/09/2018

Agência reguladora tomou medida contra 11 operadoras diante do grande número de queixas dos usuários por falta de cobertura assistencial

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) suspendeu temporariamente nesta quarta-feira (5) a venda de 26 planos de saúde de 11 operadoras. O motivo foi o grande número de reclamações relacionadas à cobertura assistencial. "Juntos, os planos possuem 75,5 mil beneficiários, que ficam protegidos com a medida e com a assistência regular a que têm direito garantida. No entanto, para que os planos voltem a ser comercializados, as operadoras devem comprovar melhorias no atendimento", informou a ANS por meio de nota. Entre 1º de abril e 30 de junho, a agência recebeu 17.171 reclamações de problemas assistenciais. Do total, 94,2% foram procedentes, sendo que quase a totalidade foi resolvida por meio de mediação feita pela ANS. Qualquer usuário que tiver problemas com seu plano de saúde pode abrir uma reclamação na ANS pelo telefone 0800-7019656

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Número de endividados e inadimplentes cresce em agosto
Data: 06/09/2018

Cartão de crédito é responsável por 76,8% das dívidas, seguido de carnês (14,2%), financiamentos de carro (10,4%) e financiamentos de casa (9%)

O percentual de famílias endividadas e inadimplentes cresceu de julho para agosto, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (5) pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). A parcela de famílias com dívidas passou de 59,6% para 60,7%. O número daqueles com contas e dívidas em atraso (inadimplentes) também subiu, ao passar de 23,7% para 23,8% no período. Também foi observado aumento daqueles que dizem não ter condições de pagar dívidas, de 9,4% em julho para 9,8% em agosto. Por outro lado, houve queda nos três indicadores se comparados a agosto de 2017, quando havia 61,2% de endividados, 25,9% de inadimplentes e 10,6% de famílias sem condições de pagar dívidas. O cartão de crédito é responsável por 76,8% das dívidas, seguido de carnês (14,2%), financiamentos de carro (10,4%) e financiamentos de casa (9%). O tempo médio da conta em atraso chegou 64,4 dias.

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Agosto tem maior venda de veículos desde janeiro de 2015
Data: 04/09/2018

Volume corresponde a um crescimento de 14 8% em relação a agosto do ano passado e de 14,3% na comparação com julho

O mercado de veículos novos segue em alta no Brasil e registrou em agosto o maior resultado para? um mês desde janeiro de 2015, segundo balanço da Fenabrave, que compila os emplacamentos anotados pelas concessionárias. É também o melhor desempenho para agosto desde 2014. Foram 248,6 mil unidades vendidas em agosto, em soma que considera os segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O volume corresponde a um crescimento de 14 8% em relação a agosto do ano passado e de 14,3% na comparação com julho. As vendas em agosto superaram, inclusive, a expectativa do setor. Em entrevista ao Estadão/ Broadcast na última semana de agosto, o executivo Antonio Megale, que preside a Anfavea, associação que representa as montadoras, havia dito que esperava um mercado de no máximo 230 mil unidades no fechamento do mês. De acordo com ele e outros executivos, a eleição não tem diminuído o fluxo das lojas. O ritmo diário de vendas tem ficado em torno de 10 mil unidades. O setor tem crescido apesar das incertezas em torno da eleição presidencial, que afetam a confiança do consumidor. Boa parte das vendas contempla um esforço do mercado de recuperar as vendas perdidas durante a greve dos caminhoneiros, ocorrida no final de maio. À época, com as estradas bloqueadas, milhares de veículos não foram entregues pelas montadoras às concessionárias. Ao alcançar o maior resultado para um mês desde janeiro de 2015, o mercado apenas retorna a níveis do início da crise econômica. Em agosto de 2014, por exemplo, quando o setor já enfrentava queda, as vendas somaram 272,4 mil unidades. No acumulado do ano, são 1,632 milhão de unidades emplacadas, avanço de 14,9% sobre igual período de 2017. A variação está acima, por enquanto, da previsão da Fenabrave para o ano todo, de crescimento de 10% em relação a 2017. A da Anfavea é de alta de 11,7%. Segmentos Os automóveis e comerciais leves, que representam mais de 90% do setor, registraram 239,2 mil emplacamentos no oitavo mês de 2018 alta de 14% em comparação a igual mês de 2017 e de 14,7% ante julho. O ano acumula 1,574 milhão de unidades vendidas, avanço de 14,1%. Entre os pesados, as vendas de caminhões atingiram 7,4 mil unidades em agosto, alta de 54,3% ante igual mês de 2017 e de 11 3% ante julho. De janeiro a agosto, foram 46,4 mil unidades emplacadas, expansão de 50,7% ante 2017. Os ônibus, por sua vez, tiveram 1,9 mil licenciamentos em agosto, alta de 5,9% ante agosto do ano passado. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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  Apps de bancos se popularizam e conquistam cada vez mais usuários
Data: 04/09/2018

Aumento da segurança e interfaces que permitem uma navegação fácil fizeram crescer interesse dos clientes bancários pelo 'mobile banking'

Após muitos anos indo ao banco para sacar a aposentadoria, Luiza Santana, de 72 anos, decidiu começar a usar o cartão, a partir de 2010, para saques em caixas eletrônicos e compras no débito. O tempo foi passando, ela ganhou um smartphone de presente da filha e no ano passado acabou convencida a utilizar o aplicativo do banco onde possui conta. "Um dia fui na agência resolver um negócio e a gerente disse que era para eu habilitar meu acesso [ao app]. Pensei que fosse uma coisa muito difícil, mas se você for ver é até mais simples que o caixa eletrônico. [...] Outro dia estava um temporal e eu tinha contas para pagar. Já pensou se precisasse ter que sair de casa?", diz. O comportamento da aposentada se assemelha ao de milhões de brasileiros que nos últimos anos decidiram substituir caixas eletrônicos e até o internet banking (site do banco acessado pelo computador) pelo mobile banking (aplicativo do banco para smartphones). Na App Store (Apple), os aplicativos de seis bancos estão entre os 50 mais baixados nas últimas semanas. Todas as grandes instituições financeiras do país possuem apps para seus clientes. O acesso pode exigir o cadastro de uma senha específica, dependendo de cada banco. A cada segundo, mais de 800 operações são feitas por meio de apps bancários no Brasil: um total de 25,6 bilhões em 2017. Segundo dados da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), o volume de transações feitas pelos aplicativos das instituições financeiras cresceu 70% em 2017, na comparação com o ano anterior. A média foi de 434 transações por conta nos últimos seis meses do ano passado. Seria como se cada pessoa que utiliza o mobile banking fizesse de duas a três transações por dia, como consulta de saldo, transferência, pagamento de contas, entre outras. Para se ter ideia, a contratação de empréstimos pelo celular cresceu 141% no ano passado. Apesar disso, é para transações sem movimentação financeira, como consulta a saldos e extratos, que os brasileiros mais utilizam os apps bancários — 93% do total das operações de mobile banking não envolvem movimentação financeira. Vale a pena ter uma conta digital? O R7 tira as suas dúvidas Nos últimos três anos, a tecnologia avançou o suficiente para conquistar até mesmo clientes desconfiados. A facilidade falou mais alto, explica Luiz Antonio dos Santos, diretor de tecnologia da Montreal, empresa que desenvolve ferramentas para diversos bancos brasileiros. PublicidadeFechar anúncio "Hoje, a segurança e a facilidade do uso desses aplicativos fazem com que eles tenham cada vez mais adeptos. Eu diria que os smartphones mais modernos garantem isso, com reconhecimento facial, impressões digitais...", observa. As estratégias dos bancos para atrair clientes para as plataformas móveis são as mais diversas. O Itaú, por exemplo, criou uma versão 'light' do app, para quem tem pouco espaço no celular. Já os apps do Bradesco e do Santander não consomem dados da franquia móvel. As agências passam a ser locais onde os clientes vão quando realmente precisam. Em 2017, foram fechadas 1.600, de acordo com a Febraban. Ainda assim, são 21,8 mil em todo o país. Por outro lado, o número de agências digitais triplicou no ano passado, chegando a 373. Esse novo modelo de agência inclui ferramentas como chat, telefone e chamada de vídeo para que cliente e funcionários do banco possam interagir. Aumento da bancarização Em um país onde cerca de 70% dos lares possuem acesso à internet, sendo que em 97% deles o smartphone é a principal forma de utilização do serviço, a inclusão daqueles que ainda não estão bancarizados pode ser facilitada pela tecnologia. Com 199 milhões de CPFs ativos, segundo a Receita Federal, o Brasil tem cerca de 140 milhões de clientes bancários, de acordo com dados do Banco Central. "É um movimento irreversível [o aumento do uso dos apps bancários]. Tem iniciativas no exterior até de bancarização de grandes camadas da população por meio de bancos digitais. Na Índia, por exemplo, toda a parte do microcrédito é feita em cima de app", acrescenta o diretor da Montreal. O Banco Central permitiu a abertura de contas online em meados de 2016. A quantidade de contas criadas por meio de apps para smartphone saltou de 591 mil (2016) para 1,6 milhão (2017) e a expectativa do setor bancário é de que esse número continue em alta. O processo de abertura de conta online varia de acordo com a instituição, mas pode levar poucos minutos. Em alguns casos, o interessado precisa fazer um rápido cadastro, enviar fotos dos documentos e da assinatura e uma selfie. O cartão para movimentar a conta é recebido no endereço informado.

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Alta do dólar vai aumentar preço dos alimentos e gerar desemprego
Data: 31/08/2018

Economistas explicam ao R7 que o valor da moeda norte-americana impacta na vida do brasileiro

O dólar comercial atingiu o valor de R$ 4,21 nesta quinta-feira (30). Fechou o dia valendo R$ 4,1463 - a 2ª maior cotação desde a criação do Plano Real, em janeiro de 2016. A alta da moeda norte-americana reflete na vida dos brasileiros e, se continuar aumentando o valor, pode fazer com que a alimentação fique mais cara e até mesmo gerar desemprego em alguns setores da indústria. O professor de economia da FIA Labfin Alexandre Cabral explica ao R7 como o dólar chegou nesse patamar nos últimos meses. “Há uns dois meses, o dólar subia e caía, estava patinando, mas começou a subir sem parar. Temos dois grandes motivos para isso: o cenário local e o externo”, diz. “O segundo turno da eleição ainda é um grande mistério. O resultado da eleição também é uma grande dúvida, porque existe a possibilidade de o presidente ser o terceiro candidato mais votado ser o eleito. Imagina um gringo lendo que o terceiro pode ser eleito e não os dois mais populares? Ele não tem confiança”, completa. Ainda de acordo com Alexandre, o cenário externo também contribui para a alta do dólar. Estados Unidos e Turquia estão em meio a uma crise política e diplomática. Donald Trump anunciou o aumento das taxas sobre a importação de aço e alumínio turcos e isso fez com que a lira, a moeda turca, se desvalorizasse. Alexandre explica ainda que o Banco Central da Turquia está enfrentando problemas internos. “Está acontecendo tudo ao mesmo tempo. O Trump peitar a China, afeta o comércio. Mas a partir do momento em que ele enfrenta a Turquia, o mercado começa a comparar com o Brasil.” Banco Central vende US$ 1,5 bilhão para conter alta do dólar Nesta quinta, o banco central argentino anunciou que aumentou a taxa de juros para 60%, de 45%, e ainda aumentou em cinco pontos percentuais a taxa de compulsório para bancos privados. “Hoje [quinta-feira (30)], está correndo um boato no mercado da Turquia de que duas pessoas do BC de lá vão pedir demissão. Dizem que eles são os mais respeitados de lá”, contextualiza. “para piorar o cenário externo, temos um vizinho chamado Macri [Mauricio, presidente da Argentina], que subiu os juros para tentar controlar o peso argentino.” Mas como isso afeta a vida do brasileiro? O professor de economia da FGV Joelson Sampaio explica que o dólar está mais presente na vida do brasileiro do que muitos imaginam. “Pode pensar na vida das pessoas, na parte de consumo, em itens como a cesta básica, alimentos em geral, alimentos que levam farinha de trigo, como macarrão, pão, entre outros. Os preços são repassados para a população e acaba afetando o preço final”, explica. Alexandre explica ainda que os alimentos ficam mais caros devido ao frete. “O combustível afeta o preço do que as pessoas consomem. E ele fica mais caro porque segue o preço internacional. Isso acaba refletindo no que as pessoas consomem, porque o frete fica mais caro o frete. É isso que encarece os produtos.” Além disso, os alimentos ficam mais caros porque os produtos usados na plantação são importados. “Quando um cara vai comprar um fertilizante, vai repassar esse preço para o consumidor. O setor agro vai sentir bastante. Algumas coisas já estão começando a pingar nos preços finais.” Desemprego Se o dólar continuar em alta até o fim do ano, pode gerar desemprego para os brasileiros. “O setor industrial depende muito do petróleo. O nosso cotidiano tende a ficar mais caro. Algumas empresas não conseguem repassar o valor para a população, porque não são produtos essenciais. Repassa até um certo limite, porque senão não vende, aí demite”, diz Alexandre. Para Joelson, o desemprego é uma possibilidade mais remota. “A alta do dólar provavelmente é passageira. Porém, se ficar nesse nível, pode ter demissões em alguns setores. Temos um pouco de estoque em alguns produtos também. Isso faz demorar um pouco pra chegar o aumento na população. O que gera o dólar alto é a economia não crescer.” Inflação Os dois economistas concordam quanto à inflação. De acordo com eles, a inflação vai aumentar por conta da alta do dólar. No entanto, como está em um patamar baixo, ainda não é motivo de preocupação. “Inflação de alimentos tem um pouco mais de repasse do que os outros setores. Mas podemos dizer que substitui um repasse por outro”, avalia Alexandre. “Afeta inflação, mas como estamos com um nível muito baixo, ainda acaba o ano com uma inflação dentro da meta”, explica Joelson. Energia mais cara O dólar também pode fazer com que a energia pese no bolso do consumidor. “Com o combustível mais caro, a energia elétrica pode ter um aumento de preço também”, avalia Joelson.

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Desemprego recua, mas atinge 12,9 milhões de brasileiros
Data: 31/08/2018

Em março, havia cerca de 500 mil pessoas a mais sem emprego no País. Salário médio de quem tem serviço é de R$ 2.205, segundo pesquisa do IBGE

O número de brasileiros desempregados recuou, mas ainda atinge 12,9 milhões de brasileiros, de acordo com a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral), divulgada nesta quinta-feira (30), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No primeiro trimestre, o Brasil possuía 13,4 milhões de desempregados. O recorde, no entanto, foi registrado pela Pnad em abril de 2017, quando 14 milhões de brasileiros estavam sem emprego — a pesquisa passou a ser feita em 2012. Com isso, a taxa de desocupação (12,3%) registrada no trimestre de maio a julho de 2018 registrou queda de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2018 (12,9%). Comparado ao mesmo trimestre de 2017 (12,8%), também teve uma queda. Ainda de acordo com os dados, a queda do desemprego está sendo puxada pela geração de postos informais. O estudo mostra que a taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,5% no trimestre encerrado em julho. Isso quer dizer que ainda falta trabalho para 27,6 milhões no país. O número apresentou estabilidade em relação ao timestre de fevereiro a abril de 2018, quando a subutilização foi estimada em 27,5 milhões de pessoas. No mesmo trimestre do ano anterior, porém, havia 26,6 milhões de pessoas subutilizadas, o que representa um adicional de 913 mil pessoas. O número de pessoas subocupadas por insuficiência de horas subiu no trimestre de maio a julho de 2018 e registrou 6,6 milhões de pessoas. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, teve uma alta de 9,3%, o que representa um aumento de 560 mil pessoas subocupadas. Os desalentados, aquelas pessoas que desistiram de procurar emprego, somam 4,818 milhões de pessoas. O número manteve-se estável em relação ao trimestre anterior. Porém, apresentou uma alta de 17,8% em relação ao mesmo trimestre de 2017, quando existia 4 milhões de pessoas desalentadas no Brasil. PublicidadeFechar anúncio Força de trabalho A força de trabalho, que conta com pessoas ocupadas e desocupadas, foi estimada em 104,5 milhões de pessoas no trimestre analisado. Com isso, apresentou uma alta de 383 mil pessoas (0,4%) em relação ao trimestre anterior (fevereiro a abril). O número também cresceu em comparação ao mesmo trimestre de 2017: 0,5% (acréscimo de 525 mil pessoas). O número de pessoas fora da força de trabalho, no trimestre de maio a julho deste ano, foi de 65,5 milhões de pessoas. Já o contingente de pessoas ocupadas foi estimado em 91,7 milhões. Ainda de acordo com os dados divulgados, o número de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada é de 33 milhões de pessoas. Já a categoria de trabalhadores por conta própria registrou 23,1 milhões de pessoas. Rendimento O rendimento médio real habitual dos brasileiros foi estimado em R$ 2.205 no trimestre de maio a julho de 2018 e manteve estabilidade em ambas as comparações.

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Economia brasileira cresce no segundo trimestre de 2018
Data: 31/08/2018

Este foi o sexto resultado positivo consecutivo, nesta comparação. Dados foram divulgados na manhã desta sexta pelo IBGE

O PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de todas os bens e serviços produzidos pelo Brasil, cresceu 0,2% no segundo trimestre de 2018 em relação ao primeiro do mesmo ano, segundo os dados divulgados na manhã desta sexta-feira (31) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Este foi o sexto resultado positivo do PIB depois de oito variações negativas nesta comparação. O crescimento do PIB foi impulsionado pelo desempenho do setor de serviços, com alta de 0,3%. A agropecuária se manteve estável (0%) e houve queda nos resultados da indústria (-0,6%). O PIB totalizou R$ 1,693 trilhão, com R$ 1,450 trilhão de Valor Adicionado a Preços Básicos e R$ 242,9 bilhões em Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. Em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, houve crescimento de 1%, sendo o quinto resultado positivo consecutivo nesta comparação. Houve crescimento de 1,2% nos serviços e -0,4% na agropecuária. O PIB acumula alta de 1,1% no acumulado de um ano. Economia em 2017 Em 2017, a economia brasileira cresceu 1%, primeiro resultado positivo depois de dois anos de queda. As duas quedas consecutivas, em 2015 e 2016, foram de 3,5%. Em comparação aos anos anteriores, em 2017 o país teve altas na Agropecuária (13,0%) e nos Serviços (0,3%), e estabilidade na Indústria (0,0%). Isso quer dizer que, apesar de a economia brasileira apresentar recuperação em 2017, ainda não conseguiu repor as perdas do período de crise, uma vez que o PIB tinha recuado 3,5% nos anos anteriores. O PIB da Agropecuária em 2017 apresentou o melhor resultado da série histórica iniciada em 1996.

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/economia-brasileira-cresce-no-segundo-trimestre-de-2018-31082018

Dólar atinge R$ 4,21 e pode fechar o dia com recorde histórico
Data: 30/08/2018

Em alta também em outros mercados emergentes, moeda norte-americana disparou em meio às incertezas do cenário político brasileiro

O dólar comercial atingiu o patamar de R$ 4,21 às 12h44 desta quinta-feira (30), caminhando para fechar o dia no maior valor desde a criação do Plano Real — a cotação mais alta foi em janeiro de 2016: R$ 4,1655. Em outras ocasiões, o dólar já havia superado a marca de R$ 4,17, porém, encerrou o dia em valor menor que esse. Portanto, o valor de fechamento do dólar nesta quinta-feira é que será determinante para um eventual novo recorde. Em alta também em outros mercados emergentes, o dólar no Brasil tem outra influência: o cenário eleitoral. A incerteza sobre quem será o próximo presidente tem deixado os investidores mais cautelosos nas últimas semanas. Em algumas casas de câmbio, o dólar turismo era vendido acima de R$ 4,30 na manhã de hoje. Na opinião de analistas, até as eleições, ainda poderá haver mais alta do dólar. O Banco Central anunciou um leilão de swaps cambiais, equivalentes à venda futura de dólares, no valor de US$ 1,5 bilhão. De acordo com a instituição, "as intervenções visam prover liquidez e garantir o bom funcionamento do mercado cambial".

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/dolar-atinge-r-421-e-pode-fechar-o-dia-com-recorde-historico-30082018

Banco Central vende US$ 1,5 bilhão para conter alta do dólar
Data: 30/08/2018

Moeda norte-americana caminha em direção de bater o maior valor desde a criação do Plano Real

O Banco Central afirmou nesta quinta-feira (30), ofertou 30.000 contratos de swap cambial, equivalentes à venda futura de dólares, ao preço de US$ 1,5 bilhão. A medida é utilizada para conter a disparada da moeda norte-americana ante o real, já que, quando a oferta de dinheiro é maior, o custo dele cai. Às 12h44, o dólar comercial atingiu o patamar de R$ 4,21, caminhado para fechar o dia no maior valor desde a criação do Plano Real, acima dos R$ 4,16055, registrados em janeiro de 2016. Do total ofertado, a instituição vendeu 13.850 contratos (US$ 692,5 milhões). Este é o primeiro leilão de swap cambial que representa injeção de recursos novos no sistema desde 22 de junho. De acordo com a autoridade monetária, as intervenções visam "prover liquidez e garantir o bom funcionamento do mercado cambial e, portanto, do regime de câmbio flutuante". "O regime de câmbio flutuante é a primeira linha de defesa. Os instrumentos cambiais utilizados pelo BC permitem que o regime de câmbio flutuante possa amortecer os choques da melhor forma", disse o BC na nota. "A intensidade e a frequência das intervenções dependerão da dinâmica e das disfuncionalidades observadas no mercado." A instituição reiterou ainda que "sua atuação no mercado cambial é separada de sua política monetária, não havendo, portanto, relação mecânica entre a política monetária e os choques recentes".

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Desemprego recua, mas atinge 12,9 milhões de brasileiros
Data: 30/08/2018

Em março, havia cerca de 500 mil pessoas a mais sem emprego no País. Salário médio de quem tem serviço é de R$ 2.205, segundo pesquisa do IBGE

O número de brasileiros desempregados recuou, mas ainda atinge 12,9 milhões de brasileiros, de acordo com a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral), divulgada nesta quinta-feira (30), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No primeiro trimestre, o Brasil possuía 13,4 milhões de desempregados. O recorde, no entanto, foi registrado pela Pnad em abril de 2017, quando 14 milhões de brasileiros estavam sem emprego — a pesquisa passou a ser feita em 2012. Com isso, a taxa de desocupação (12,3%) registrada no trimestre de maio a julho de 2018 registrou queda de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2018 (12,9%). Comparado ao mesmo trimestre de 2017 (12,8%), também teve uma queda. Ainda de acordo com os dados, a queda do desemprego está sendo puxada pela geração de postos informais. O estudo mostra que a taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,5% no trimestre encerrado em julho. Isso quer dizer que ainda falta trabalho para 27,6 milhões no país. O número apresentou estabilidade em relação ao timestre de fevereiro a abril de 2018, quando a subutilização foi estimada em 27,5 milhões de pessoas. No mesmo trimestre do ano anterior, porém, havia 26,6 milhões de pessoas subutilizadas, o que representa um adicional de 913 mil pessoas. O número de pessoas subocupadas por insuficiência de horas subiu no trimestre de maio a julho de 2018 e registrou 6,6 milhões de pessoas. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, teve uma alta de 9,3%, o que representa um aumento de 560 mil pessoas subocupadas. Os desalentados, aquelas pessoas que desistiram de procurar emprego, somam 4,818 milhões de pessoas. O número manteve-se estável em relação ao trimestre anterior. Porém, apresentou uma alta de 17,8% em relação ao mesmo trimestre de 2017, quando existia 4 milhões de pessoas desalentadas no Brasil. Força de trabalho A força de trabalho, que conta com pessoas ocupadas e desocupadas, foi estimada em 104,5 milhões de pessoas no trimestre analisado. Com isso, apresentou uma alta de 383 mil pessoas (0,4%) em relação ao trimestre anterior (fevereiro a abril). O número também cresceu em comparação ao mesmo trimestre de 2017: 0,5% (acréscimo de 525 mil pessoas). O número de pessoas fora da força de trabalho, no trimestre de maio a julho deste ano, foi de 65,5 milhões de pessoas. Já o contingente de pessoas ocupadas foi estimado em 91,7 milhões. Ainda de acordo com os dados divulgados, o número de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada é de 33 milhões de pessoas. Já a categoria de trabalhadores por conta própria registrou 23,1 milhões de pessoas. Rendimento O rendimento médio real habitual dos brasileiros foi estimado em R$ 2.205 no trimestre de maio a julho de 2018 e manteve estabilidade em ambas as comparações.

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Aposentados começam a receber 1ª parcela do 13º da aposentadoria
Data: 27/08/2018

INSS vai depositar 50% do benefício e a segunda parcela será paga em novembro, com o restante do valor

Os aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começam a receber a primeira parcela do 13º nesta segunda-feira (27). O INSS informa que os pagamentos devem injetar R$ 20,7 bilhões na economia. Segundo o calendário de pagamentos divulgado pelo INSS, os beneficiários que recebem até um salário mínimo (R$ 954) por mês serão os primeiros a receber a primeira parcela do 13º. Os depósitos serão realizados de acordo com o dígito final da aposentadoria, começando pelo número 1 e terminando no 0. Já os que recebem mais do que um salário terão a primeira parcela paga a partir do dia 3 de setembro deste ano, também de acordo com o número final do benefício. A primeira parcela do 13º corresponde a 50% do valor do benefício. O restante do valor será pago em novembro, junto com a aposentadoria do mês. Os segurados podem consultar qual o valor do 13º deles pelo site Meu INSS ou pelo telefone 135. Não haverá desconto de Imposto de Renda na primeira parcela. O imposto sobre o valor somente pode ser cobrado na segunda parcela, que será paga junto com a remuneração de novembro. O governo antecipa a primeira parcela do 13º salário dos aposentados e pensionistas na folha de agosto desde 2006. Apenas em 2015 que o benefício foi pago em setembro.

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Aposentado: saiba como usar bem (e o que não fazer) com o 13º salário
Data: 27/08/2018

Confira as dicas da educadora financeira Cíntia Senna para aproveitar melhor a primeira parcela e também o que não fazer com o dinheiro

Os aposentados e pensionistas do INSS recebem nesta segunda-feira (27) a primeira parcela do seu 13º salário. Antes de sair gastando sem pensar, confira as dicas da educadora Cíntia Senna, da escola de educação financeira DSOP. "O ideal seria que o aposentado conseguisse reservar esse valor para realização de objetivos e não apenas canalizar para as compras do mês. Mas infelizmente a maioria não consegue fazer isso por já ter muitas dívidas, prestações, compromisso assumidos", diz. Mesmo que use o dinheiro para quitar dívidas, é preciso analisar quais são esses compromissos, quais são essas dívidas, quais as que têm juros mais altos e o quanto esse dinheiro efetivamente vai ajudar a solucioná-las. Pague dívidas, mas atenção... Antes de sair quitando as dívidas, é preciso avaliar se o 13º vai realmente ajudar a resolver pagando a dívida na totalidade ou só vai enxugar gelo. Como assim? "As vezes o aposentado está em dívida com cartão, com cheque especial, e o que acontece é que o 13º só vai dar conta de pagar uma parcela, e ele vai continuar com a dívida em aberto e sem conseguir resolver. Se o 13º salário só servir para pagar uns poucos juros e a dívida continuar lá, crescendo, é melhor avaliar primeiro a situação financeira, ver o que gerou esse endividamento. Se o dinheiro só servir para pagar uma conta e começar a se endividar novamente, tem algo errado aí", diz. Guarde o dinheiro para o começo do ano Lembre-se de que janeiro é um mês de gastos pesados com impostos como IPTU, IPVA, além das parcelas que começam a cair do Natal, para quem exagerou nas compras. Guarde uma parte do 13º para honrar esses compromissos. Comece uma reserva financeira Se ainda não tem nenhum dinheiro guardado, aproveite para usar o 13º para começar uma reserva financeira. "Use o dinheiro para cuidar de seus objetivos que não sejam apenas pagar contas: pode ser fazer uma viagem, ou até usufruir o período de liquidações comprando algo que precise à vista, sem se endividar". Guarde o dinheiro em uma aplicação de renda fixa, preferencialmente, como uma poupança ou no Tesouro Selic, por exemplo. Se não tem conhecimento, evite aplicar em renda variável, como ações na Bolsa, ou fazer um plano de previdência privada, que só deve ser usado para dinheiro que só vai ser usado no longo prazo (acima de 10 anos). O que NÃO fazer com o 13º salário? Não faça novas dívidas Não use o dinheiro para fazer novas dívidas Não use o dinheiro para dar entrada e e fazer uma nova compra pontual. Ou acabar se comprometendo com algo que vai gerar uma nova fonte de despesas, como um celular novo ou um plano de serviços. Não empreste o dinheiro Evite emprestar o dinheiro para parentes ou para outras pessoas, pois poderá precisar de dinheiro e se endividar novamente. Esse dinheiro deve ser usado, preferencialmente, como uma reserva financeira.

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Boleto vencido a partir de R$ 400 pode ser pago em qualquer banco
Data: 27/08/2018

Regra ainda não é aplicada para boletos com valores menores do que R$ 399,99, que deve acontecer até 27 de outubro deste ano

Os boletos bancários vencidos de valores entre R$ 400 e R$ 799,99 poderão ser pagos em qualquer banco a partir deste sábado (25), segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos). A mudança entraria em vigor no dia 26 de maio deste ano, mas foi adiada para 25 de agosto. Segundo Walter de Faria, diretor adjunto de operações da Febraban, a " mudança nos prazos foi necessária dado o volume elevado de boletos compensados no Brasil anualmente, que soma cerca de 4 bilhões”. A regra já vale desde março deste ano para boletos com valores maiores do que R$ 800. Já os boletos vencidos com valores igual ou acima R$ 100 poderão ser pagos em qualquer banco a partir de 13 outubro. Até 27 de outubro, a regra passa a valer para boletos abaixo desse valor. A partir do dia 10 de novembro, os boletos de cartões de crédito, doações, entre outros, também vão aderir à regra. A nova plataforma de cobrança permite a identificação do CPF (Cadastro de Pessoa Física) ou do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) do pagador, o que, de acordo com a Febraban, facilita o rastreamento de pagamentos. Ao quitar o boleto, o próprio sistema verifica as informações. Se os dados do boleto coincidirem com os da plataforma, a operação é validada. Para a Febraban, "além de o consumidor poder pagar o seu boleto vencido em qualquer banco ou correspondente não bancário, a Nova Plataforma permitirá maior transparência em todo o processo, assegurando às empresas melhor gestão dos recebimentos, uma vez que as condições da operação negociadas com os consumidores serão preservadas". O sistema de boleto de pagamento anterior foi criado em 1993 com o início do procedimento de compensação eletrônica. Após 25 anos, a avaliação do setor bancário é que ele precisava ser modernizado. Entre os benefícios da nova plataforma está a permissão para pagamento de boletos após o vencimento em qualquer agência bancária, sem risco de erros nos cálculos de multas e encargos.

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Acréscimo em aposentadorias terá impacto de R$ 3,5 bi por ano
Data: 24/08/2018

Superior Tribunal de Justiça determinou o acréscimo nos benefícios de quem precisa de auxílio permanente de terceiros

A ampliação do acréscimo de 25% para todos os aposentados que necessitem de auxílio permanente de terceiros terá um custo extra de R$ 3,5 bilhões por ano no Regime Geral de Previdência Social, informou nesta quinta-feira (23) o Ministério da Fazenda. A estimativa é da Secretaria da Previdência, vinculada à pasta, e foi feita a partir de cálculos preliminares. A decisão que estende o benefício foi tomada ontem pela Primeira Seção do STJ (Superior Tribunal de Justiça), por 5 votos a 4. Ainda cabe recurso. "A estimativa preliminar de ônus financeiro referente à decisão do STJ tomou por base as aposentadorias por invalidez que já concedem o adicional de 25%, extrapolando esse número para as demais aposentadorias. A estimativa de ônus de R$ 3,5 bilhões (...) é válida para o primeiro ano de vigência da decisão do STJ, a partir do momento da sua implementação", informou o ministério, em nota. A decisão do STJ deve servir de base para outros processos que estão em tramitação na Justiça Federal em todo o país. Na tarde de hoje, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou que aguarda a publicação da decisão para análise do julgamento e, principalmente, para interposição dos recursos cabíveis. Antes da decisão do colegiado, o acréscimo de 25% na aposentadoria era garantido somente para aposentados por invalidez que precisavam pagar um cuidador, por exemplo, conforme está previsto na Lei de Benefícios Previdenciários, norma que específica os benefícios aos quais os segurados têm direito. Conforme o entendimento do STJ, o adicional será pago mesmo nos casos em que o aposentado recebe o teto do INSS, definido em R$ 5.645,80 para 2018.

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Salário médio no setor de serviços é de R$ 2.048 no Brasil, diz IBGE
Data: 24/08/2018

Serviços de informação possuem os melhores salários, atingindo média de R$ 4.119. Existem cerca de 1,3 mi de empresas ativas no setor

O salário médio dos serviços no Brasil foi de R$ 2.048 em 2016, segundo a Pesquisa Anual de Serviços 2016, divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (24). O maior salário registrado é pago pelas empresas de serviços de informação, com média de R$ 4.119. Já os serviços prestados às famílias são os com menores salários, com média de R$ 1.288. A designer e publicitária Roberta Rampini faz parte do grupo de pessoas que trabalha no setor de serviços e optou por deixar o mercado de carteira assinada para tentar trabalhar por conta própria. Roberta deixou o emprego em uma agência de publicidade há dois meses para seguir esta vontade. Hoje, se organiza para fidelizar os clientes e consolidar o negócio e já sinaliza que a mudança foi positiva em sua vida. "Em ganhos, é melhor [trabalhar por conta própria]. Com metade dos clientes que eu atendia na agência, eu já recebo mais do que ganhava lá", explica. Roberta enfatiza também a flexibilidade do trabalho, já que pode determinar os próprios horários de trabalho, quais os trabalhos que deseja aceitar e trabalhar de casa. Segundo a pesquisa, existem 1,3 milhão de empresas ativas no setor de serviços não financeiros, que empregam 12,3 milhões de pessoas. O setor pagou R$ 327,6 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. Participação por regiões A região Sudeste do país foi a responsável por mais da metade da receita bruta de serviços, massa salarial, pessoal ocupado e número de empresas. Em segundo lugar aparece a região Sul, seguida das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte. A Região Sudeste tem mais da metade (57,2%) de todas as empresas de serviços, que responderam R$ 2 em cada R$ 3 da receita bruta gerada. Também são responsáveis por mais da metade das vagas de trabalho (57,6%) e 64% dos salários pagos. O Estado de São Paulo concentrou sozinho 42,1% de toda a receita bruta dos serviços no País, seguido por Rio de Janeiro (13%) e Minas Gerais (7,4%). A pesquisa avalia os seguintes segmentos: serviços prestados a famílias, serviços de informação e comunicação, serviços profissionais, administrativos e complementares, transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios, atividades imobiliárias, serviços de manutenção e reparação e outras atividades. Recessão Em 2016, em meio à recessão econômica, o setor de serviços eliminou 410.489 postos de trabalho. Por outro lado, houve abertura líquida de 7,8 mil empresas, recuperando parte da perda registrada no ano anterior, quando foram fechados 17,8 mil estabelecimentos. A receita bruta nominal das empresas de serviços cresceu 2,91% em relação a 2015. Entre os sete segmentos analisados pela pesquisa, as empresas de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio foram responsáveis pela maior parcela da receita operacional líquida (28,3%), seguidas por serviços profissionais, administrativos e complementares (27,8%) e serviços de informação e comunicação (22,5%). Grande parte da mão de obra ficou concentrada no segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares (39,9%) seguido por serviços prestados às famílias (22,6%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (20 4%). Cada empresa tinha, em média, nove trabalhadores ocupados.

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PIS/Pasep tem R$ 17 bilhões para saque até setembro
Data: 24/08/2018

Saques começaram nesta semana e cerca de 1,3 milhão de trabalhadores já resgataram R$ 1,2 bilhão

Cerca de 23 milhões de pessoas têm direito a sacar R$ 17,3 bilhões do fundo do PIS/Pasep até o dia 28 de setembro, segundo o Ministério do Trabalho. Desde o fim do ano passado, quando o governo ampliou a liberação desses recursos como forma de impulsionar a economia, quase 5 milhões de cotistas já sacaram R$ 6,6 bilhões. Desde a última terça-feira (14), todos os cotistas com menos de 60 anos que trabalharam com carteira assinada entre 1971 e 1988 podem sacar o dinheiro. Só nesta semana, quando tiveram início os saques sem limite de idade, 1,3 milhão de trabalhadores resgataram R$ 1,2 bilhão. Somados os demais trabalhadores com mais de 60 anos, a ação tem potencial de injetar R$ 39,3 bilhões na economia e poderia reforçar o PIB (Produto Interno Bruto) em até 0,55 ponto porcentual, segundo o Ministério do Planejamento. Estimativa do governo indica que, na média, cada conta do PIS/Pasep registra valor médio de R$ 1.000. Trabalhadores da iniciativa privada devem procurar a Caixa Econômica Federal. Já os servidores públicos precisam se dirigir ao Banco do Brasil. Os dois bancos já oferecem pela internet uma plataforma para verificar se o trabalhador tem recursos a receber. Os fundos do PIS e do Pasep funcionaram de 1971 a 1988 e davam direito ao trabalhador de receber o rendimento das cotas e sacar o dinheiro em caso de aposentadoria, doença grave ou ao completar 70 anos. A partir de outubro de 1988, após a promulgação da Constituição, a arrecadação do PIS/Pasep passou para o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que paga o seguro-desemprego e abono salarial e para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que faz empréstimos a empresas. Em meio à mudança, muitos que tinham direito ao dinheiro não sacaram os recursos. Por isso, o governo tem ampliado o limite de idade e estipulado calendários para incentivar os saques e injetar dinheiro na economia. Até o dia 28 de setembro será possível sacar os recursos sem exigência de idade. Após essa data, o benefício volta a ser concedido exclusivamente para o público habitual, formado por cotistas maiores de 60 anos aposentados, pessoas em situação de invalidez (inclusive seus dependentes), pessoas acometidas por enfermidades específicas, participantes do Programa de BPC (Benefício de Prestação Continuada) e herdeiros de cotistas falecidos. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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Brasil bate recorde no número de inadimplentes em julho, diz SPC
Data: 20/08/2018

País tem 63,4 milhões de pessoas com contas atrasadas, contingente que equivale à população da Itália

O Brasil nunca teve tantos inadimplentes. Em julho, o total de brasileiros com dívidas em atraso chegou a 63,4 milhões, segundo o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), contingente quase equivalente à população da Itália. O número assusta, porque a série histórica mostrava uma melhora na inadimplência de março a setembro de 2017, diz Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil. No entanto, a reversão das expectativas da economia afetou essa trajetória. Os mais pobres ainda são os que mais devem, mas é entre as famílias de maior renda que a inadimplência tem resistido, indica a mais recente pesquisa da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Enquanto o porcentual de famílias de menor renda com dívidas pendentes caiu de 29%, em julho de 2017, para 26,7%, agora, no grupo com renda superior a dez salários mínimos, o índice de inadimplentes alcançou 10,8%, ante 10,6% do mesmo mês do ano passado. A paulistana Júlia H.P., que pediu para não revelar o sobrenome, espelha essa classe mais alta que está com contas atrasadas. Autônoma, recebia cerca de R$ 15 mil na empresa em que trabalhava, mas perdeu o emprego quando engravidou. A situação piorou quando Júlia foi abandonada, durante a gestação, pelo pai de seu filho. "Foram cinco meses sem trabalho e sem licença-maternidade. Como tinha acesso fácil a crédito, usei tudo. Fiquei devendo condomínio, internet, cheque especial, empréstimo bancário, carta de crédito… tudo." De volta ao mercado de trabalho, ela tenta agora se reestruturar apesar do salário mais baixo. Refinanciou o carro e fez novo empréstimo no banco para pagar as contas mais urgentes. "Minha dívida no cheque especial ainda é surreal." A economista-chefe do SPC Brasil, explica que, em geral, o comportamento dos endividados não muda conforme a renda. "As classes altas têm mais margem de manobra, mas, em grande parte das vezes, quanto mais a pessoa ganha, mais gasta." Economista da CNC, Marianne Hanson lembra que as famílias de maior renda têm acesso a crédito de melhor qualidade, com juro menor e prazo maior. Para os especialistas, no entanto, a crise não ensinou muito aos brasileiros em termos de controle de gastos ou consumo consciente. "A gente achou que a crise promoveria mudanças de comportamento, mas isso só ocorreu no curto prazo. No longo prazo, mais estratégico, nada mudou", lamenta Marcela, do SPC Brasil.

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Demissão negociada avança após a reforma trabalhista
Data: 20/08/2018

Empresas e funcionários podem fechar acordo no momento do desligamento da empresa. A flexibilidade da jornada de trabalho também cresce

Demissão negociada e jornada flexível são algumas das novidades trazidas pela Reforma Trabalhista. De acordo com os números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho, de novembro do ano passado — quando passaram a valer as novas regras — até o mês de junho deste ano, foram registrados 80.710 desligamentos consensuais (veja o quadro abaixo). Reforma trabalhista só deve valer para ação posterior, decidem juízes Esse ainda é um número baixo, representa 1% do total de demissões, mas a tendência é aumentar. A demissão negociada ou consensual não existia na antiga CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e abre uma terceira via de dispensa de um funcionário. Até então, o empregado podia pedir demissão e não recebia o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), nem multa. No caso de demissão, o empregador deve pagar todos os encargos para o funcionário desligado. Os polêmicos memes sobre a lei trabalhista que levou tribunal a pedir desculpas em Mato Grosso A demissão negociada funciona como um divórcio consensual, onde as duas partes — empresa e trabalhador — podem decidir juntos encerrar o contrato de trabalho. “É uma alternativa para o empregado, que pode receber parte do seu FGTS. Para a empresa é vantajoso porque tem uma redução dos custos”, explica Clemente Ganz Lúcio, Diretor Técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). “Vale reforçar que se a empresa decidir demitir o funcionário, ela terá de cumprir a lei e pagar todos encargos”. Na demissão negociada, o trabalhador que pede demissão abre mão do seguro-desemprego, acessa 80% do valor depositado no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e recebe metade da multa de 40% sobre o saldo do fundo. Se houver aviso prévio, recebe metade do valor. Reforma trabalhista e seu emprego: saiba o que muda Para o advogado trabalhista Gilberto Bento Jr., neste momento de crise econômica, essa alternativa tem facilitado a vida de algumas empresas. “O que percebo é que muitas companhias que estão atravessando dificuldades para pagar o valor integral da demissão estão conseguindo negociar mais os valores ou pagando em várias vezes”, diz. “O que tem facilitado muito o processo todo, um trabalhador que entra com uma ação, não sabe exatamente quando receberá o valor, com a possibilidade de negociação, ele tem essa data certa”. Nesse ponto, o diretor do Dieese faz um alerta: “Esse pode ser mais um instrumento nas mãos das empresas, principalmente sem a assistência de sindicato, existe o risco de impor regras ou condições no momento da demissão”. Jornada Flexível Pela nova CLT é possível que o trabalhador cumpra as 44 horas semanais de forma mais flexível. “O empregado e a empresa podem chegar a um acordo sobre como o funcionário deve cumprir essas horas, pode ser homeoffice ou concentrar mais horas em determinados dias da semana para ter a sexta livre, mas é preciso que esteja no contrato de trabalho e o funcionário esteja de acordo”, explica o advogado Gilberto Bento. “Na verdade, o que temos na prática é um número de pessoas que se declara trabalhando menos do que gostaria, temos um contingente de trabalhadores subutilizados”, diz Lúcio. “O impacto é pequeno ainda, creio que a maior mudança da Reforma virá com a terceirização”. As mudanças trazidas pelas novas tecnologias também devem refletir nas relações de trabalho. “A tendência é que surjam novas formas de contração, um exemplo são os aplicativos de transporte, no qual o empregador é invisível, está na nuvem. O trabalho flexível é apenas mais uma das novidades que estão surgindo e todos nós ainda estamos tateando para saber para onde seguir”, avalia Lúcio.

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Monitor da economia brasileira aponta alta de 3,3% em junho
Data: 20/08/2018

PIB totalizou aproximadamente R$ 3,467 trilhões em valores correntes de janeiro a junho. Dados foram divulgados pela FGV nesta segunda-feira (20)

O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro avançou 3,3% em junho ante maio, estima o Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), por meio do Monitor do PIB. Na comparação com junho do ano passado, a atividade econômica teve elevação de 2,4% no mês de junho deste ano. No segundo trimestre, o PIB cresceu 0,3% ante o primeiro trimestre de 2018. Na comparação com o segundo trimestre de 2017 a atividade econômica avançou 1,2% no segundo trimestre deste ano. "O crescimento positivo de 0,3% do PIB no segundo trimestre indica que, a despeito dos impactos negativos que a greve dos caminhoneiros ocasionou na economia em maio, estes efeitos foram em grande parte, revertidos em junho. Mesmo com o trimestre tendo sido encerrado com retrações em segmentos chaves como indústria, formação bruta de capital fixo e exportação, houve crescimento da agropecuária, serviços e consumo das famílias, fazendo com que a economia continue na sua trajetória de lenta retomada", avaliou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV, em nota oficial. O indicador antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais. O PIB Agropecuário aumentou 0,8% no segundo trimestre, em relação ao mesmo trimestre de 2017, mesma magnitude de crescimento da Indústria no período, também 0,8%. Já os Serviços avançaram 1,3%. Na comparação entre o segundo trimestre de 2018 e o segundo trimestre de 2017, o Consumo das Famílias apresentou crescimento de 1,8%, enquanto a FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo) aumentou 4,1%. A taxa de investimento (FBCF/PIB), a preços constantes, foi de 18% no segundo trimestre. As exportações encolheram 2,9% no segundo trimestre de 2018 ante o mesmo período do ano anterior, enquanto as importações cresceram 6,5%. Em termos monetários, o PIB totalizou aproximadamente R$ 3,467 trilhões em valores correntes de janeiro a junho. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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Concursos públicos têm mais de 6.000 oportunidades. Veja as vagas
Data: 20/08/2018

Processos seletivos para diferentes níveis de escolaridade oferecem posições com salário que chegam a superar os R$ 9.000

Os concursos públicos oferecem chances de se recolocar no mercado de trabalho de maneira formal e com boas condições de trabalho. O R7 selecionou cerca de 6.000 vagas disponíveis em todo o país. Um dos destaques é o concurso para a Prefeitura de Maricá (RJ), que promete salários de mais de R$ 9.000. Polícia Militar (SP) Vagas: 270 Escolaridade: Médio Salários: até R$ 3.100,00 Valor das inscrições: até R$ 130,00 Prazo para inscrição: até 24/09/2018 Mais informações Ministério Público de São Paulo (SP) Vagas: 60 Escolaridade: Superior Salários: até R$ 4.500,00 Valor das inscrições: até R$ 120,00 Prazo para inscrição: até 22/08/2018 Mais informações Prefeitura de Campo Limpo Paulista (SP) Vagas: 129 Escolaridade: Superior Salários: até R$ 3.465,00 Valor das inscrições: não informado Prazo para inscrição: até 30/08/2018 Mais informações Prefeitura de São José do Rio Preto (SP) Vagas: 525 Escolaridade: Superior Salários: até R$ 5.260,00 Valor das inscrições: até R$ 75,00 Prazo para inscrição: até 30/08/2018 Mais informações Prefeitura de Maricá (RJ) Vagas: 525 Escolaridade: todos os níveis Salários: até R$ 9.185,00 Valor das inscrições: até R$ 140,00 Prazo para inscrição: até 27/08/2018 Mais informações Secretaria de Estado da Administração (AP) Vagas: 525 Escolaridade: Médio e Superior Salários: até R$ 6.830,76 Valor das inscrições: até R$ 100,00 Prazo para inscrição: até 14/09/2018 Mais informações Universidade Federal do Amazonas Vagas: 525 Escolaridade: Médio, Técnico e Superior Salários: até R$ 4.180,76 Valor das inscrições: até R$ 91,00 Prazo para inscrição: até 21/08/2018 Mais informações Prefeitura de Salvador (BA) Vagas: 293 Escolaridade: Superior Salários: até R$ 10.768,13 Valor das inscrições: até R$ 50,00 Prazo para inscrição: até 19/08/2018 Mais informações Secretaria da Educação (CE) Vagas: 2.500 Escolaridade: Superior Salários: até R$ 3.588,27 Valor das inscrições: até R$ 90,00 Prazo para inscrição: até 06/09/2018 Mais informações Companhia de Desenvolvimento Habitacional (DF) Vagas: 2.500 Escolaridade: Médio e Superior Salários: até R$ 4.995,45 Valor das inscrições: até R$ 41,50 Prazo para inscrição: até 16/10/2018 Mais informações Prefeitura de Maracaju (MS) Vagas: 390 Escolaridade: todos os níveis Salários: até R$ 7.623,90 Valor das inscrições: até R$ 160,00 Prazo para inscrição: até 27/09/2018 Mais informações Corpo de Bombeiros Militar (MG) Vagas: 500 Escolaridade: Técnico Salários: não informado Valor das inscrições: não informado Prazo para inscrição: até 27/11/2018 Mais informações Prefeitura de Conceição do Pará (MG) Vagas: 390 Escolaridade: todos os níveis Salários: até R$ 8.151,53 Valor das inscrições: até R$ 100,00 Prazo para inscrição: até 26/09/2018 Mais informações Prefeitura de Recife (PE) Vagas: 214 Escolaridade: Técnico e Superior Salários: até R$ 5.250,30 Valor das inscrições: não informado Prazo para inscrição: até 20/08/2018 Mais informações Prefeitura de Cujubim (RO) Vagas: 63 Escolaridade: todos os níveis Salários: até R$ 5.000,00 Valor das inscrições: até R$ 80,00 Prazo para inscrição: até 26/08/2018 Mais informações Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SC) Vagas: 40 Escolaridade: todos os níveis Salários: até R$ 4.209,88 Valor das inscrições: até R$ 100,00 Prazo para inscrição: até 20/09/2018 Mais informações *Estagiário do R7 sob supervisão de Paulo Lima.

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Quase 5 milhões perderam a esperança de achar trabalho
Data: 17/08/2018

País ganhou 838 mil desalentados em apenas 1 ano, diz IBGE. Mais de 3 milhões de pessoas estão buscando emprego há mais de dois anos

O Brasil tem 4,8 milhões de desempregados que perderam a esperança e desistiram de procurar trabalho. O número (chamado de taxa de desalento) é um recorde no país desde que esse tipo de levantamento começou a ser feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2012. O número de brasileiros desalentados aumentou em 838 mil no período de um ano (21% a mais). Só no 2º trimestre de 2018, 202 mil pessoas entraram nessa situação, segundo a PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada nesta quinta-feira (16) pelo IBGE. São Paulo tem 467 mil pessoas nessa situação, enquanto que no Rio de Janeiro há 101 mil desalentados. Embora a desocupação esteja menor em relação a um ano atrás, a geração de vagas não acompanhou o avanço da população com idade de trabalhar. Por isso, segundo o IBGE, a taxa de desemprego deixou de aumentar porque cresceu também o desalento. "A probabilidade de uma pessoa desistir de procurar emprego está muito relacionada ao tempo que ela ficou procurando emprego. E algumas nem para a fila do desemprego vão", diz Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. Azeredo lembra que a dificuldade de outros integrantes da família de conseguir uma vaga ou notícias na mídia sobre o desemprego elevado já influenciam a percepção das pessoas sobre a dificuldade de encontrar um trabalho. Muito tempo na fila O levantamento do IBGE mostra outro recorde: o número de pessoas que há mais de dois anos estão procurando emprego. Desde o início da crise, em 2014, o número de pessoas procurando trabalho há mais de dois anos aumentou 162%, para o montante recorde de 3,162 milhões de desempregados. O resultado é recorde tanto em volume de pessoas atrás de uma vaga há tanto tempo, quanto em proporção de pessoas em relação à população desempregada, que atualmente soma 12,966 milhões de indivíduos. Em relação ao segundo trimestre de 2017, aumentou em 8,1% o contingente de desempregados há mais de dois anos. Outros 1,857 milhão de trabalhadores procuram emprego há mais de um ano, mas há menos de dois anos. O grosso dos desempregados, 6,079 milhões, está em busca de uma vaga há pelo menos um mês, mas há menos de um ano. Na faixa dos que tentam encontrar um trabalho há menos de um mês estão 1,869 milhão de pessoas. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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Preço do dólar aumenta e chega a R$ 3,95 na manhã desta sexta
Data: 17/08/2018

Moeda têm apresentados variações constantes nos preços. Mercado abre às 9h e fecha às 17h

O dólar comercial chegou a R$ 3,95 por volta das 9h15 desta sexta-feira (17). Já o dólar turismo, comprado pelos brasileiros que vão viajar para o exterior, chegou a R$ 4,17 na mesma hora. O aumento do preço aconteceu nos primeiros minutos depois da abertura do mercado, que acontece às 9h. O preço do dólar é fechado às 17h. O dólar comercial, considerado pelas bolsas de valores, é utilizado pelo mercado financeiro para as transações de comércio exterior e movimentações financeiras. Quando um brasileiro vai viajar, por exemplo, é preciso comprar o dólar turismo. Este costuma ser mais alguns centavos mais caro do que o comercial, impactando no bolso dos turistas. O dólar turismo é utilizado para emissão de passagens, transações de turismo e débitos em dólar no cartão de crédito. Nesta semana, a moeda vem registrando altas. Na terça-feira (14), o dólar fechou em R$ 3,87, na quarta-feira (15) o valor foi de R$ 3,91. Na quinta-feira (16), a moeda fechou em R$ 3,90.

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Banco Inter confirma vazamento de dados de clientes
Data: 17/08/2018

Em nota, instituição disse que a "exposição dos dados foi de baixo impacto" e que os correntistas mais afetados foram notificados

O Banco Inter confirmou na quinta-feira (16), pela primeira vez, que dados de seus clientes foram vazados na internet. Em nota enviada aos correntistas, o banco disse que a "exposição dos dados foi de baixo impacto" e que os clientes mais gravemente afetados foram notificados. Segundo apurou o Estado, o vazamento está sendo avaliado pela Justiça de Brasília, em um caso que corre em sigilo, e também é motivo de um processo na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pois o Inter tem capital aberto desde abril. Na nota, o banco disse que, em maio, identificou um incidente de segurança em seu sistema, frisando que "alguns dados foram acessados e divulgados". A instituição disse, porém que as investigações não constataram um ataque cibernético externo que comprometesse a segurança dos dados dos correntistas. "Acreditamos que a pessoa autorizada a atuar em nossos sistemas tenha quebrado seu dever de sigilo (...) e, após tentativa frustrada de nos extorquir, divulgou, sem autorização, algumas informações à pequena parcela de nossos clientes à época", diz a nota. O banco informou, ainda, que contratou empresas especializadas para avaliar os danos, garantindo que estes foram "quase todos de baixo impacto, sendo que clientes mais sensíveis foram contatados". Ao Estado, o Inter disse que não vai se pronunciar além das informações enviadas aos correntistas. Esta foi a primeira vez que o banco digital assumiu o vazamento. Inicialmente, o Inter alegou aos acionistas que eram "falsas" as notícias publicadas a respeito. Em paralelo, o caso foi investigado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios que avaliava possíveis danos aos clientes. No dia 30 de julho, o Ministério Público divulgou que dados pessoais de 13 mil clientes, como nome completo, CPF, CNPJ e dados bancários eram vendidos na internet. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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FGTS vai liberar R$ 6,23 bi para trabalhadores a partir de hoje
Data: 15/08/2018

Na média, o bônus representa R$ 38 para cada uma da 258 milhões de contas; todos terão o recurso extra até o dia 31 de agosto

O governo federal anunciou nesta terça-feira (14) um rendimento extra de R$ 6,23 bilhões para trabalhadores com conta no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Na média, o bônus representa R$ 38 para cada uma da 258 milhões de contas. O dinheiro começa a ser depositado nesta terça-feira e todas as contas terão o recurso extra até o dia 31 de agosto. Devem ser beneficiadas 90,7 milhões de pessoas. A remuneração extra é resultado da partilha do lucro do Fundo no ano passado. Segundo os gestores do FGTS, o resultado somou R$ 12,46 bilhões, sendo que R$ 6,23 bilhões serão divididos com os próprios trabalhadores. Esse é o segundo ano em que metade do lucro do FGTS é distribuído entre os trabalhadores e que o rendimento total fica acima da inflação. O FGTS investe em diversas operações financeiras, como títulos públicos, financiamento de projetos de infraestrutura e no Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS), entre outras. Se levar em conta a atualização mensal já paga durante os meses do ano passado, as contas do Fundo tiveram remuneração total de 5,59% no acumulado de 2017. O porcentual, destaca a Caixa, foi praticamente o dobro da inflação oficial do período, de 2,95%. Cotistas poderão consultar o valor recebido a partir de 31 de agosto no site da Caixa ou através do aplicativo para telefones celulares.

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Bens de luxo de traficantes vão a leilão com valor abaixo do mercado
Data: 15/08/2018

Presos em duas operações da Polícia Federal ostentavam vida de luxo; objetos serão leiloados no dia 16 de agosto

Nesta quinta-feira (16), a partir das 10 horas, ocorre o leilão de artigos de luxo do traficante Luiz Carlos da Rocha, o Cabeça Branca, de Wilson Roncaratti, apontado como o braço direito de Rocha, e de familiares dos dois. Cabeça Branca, considerado até então pela PF (Polícia Federal) o traficante mais procurado da América do Sul, foi preso em julho do ano passado após passar quase 30 anos foragido. Ele era dono de um patrimônio estimado em pelo menos US$ 100 milhões O traficante era responsável pelo embarque mensal de pelo menos três toneladas puras de cocaína para a Europa Ele fez várias cirurgias para não ser reconhecido No ano passado, já houve um leilão com os itens (com 20% de desconto), mas poucos foram vendidos. Agora a Justiça permitiu o parcelamento em até dez vezes dos objetos arrematados. Mesmo assim, caso algum objeto não seja vendido, está marcado um novo certame para o dia 23 de agosto, com valor bem menor Quem tiver interesse em comprar alguns dos artigos, deve entrar no site do leiloeiro. Um dos itens leiloados é um vinho Château Petrus, 2011, um dos vinhos mais exclusivos e caros da região de Bordeaux, na França. A produção média é de apenas 30 mil garrafas a cada safra. O preço inicial é de R$ 13.822,20 Para quem quiser um vinho um pouco mais barato, outra opção é o português Barca Velha, de 2004. O lance inicial é de R$ 2.534,55 Já quem gosta de bolsas, também poderá fazer um lance. Uma bolsa da Louis Vuitton está à venda por R$ 7 mil Também atribuído aos dois traficantes está um Ford Focus Titanium, ano 2014/2015. O lance mínimo é de R$ 60 mil. Os interessados podem vistoriar o carro no depósito da PF de Londrina, no Paraná Além dos artigos dos presos na Operação Spectrum, também estão sendo leiloados objetos de luxo de traficantes detidos na Operação Enigma, deflagrada em novembro do ano passado. O primeiro leilão será no dia 24 de agosto, a partir das 10h. Já o segundo, está marcado para o dia 30 de agosto. O lance inicial da BMW X6 M, 2015/2016, com aproximadamente 14 mil quilômetros, é de R$ 468 mil

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Receita paga terceiro lote da restituição do IR hoje
Data: 15/08/2018

Contribuintes podem conferir se foram contemplados acessando o site da Receita Federal. É preciso informar CPF e data de nascimento

A Receita Federal vai liberar o terceiro lote do Imposto de Renda 2018 para os contribuintes nesta quarta-feira (15). O crédito em conta será efetuado para 2.852.737 contribuintes, liberando cerca de R$ 3,6 bilhões Para consultar se a pessoa está neste lote, basta acessar o site da Receita Federal e inserir o número do CPF (Cadastro de Pessoa Física) e a data de nascimento. O contribuinte que tiver créditos a receber pode sacar o dinheiro em até um ano. Caso o prazo acabe, ele deve fazer o requerimento pela internet, por meio do Formulário Eletrônico — Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF. Se a restituição não for creditada, o contribuinte pode entrar em contato pessoalmente, em qualquer agência do Banco do Brasil, ou pelos números 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco. Na consulta pela internet, o serviço e-CAC, é possível ainda ver o extrato da declaração para saber se existem inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Em caso positivo, o contribuinte pode avaliar os erros e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

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Consumidor pode entrar na Justiça contra alta na tarifa de luz
Data: 10/08/2018

Aneel abriu audiência pública esta semana para decidir sobre revisão de orçamento do setor elétrico. Na prática, medida provocará aumento da conta

Uma proposta da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) de aumentar um encargo nas tarifas de eletricidade para cobrir custos de operação de distribuidoras da Eletrobras, em meio ao atraso nos planos de privatização das empresas, pode ser alvo de questionamentos judiciais por consumidores, alertam advogados especializados no setor elétrico. A agência reguladora aprovou na terça-feira (7) uma audiência pública para discutir uma alta de R$ 1,4 bilhão na arrecadação do setor elétrico em 2018. Desse valor, cerca de R$ 760 milhões devem-se à necessidade de bancar até o fim do ano as despesas de distribuidoras da Eletrobras, que são fortemente deficitárias e operam no Norte e Nordeste. Essas empresas decidiram não renovar seus contratos de concessão, que expiraram em 2015, e desde então têm operado em regime precário, com custos cobertos por empréstimos de um fundo do setor elétrico, a Reserva Global de Reversão (RGR). O problema é que a RGR deveria bancar essas empresas apenas até junho. Com o atraso na venda de cinco das seis distribuidoras, a conta não terá sobras que estavam programadas para pagar outras despesas com subsídios. Isso exigirá arrecadação maior por outro fundo setorial, a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), abastecida por encargo cobrado na conta de luz. "A tarifa já chegou em um limite em que qualquer aumento no valor é pauta de discussão. Existem várias discussões no mercado que no final do dia são devido ao tamanho da tarifa de energia. Talvez em outro momento essas decisões não fossem tão polêmicas, mas hoje sim, porque está caro", disse o especialista em energia do escritório ASBZ Advogados, Rafael Janiques. Ele lembrou que há diversas ações de sucesso nesse sentido, em que grandes indústrias ou associações empresariais têm conseguido nos últimos anos evitar o pagamento de uma parte do encargo que abastece a CDE, que consideram controversa. A CDE é usada principalmente para beneficiar diversos tipos de consumidores com descontos na conta de luz, como a população de baixa renda, por meio do programa Tarifa Social. Os maiores gastos, no entanto, são com descontos para empresas de vários ramos, como operadores de serviços públicos de água e esgoto, cooperativas rurais e agricultores. O segundo maior pedaço da CDE custeia as termelétrica da região Norte, chamada de região "isolada", que não está interligada ao sistema nacional de energia e onde estão as distribuidoras da Eletrobras que serão privatizadas. "Em tese, a Aneel tem essa competência de aumentar o encargo para equilibrar a conta... mas sabemos que essas distribuidoras foram dilapidadas, elas chegaram à situação em que chegaram por excessos e má gestão. Então tem, sim, espaço para questionamento jurídico. Os consumidores, todos eles, têm que pagar esse custo?", pergunta Janiques. As distribuidoras da Eletrobras já receberam R$ 4,4 bilhões em empréstimos da RGR. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que gerencia as contas, alertou a Aneel em junho que faltariam recursos para bancar as empresas até o final de 2018. Histórico de ações PublicidadeFechar anúncio As ações movidas mais recentemente contra a CDE questionam a disparada do encargo, que custeia subsídios, após o governo ter ampliado por meio de decretos nos últimos anos o número de iniciativas e programas bancados pela conta, lembrou o advogado do escritório Demarest para energia, Pedro Dante. Embora os empréstimos às distribuidoras saiam oficialmente da RGR, a Aneel propõe aumentar o encargo que abastece a CDE porque contava com uma sobra de fundos da primeira conta que não vai mais se concretizar. Dante diz que as ações contra a CDE são um precedente para que consumidores insatisfeitos possam questionar na Justiça se a Aneel poderia aumentar o encargo para custear a operação das distribuidoras. "A discussão sobre a CDE já está muito judicializada, há consumidores processando a União faz tempo... aconteceu no passado e a tendência é que aconteça de novo. O consumidor pode entrar com uma ação em que ele questione e peça a suspensão desse repasse", afirma. As primeiras liminares judiciais para reduzir custos com o encargo foram abertas pela Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace), que tem entre os membros grandes empresas como Alcoa e Braskem, por exemplo. O presidente da entidade, Edvaldo Santana, que já foi diretor da Aneel, chegou a comentar em seu perfil no Facebook na quarta-feira que a proposta de aumentar encargos devido ao atraso nas privatizações poderia ser ilegal. "A CDE pode ser utilizada, em lugar da RGR e sem autorização do Congresso, para tapar os rombos das distribuidoras do grupo Eletrobras? Acho que não... se eu estiver certo, é ilegal a proposta da Aneel de repassar para os consumidores mais uma continha", escreveu. A Eletrobras só conseguiu privatizar até o momento a Cepisa, do Piauí, adquirida pela Equatorial Energia. As vendas de empresas do Acre, Alagoas, Amazonas, Roraima e Rondônia dependem da aprovação de um projeto de lei em tramitação no Senado, mas o texto enfrenta resistência até por parte de senadores do MDB, partido do presidente Temer. O leilão das distribuidoras está previsto para 30 de agosto, mas especialistas avaliam que é grande a chance de fracasso ou mesmo adiamento se o projeto não tiver sido aprovado até lá, uma vez que a matéria legislativa solucionaria passivos das empresas com fundos setoriais. Copyright Thomson Reuters 2018

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Dia dos Pais é perigoso para o bolso; veja 7 dicas para não se enrolar
Data: 10/08/2018

Segundo pesquisa, 22% das pessoas que foram às compras nesta data em 2017 ficaram com o nome sujo por causa do presente dos pais

O Dia dos Pais já é neste domingo (12) e muitos filhos continuam a não se planejar para a compra do presente. Com isso, acabam fazendo compras de última hora com dinheiro que não têm. O resultado? Segundo pesquisa do SPC Brasil e da CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas), 22% das pessoas que foram às compras nesta data em 2017 ficaram com o nome sujo por causa do presente do Dia dos Pais. O principal motivo é o descontrole financeiro, afirma Flávio Borges, superintendente de finanças do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). Segundo ele, agosto é um mês em que as pessoas normalmente conseguiram recuperar o crédito, e, se não mudarem os hábitos, acabam se descontrolando novamente até chegarem quebradas em no começo do próximo ano, por conta dos gastos feitos a partir do segundo semestre, e depois com Natal, impostos, material escolar e férias. "A bomba estoura em janeiro", diz. "Nesta hora é preciso ter autocontrole para conter os gastos e usar a criatividade para surpreender o pai e não deixar a data passar em branco. O consumidor deve presentear, sim. Porém, é importante respeitar o tamanho do próprio bolso, planejar os gastos e fazer muita pesquisa de preço, dando prioridade ao pagamento à vista. Para quem está inadimplente, mesmo que os valores dos presentes possam parecer inofensivos, todo o esforço deve ser direcionado para o pagamento das dívidas", orienta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. Veja, a seguir, dicas para não comprometer o bolso no Dia dos Pais. "Mesmo que essas dicas não sirvam para esse ano, elas são um guia para qualquer data especial", afirma Borges. 1-Controle suas contas A dica número 1 é ter controle, não fazer uma nova dívida ou nova parcela sem analisar o impacto disso no orçamento familiar. 2-Não se endivide Não se endivide para comprar o presente. "Entrar no cheque especial ou parcelar a perder de vista no cartão de crédito nem pensar", diz Borges. "Por mais que os bancos estejam obrigados a oferecer alternativas para quem está endividado nessas linhas, ainda assim os juros são elevados. Cheque especial é para uma despesa de emergência, jamais para comprar presente", ensina o executivo. 3-Divida a conta Fazer uma vaquinha para dividir o presente entre os irmãos faz todo o sentido, afirma Borges. "Assim é possível até mesmo dar um presente melhor sem pesar no bolso de ninguém", diz. 4-Use a criatividade Use a criatividade para escolher o presente ou até mesmo fazer um presente especial e artesanal para seu pai, caso tenha habilidades. Segundo a pesquisa da CNDL/SPC Brasil, os brasileiros pretendem gastar, em média R$ 150 para presentear os pais." "Mas não precisa chegar a esse montante, a pessoa pode agradar ao pai gastando menos dinheiro", diz Borges 5-Não deixe para a última hora Não deixar para a última hora a compra do presente é outra dica para economizar. "Dia dos Pais tem todo ano, é possível economizar um pouco por mês para esse objetivo ou até mesmo aproveitar uma oportunidade e comprar algo mais em conta antes da data", diz Borges. 6-Pesquise os preços Antes de comprar, pesquise preços. As diferenças de preços entre uma loja e outra podem ser bastante significativas, especialmente no caso de compras em lojas físicas e pela internet. 7- Aproveite as promoções Agosto é um mês em que muitas lojas entram em promoção, então aproveite as ofertas para pagar mais barato. Mas essa vantagem pode desaparecer perto da data, prejudicando quem tem o hábito de deixar as compras para a última hora. Se ainda tiver mais dúvidas sobre economia, dinheiro, direitos e tudo mais que mexe com o seu bolso, envie suas perguntas para “O que é que eu faço, Sophia?” pelo e-mail sophiacamargo@r7.com

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Decreto facilita bloqueio de benefício para idosos e deficientes
Data: 10/08/2018

Texto facilita o bloqueio do Benefício de Prestação Continuada caso seja constatado que há irregularidades

O presidente Michel Temer e o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, editaram decreto que torna mais rápido e fácil suspender o BPC (Benefício de Prestação Continuada) em caso de irregularidades. O benefício, no valor de um salário mínimo mensal, é concedido pelo INSS a pessoas com deficiência e idosos com 65 anos ou mais que comprovem não ter meios nem familiares que possam prover sua manutenção. Pela nova regulamentação, a suspensão do BPC poderá ser efetuada mesmo que o INSS não consiga notificar o beneficiário da suposta irregularidade. Quando souber do bloqueio, o beneficiário poderá se dirigir ao INSS para entender a situação e pedir o desbloqueio. A partir daí, terá 10 dias para se justificar. Depois disso, o INSS terá 30 dias, prorrogáveis por mais 30, para analisar a defesa e decidir se restabelece ou não o benefício. Na regra anterior, o caminho até a suspensão do benefício era mais longo e isso só ocorreria depois das várias tentativas e formas de notificação. Depois de avisado por correio, o beneficiário teria 10 dias para a defesa. Caso a notificação não se confirmasse por via postal, era preciso fazê-la por edital em jornal de grande circulação. Nesse caso, o beneficiário ganharia 15 dias para a defesa. O beneficiário também poderia recorrer a um conselho ligado ao INSS, possibilidade que foi mantida no novo decreto. O decreto desta quinta-feira, 9, traz outras mudanças no regulamento do BPC e cria exigências para a concessão e manutenção do benefício, como inscrição e atualização no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Também lista os casos passíveis de suspensão e de cancelamento definitivo do benefício. Irregularidades Dados do governo mostram que, de 1996 a 2017, a quantidade de beneficiários do BPC aumentou de 346 mil para 4,5 milhões. No mesmo período, os gastos com a concessão subiram de R$ 172 milhões para R$ 50 bilhões. O pente-fino que o governo tem feito em benefícios do INSS identificou inconsistências nos pagamentos do BPC em 2017, tanto por fragilidades cadastrais quanto na operação, que geraram potencial prejuízo de R$ 464,5 milhões por mês aos cofres públicos. Isso corresponde a mais de R$ 5,5 bilhões por ano. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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Moradia e transporte puxam a inflação oficial em julho, diz IBGE
Data: 08/08/2018

Ônibus urbano e conta de luz foram os vilões do mês. Porém, índice recuou em relação a junho, quando preços dispararam com greve dos caminhoneiros

A inflação oficial acelerou em julho em comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo os dados divulgados nesta quarta-feira (8) pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasil de Geografia e Estatística). O índice de julho ficou em 0,33%, depois de marcar 0,24% no mesmo mês do ano anterior. Os itens de habitação (1,54%) e transportes (0,49%) foram os principais vilões do resultado do mês. Essas categorias incluem preços de condomínio, energia elétrica, combustíveis e passagem de ônibus urbano, por exemplo. Entre os itens de moradia, a principal vilã foi a energia elétrica, que subiu 5,33% para o consumidor. Já no grupo transportes, o ônibus urbano aumentou, em média, 1,46%, refletindo os reajustes da tarifa no Rio de Janeiro (RJ) e em Rio Branco (AC). Por outro lado, uma notícia boa: os combustíveis ficaram mais em conta. O preço da gasolina recuou 1% e o do etanol, 5,48% — ambos tinham registrado altas expressivas em junho. Considerando os alimentos, há boas notícias para os consumidores. A cebola, a batata-inglesa, o tomate, as frutas e as carnes tiveram reduções de preços, pesando menos no bolso. Já o leite longa vida e o pão francês foram mais impactados pela inflação e ficaram mais caros. Na comparação mensal, a inflação perdeu ritmo, registrando 0,33% contra os 1,26% de junho, quando os preços de produtos e serviços foram fortemente impactados pela greve dos caminhoneiros. As roupas (queda de 0,6%), alimentação e bebidas (recuo de 0,12%) e educação (redução de 0,08%) tiveram deflação no período. Inflação no ano e acumulada De janeiro a julho, a inflação também acelerou, registrando 2,94%, contra 1,43% registrados de janeiro a julho de 2017. A inflação acumulada em 12 meses, ou seja, de agosto de 2017 a julho de 2018, ficou em 4,48%, enquanto o percentual para o mesmo período era de 4,39%. Inflação por regiões Os Estados de São Paulo (0,63%), Rio de Janeiro (0,59%) e Brasília (0,58%) são os que sofrem mais o impacto da inflação. Das 16 regiões pesquisadas, seis registraram deflação, sendo eles Goiânia (-0,05%), Aracaju (-0,06%), Recife (-0,07%), Fortaleza (-0,09%), São Luís (-0,28%) e Campo Grande (-0,37%). Belém registrou inflação zero no período analisado. O IPCA é um índice calculado pelo IBGE desde 1980 e considera as famílias com rendimento entre um (R$ 954) e 40 (R$ 38.160) salários mínimos. Os preços desta divulgação foram coletados entre 28 de junho e 27 de julho deste ano.

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Trabalhadores podem receber hoje PIS/Pasep com correção
Data: 08/08/2018

Benefício pode ser sacado de acordo com o mês de nascimento do trabalhador no caso do PIS e com o número final do benefício no Pasep

A Caixa Econômica Federal inicia nesta quarta-feira (8) nova fase de pagamento das cotas do PIS para todas as idades. O saque do benefício ficou bloqueado entre os dias 30 de junho e 7 de agosto, para que fosse aplicada a correção aos valores, que foram reajustados em 8,9741%. As datas de início de pagamento são determinadas de acordo com o número final do benefício do Pasep. No caso do PIS, os valores são liberados dependendo do mês de nascimento do trabalhador. Os nascidos em julho recebem a partir de ?26 de junho de 2018 e os aniversariantes do mês de junho terão os créditos liberados no dia 14 de março de 2019. ??É possível consultar o calendário completo nos sites da Caixa e do Banco do Brasil. Mais de 20 milhões de brasileiros tem direito ao saque.

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Saiba agora se você está no 3º lote de restituição do Imposto de Renda
Data: 08/08/2018

Crédito bancário de R$ 3,6 bilhões será realizado diretamente na conta dos contribuintes em 15 de agosto

A Receita Federal liberou, às 9h desta quarta-feira (8), a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda 2018. CLIQUE AQUI PARA SABER SE VOCÊ TEM GRANA A RECEBER Também é possível consultar se você teve a restituição liberada ligando para o telefone 146. O lote de restituição do IRPF 2018 conta também com restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2017. De acordo com a Receita, o crédito bancário para 2.852.737 contribuintes será realizado em 15 de agosto, totalizando R$ 3,6 bilhões. Saiba como usar o dinheiro da restituição do Imposto de Renda Na consulta pela internet, o serviço e-CAC, é possível ainda ver o extrato da declaração para saber se tem inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Em caso positivo, o contribuinte pode avaliar os erros e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora. A Receita ainda disponibiliza aplicativo para smartphones e tablets para facilitar a consulta às declarações do Imposto de Renda e situação cadastral no CPF. A restituição fica disponível no banco pelo período de um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate dentro desse prazo, deve requerer por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF. Caso a restituição não seja creditada, o contribuinte poderá entrar em contato pessoalmente com qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

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Inflação da classe C acelera em julho, diz FGV
Data: 03/08/2018

Índice mede o impacto da inflação para as famílias que recebem renda de um (R$ 954) a dois e meio (R$ 2.385) salários mínimos

A inflação da classe C acelerou em julho, segundo os dados o IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor — Classe 1) divulgados na manhã desta sexta-feira (3) pela FGV (Fundação Getulio Vargas). O índice mede o impacto da inflação para as famílias de baixa renda, que recebem de um (R$ 954) a dois e meio (R$ 2.385) salários mínimos por mês. Em julho, o indicador registrou aceleração de 0,25%, resultado menor do que o registrado no mês anterior (1,52%). De janeiro a julho deste ano, o indicador acumula alta de 3,29%. Os preços dos alimentos caíram bastante de um mês para outro, registrando variação de 2,31% para -0,45%. Em seguida aparecem a habitação (2,36% para 1,40%), transportes (0,73% para -0,05%) e vestuário (0,27% para -0,64%). Os itens que tiveram aceleração da inflação são comunicação (0,15% para 0,29%) e saúde e cuidados pessoais (0,15% para 0,20%).

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ANTT está trabalhando em nova tabela de frete mínimo
Data: 03/08/2018

Tabelamento do frete foi uma das medidas tomadas pelo governo para colocar fim na greve que tomou o país em maio

Ponto de polêmica entre caminhoneiros e empresas e com sua legalidade em discussão na Justiça, a tabela com valores mínimos do frete rodoviário caminha para ganhar uma nova versão. Termina nesta sexta-feira (3) o prazo aberto pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para receber propostas da sociedade sobre o assunto. Atualmente, existe uma tabela de frete que, no entendimento do governo, está em vigor. Algumas entidades empresariais sustentam que não. No entanto, ainda não há palavra final sobre isso. Todas as decisões da Justiça sobre o tabelamento estão bloqueadas por decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux, que só pretende retomar a discussão sobre o assunto no próximo dia 27, com a realização de uma audiência pública. Paralelamente, a ANTT trabalha nessa nova versão da tabela. O tabelamento dos fretes rodoviários foi uma das medidas do pacote que o governo negociou com os caminhoneiros para pôr fim à paralisação da categoria que durou 11 dias, no fim de maio, e provocou uma crise de abastecimento no País. "Há represamento e produtos que já deveriam ter sido despachados ainda estão armazenados", disse a assessora técnica em Logística da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), Elisângela Lopes. Radicalmente contrária ao tabelamento, a entidade não deve apresentar nenhuma proposta à ANTT. Igualmente contrária à tabela do frete, a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) pretende encaminhar um documento detalhado à ANTT. "Vamos reforçar que o tabelamento não interessa à indústria de soja", informou o presidente da associação, André Nassar. Se, ainda assim, a opção do governo for pela fixação de preços, a indústria pede cautela para que ele não atrapalhe a competição. Os preços mínimos, defende a entidade, devem ser calculados com base nos itens efetivamente desembolsados na prestação do serviço. E, em vez de ser organizada em quilômetros por eixo, a tabela deve ser fixada com base no custo por tonelada, que é a referência usual no mercado. "Não é só que a tabela é ruim para a economia e inconstitucional; ela é inaplicável", afirmou o gerente de Relacionamento com o Poder Executivo da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Pablo Cesário. Esse é o teor do documento enviado pela entidade à ANTT. Ele explica que, por exemplo, a tabela considera transporte em caminhões de três eixos, quando o usual são veículos de maior porte. Tal como a Abiove, a CNI vai defender que, se for instituído, o preço mínimo deve deixar de fora itens como custo de capital e depreciação do caminhão, que não são diretamente atrelados ao serviço. "Tem de ser o mínimo mesmo, do contrário é uma tabela de preços", explicou. Relatório Pelo rito da ANTT, as sugestões recebidas até hoje serão consolidadas num relatório, que posteriormente será analisado pela diretoria da agência reguladora, antes da adoção de uma eventual nova norma. É um processo que normalmente demora alguns meses. Mas a área técnica informa que essas sugestões também servirão de subsídio à discussão que ocorre no STF. Relator de três ações de inconstitucionalidade movidas contra o tabelamento, o ministro Luiz Fux quer fazer uma discussão ampla com especialistas no dia 27 antes de tomar uma decisão. É bem possível que a decisão da Justiça saia antes da conclusão dos trabalhos da ANTT em torno da nova tabela de frete. O prazo dado por Fux, porém, é considerado longo demais pelas empresas do agronegócio, que dizem enfrentar um nível inédito de insegurança jurídica e paralisia nos negócios. Há ainda impacto sobre os preços. O Ipea estima que os alimentos aumentarão 3,93% este ano, respondendo por 0,62 ponto porcentual na inflação do ano, estimada em 4,20%. Numa tentativa de acelerar a discussão na Justiça, a Abiove e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) ingressaram no STF com um mandado de segurança com pedido de liminar, para que ao menos as instâncias inferiores da Justiça sejam liberadas para tomar decisões sobre o tabelamento. Protocolado durante o recesso parlamentar, esse pedido está com o ministro Alexandre de Moraes, que poderá ou não tomar uma decisão antes do dia 27. Além de discutir a constitucionalidade do tabelamento, as empresas usuárias de transporte questionam se a atual tabela do frete está mesmo em vigor ou se foi revogada acidentalmente pelo governo. Outro ponto de discussão é que a tabela foi editada sem ser previamente discutida com a sociedade. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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Cortes do governo vão afetar mais de 198 mil alunos e pesquisadores
Data: 03/08/2018

Órgão vinculado ao Ministério da Educação pede “ação urgente” da pasta para preservar os recursos destinados ao setor

A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) afirmou nesta quinta-feira (2) que o Orçamento de 2019 resultará em "corte significativo" nos repasses feitos ao órgão ao longo do próximo ano. Com isso, o órgão vinculado ao Ministério da Educação diz que os recursos apresentados na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) vão ocasionar a suspensão do pagamento de todos os bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado a partir de agosto do ano que vem. A medida tende a afetar mais de 93 mil alunos e pesquisadores, prevê a Capes. Além disso, o órgão lamenta que o orçamento previsto deve também interromper programas de fomento à pós-graduação no Brasil. O órgão ainda destaca a possibilidade de suspensão dos pagamentos de 105 mil bolsistas e a interrupção de programas que ofertam mais de 700 cursos em 600 cidades do país. "Um corte orçamentário de tamanha magnitude certamente será uma grande perda para as relações diplomáticas brasileiras no campo da educação superior e poderá prejudicar a imagem do Brasil no exterior", finaliza a Capes, que pede uma ação urgente do Ministério da Educação para preservar os recursos destinados ao setor.

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Litro do leite ficou R$ 1,45 mais caro desde o começo do ano
Data: 01/08/2018

Greve dos caminhoneiros e período com poucas chuvas justificam disparada no valor do produto, afirmam especialistas

O preço médio pago pelo litro do leite subiu 67% desde o início do ano e azedou em R$ 1,45 o bolso dos brasileiros que compraram recentemente o produto nos supermercados. De acordo com dados revelados semanalmente pela Fundação Procon, o litro do leite custava R$ 2,16 na primeira semana de 2018 em São Paulo. Hoje, a mesma quantidade do produto sai por, em média, R$ 3,61 nas prateleiras da capital paulista. Preço da gasolina saltou quase 30% em um ano O fenômeno da alta do preço do leite no ano não foi restrito aos consumidores e a São Paulo. A última divulgação da prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), aponta para uma valorização de 35,68% no valor do leite longa vida no Brasil. Ao longo do período de sete meses, o valor do líquido aos produtores saltou 47,7% e aparece vendido por R$ 1,47, maior patamar desde setembro de 2016, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O coordenador do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), André Braz, explica que a alta do preço do leite está diretamente ligada ao período sem chuvas, à valorização do dólar e à greve dos caminhoneiros. Consumidor sente no bolso impacto da greve dos caminhoneiros “Neste período do ano, as condições de pastagens ficam ruins, porque chove pouco e se tem uma queda no volume de captação do leite, o que é natural. Além disso, a gente teve uma desvalorização cambial, que encareceu muito o preço das rações para trato animal, ricas em milho e soja, grãos com preços cotados no mercado internacional”, analisa Braz. A analista de mercado do leite do Cepea Juliana Cristina dos Santos comenta que a falta de chuvas durante a entressafra limitou a produção e puxou os preços para cima. “A oferta do leite no mercado está limitada desde o mês de fevereiro, o que justifica a valorização do produto“, afirma ela, que também relaciona a alta à greve dos caminhoneiros e uma tentativa dos produtores de "normalizar a atividade com a reposição dos estoques". Ao comentar especificamente sobre o impacto da greve na disparada do preço do leite, Braz recorda que a paralisação dos caminhoneiros causou prejuízo aos produtores da bebida, que precisaram jogar fora milhares de litros de leite e agora repassaram os custos aos consumidores. Alternativas Para conter o preço dos alimentos que ficam caros repentinamente, o pesquisador da FGV orienta que a população faça um “exercício da renúncia parcial” para limitar o aumento dos preços do leite. “Se reduzir a quantidade consumida, isso já ajuda a limitar o aumento do preço, porque se a oferta do produto é menor, mas a demanda também é, você não sustenta o aumento de preços”. “É uma arma que nós temos, mas que é pouco utilizada”, lamenta Braz, que destaca a redução de consumo do leite como válida para o caso de adultos e não recomenda o corte para crianças e idosos, devido às alimentações menos complexas em outras fontes de proteína. Braz ainda menciona que os consumidores podem substituir o leite neste momento de alta por outros produtos similares, como os fabricados com soja, que, segundo ele, “não têm preços muito competitivos”. Próximos meses A valorização do leite nos supermercados deve estar com os dias contados. Para Juliana, as “altas expressivas” já tendem a ser interrompidas ao longo deste mês. “A gente prevê que para agosto devemos ter uma pequena alta ou uma estabilidade nos preços”. Em um olhar mais prolongado, Braz afirma que a entrada da primavera vai trazer de volta as chuvas a ocasionar uma desaceleração dos preços. “Não estou bem certo de que vai ser devolvida toda a alta acumulada ao longo do primeiro semestre, mas há uma boa chance de isso acontecer logo a partir do final de agosto”, avalia o pesquisador.

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Imóveis de até R$ 1,5 milhão poderão ser financiados via FGTS
Data: 01/08/2018

Governo ampliou valor máximo de imóveis que poderão ser financiados com recursos do Sistema Financeiro de Habitação

O CMN (Conselho Monetário Nacional) ampliou para R$ 1,5 milhão o valor máximo de um imóvel que pode ser financiado com recursos do FGTS (Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço), por meio do SFH (Sistema Financeiro de Habitação). A informação foi confirmada nesta terça-feira (31) pelo Banco Central. A medida entra em vigor em janeiro de 2019 e vale por seis anos. "É mantido nesse sistema (SFH) o limite de valor de avaliação do imóvel financiado, que é uniformizado para todas as unidades federativas e ampliado para R$ 1,5 milhão, tornando permanente a bem sucedida elevação temporária realizada em 2017", indica a ata da reunião do conselho, publicada na tarde de hoje. Formado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento, além do presidente do Banco Central, o CMN vem alterando o valor máximo dos imóveis para financiamento como forma de estimular o mercado imobiliário e impulsionar a economia. Antes da atual mudança, o limite era de R$ 950 mil em MInas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, e R$ 800 mil nos demais Estados. Esta é a terceira vez em menos de dois anos que o conselho eleva o valor dos imóveis que podem ser financiados com recursos do FGTS. Em novembro de 2016, o CMN elevou o teto de R$ 750 mil para R$ 950 mil em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, e de R$ 650 mil para R$ 800 mil no restante do país. Entre fevereiro e dezembro de 2017, o limite subiu para R$ 1,5 milhão em todas as regiões do país, retornando no início do ano para os limites anteriores. Empréstimos tomados junto ao Sistema Financeiro de Habitação cobram juros de no máximo 12% ao ano. Recursos da poupança e injeção de R$ 80 bilhões na economia O CMN alterou também as regras de utilização dos recursos aplicados em poupança e que fazem parte do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). De acordo com o Banco Central, 65% desses recursos continuam sendo aplicados em operações de financiamento imobiliário — seja compra de imóvel novo ou usado, construção, reforma, ampliação e aquisição de terreno. Cai, no entanto a obrigatoriedade de que 80% desses recursos tenham que obrigatoriamente ter como destino o SFH, onde o volume de empréstimos privilegia imóveis de maior valor. Sem essa obrigatoriedade, o Banco Central prevê "incentivar a contratação de financiamentos de imóveis de menor valor". A expectativa do conselho é injetar R$ 80 bilhões extras na economia com as medidas. "Esse conjunto de ajustes irá injetar cerca de R$ 80 bilhões ao direcionamento de crédito imobiliário, ao substituir modalidades de operações atualmente permitidas no direcionamento pela contratação de novas operações de financiamento imobiliário. Tal efeito será gradual, com início em janeiro de 2019, e ao longo dos próximos seis anos, respeitando, em alguns casos, o prazo de vencimento das operações já contratadas", diz o BC em nota.

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Governo publica MP que renova subsídio ao diesel até fim do ano
Data: 01/08/2018

Decreto regulamenta o subsídio ao diesel de agosto a dezembro, e assegurando o desconto de R$ 0,46 no preço do combustível

O presidente Michel Temer editou a Medida Provisória 847/2018, que permite a manutenção até 31 de dezembro de 2018 do desconto no litro do óleo diesel negociado pelo governo federal com os caminhoneiros no fim de maio para encerrar a paralisação da categoria. A MP que renova o subsídio foi assinada na terça-feira (31) por Temer e está publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, dia 1º de agosto. A nova MP restringe a "subvenção econômica" à comercialização de óleo diesel "rodoviário". A ressalva no texto foi necessária porque, ao tratar genericamente do assunto na medida provisória anterior, o governo acabou subsidiando, também, o uso de diesel para o transporte marítimo. O decreto que irá regulamentar o subsídio ao diesel a partir de agosto, assegurando o desconto de R$ 0,46 no preço do litro do óleo diesel até o fim do ano, ainda será editado. Antes da assinatura da MP, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, havia confirmado a manutenção do subsídio. Padilha admitiu, no entanto, que o preço do diesel pode aumentar na bomba, dependendo da variação do preço no mercado internacional. O valor do subsídio que vai valer até o fim do ano — R$ 0,46 por litro — é o mesmo da primeira MP, editada no fim de maio. Com a subvenção, Petrobras e demais fornecedores do combustível são ressarcidos nesse valor pela União, que reservou R$ 9,5 bilhões para bancar essa parte do pacote que ficou conhecido como "bolsa caminhoneiro" e foi adotado para encerrar a greve no setor. "O compromisso que o governo tinha com os caminhoneiros era manter o desconto de R$ 0,46 até 31 de dezembro de 2018. Portanto, vencido o primeiro período em que haverá revisão do preço, variações podem ser positivas ou negativas, e aí teremos o novo preço", declarou Padilha em coletiva de imprensa nesta terça durante cerimônia de comemoração dos 20 anos do Código de Trânsito Brasileiro no Palácio do Planalto. Questionado se ainda haveria risco de ocorrer uma nova greve, Padilha afirmou que o governo está fazendo tudo o que prometeu aos caminhoneiros para evitar paralisações. Ele lembrou que há uma comissão na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) trabalhando de forma permanente para dialogar com os interessados e elaborar a tabela com os preços mínimos do frete rodoviário, outra medida prevista no pacote de vantagens para os caminhoneiros. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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Brasil soma quase 26 mil tentativas de golpes virtuais por dia
Data: 30/07/2018

Usuários, que possuem mesmos direitos de quem compra em loja física, devem ficar atentos para não acabar caindo em fraudes

Graças à comodidade e variedade de produtos, fazer compras pela internet se tornou parte do cotidiano de muitos brasileiros. Segundo o E-bit, as lojas de e-commerce (comércio eletrônico) faturaram, apenas em 2017, quase R$ 50 bilhões — um crescimento de 120% em seis anos. Inicialmente, o comércio eletrônico era usado apenas para se comprar itens simples, como livros e DVDs. Hoje em dia, é possível encontrar na rede todo tipo de produto e serviço — de alimentos até carros de luxo. E, com esse aumento no valor dos negócios, também subiu o número de golpes mais sofisticados contra os consumidores. Dados do DFNDR Lab, laboratório especializado em crimes virtuais, indicam que ocorreram mais de 56 milhões de tentativas de golpes e cyber-ataques por meio de links maliciosos no primeiro trimestre de 2018, apenas no Brasil. Isso equivale a mais de 26 mil tentativas de fraude por dia, ou 620 por hora. Em datas como Dia dos Pais, Black Friday e Natal, em que há uma grande quantidade de pessoas realizando compras online, as incidências dessas tentativas aumentam. De acordo com Sérgio Tannuri, advogado especializado em direito do consumidor, a maioria desses golpes se dá por meio de publicidades enganosas e falsas promoções. “Os hackers sempre querem uma coisa: tomar o dinheiro da vítima. Para isso, precisam dos dados bancários, CPF e número do cartão de crédito do internauta para aplicar o golpe. Portanto, antes de comprar online, verifique a reputação do fornecedor”. — Eu sempre costumo avisar: verifique se o site informa um endereço comercial físico, com telefones fixos. Se não tiver, desconfie! Atrasos PublicidadeFechar anúncio Outra reclamação frequente é o atraso ou falha na entrega dos produtos. Para evitar esse tipo de dor de cabeça, Sergio recomenda que o consumidor faça pesquisas em sites como E-bit e Reclame Aqui antes de efetuar a compra, para conferir reputação das lojas. Também, caso haja algum problema no fornecimento do produto, a plataforma pública consumidor.gov.br pode ser uma ferramenta útil para a solução alternativa de conflitos de consumo via internet. Os consumidores que realizam compras via internet possuem os mesmos direitos à informação e proteção transparente e eficaz que os garantidos nas demais formas de comércio tradicional. Livro Sérgio está lançando o livro Seus direitos no e-commerce, disponível gratuitamente na internet. O autor, que tem boas expectativas quanto ao lançamento, acredita que a cartilha pode ser uma valiosa ferramenta para o consumidor exercer seus diretos com mais propriedade – evitando, assim, golpes que lesam milhares de internautas.

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Veja como consultar o saldo do PIS/Pasep pelo celular
Data: 30/07/2018

Governo federal liberou o benefício na semana passada. O calendário de pagamento segue até junho de 2019

O trabalhador pode descobrir se tem direito ao abono salarial PIS/Pasep usando o próprio celular. Para isso, ele precisa baixar o aplicativo Caixa Trabalhador, que é compatível com Android e Iphone (IOS). O programa é gratuito. Na semana passada, o governo federal liberou o saque do benefício com ano-base 2017 Após instalar o aplicativo, o trabalhador precisa inserir o número do NIS e clicar em Acessar. O NIS (Número de Identificação Social) é o mesmo número do PIS/Pasep. O usuário não precisa ter um cadastro prévio para conseguir o acesso Já na tela inicial é possível saber se o trabalhador tem direito ao benefício. Porém, para saber o valor que será recebido, é necessário informar a senha de cadastro. Caso não tenha uma senha, o usuário tem que cadastrar um registro na Previdência Social e, por isso, deve clicar em “Cadastrar senha”. Se ele tiver uma senha, mas não lembrar qual é, precisa clicar em “Esqueci a senha” O trabalhador também poderá consultar quando o benefício será liberado. É só clicar na aba “Calendários” para saber quais os períodos de saques. Na aba “Calculadora” é possível calcular o valor do abono do trabalhador. O valor a ser recebido pelos trabalhadores varia conforme o número de meses trabalhado com carteira assinada em 2017. O calendário de pagamento segue até junho de 2019, com os recursos sendo liberados sempre de acordo com mês do nascimento. O prazo final para o recebimento de todos os trabalhadores é o dia 28 de junho de 2019.

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Brasil exporta dinheiro em espécie para a Venezuela
Data: 30/07/2018

Por encomenda, a Casa da Moeda brasileira está imprimindo os bolívares usados pelo país vizinho

Às turras com o regime do presidente Nicolás Maduro nos foros internacionais, o Brasil ainda mantém relação comercial com a Venezuela. E, neste ano, iniciou a exportação de um produto altamente demandado do lado de lá da fronteira: dinheiro em espécie. Por encomenda, a Casa da Moeda do Brasil está imprimindo os bolívares usados no país vizinho. A demanda é grande, porque o valor das cédulas "derrete" diante da hiperinflação, que pode atingir 1.000.000% neste ano, segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI). A produção de dinheiro começou em 2018, segundo informou a Casa da Moeda. Não é a primeira vez que o Brasil imprime dinheiro para outro país. A Casa da Moeda já forneceu cédulas para Argentina, Paraguai e Haiti. Sem dar conta de acompanhar a evolução dos preços, os venezuelanos precisam de quantidades cada vez maiores de dinheiro vivo. As cédulas de bolívar são hoje o sétimo principal produto exportado pelo Brasil para o vizinho, segundo dados da balança comercial. De janeiro a junho, as vendas em dinheiro já impresso totalizaram US$ 6,8 milhões, além de mais US$ 4,6 milhões em papel que serve para a impressão de dinheiro. Em março, Maduro anunciou que o sistema monetário seria reformado, com o corte de três zeros das cifras. Assim, mil bolívares passariam a ser um bolívar, mas com o mesmo valor de aquisição. E a moeda passará a ter outro nome: bolívar soberano. Mas a inflação é tão alta que o corte de três zeros já não será suficiente para colocar os preços venezuelanos num padrão civilizado. Na quarta-feira, Maduro informou que a reforma cortará cinco zeros. Ou seja, cem mil bolívares serão convertidos em um bolívar. A entrada em vigor da reforma também foi adiada: do início de agosto para o dia 20 do mesmo mês. Para mostrar que a Venezuela não está sozinha na luta contra a inflação, o comunicado do governo informa que o Brasil cortou três zeros da moeda em 1989, 1992, 1993 e 1994. "Em uma década, o Brasil eliminou um total de 12 zeros de sua moeda." Na realidade, a reforma de 1994 não foi simplesmente o corte de três zeros, mas a implantação do real, que valia CR$ 2.750,00. O governo venezuelano cita outros casos na região, como Argentina, Colômbia e Paraguai. PublicidadeFechar anúncio Relação "O governo nunca quis impedir o comércio com a Venezuela, a não ser de produtos para emprego na repressão", disse ao Estado o subsecretário-geral para América Latina e Caribe do Itamaraty, Paulo Estivallet de Mesquita. "O que surpreende é que haja ainda algum comércio, considerando as dificuldades deles para pagar." O vice-presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), embaixador José Botafogo Gonçalves, disse que o Brasil fortaleceu suas relações econômicas e comerciais com a Venezuela durante os governos do PT. O atual governo tem postura diferente e tem sido crítico do regime de Nicolás Maduro no que se refere ao respeito a direitos humanos e a princípios democráticos. "Mas os laços econômicos foram criados e não se rompem de uma hora para outra", disse. "Além disso, a preocupação é atender às necessidades da população venezuelana." Comércio em queda O comércio entre Brasil e Venezuela já foi forte, impulsionado pelos produtos de petróleo, de um lado, e dos industrializados, de outro. Em 2012, a corrente de comércio, resultado da soma de importações e exportações, ultrapassou os US$ 6 bilhões. Os valores, porém, foram declinando à medida que se agravou a crise financeira. No ano passado, o total de importações e exportações ficou em US$ 861 milhões. Neste ano, até junho, foram US$ 431 milhões. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/brasil-exporta-dinheiro-em-especie-para-a-venezuela-29072018

Bandeira vermelha na conta de luz deve ser mantida em agosto
Data: 27/07/2018

O motivo é a falta de chuvas, segundo o diretor do ONS, Luís Eduardo Barata. Ele descarta a possibilidade de desabastecimento de energia elétrica

O diretor do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Luís Eduardo Barata, informou nesta quinta-feira (26) que a bandeira tarifária deverá continuar vermelha em agosto, uma vez que o país enfrenta adversidades climáticas em razão da falta de chuva, predominante agora em julho. A bandeira tarifária vermelha (patamar 2) tem o custo adicional na conta de luz de R$ 5 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos. A repetição da bandeira do mês de junho deve-se à manutenção das condições hidrológicas desfavoráveis e à tendência de redução no nível de armazenamento dos principais reservatórios do SIN (Sistema Interligado Nacional). “A bandeira vermelha deve continuar em agosto e a tendência é de que ela deva permanecer até o final do período seco. A situação hidrológica encontra-se em situação adversa de norte a sul do país e a chuva não cai”, explicou. Eduardo Barata, no entanto, afastou o risco de desabastecimento de energia elétrica. “A energia estará mais cara, embora não haja risco de desabastecimento. Mas com certeza a um custo [da energia] bem maior. Isto significa que é importante que se reduza o consumo, o que também consequentemente acarretará na redução do custo para o consumidor final. Reduz o consumo, reduz o custo”, disse. El Niño O diretor geral disse que trabalha com a expectativa da chegada do fenômeno conhecido como El Niño, que vem trazendo chuvas para o Sul do país e deverá melhorar a situação hidrológica da região e, consequentemente, também melhorar a oferta de energia elétrica nos estados da região. “O que tem acontecido hoje é que como não vem chovendo nesse período, e as chuvas no Sul estão muito escassas, o Sudeste é que está tendo que fornecer energia para a região. Na medida em que começar a chover no Sul, a gente começa a gerar [energia] por lá. E aí o Sudeste é desonerado”. Eduardo Barata disse que o que vem, em parte, contribuindo para o fornecimento de energia no país, é a Região Nordeste, uma vez que as usinas eólicas estão “bombando”. “E este é um fenômeno que deverá continuar pelos próximos dois meses, uma vez que esse período que vai até setembro é o ponto alto dos ventos nos estados do Nordeste. São as eólicas instaladas em grande quantidade na região, aliada às térmicas [usinas] que seguram o suprimento de energia nos estados da região e ainda permite a exportação do excedente pelo Sistema Interligado Nacional”.

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Dólar volta a subir e se reaproxima de R$ 3,75
Data: 27/07/2018

Moeda norte-americana saltou 1,2% após acumular baixa de 2,14% nos últimos dois pregões

O dólar subiu mais de 1% nesta quinta-feira (26), voltando a se aproximar do patamar de R$ 3,75, em um movimento de correção e acompanhando o mercado externo, mas com os investidores sem tirar o foco da cena política local. Na sessão, a moeda norte-americana avançou 1,2%, a R$ 3,7468 na venda, depois de acumular perdas de 2,14% nos dois pregões passados. Na máxima do dia, a moeda norte-americana foi a R$ 3,7473. O dólar futuro tinha valorização de cerca de 1,6% no final da tarde. "O dólar caiu muito nos últimos dias, era natural uma correção, até pelos níveis de preços: R$ 3,70 chama comprador", comentou o gestor de derivativos de uma corretora nacional ao citar o noticiário político doméstico recente. No mercado internacional, o dólar avançava ante uma cesta de moedas, também em movimento de recuperação após bater a mínima de duas semanas mais cedo nesta sessão, e subia frente a divisas de países emergentes, como o rand sul-africano e a lira turca. O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 14 mil swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando US$ 12,6 bilhões do total de US$ 14,023 bilhões dos contratos que vencem em agosto. Copyright Thomson Reuters 2018

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Petrobras vai ao STF para suspender ação trabalhista de R$ 17 bilhões
Data: 27/07/2018

Advogados da Petrobras dizem que imediato pagamento dos valores trará prejuízos financeiros irreversíveis para a estatal

A Petrobras recorreu nesta quinta-feira (26) ao STF (Supremo Tribunal Federal) para suspender a decisão da Justiça do Trabalho que garantiu aos funcionários da estatal o direito ao pagamento de adicionais salariais que foram definidos em um acordo coletivo assinado em 2007. O impacto da decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho) nos cofres da Petrobras é de aproximadamente R$ 17 bilhões e beneficia cerca de 50 mil funcionários. A questão deverá afetar cerca de 7.000 processos que tratam do assunto em todo o país. Cabe recurso contra a decisão ao próprio tribunal e ao Supremo. Segundo os advogados contratados pela Petrobras, o imediato pagamento dos valores por meio de uma decisão que ainda cabe recurso trará prejuízos financeiros irreversíveis para a estatal. Além disso, a defesa alega que o entendimento do TST pode provocar “distorção remuneratória” na gestão da empresa. “Autorizar-se-ia por intermédio de uma decisão ainda sujeita a recurso, a criação de uma distorção remuneratória na gestão da Petrobras, conquanto empregados de nível médio da área operacional, receberiam vencimentos superiores aos seus gestores, desconstruindo o atual Plano de Cargos e Salários e qualquer outro que venha a ser implantado, já que desestimula a política remuneratória baseada em meritocracia, desestruturando a Política de Recursos Humanos de qualquer empresa hierarquicamente organizada”, argumentaram os advogados. Devido ao período de recesso de julho no STF, a questão será analisada pela presidência da Corte, que é ocupada, nesta semana, pelo ministro Dias Toffoli.

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Número de idosos no Brasil deve dobrar até 2042, diz IBGE
Data: 25/07/2018

População acima de 60 anos representa hoje 13,5% dos brasileiros; projeções indicam que essa fatia vai saltar para 24,5% em duas décadas e meia

A população idosa (acima de 60 anos) deve dobrar no Brasil até o ano de 2042, na comparação com os números de 2017. Os dados são de projeções do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgadas nesta quarta-feira (25). De acordo com o levantamento, o país tinha 28 milhões de idosos no ano passado, ou 13,5% do total da população. Em dez anos, chegará a 38,5 milhões (17,4% do total de habitantes). Em 2042, a projeção do IBGE é de que a população brasileira atinja 232,5 milhões de habitantes, sendo 57 milhões de idosos (24,5%). Em 2031, o número de idosos (43,2 milhões) vai superar pela primeira vez o número de crianças e adolescentes, de 0 a 14 anos (42,3 milhões). Antes de 2050, os idosos já serão um grupo maior do que a parcela da população com idade entre 40 e 59 anos População em queda a partir de 2047 O IBGE ainda calcula que a população brasileira deve continuar crescendo até 2047 (233,2 milhões). A partir de então, o número de habitantes começa a cair lentamente, chegando a 228,2 milhões em 2060. A população brasileira deve crescer 6,8% nos próximos dez anos e atingir 222,7 milhões. A taxa de fecundidade continuará caindo, segundo as estimativas do instituto. Hoje, é de 1,77 filho por mulher. Em 2060, o número médio de filhos por mulher será de 1,66. A idade média em que as mulheres têm filhos será maior no futuro. Hoje, é 27,2 anos; podendo chegar a 28,8 anos em 2060. "A revisão 2018 mostrou que o envelhecimento do padrão da fecundidade é determinado pelo aumento na quantidade de mulheres que engravidam entre 30 e 39 anos e pela redução da participação de mulheres entre 15 e 24 anos na fecundidade em todas as grandes regiões do país", explica o IBGE. Atualmente, a população entre 20 e 49 anos é de 96,4 milhões (46,2%). Em 20 anos, cairá para 93,1 milhões (40,3%), chegando a 80 milhões em 2060, ou 35,4% do total. Menos crianças Enquanto o número de idosos aumentará, o de crianças de 0 a 9 anos deve cair nas próximas décadas. Hoje, essa faixa etária representa 14% da população (29,3 milhões). Em 2038, crianças até 9 anos serão 11,1% do total de brasileiros, ou 25,8 milhões.

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Relação mostra que etanol compensa mais do que gasolina
Data: 25/07/2018

Especialistas dizem que uso do etanol deixa de ser vantajoso quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina

A relação entre os preços do etanol e os da gasolina na capital paulista diminuiu na terceira semana do mês para 60,52% na comparação com 60,97% anteriormente, segundo dados da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). O resultado também ficou abaixo do apurado na terceira semana de 2017, de 67,66%. Além disso, Moacir Mokem Yabiku, gerente técnico de pesquisa do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe, conta que o resultado é o mais baixo desde a terceira semana de 2010 (55 31%). Para especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do etanol é de 70% do poder do combustível fóssil. Com a relação entre 70% e 70,5%, é considerada indiferente a utilização de gasolina ou etanol no tanque. Segundo Yabiku, a desaceleração na equivalência entre os combustíveis reflete o fim dos impactos da greve dos caminhoneiros, que afetou o abastecimento e consequentemente majorou os preços. Outro fator, cita, é a boa colheita de cana-de-açúcar por aqui e a oferta favorável de açúcar no mercado internacional, que tem estimulado a produção de etanol em detrimento do produto. No IPC da Fipe da terceira quadrissemana do mês - últimos 30 dias terminados na segunda-feira (23) —, as variações dos dois combustíveis ficaram negativas. O etanol ficou 5,27% mais barato após os preços cederem 1,08% na segunda leitura. Já a gasolina apresentou queda em seu valor de 2,30% na comparação com retração de 0,13%. "Nas pesquisas de ponta recentes o etanol já está caindo mais de 8% e a gasolina, mais de 2%", adianta. No período, o grupo Transportes teve declínio de 0,38% em relação à alta de 0,09% antes. Na terceira quadrissemana, o IPC-Fipe, por sua vez, desacelerou o ritmo de alta para 0,26%, depois de 0,37% na segunda medição. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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Desemprego diminui em junho em São Paulo, diz Dieese
Data: 25/07/2018

Taxa recuou em junho deste ano (17%) em comparação com o mesmo mês do ano (18,4%) anterior e com maio deste ano (17,4%)

A taxa de desemprego diminuiu em junho na região metropolitana de São Paulo. A informação foi divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) nesta quarta-feira (25) na Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de São Paulo. A taxa ficou em 17% no mês de junho, enquanto era de 18,6% no mesmo mês de 2017. Houve recuo no desemprego em junho se comparado com o mês de maio, em que a taxa era de 17,4%. O nível de ocupação cresceu 1,2% em comparação com junho do ano anterior.

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Maioria dos brasileiros recorreram a ‘bicos’ para complementar renda
Data: 24/07/2018

Pesquisa realizada pelo SPC aponta que 64% dos cidadãos fizeram algum trabalho extra no primeiro semestre de 2018

Uma pesquisa realizada pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) conclui que 64% dos brasileiros realizaram algum trabalho extra para complementar a renda no primeiro semestre de 2018. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (23). O estudo ainda revela que mais de 70% dos trabalhadores mais pobres (classes C, D e E) recorreram aos “bicos”. Destes, 44% afirmam que sentiram uma piora nas suas condições financeiras. Apenas 19% pensam que a situação econômica do país está melhor agora do que antes. Outro dado da pesquisa é que cinco em cada 10 consumidores enxergam uma piora na economia brasileira quando comparada ao ano passado. No primeiro semestre, 83% dos consumidores fizeram cortes para driblar crise e 77% não sentiram efeitos da melhora da economia. Segundo a economista-chefe do SPC, Marcela Kawati, “a recuperação da economia ainda é bastante lenta e surte pouco efeito prático na realidade dos brasileiros. O momento mais crítico da crise ficou para trás, mas isso não significa que a vida das pessoas tenha melhorado substancialmente”. — A renda das famílias segue achatada e o consumo melhora a passos lentos porque o desemprego segue alto e a confiança abalada. Em sentido oposto, 23% dos entrevistados relataram sentir no próprio bolso uma melhora na situação. Nesse caso, 47% justificam sua posição dizendo que as pessoas voltaram a consumir, enquanto 36% consideram que a criação de novas vagas está aumentando. PublicidadeFechar anúncio Perspectivas Para colocar a vida financeira em ordem, 28% dos brasileiros desejam aumentar a renda no segundo semestre fazendo algum trabalho extra. Outras estratégias são organizar as contas de casa (26%), realizar mais pagamentos à vista (25%) e cortar gastos com lazer (21%). Desse modo, 42% dos entrevistados têm a expectativa de que a vida financeira será melhor no segundo semestre do que no primeiro. Questionados quanto ao futuro da economia, a pesquisa aponta opiniões divididas: 39% acham que a situação será melhor no segundo semestre, enquanto 29% acham que a situação continuará a mesma. Além disso, 15% acreditam que haverá uma piora nas condições econômicas. A pesquisa ouviu 886 consumidores de ambos os gêneros, com mais de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais do país. A margem de erro é de no máximo 3,3 pontos percentuais, com taxa de confiança de 95%. * Estagiário do R7 sob supervisão de Paulo Lima.

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Dólar abre semana com pequena alta, cotado a R$ 3,78
Data: 24/07/2018

A Bovespa começou a semana em baixa de 0,73%, com 77.996 pontos. Influenciaram a queda as ações de bancos, como Itaú e Bradesco

O dólar abriu a semana em leve alta, cotado hoje (23) a R$ 3,7831 para venda. Apesar da tendência de valorização da moeda norte-americana, a cotação permanece abaixo das últimas cotações, que chegaram perto de R$ 3,90. O Banco Central continua sem atuar na política de leilões extraordinários de swaps cambiais (venda futura do dólar). A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou a semana em baixa de 0,73%, com 77.996 pontos.Influenciaram a queda as ações de bancos, como Itaú (-2.03%) e Bradesco (-1,14%).

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/dolar-abre-semana-com-pequena-alta-cotado-a-r-378-23072018

Segurados do INSS têm até 13 de agosto para agendar perícia médica
Data: 24/07/2018

Em nova fase do pente-fino, INSS convocou mais de 178 mil beneficiários de auxílios-doença e aposentados por invalidez para passar por perícia

Mais de 178 mil pessoas foram convocadas pelo INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) na última sexta-feira (20) para passar pelo pente-fino do governo federal nas aposentadorias por invalidez e nos auxílios-doença. O segurado tem até o dia 13 de agosto para fazer o agendamento da perícia médica pelo telefone 135. A lista com os nomes das 178 mil pessoas que precisam passar pelo pente-fino foi publicada no Diário Oficial da União. Confira os nomes. Desde agosto de 2016, o Programa de Revisão de Benefícios por Incapacidade está avaliando todas as aposentadorias por invalidez e auxílios-doença de quem não passa por perícia médica há pelo menos dois anos. Até agora, 404 mil auxílios-doença foram avaliados, com 315 mil benefícios cancelados (78% do total). Também foram revisadas 359 mil aposentadorias por invalidez, com 108 mil cancelamentos (30%). Com mais de 420 mil benefícios cortados em quase dois anos, os casos estão sendo discutidos agora na Justiça. No dia da perícia, o beneficiário deve apresentar documentação médica disponível, como atestados, laudos, receitas e exames. Quem não agendar a perícia até 13 de agosto terá o benefício cancelado. Do total de convocados, 168.523 são de aposentados por invalidez e 10.412 são beneficiários do auxílio-doença. Segundo a publicação oficial, a convocação foi feita porque o INSS não conseguiu encontrar alguns dos beneficiários no endereço informado no cadastro do Sistema Único de Benefícios (SUB), ou porque, no próprio cadastro, não havia informações suficientes para o envio da correspondência.

Link Notícia: https://noticias.r7.com/brasil/segurados-do-inss-tem-ate-13-de-agosto-para-agendar-pericia-medica-23072018

Justiça Federal ficará sem dinheiro em agosto para serviços gratuitos
Data: 18/07/2018

Segundo Ajufe, cerca de 90% dos recursos são utilizados para pagamento de perícias médicas em ações sobre benefícios previdenciários

Os recursos destinados a serviços gratuitos da Justiça Federal, como pagamento de honorários a advogados e realização de perícias médicas, vai acabar em agosto. O alerta é do juiz federal Fernando Mendes, presidente da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil). Mendes explica que a verba recebida pela Justiça Federal nos últimos dois anos para a oferta de serviços gratuitos girou em torno de R$ 170 milhões. Desde o ano passado, no entanto, ele diz que o montante é insuficiente para manter o atendimento. O motivo é a operação pente-fino do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que desde agosto de 2016 está revisando todas as aposentadorias por invalidez e auxílios-doença que não passaram por perícia médica em dois anos. — Desde que o governo passou a rever os benefícios previdenciários, na medida em que o segurado tem o benefício cessado, ele bate às portas da justiça para pedir a revisão dessa decisão. Isso acarreta que seja feita uma nova perícia, já no poder Judiciário, para ver se aquela cessação foi ou não devida. Desde agosto de 2016, o Programa de Revisão de Benefícios por Incapacidade avaliou 404 mil auxílios-doença, cancelando 315 mil benefícios (78% do total), e revisou 359 mil aposentadorias por invalidez, com 108 mil cancelamentos (30%). Com mais de 420 mil benefícios cortados em quase dois anos, os casos estão sendo discutidos agora na Justiça. — Essa política acarretou aumento exponencial de ações para revisão de benefício. Foram gastos mais de R$ 211 milhões em 2017 só com as perícias. Nesse ano, como nosso orçamento também é de R$ 170 milhões, a previsão é de que a partir de agosto não teremos mais recursos. De acordo com Mendes, cada médico perito, que não é um funcionário contratado da Justiça Federal, recebe R$ 200 por procedimento. Dependendo da localidade e da quantidade mais baixa de profissionais à disposição, o valor pode ser maior — o CNJ (Conselho nacional de Justiça) determinou pagamento de até R$ 370. Segundo o presidente da Ajufe, o pagamento das perícias consome cerca de 90% dos recursos disponíveis para os serviços gratuitos. Ele diz que a população que se sentir prejudicada pela operação pente-fino deve continuar recorrendo a Justiça, mas que, diante do cenário, as ações devem caminhar "com atraso". — É importante deixar claro que isso vai trazer dificuldade e atraso na atuação em uma área sensível, de natureza alimentar. O R7 entrou em contato com o Ministério do Planejamento e aguarda um posicionamento.

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Concessão de aposentadoria por invalidez terá mudanças
Data: 18/07/2018

Projeto aprovado por unanimidade em comissão do Senado prevê o fim do período de carência para doenças incapacitantes

A professora de inglês Bárbara Rodrigues tem 26 anos e foi diagnosticada com esclerose múltipla há dois. Na época, ela precisou deixar o emprego para cuidar da saúde e voltou ao mercado há dois meses. A situação retratada por Bárbara e de pessoas que possuem a doença em níveis mais graves é mais comum do que parece, mas pode começar a mudar caso o projeto de lei 319/2013 seja aprovado pelo Congresso Nacional. O texto, que já foi aprovado pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado Federal, determina que pessoas que possuam doenças reumáticas, neuromusculares ou osteoarticulares em suas formas incapacitantes podem receber o auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez sem o período de carência. Isso inclui doenças como esclerose múltipla, artrite reumatoide ou ELA (esclerose lateral amiotrófica). Nestes casos, o período de carência é de um ano. Segundo o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), este período é o “número mínimo de meses pagos ao INSS para que o cidadão, ou em alguns casos o seu dependente, possa ter direito de receber um benefício”. Bárbara afirma que a aprovação do projeto seria um grande avanço para a causa. “Alguns pacientes não conseguem sequer cumprir um período de carência para cumprir as regras da previdência. Precisamos levar em consideração também, o preconceito existente para contratação de portadores de doenças como a esclerose múltipla”. “Ficamos muitas vezes reféns e não falamos que somos portadores. Porém, a qualquer momento a doença pode se manifestar e pronto, tudo vira motivo para a demissão”, afirma. Hoje, Bárbara tem um canal no YouTube, chamado Esclerousada, para falar sobre a doença. A consultora de TI Janine Bürger de Assis vive com esclerose múltipla desde 2016. Por trabalhar sentada dentro de um escritório com ar condicionado, não tem grandes problemas para trabalhar. “Alguns dias a fadiga me impede de dar o meu melhor, mas tenho uma boa relação com meus superiores e eles entendem quando tenho alguma limitação”, explica. Para ela, o projeto é uma excelente notícia. “Eu acho uma excelente notícia para as pessoas que já possuem sequelas e não conseguem mais fazer as atividades do dia a dia. Muitas pessoas estão há anos afastadas pelo auxílio doença e mesmo sem chances de melhora não recebem a aposentadoria”, diz. Janine tem parte da visão prejudicada por causa da doença. A assistente social da AbrELA (Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica), Cecília Helena de Moura Campos, afirma que a “a reivindicação é mais do que justa, uma vez que diversas doenças já têm garantido este direito”. “Entendemos que a Esclerose Lateral Amiotrófica, por ser uma doença neurodegenerativa, progressiva, incapacitante, incurável e fatal, deve estar entre as doenças que isentam o segurado do cumprimento de carência”, diz Cecília. Projeto em tramitação O texto do projeto 319/2013 diz que nem todas as pessoas portadoras das doenças serão beneficiadas. O direito será restrito àquelas que sejam consideradas incapazes de trabalhar por causa da doença. Também será possível conseguir o benefício caso o profissional tenha se filiado ao Regime Geral da Previdência Social antes da manifestação de umas das doenças citadas. Atualmente, o direito já é concedido a pessoas que tenham tuberculose ativa, hanseníase (lepra), alienação mental, neoplasia maligna (câncer), cegueira, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estado avançado da doença de Paget, AIDS, contaminação por radiação e hepatopatia grave. O texto do projeto de lei 319/2013 visa alterar a lei nº 8.213/1991, que trata sobre os benefícios da Previdência Social. O projeto, de autoria do senador Paulo Paim, foi aprovado pela CAS (Comissão de Assuntos Sociais) em 11 de dezembro de 2013 e garantiu a aprovação na CAE em 3 de julho de 2018. Agora a matéria segue para a Câmara dos Deputados. Se for aprovada irá à sanção presidencial para ser colocada em prática. Segundo a Comissão de Assuntos Econômicos, a medida é “louvável” quanto ao mérito. “A medida, se aprovada, trará mais justiça social a esses trabalhadores ao abreviar tempo de sofrimento e possibilitar-lhes usufruir dos benefícios que os auxiliarão no enfrentamento das doenças”, diz trecho do parecer.

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Inflação pesa mais no bolso de pessoas acima dos 60 anos
Data: 18/07/2018

Saúde e energia são as vilãs. Em 12 meses, índice que mede o custo de vida da 3ª idade acumula alta de 5,14%, maior do que para o restante da população

A enfermeira Maria Tereza Ambrosio Rossi, de 70 anos, sente no bolso a aceleração da inflação, em especial os gastos com a saúde. “Eu pago R$ 1.580 todos os meses para ter um convênio médico porque infelizmente não podemos depender da saúde pública”, diz. Maria Tereza também faz uso de um medicamento específico para o tratamento de uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). “Há 4 anos, quando comecei a usar esse remédio, pagava R$ 160 por uma caixa, agora gasto mais de R$ 213”. Assim como Maria Tereza, pessoas acima de 60 anos sentem o impacto da inflação no dia a dia. O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a variação da cesta de consumo de famílias compostas por pessoas com mais de 60 anos, registrou no 2º trimestre a variação foi de 2,3%. Quem tem direito a se aposentar por idade pelo INSS? Em 12 meses, o IPC-3i acumula alta de 5,14%. Com o resultado, a variação do indicador ficou acima da taxa acumulada pelo IPC-BR, que mede a inflação do restante da população, foi de 4,43%. Por que inflação e juros baixos não são sinais de melhora da economia? “O gasto das pessoas acima de 60 anos é maior principalmente com a saúde. O aumento dos planos e convênios médicos são muito maiores, proporcionalmente, para essa faixa da população”, explica o economista e professor da Saint Paul Carlos Honorato. “Também é preciso levar em conta o consumo de remédios, que no geral é mais alto”. No segundo trimestre deste ano, seis das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas. A principal contribuição partiu do grupo Habitação, que passou de alta de 0,07% no primeiro trimestre para aumento de 3,08% no segundo trimestre. O item que mais influenciou o avanço foi a tarifa de eletricidade residencial, que variou 13,97% no segundo trimestre, ante uma queda de 2,05% no trimestre anterior. Também tiveram acréscimos na alimentação (de 1,41% para 2,50%), saúde e cuidados pessoais (de 1,59% para 2,55%), transportes (de 1,61% para 2,39%), vestuário (de -0,02% para 1,05%) e comunicação (de -0,13% para 0,09%). Inflação baixa não significa preços em queda A eletricidade impactou não apenas os idosos. “Depois da reeleição de Dilma Rousseff, a partir de 2014, tivemos quase 70% de aumento na conta de luz e desse custo não temos como fugir. O impacto acaba sendo maior para pessoas acima de 60 anos porque muitas saem menos de casa ou usam equipamentos para a saúde”.

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Receita paga segundo lote de restituição do Imposto de Renda
Data: 16/07/2018

Depósitos em contas bancárias ocorrem nesta segunda-feira (16) e devem beneficiar mais de 3 milhões de pessoas

A Receita Federal começa a depositar o segundo lote da restituição do IRPF (Imposto sobre a Renda da Pessoa Física) a partir desta segunda-feira (16). Também estarão disponíveis as restituições residuais dos tributos de 2008 a 2017. Ao total, 3,3 milhões de contribuintes serão reembolsados em valores que somam R$ 5 bilhões no total A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá solicitá-la por meio do site da Receita Federal. O cidadão que quiser saber se tem direito ao reembolso deve acessar a página da Receita na Internet ou ligar para o telefone 146. A Receita disponibiliza, ainda, um aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da instituição. Quanto antes o trabalhador faz a declaração do Imposto de Renda, mais cedo ele pode receber a restituição. O valor é atualizado pela taxa Selic, acumulada a partir do mês de maio do ano de exercício da declaração até o mês anterior ao pagamento, mais 1% no mês do depósito.

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Agendamento para retirar extrato previdenciário começa a valer hoje
Data: 16/07/2018

Mudança foi determinada pelo INSS para agilizar o processo. Segurado deve ligar no número 135 para agendar a retirada

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) vai passar a agendar para que o trabalhador retire o extrato previdenciário (Cnis) pessoalmente a partir desta segunda-feira (16). Os beneficiários também podem pegar o documento pelo site Meu INSS. Para fazer o agendamento, o segurado deve ligar para o número 135. A mudança na regra tem como objetivo agilizar os processos nas agências do INSS, já que o serviço já estará agendado. Além da retirada do extrato previdenciário, outros serviços que precisam ser agendados são consultas ao Histórico de Crédito de Benefício, Carta de Concessão, Extrato de Empréstimo Consignado, Extrato de Imposto de Renda e Consulta Declaração de Benefício – Consta / Nada Consta. Todos estes serviços são acessíveis também pelo Meu INSS. Algumas instituições financeiras disponibilizam consulta direta ao extrato, como é o caso do Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Para fazer o cadastro no Meu INSS, o trabalhador precisa informar dados presentes nos documentos e carteira de trabalho. Também precisa informar data de recebimento de benefícios, nome de empresas que trabalhou, entre outros dados. Caso tenha dificuldades, o segurado pode entrar em contato com o INSS pelo telefone 135 ou ir a uma agência do INSS.

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Consulta à cota do PIS está disponível a partir desta segunda
Data: 16/07/2018

Beneficiários podem realizar consulta no site da Caixa Econômica Federal e checar calendário de pagamentos

Os beneficiários podem fazer a consulta de quando vão receber o PIS (Programa de Integração Social) a partir desta segunda-feira (16). A consulta deve ser realizada no site da Caixa Econômica Federal. A consulta também pode ser feita pelo telefone 0800 726 0207. O saque do abono pode ser feito até o dia 28 de junho de 2019. Como fazer o saque Depois de consultar a data de recebimento dos créditos do PIS, o beneficiário precisa separar um documento original com foto. Quem tem o Cartão Cidadão pode fazer o saque em caixas eletrônicos da Caixa, Correspondentes Caixa Aqui e Lotéricas. Quem não tem este cartão precisa procurar uma agência da Caixa e apresentar um documento de identificação.

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Salário mínimo de R$ 998 para 2019 é aprovado pelo Congresso
Data: 13/07/2018

Caso a inflação de 4,17% para este ano seja confirmada, o novo salário mínimo representará um ganho real de 0,4% aos profissionais

O salário mínimo passará a ser de R$ 998 a partir do dia 1º de janeiro de 2019. O valor está presente na proposta da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), aprovada pelo Congresso Nacional na noite desta quarta-feira (11). O texto agora segue para a sanção presidencial. A remuneração mínima de R$ 998 será 4,6% superior aos R$ 954 pagos aos trabalhadores neste ano. Como a previsão de economistas ouvidos pelo BC (Banco Central) para a inflação deste ano é de 4,17%, o novo salário mínimo representará um ganho real de 0,4% aos profissionais. O valor do salário mínimo aprovado pelo Congresso, no entanto, representa uma redução de 0,4% em relação aos R$ 1.002 presentes na previsão inicial do governo para o salário mínimo do ano que vem. Ao reduzir a projeção de reajuste, o governo estimou que a inflação para 2018 seria de 3,3%, valor 0,87 inferior às expectativas atuais do mercado financeiro. O governo avalia que a diminuição de R$ 4 resultará em um ganho de R$ 13,4 bilhões em 2019 aos cofres públicos. Por lei, o salário mínimo brasileiro será definido, até 2019, com base no crescimento da economia de dois anos antes mais a inflação calculada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), índice próximo ao IPCA, do ano anterior. Vale lembrar que neste ano o salário mínimo estabelecido resultou em uma perda real na remuneração paga aos trabalhadores. Isso ocorreu com a aceleração da inflação ao final do ano passado fez com que o índice de preços fechasse 2018 em 2,07%, enquanto o reajuste mínimo já havia sido fixado em 1,81%.

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Operação Hefesto mira fraude de R$ 13,6 milhões em cadastro do INSS
Data: 13/07/2018

Polícia Federal estima que foram concedidos 127 benefícios por meio de esquema que inseria vínculos trabalhistas fictícios no CNIS

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (13) a Operação Hefesto contra fraudes de R$ 13,6 milhões no CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais), do INSS. A ação é coordenada pela força-tarefa Previdenciária, que integra a Secretaria de Previdência, a PF e o Ministério Público Federal. O cadastro é um banco de dados com informações sobre o trabalhador. O sistema é usado para conceder e calcular o valor do benefício. A investigação identificou um esquema que inseria de forma extemporânea vínculos trabalhistas fictícios no CNIS. Segundo a PF, as informações eram transmitidas via sistema "SEFIP/Conectividade Social" — GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social), servindo de base para a concessão de benefícios de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez, cujas patologias apresentadas são relativas a transtornos mentais e comportamentais. A Federal estima que o prejuízo com a concessão de 127 benefícios fraudulentos alcance R$ 13,6 milhões. O valor do prejuízo evitado com a consequente suspensão dos benefícios ativos, levando-se em consideração a expectativa de vida média da população brasileira, é de aproximadamente R$ 28 milhões. São cumpridos 17 mandados - dois de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão - em São Luís e São José de Ribamar, no Maranhão, Fortaleza e Caucaia, no Ceará. A Justiça determinou também o arresto de bens e de veículos em nome dos investigados e ordenou que o INSS suspenda e bloqueie o pagamento de 37 benefícios que ainda estão ativos. Em nota, a PF informou que as investigações começaram em 2013, a partir de levantamentos da Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária (COINP), parte da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda. "O esquema criminoso contava com a participação de um advogado, este também sócio de duas empresas utilizadas nas fraudes, de uma técnica em contabilidade, de duas assistentes sociais e de diversos outros agenciadores e intermediários", afirma a PF em nota. Participam da operação 82 policiais federais e um servidor da Inteligência Previdenciária (Coinp). Os investigados foram indiciados pelos crimes de estelionato previdenciário e associação criminosa, cujas penas máximas acumuladas podem chegar a nove anos e oito meses de prisão, sendo que um dos investigados também foi indiciado pelo crime de falsificação de documento público para fins previdenciários. O nome da operação é uma alusão ao deus grego do trabalho, que segundo os relatos, tinha grande capacidade de criação. Trata-se de uma referência a tipologia da fraude perpetrada: vínculos empregatícios fictícios. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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Diretor-presidente da Cielo renuncia ao cargo e vice-presidente assume
Data: 13/07/2018

Eduardo Campozana Gouveia alegou motivos pessoais e familiares para deixar o comando da companhia de meios eletrônicos de pagamento

O diretor-presidente da Cielo, Eduardo Campozana Gouveia, renunciou ao cargo e será substituído interinamente por Clovis Poggetti Junior, atual vice-presidente de Finanças e de Relações com Investidores da companhia, disse a empresa de meios eletrônicos de pagamento em fato relevante nesta sexta-feira (13). Campozana Gouveia, que ocupava o cargo há um ano e meio, alegou questões de foro pessoal e familiar para deixar o comando da companhia, mas acompanhará o processo de sua transição até a saída efetiva no mês de agosto. Posteriormente, Poggetti Junior, que ingressou na Cielo em 2007, vai auxiliar na transição até a posse efetiva do sucessor. Em maio, Marcelo Noronha, vice-presidente do Bradesco, um dos sócios controladores da Cielo junto com o Banco do Brasil, foi eleito novo presidente do conselho de administração da companhia. "Por questões de foro pessoal e familiar, o Sr. Eduardo Campozana Gouveia decidiu renunciar ao cargo de Diretor-Presidente após exercê-lo por um ano e meio, deixando, como marcas de sua gestão, uma empresa mais moderna e próxima de seus clientes", disse a Cielo Copyright Thomson Reuters 2018

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Safra de grãos de 2018 será de 227,9 milhões de toneladas, diz IBGE
Data: 10/07/2018

Resultado representa queda de 5,3% em relação à produção de 2017, o equivalente a 12,7 milhões de toneladas a menos

A safra agrícola de 2018 deve totalizar 227,9 milhões de toneladas, uma queda de 5,3% em relação à produção de 2017, o equivalente a 12,7 milhões de toneladas a menos. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de junho, divulgado na manhã desta terça-feira (10), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado é 230.143 toneladas menor que o estimado pelo levantamento feito maio, um ligeiro recuo de 0,1%. Em 2017, a safra havia somado 240,6 milhões de toneladas. Os produtores brasileiros devem colher 61,2 milhões de hectares na safra agrícola de 2018, uma elevação de 0,1% em relação à área colhida em 2017, o equivalente a 31.009 hectares a mais, segundo o IBGE. A expectativa ficou estável em relação ao previsto no levantamento de maio, devido a um decréscimo de apenas 12.251 hectares. Recorde na soja A produção nacional de soja deve alcançar o recorde histórico de 116,3 milhões de toneladas em 2018. O resultado é 1,2% maior este ano do que o obtido em 2017, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola. A área colhida deve aumentar em 2,6%. A safra de milho, porém, deve encolher 15,9% em 2018, com queda de 7,3% na área. Já o arroz registra recuo de 7,2% na produção, e redução de 4,2% na área colhida. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos agrícolas do País, responsáveis por 92,8% da estimativa da produção brasileira em 2018 e 87,0% da área a ser colhida. Em relação às estimativas de maio, a produção de soja será 0,5% maior que o previsto. A colheita de milho de segunda safra será 1,9% inferior. Já a produção de milho de primeira safra será 1 1% maior que o estimado em maio. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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ESocial Passa a Valer Para Todas as Empresas do País a Partir de 16 de Julho
Data: 10/07/2018

A partir do dia 16 de julho, todas as empresas privadas do país, incluindo micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEIs) que possuam empregados, deverão utilizar o Sistema

A partir do dia 16 de julho, todas as empresas privadas do país, incluindo micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEIs) que possuam empregados, deverão utilizar o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) . Esse grupo representa 4 milhões de empregadores e cerca de 30 milhões de trabalhadores. Nessa fase inicial, que se estenderá até 31 de agosto, os empregadores deverão enviar apenas informações referentes à empresa, ou seja, cadastros dos empregadores e tabelas. A obrigatoriedade da utilização do eSocial para empresas (primeira etapa de implantação) começou em 8 de janeiro, para as empresas com faturamento anual superior a R$ 78 milhões. A ferramenta, no entanto, está sendo implantada aos poucos. Quando todas as etapas estiverem concluídas, os empregadores passarão a comunicar ao governo, de forma unificada, todas as informações relativas aos empregados. O eSocial Empresas é um novo registro, elaborado pelo Governo Federal, para facilitar a administração de informações relativas ao mundo do trabalho. Por meio desse sistema, as empresas terão de enviar periodicamente, em meio digital, informações relativas aos trabalhadores para a plataforma do eSocial. Todos esses dados já são registrados, atualmente, em algum meio, como papel e outras plataformas online. Porém, com a entrada em operação do novo sistema, o caminho será único, exclusivamente por meio do eSocial. De acordo com o auditor-fiscal do Trabalho José Maia, no dia 16 de julho também deverá entrar em operação um portal específico para os microempreendedores individuais (MEIs). Um ambiente simplificado, semelhante ao eSocial do Empregador Doméstico, no qual não será necessário o uso de certificado digital. O empregador poderá acessá-lo por meio de código. “É importante observar que somente os 155 mil MEIs que possuem empregados estarão obrigados ao eSocial”, ressalta Maia. A implantação da segunda etapa do eSocial será realizada em cinco fases: Fase 1: Julho/18 – Apenas informações relativas às empresas, ou seja, cadastros do empregador e tabelas. Fase 2: Setembro/18 – Nesta fase, empresas passam a ser obrigadas a enviar informações relativas aos trabalhadores e seus vínculos com as empresas (eventos não periódicos), como admissões, afastamentos e desligamentos. Fase 3: Novembro/18 – Torna-se obrigatório o envio das folhas de pagamento. Fase 4: Janeiro/19 – Substituição da GFIP (Guia de informações à Previdência Social). Fase 5: Janeiro/19 – Na última fase, deverão ser enviados os dados de segurança e saúde do trabalhador. Fonte: Blog Guia Trabalhista

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EFD-REINF e Suas Obrigações - Momento Contábeis #12
Data: 10/07/2018

Obrigações do EFD-REINF, Cronograma do eSocial e Erros comuns na Folha de Pagamentos são os assuntos do Momento Contábeis #12

MOMENTO CONTÁBEIS #12 - O seu canal de notícias semanal que lhe deixa informado sobre tudo o que acontece no mundo da contabilidade. Assuntos do vídeo: - Obrigações do EFD-REINF - Cronograma do E-Social - Folha de Pagamentos Saiba mais sobre quem deve prestar informações ao EFD-REINF http://www.contabeis.com.br/noticias/37422/quem-esta-obrigado-ao-efd-reinf/ Confira o cronograma do E-Social http://www.contabeis.com.br/artigos/4804/cronograma-de-implantacao-do-esocial/ Veja como não perder dinheiro com a folha de pagamento http://www.contabeis.com.br/noticias/37429/erros-na-folha-de-pagamento-podem-ser-fatais-para-os-negocios/ INSCREVA-SE NO CANAL : http://youtube.com/contabeis Facebook: http://www.facebook.com/portalcontabeis Instagram: http://www.instagram.com/portalcontabeis Twitter: http://www.twitter.com/forumcontabeis Linkedin: http://www.linkedin.com/company/contabeis/ Portal Contábeis

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Cesta básica custa R$ 451,63 em São Paulo, diz Dieese
Data: 05/07/2018

Valor varia de R$ 452,81 a R$ 333 em todo país, sendo mais cara em Porto Alegre (RS) e mais barata em Salvador (BA)

O preço da cesta básica em São Paulo chegou a R$ 451,63 no mês de junho deste ano, segundo os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos divulgados pelo Diiese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) nesta quinta-feira (5). O valor é 2,27% maior do que o registrado em maior deste ano. Os locais que apresentam a cesta mais cara foram Porto Alegre (R$ 452,81), seguida de São Paulo (R$ 451,63), Rio de Janeiro (R$ 45,58) e Cuiabá (R$ 425,32). Os melhores preços foram encontradas em Salvador (R$ 333,00) e Aracaju (R$ 349,55). Segundo a pesquisa, o salário mínimo necessário para manter uma família de quatro famílias precisaria ser de R$ 3.804,06, valor que é 3,99 vezes maior do que o salário mínimo nacional (R$ 954). Em Porto Alegre, o trabalhador precisa de 104 horas e 25 minutos para comprar uma cesta básica. Em Salvador, são necessárias 76 horas 47 minutos. Metodologia da pesquisa O levantamento considerou os preços da cesta básica em 15 cidades brasileiras.

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Saiba o que é o fator previdenciário e como isso pode afetar sua vida
Data: 05/07/2018

Fórmula do INSS é direta: quanto menor a idade na data da aposentadoria e maior a expectativa de vida, menor o fator previdenciário

O nome assusta, mas não é nenhum bicho de sete cabeças. Uma coisa é certa: todos aqueles que querem se aposentar por tempo de contribuição estão sujeitos ao fator previdenciário. Mas afinal, o que é? O fator previdenciário é um cálculo que leva em conta o tempo de contribuição do trabalhador, sua idade e a expectativa de vida no momento da aposentadoria. Assim, quanto menor a idade na data da aposentadoria e maior a expectativa de vida, menor o fator previdenciário e, portanto, menor o benefício recebido. Quanto mais velho e quanto maior for o tempo de contribuição do trabalhador, maior será o valor da aposentadoria. “Esse fator foi criado em 1999 na reforma feita pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. É um jeito de inibir que as pessoas se aposentassem muito cedo”, explica o advogado especialista em direito previdenciário, João Badari. Entenda o cálculo A aposentadoria por tempo de contribuição leva em conta apenas o tempo que o trabalhador contribuiu para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Para pedir esse tipo de aposentadoria, a mulher precisa ter contribuído por 30 anos e o homem por 35 anos. Independentemente da idade. Para o cálculo do valor da aposentadoria, neste caso, é feita uma média de 80% dos salários recebidos de 1994 até a data atual, ajustados pela inflação. O resultado é o valor integral da aposentadoria. Leia mais: Começa hoje mudança no pedido da aposentadoria por idade Esse valor integral será multiplicado pelo fator previdenciário para chegar ao valor que o beneficiário receberá de aposentadoria. A fórmula usada para chegar ao fator leva em conta o tempo de contribuição até o momento da aposentadoria, a idade do trabalhador na hora da aposentadoria e a expectativa de anos que ele ainda tem de vida, além da alíquota, que é fixa. O professor José Roberto Ferreira, especializado em previdência, infraestrutura e mercado de capitais na Saint Paul, explica a fórmula para que o beneficiário possa ser aposentar com o valor integral. “Uma mulher que tem 55 anos de idade e contribuiu por 30 anos com a previdência, somando os dois tempos ela terá 85, desta forma, poderá se aposentar com o valor integral", diz. "No caso dos homens, essa soma é 95. As pessoas que pretendem se aposentar com menos idade terão uma penalidade que é o fator previdenciário.” MAIS: Saiba quem tem direito a receber 25% a mais na aposentadoria “Quanto maior a idade da pessoa no momento da aposentadoria, maior o valor que receberá. Acima desses 85 pontos para mulher e 95 para os homens, o fator previdenciário não diminui o valor do benefício”, avalia Badari. “Mas a questão do tempo de vida é muito relativa, um morador do bairro de Pinheiros, em São Paulo, tem uma expectativa maior que outro que more na Cidade Tiradentes, por exemplo”. Ferreira orienta os beneficiários a avaliarem bem antes de pedir a aposentadoria para não ter arrependimento. “Se faltar pouco tempo, melhor esperar para receber o valor integral”, diz. “ O melhor a fazer é entrar no site, fazer simulações e na dúvida compareça a uma agência do INSS.”

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Como vai funcionar a união entre Boeing e Embraer, a 3ª maior exportadora do Brasil
Data: 05/07/2018

Empresas anunciaram formação de sociedade para fabricar jatos comerciais, com 80% de controle da americana, que desembolsará US$ 3,8 bilhões pela joint venture; veja o que se sabe até agora e o que é incerto.

A Embraer e a Boeing anunciaram nesta quinta-feira um acordo preliminar para uma joint venture (sociedade comercial) entre as duas gigantes da aviação comercial, na qual a empresa americana se dispõe a pagar US$ 3,8 bilhões por 80% da associação com a empresa brasileira. A Embraer, uma das maiores fabricantes globais de jatos de passageiros e a terceira maior exportadora do Brasil em 2017, vinha sendo cortejada havia tempos pela Boeing. "Esse acordo com a Boeing criará a mais importante parceria estratégica da indústria aeroespacial, fortalecendo ambas as empresas e sua posição de liderança do mercado mundial", disse em comunicado o presidente e CEO da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva. "A combinação de negócios com a Boeing deverá gerar um novo ciclo virtuoso para a indústria aeroespacial brasileira, com maior potencial de vendas, aumento de produção, geração de emprego e renda, investimentos e exportações, agregando maior valor para clientes, acionistas e empregados". A Embraer, que teve suas operações de aviação comercial avaliadas em US$ 4,75 bilhões, ficará com o controle de 20% da joint venture. Como vai funcionar essa sociedade? Veja o que se sabe até agora e o que ainda é incerto: A joint venture A sociedade entre Embraer e Boeing criará uma terceira empresa - uma sociedade dedicada a fabricação de jatos comerciais -, que, segundo o memorando de entendimento, será liderada por uma equipe de executivos sediada no Brasil uma vez que a transação seja consumada. Mas a Boeing terá o controle operacional e de gestão da nova empresa. A negociação entre as duas empresas deve prosseguir pelos próximos meses e só deve ser concluída no final de 2019. Ainda não está claro quais atividades da Embraer permanecerão fora do acordo ou que papel o governo brasileiro terá na joint venture - apesar de a Embraer ser privatizada, o governo tem "golden share" na empresa, ou ação de ouro, que lhe dá poder de veto, de tomar decisões estratégicas ou de impor precondições a acordos. A BBC News Brasil questionou a Embraer a respeito desses temas e aguarda uma resposta. "Uma vez executados estes acordos definitivos de transação, a parceria estará, então, sujeita a aprovações regulatórias e de acionistas, incluindo a aprovação do governo brasileiro, bem como outras condições habituais pertinentes à conclusão de uma transação deste tipo", diz o comunicado. No que diz respeito às operações, as empresas dizem que a joint venture "se tornará um dos centros de excelência da Boeing para o desenvolvimento de projetos, a fabricação e manutenção de aeronaves comerciais de passageiros e será totalmente integrada à cadeia geral de produção e fornecimento da Boeing". "A Boeing e a joint venture estarão aptas a oferecer uma linha abrangente e complementar de aeronaves de passageiros de 70 a mais de 450 assentos, além de aviões de carga, oferecendo produtos e serviços do mais alto nível para melhor atender uma base global de clientes." Com a união, elas esperam economizar (ou fazer "sinergia de custos", no jargão empresarial) de cerca de US$ 150 milhões - antes de impostos - até o terceiro ano de operação. As empresas planejam ainda a criação de uma segunda sociedade, voltada especificamente para o mercado de defesa. A estratégia da Boeing A união entre as empresas deve criar uma gigante da aviação mundial, com atuação tanto na aviação regional quanto no segmento de longa distância. Tal "combinação" entre a brasileira e americana é vista como uma reação à união das respectivas concorrentes Bombardier e Airbus. Maior rival da empresa americana, a europeia Airbus passou a atuar no segmento de aeronaves de médio alcance recentemente, ao comprar o programa de jatos regionais da canadense Bombardier. Ao se associar com a Embraer, a Boeing voltaria a ter paridade de forças perante a Airbus. A Embraer é a terceira maior exportadora do Brasil, segundo balanço do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços que contabilizou valores exportados entre janeiro e novembro deste ano. Está atrás apenas da Vale e da Petrobras, nessa ordem. O mesmo aconteceu no ano passado. Por questões de sigilo comercial, o ministério diz que não divulga o valor exato de exportação das empresas. A fabricante sediada em São José dos Campos faturou R$ 21,4 bilhões em 2016. Em outubro, anunciou lucro líquido de R$ 351 milhões no primeiro trimestre, revertendo uma perda, no mesmo período do ano passado, que fora de R$ 111,4 milhões. No entanto, a própria empresa projetou um cenário pior para 2018. "A Embraer espera que 2018 seja um ano de transição, uma vez que a empresa terá a entrada em produção seriada do primeiro modelo E2, o E190-E2, que está programado para ter sua primeira entrega em abril de 2018", disse a companhia em um comunicado sobre seus resultados divulgado em 27 de outubro. A Embraer foi privatizada em 1994, no fim do governo Itamar Franco, por R$ 154,1 milhões à época. Na ocasião, o acordo previa ao governo brasileiro a "golden share", ação que dá o direito a veto a diferentes decisões, entre elas a transferência de controle acionário da companhia. O presidente Michel Temer foi informado em dezembro das conversas entre Embraer e Boeing. Segundo reportagem da época do jornal Folha de S.Paulo, ele só não estaria disposto a autorizar um acordo que representasse a venda do controle da Embraer. Além do aval do governo brasileiro, a negociação também precisaria ser aprovada pelos conselhos das duas empresas e pelos órgãos reguladores de Brasil e Estados Unidos. Quem são os atuais acionistas A Embraer tem acionistas estrangeiros e nacionais, divididos entre pessoas físicas, jurídicas e institucionais. Entre os nacionais, estão, por exemplo, o BNDES Participações e a Previ, o fundo de pensão do Banco do Brasil, com 5,4% e 4,8% das ações, respectivamente. Segundo a empresa, além do BNDESpar, são considerados como acionistas relevantes os estrangeiros Brandes Investments Partners (15%), Mondrian Investments Partners (10%) e Blackrock (5%). BBC Brasil - Todos os direitos reservados - É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC

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Apenas 10% dos jovens do País têm formação técnica
Data: 03/07/2018

Número representa obstáculo para o país entrar de vez na chamada indústria 4.0, que visa fábricas mais inteligentes e tecnológicas

Apenas 10% dos jovens entre 15 e 17 anos recebem educação técnico-profissional no Brasil. No Japão, são 70%, o mesmo índice da Finlândia. Na Áustria, são 76%. Isso representa um número alarmante: a preparação dos trabalhadores para atuar em um modo de produção diferente do atual é o principal obstáculo para o Brasil embarcar na indústria 4.0. Enquanto algumas profissões devem ser extintas, outras vão exigir um tipo diferente de formação, sem necessariamente a obrigatoriedade de uma faculdade. "É preciso mudar a matriz, ver a educação como fator principal da competitividade", disse o diretor-geral do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), Rafael Lucchesi. Dados do Ministério do Trabalho mostram que o profissional de nível técnico pode alcançar uma remuneração até maior do que a de determinadas áreas que exigem formação superior, como jornalismo e economia. Profissionais técnicos de áreas como eletromecânica, química e energia com um ano de casa ganham na faixa de R$ 7,2 mil, segundo o Relatório Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho, base de 2016. Trabalhadores com dez anos de experiência atingem salários de R$ 10 mil. A edição deste ano da Olimpíada do Conhecimento, que ocorrerá em Brasília entre 5 e 8 de julho, vai tentar chamar a atenção dos pré-candidatos à presidência da República para essa realidade. A exposição terá um espaço chamado "Escola do Futuro", feito para debater a indústria 4.0 e as tendências do mundo do trabalho. Durante a Olimpíada, serão realizadas seletivas para o WorldSkills, competição mundial de competências técnicas. A etapa mundial será realizada em Kazan, na Rússia, em 2019. O objetivo da delegação brasileira é repetir o feito de 2015, quando ficou em 1º lugar geral. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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Meu INSS: cidadão agora pode atualizar dados pela internet
Data: 03/07/2018

Para acessar o serviço, basta entrar pelo computador ou pelo aplicativo para smartphones e clicar no ícone "Atualizar Dados de Contato"

O serviço Meu INSS agora permite que o cidadão atualize os dados de contato. Agora, dados como endereço, telefone e e-mail, podem ser atualizados diretamente pela internet. Já era possível atualizar por meio do telefone 135. Para acessar o novo serviço, basta entrar pelo computador ou pelo aplicativo para smartphones e clicar no último ícone da lista, no “Atualizar Dados de Contato”. O cadastro pode ser feito inteiramente pela internet e a senha é pessoal e intransferível. Além de poder trocar os dados, o usuário consegue incluir um segundo endereço, que pode ser de um segurado em país estrangeiro. Para se cadastrar no Meu INSS, é preciso ter em mãos a Carteira de Trabalho e documentos como o RG e o CPF, pois são feitas algumas perguntas para conferir a identidade do usuário, tais como as datas de recebimento de benefícios ou de realização de contribuições e nomes de empresas em que trabalhou. Se o segurado errar mais de uma pergunta, é preciso aguardar 24 horas para tentar novamente, ligar para o 135 ou, em último caso, ir à agência do INSS. No caso de dúvida ou reclamações, vale entrar em contato com INSS pelo site ou ligar no número 135.

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O Simples Nacional e a Volta dos que Não Foram
Data: 03/07/2018

Readmissão de empresas no Simples Nacional, o Aumento de empresas fechadas no Brasil e as Obrigações do contador nas eleições são os destaques do vídeo desta semana no Momento Contábeis

MOMENTO CONTÁBEIS #11 - O seu canal de notícias semanal que lhe deixa informado sobre tudo o que acontece no mundo da contabilidade. Assuntos do vídeo: - Readmissão de empresas no Simples Nacional - Aumento de empresas fechadas no Brasil - Obrigações do contador nas eleições Saiba mais sobre a readmissão de empresas no SN http://www.contabeis.com.br/noticias/37388/camara-aprova-readmissao-de-empresas-no-supersimples/ Confira a quantidade de empresas sendo fechadas no Brasil: http://www.contabeis.com.br/noticias/37409/em-tres-anos-3416-mil-empresas-foram-fechadas-no-brasil-aponta-ibge/ Obrigações do contador nas eleições http://www.contabeis.com.br/noticias/37401/obrigacoes-dos-contadores-com-as-contas-eleitorais-comecam-neste-mes/ INSCREVA-SE NO CANAL : http://youtube.com/contabeis Facebook: http://www.facebook.com/portalcontabeis Instagram: http://www.instagram.com/portalcontabeis Twitter: http://www.twitter.com/forumcontabeis Linkedin: http://www.linkedin.com/company/contabeis/ Portal Contábeis

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Abono salarial de 2017 começa a ser pago em 26 de julho
Data: 29/06/2018

Estimativa é que sejam destinados R$ 18,1 bilhões a 23,5 milhões de trabalhadores a partir do próximo mês

Os pagamentos do Abono Salarial ano-base 2017 começam em 26 de julho. O calendário foi definido nesta terça-feira (26) durante a reunião do Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador), na sede do Ministério do Trabalho, em Brasília. A estimativa é que sejam destinados R$ 18,1 bilhões a 23,5 milhões de trabalhadores a partir do próximo mês. Quem nasceu de julho a dezembro, recebe o benefício ainda este ano. Já os nascidos entre janeiro e junho, terão o recurso disponível para saque em 2019. Em qualquer situação, o dinheiro ficará à disposição do trabalhador até 28 de junho de 2019, prazo final para o recebimento. Os empregados da iniciativa privada, vinculados ao PIS, sacam o dinheiro na Caixa. Para os funcionários públicos, associados ao Pasep, a referência é o Banco do Brasil. Quem for correntista desses bancos terão o benefício creditado em conta no período estabelecido no calendário. PublicidadeFechar anúncio Para ter direito ao Abono Salarial do PIS/Pasep é necessário ter trabalhado formalmente por pelo menos um mês em 2017 com remuneração média de até dois salários mínimos. Além disso, o trabalhador já deveria estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter tido seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). A quantia que cada trabalhador tem para receber é proporcional ao número de meses trabalhados formalmente em 2017. O valor do abono salarial será calculado na proporção 1/12 do salário mínimo vigente na data do pagamento. Quem trabalhou durante todo o ano receberá o valor cheio, do salário mínimo; quem trabalhou por apenas 30 dias receberá o valor mínimo. O calendário de pagamento está disponível na página do Ministério do Trabalho .

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Reunião no STF sobre tabela de fretes termina sem acordo
Data: 29/06/2018

Entidades que representam caminhoneiros e transportadoras concordaram com redução de 20% no valor do frete, mas indústria e agronegócio rejeitaram

Terminou sem acordo a reunião de conciliação promovida pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux para tentar um acordo entre caminhoneiros e empresas sobre uma tabela mínima de preços do frete. O ministro disse nesta quinta-feira (28) que não tomará nenhuma decisão sobre a tabela do frete rodoviário antes da audiência pública marcada para o dia 27 de agosto. "Depois da audiência pública, eventualmente vou trazer uma liminar para ser referendada pelo plenário", disse. Ele considera a audiência pública com especialistas importante porque o tribunal não tem expertise para julgar um tema complexo como esse. "Uma decisão abrupta pode gerar uma crise para o País como a que assistimos recentemente", disse. Sua expectativa é chegar a uma solução de consenso. A reunião foi marcada pelo endurecimento das posições da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), que se recusaram a aceitar qualquer tabela obrigatória para o frete. Por isso, o presidente da CNI, Robson Andrade, e o assessor jurídico da CNA, Rudi Ferraz, afirmaram que não havia acordo. A CNA divulgou nesta quinta um estudo mostrando o impacto da alta do frete na inflação. Diante dos números, Fux evitou tecer comentários e disse que a pergunta estava "sub judice". Mas informou que autoridades fazendárias e da área de política econômica serão ouvidas na audiência pública para falar desse aspecto. O assessor jurídico da ATR Brasil (Associação dos Transportadores Rodoviários), Moacyr Ramos, autor da ação direta de inconstitucionalidade relatada por Fux, discordou das duas entidades e disse que a discussão caminha para um consenso. O presidente da CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos), Diumar Bueno, apresentou uma proposta de redução de 20% sobre a tabela atualmente em vigor, editada pelo governo no dia 30 de maio. e que foi aceita pela ATR Brasil, representante das transportadoras. Mas, segundo Bueno, as entidades da indústria e do agronegócio não quiseram discutr os valores. CNI e CNA pretendem insistir numa decisão de Fux antes do início do recesso, no próximo dia 30. Do contrário, a CNA está disposta a ingressar com outro pedido de liminar durante o recesso, para ser despachado pelo ministro plantonista. CNA cobra que Justiça aprecie liminar contra tabela de fretes A CNA defendeu, em nota distribuída nesta quinta, a urgente apreciação da liminar para que o STF suspenda o tabelamento dos preços mínimos do frete na ação protocolada pela própria entidade na Suprema Corte há duas semanas. A CNA alega que a medida se deve à falta de acordo na audiência realizada hoje com o ministro Luiz Fux. "É uma situação insustentável, que clama por imediata intervenção do Poder Judiciário", diz a CNA na ação. "Não tivemos acordo e insistimos com o ministro a necessidade de se avaliar a liminar de forma rápida porque já está tendo impacto gigante na cesta básica, ou seja, na mesa da população brasileira", ressaltou o chefe da Assessoria Jurídica da CNA, Rudy Maia Ferraz. A CNA projeta que o tabelamento do transporte provocará uma alta de 12,1% no preço dos produtos da cesta básica até julho, impactando produtos como arroz, carnes, feijão, leite, ovos, tubérculos, frutas e legumes. Esses produtos representam 90,4% da cesta básica de alimentos. Fux, relator das ações que questionam o tabelamento do frete no STF, vai realizar audiência pública no dia 27 de agosto para discutir o tema e só depois vai tomar uma decisão. A CNA defende que a liminar seja concedida ainda nesta semana, uma vez que o Judiciário terá recesso no mês de julho. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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Desemprego fica estável, mas informalidade cresce em maio
Data: 29/06/2018

Dados da Pnad Contínua foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

A taxa de desocupação ficou em 12,7% no trimestre móvel de março a maio deste ano, resultado estável em comparação ao trimestre anterior, de dezembro de 2017 e fevereiro de 2018. No entanto, a informalidade cresceu, atingindo mais 307 mil pessoas (2,9%). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O período registrou 13,2 milhões de desocupados. No mesmo trimestre de 2017, o número era de 13,1 milhões e, por isso, a taxa foi considerada estável. Segundo a pesquisa, o país tem 11,1 milhões de empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada. Em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, houve aumento de 5,7%, valor que representa cerca de 597 mil pessoas. A população ocupada também permaneceu estável, com 90,9 milhões de trabalhadores. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, quando havia 89,7 milhões de pessoas ocupadas e, portanto, houve aumento de 1,3%. A média dos salários ficou em R$2.187 no trimestre, permanecendo estável em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o valor era de R$2.167.

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Obras paradas geram custos maiores ao Governo Federal
Data: 25/06/2018

Construções estão paradas por falta de pagamento do governo ou por problemas financeiros das construtoras

As milhares de obras paradas no Brasil limitam o crescimento econômico e também impõem custos extras para o governo, que precisa manter a integridade das instalações iniciadas. Em junho do ano passado, por exemplo, a estatal Valec, que administra projetos ferroviários, foi obrigada a contratar duas empresas de segurança para resguardar os investimentos feitos em dois lotes da Fiol (Ferrovia da Integração Oeste-Leste), na Bahia. Na época os trechos estavam parados. Os contratos para 20 seguranças armados no local custaram à empresa quase R$ 2 milhões por 12 meses. Os dois lotes foram paralisados por causa da rescisão com as construtoras envolvidas por descumprimento de contrato. Num deles, a estatal já refez a licitação e a expectativa é que as obras sejam retomadas em julho. No outro lote, ainda não há previsão para retomada das obras. Brasil afora No Brasil todo, há inúmeros projetos paralisados por descumprimento de contratos, seja pela falta de pagamento do governo ou por problemas financeiros das construtoras. O IFS (Instituto Federal de Sergipe), por exemplo, tem investimentos de mais de R$ 37 milhões paradas por rescisão contratual (a empreiteira reclama inadimplência e o IFS nega). Isso inclui a construção dos prédios administrativo da reitoria; do Câmpus Aracaju (biblioteca, auditório e estacionamento); do Câmpus de Nossa Senhora da Glória; e do Câmpus de Propriá. O instituto afirmou que aguarda a liberação de recursos do MEC (Ministério da Educação) para retomar as obras. Outro projeto interrompido no Estado é a construção do Hospital do Câncer de Sergipe, que está em processo para realização de nova licitação. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe, a empresa vencedora da licitação anterior não atendeu às exigências e teve o contrato rescindido. Em nota, o diretor de Infraestrutura e Suprimentos da secretaria Edwards de Oliveira, disse que o governo está empenhado em construir o hospital, mas que a licitação não é simples. "É, na verdade, uma obra de grande envergadura e complexa." Por isso, não há previsão para concluir a licitação da obra, de cerca de R$ 60 milhões. Apenas no Estado de Sergipe calcula-se que haja mais de 3 mil obras paralisadas, afirma Claudio Frischtak, responsável pelo estudo Impacto Econômico e Social das Obras Públicas, encomendado pela Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). Ele destaca que são obras de menor valor, mas que representam grandes prejuízos para a população. Saneamento Exemplo disso, segundo o levantamento, é que as obras paradas nos três municípios com os piores índices de saneamento no País - Ananindeua (PA), Nova Iguaçu (RJ) e Jaboatão dos Guararapes (PE) - implicam o dobro de gastos com saúde. As cidades têm projetos inacabados no valor de R$ 147 milhões enquanto os custos com internações e afastamento do trabalho por doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti somam R$ 300 milhões. Em todo o País, o custo das doenças transmitidas pelo mosquito foi de R$ 2,3 bilhões em 2016. Estima-se que haja mais de R$ 17 bilhões de obras no setor paradas, segundo o estudo. Na área de educação, diz Frischtak, a paralisação de obras de creches representa perda anual de mais R$ 420 milhões na renda das famílias. Se consideradas as metas do Plano Nacional de Educação para 2024, o impacto negativo na renda anual das famílias sobe para R$ 3 bilhões. Em São Paulo, cidade mais desenvolvida do País, há, pelo menos, seis CEUs (Centros Educacionais Unificados) parados, sem previsão de retomada. A maioria deles foi iniciada na gestão de Fernando Haddad na prefeitura paulista, que contava com recursos federais para construir as unidades. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, a gestão anterior não conseguiu fechar o convênio para as obras, iniciadas em 2016 e paralisadas em seguida. Hoje, esses centros estão abandonados, com as instalações se deteriorando e virando área para descarte de lixo. "A Prefeitura retomou em 2017 os contatos com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) no intuito de garantir verbas federais para essas obras, e as tratativas seguem em curso." Na avaliação do presidente da Comissão de Infraestrutura da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Carlos Eduardo Lima Jorge, um dos maiores indutores da paralisação de obras no Brasil é exatamente a falta de planejamento orçamentário para os projetos. Ele explica que muitos empreendimentos começam a ser construídos sem recursos assegurados. Ou seja, o projeto tem início e, no meio do caminho o governo descobre que não tem dinheiro para concluir. Aí paralisa tudo até conseguir mais recursos - resultado de outro problema crônico no Brasil: a falta de planejamento, diz o executivo. Balanço Segundo o Ministério do Planejamento, das 7.439 obras incluídas no Programa Avançar, lançado no ano passado para retomar obras paradas, 24% haviam sido concluídas até o fim do primeiro trimestre. O resultado é considerado positivo pelo governo. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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Acordo para encerrar ação contra Petrobras é aprovado nos EUA
Data: 25/06/2018

A negociação entre investidores e a estatal para encerrar ação coletiva resultou em um acordo de quase 3 bilhões de dólares

O acordo para encerrar a ação coletiva ("class action") de investidores da Petrobras nos Estados Unidos, foi aprovado na última sexta-feira (22). A empresa afirma que a aprovação ocorreu de forma definitiva pela Corte Federal de primeira instância em Nova York. O acordo, de quase 3 bilhões de dólares, foi assinado em janeiro. A "class action" foi movida por investidores da estatal em decorrência de perdas provocadas pelo envolvimento da companhia nos desvios revelados pela operação Lava Jato, da Polícia Federal. Segundo a petroleira, essa decisão pode ser objeto de recurso à Corte de Apelações do Segundo Circuito, "porém, a partir de agora, a class action está encerrada em primeira instância". A companhia também afirmou em nota que "o acordo não constitui admissão de culpa ou de prática de atos irregulares pela Petrobras, reconhecida pelas autoridades brasileiras como vítima dos fatos revelados pela Operação Lava Jato". Copyright Thomson Reuters 2018

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Mercado de trabalho desacelera e aumenta número de 'desalentados'
Data: 25/06/2018

Carta de Conjuntura do Ipea, com base em dados do IBGE, destaca que é cada vez maior o número pessoas que desistem de procurar emprego

A recuperação do mercado de trabalho brasileiro desacelerou depois de apresentar aumento no primeiro trimestre de 2018. De acordo com a PNADC (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apesar da queda na comparação interanual, os dados revelam que a taxa de desocupação se mantém praticamente estável, em torno de 12,5%, o que reflete na desaceleração do crescimento da população ocupada. Segundo a pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (25) pela seção Mercado de Trabalho da Carta de Conjuntura do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a acomodação da taxa de desemprego se deve à desaceleração do ritmo de crescimento da população ocupada, que passou de 2,1% no trimestre encerrado em janeiro, para 1,7% em abril. Desemprego cresce e chega a 13,4 milhões de pessoas desocupadas Com o ajuste sazonal, que é um acerto em função da variação de estação, a população ocupada segue praticamente estável desde o início deste ano. Porém, o desalento – pessoas que desistiram de procurar emprego – cresceu em 2018. A análise explica que o desalento aumentou por causa de uma transição maior de trabalhadores que saíram da ocupação e migraram para o desalento, não passando ou ficando pouco tempo na desocupação. De acordo com o instituto, a população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por: não conseguir trabalho por falta de experiência, por ser muito jovem, idosa ou não encontrar trabalho na localidade; e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial. No primeiro trimestre desse ano, os desalentados também bateram recorde ao atingirem 4,1 por cento da força de trabalho, a 4,6 milhões de pessoas, 300 mil a mais do que nos três meses anteriores. Situação de desemprego é alarmante no Brasil, diz especialista Dessa forma, não é possível afirmar que o aumento dos desalentados é provocado após um longo período de desemprego. Ainda de acordo com a pesquisa, embora o número de desocupados esteja recuando desde o fim de 2017, o tempo de permanência no desemprego aumentou. Apesar de registrar queda em dois trimestres consecutivos, o número dos trabalhadores que se mantiveram desocupados durante o primeiro trimestre de 2018 voltou a crescer, atingindo o maior patamar da série. A PNADC também mostra que vem crescendo a proporção de trabalhadores que espera mais de dois anos procurando por um emprego. Em 2015, o percentual era de 17% e saltou para 23% no primeiro trimestre de 2018. Evolução da ocupação por faixas etárias A pesquisa mostra que a população ocupada com mais de 60 anos cresceu 8% e a de trabalhadores com idade entre 25 e 39 anos aumentou 0,9%. Tais diferenças ficam ainda maiores em relação ao grau de instrução. A ocupação dos trabalhadores com ensino médio incompleto cresceu 10%, enquanto a população ocupada apenas com o ensino fundamental recuou 9%. Rendimentos De acordo com a pesquisa, os rendimentos reais seguem a trajetória, iniciada em 2017, e apresentam variações positivas. No último trimestre, encerrado em abril, o rendimento médio real registrou alta de 0,8% em comparação ao mesmo período do ano passado.

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Caged mostra o impacto da nova lei trabalhista no mercado
Data: 22/06/2018

O mês de maio terminou com 4.385 admissões de trabalhadores com contrato intermitente. Também houve 14.576 desligamentos por acordo. De maneira geral, no mês foi registrado saldo positivo de 33,6 mil postos de trabalho

De acordo com os dados do cadastro, os Estados com o maior número de contratações nesta modalidade são: São Paulo (saldo positivo de 1.067), Espírito Santo (349) e Minas Gerais (348 postos). Já as contratações de trabalhadores em regime de tempo parcial atingiram 5.338 em maio, com 3.357 desligamentos, o que resultou em um saldo positivo de 1.981 empregos. Os maiores saldos foram registrados em São Paulo (526), Ceará (232) e Rio de Janeiro (218). O Caged informou ainda que houve 14.576 desligamentos por acordo no mês de maio. RESULTADO GERAL De maneira geral, em maio, foi registrada no Brasil a abertura de 33.659 vagas de emprego formal. O número é inferior ao registrado no mesmo mês de 2017, quando o saldo foi positivo em 34.254. Nos cinco primeiros meses do ano, o saldo é positivo em 381.166 vagas e, nos últimos 12 meses, de 284.875 postos. O resultado mensal foi puxado pelo setor agropecuário, que abriu 29.302 postos, seguido pelo setor de serviços, com a abertura de 18.577 vagas e pela construção civil (+3.181). Também foram positivos os resultados dos setores de serviço de utilidade pública (+555), indústria extrativa mineral (+230) e administração pública (+197). Em contrapartida, houve fechamento de vagas no comércio (-11.919 postos) e na indústria da transformação (-6.464 postos). Fonte: Estadão Conteúdo Portal Contábeis

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OAB anuncia novo recurso contra cobrança de bagagem em aviões
Data: 22/06/2018

Entidade considera que reajuste no valor das taxas pelas companhias aéreas é lesivo aos consumidores

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) anunciou nesta sexta-feira (22) que apresentará um novo recurso, com pedido de decisão liminar (provisória), a fim de interromper a taxa extra de cobrança de bagagens pelas companhias aéreas. Para o presidente nacional da OAB, Cláudio Lamachia, “desde que a taxa foi colocada em prática, o consumidor tem sido lesado”. O novo recurso foi motivado pelo reajuste no valor da taxa, feito recentemente pelas companhias Azul e Gol. Desde que a autorização para a cobrança foi anunciada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a OAB tem atuado para revogar a medida, que considera “lesiva” aos consumidores. A medida chegou a ser suspensa pela Justiça Federal em março do ano passado, mas a decisão liminar foi derrubada no mês seguinte. A OAB quer que uma nova liminar seja concedida enquanto não é julgado o mérito final da ação. A bagagem despachada começou a ser efetivamente cobrada em 1o de junho de 2017. A primeira companhia a cobrar foi a Azul, no valor mínimo de R$ 30,00 por mala, preço que agora é de R$ 60,00.

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Saiba como fazer uma vistoria antes de pegar as chaves do seu imóvel
Data: 22/06/2018

O comprador Gelter Müller adquiriu um apartamento na planta e teve problemas com a metragem na hora da entrega

A casa própria ainda é sonho para a maioria dos brasileiros e a compra de imóveis na planta é uma das alternativas. Porém, a entrega das chaves pode vir acompanhada de surpresas desagradáveis e, por isso, a vistoria é um dos passos mais importantes para contestar possíveis problemas com a qualidade do bem entregue pela construtora. Por lei, as construtoras não são obrigadas a permitirem que os proprietários confiram o imóvel, mas a vistoria se tornou comum para os apartamentos adquiridos na planta. Na maioria dos casos, a prática consta no contrato de compra e venda como uma condição para a entrega das chaves. A advogada Paula Farias alerta para a importância de fazer uma vistoria detalhada para evitar dor de cabeça. — A ideia é de verificar se está tudo de acordo com aquilo que foi prometido. Precisa ter conhecimento de tudo o que está sendo entregue, porque esse é o melhor momento para requerer as alterações necessárias. De acordo com Farias, o comprador tem o direito de reclamar “qualquer vício”, ou seja, daquele que não coloca em risco sua integridade física e também de reivindicar por reparo em defeitos ocultos, que não são vistos no momento da vistoria. Os problemas visíveis, no entanto, devem ser listados logo após a vistoria. — As questões perceptíveis devem ser nomeadas e levantadas no momento de receber a chave. Se for problema no piso, por exemplo, que faz poeira para arrumar; no encanamento, que prejudica para lavar a louça e até tomar banho, é preciso avisar antes de entrar no imóvel. Porque, uma vez que a pessoa está lá dentro, fica mais complicado. Gelter Müller comprou um apartamento na planta, em Florianópolis, e teve problemas com a metragem. — Fiz um projeto com um escritório de arquitetura e, para a minha surpresa, a RRT (Registro de Responsabilidade Técnica) mostrou uma diferença o tamanho do apartamento. Tenho a comprovação dos técnicos e começamos uma negociação com a construtora. PublicidadeFechar anúncio O comprador entrou em contato com uma assessoria jurídica para conseguir reaver o prejuízo. — O escritório de advocacia está nos orientando sobre o que a gente tem que fazer a partir de agora. Vamos ver o que vai dar a conversa com a construtora. Mas, independentemente da negociação, nos orientaram a mudar para o apartamento porque temos um valor por metro quadrado estabelecido em contrato e quero de volta esse saldo. A advogada diz ainda que, em alguns casos, os compradores e a construtora não chegam a um acordo. Por isso, a saída é recorrer à Justiça. — Às vezes, não tem como fugir do judiciário. Para isso, precisa demonstrar os defeitos e fazer constar na vistoria esses defeitos. A incorporadora pode não assinar a vistoria, mas tem que provar que não existe defeito. Se o problema for algo habitável, é melhor o proprietário receber a chave e entrar com a ação já morando no imóvel. Se não, tem que pedir indenização para a incorporadora para cobrar o aluguel e as despesas de moradia enquanto essa família não puder se mudar. Segundo Farias, as queixas mais comuns são as de imóveis com mofo e piso rachado. Para evitar problemas, a advogada dá algumas dicas para se fazer uma boa vistoria. — É uma boa ter em mãos, durante a vistoria, o memorial descritivo do imóvel para saber se está sendo entregue exatamente aquilo que você comprou. Depois disso, tem que examinar minuciosamente todo o apartamento, desde a fachada até as venezianas, instalações elétricas e hidráulicas. Também aconselho levar uma fita métrica para medir a vaga da garagem e um taco ou um pedaço de madeira para bater no piso para ver se tem algum solto ou oco. Verificar a pintura e o acabamento. A advogada ainda lembra que as vistorias também são feitas em compra, venda ou locação de casas ou apartamentos.

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Petrobras reduz preço da gasolina em 1,24% nas refinarias
Data: 18/06/2018

Nos últimos dias, o preço já caiu 11 centavos por litro . Repasse não chega diretamente ao consumidor

A Petrobras anunciou hoje (18) uma nova redução no preço da gasolina em suas refinarias, desta vez, de 1,24%. Com o anúncio, o litro do combustível negociado no parque de refino da estatal custará R$ 1,89. Ou seja, 2 centavos a menos do que o preço atual (R$ 1,91). Em junho, a gasolina acumula queda de preço de 3,71% (7 centavos por litro). Nos últimos 30 dias, o recuo chega a 5,51% (11 centavos por litro). Essa redução é válida para a gasolina A, ou seja, para o combustível vendido pelas refinarias, sem adição do etanol anidro e sem tributos. O combustível que chega ao consumidor final, já misturado com etanol pelas distribuidoras e tributado, é chamado de gasolina C.

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TCU investiga cobrança de bagagem pelas companhias aéreas
Data: 18/06/2018

Tribunal quer saber se tarifa adicional por mala despachada reduziu preço médio das passagens, conforme prometido pelas empresas

O TCU (Tribunal de Contas da União) informou nesta segunda-feira (18) que iniciou uma auditoria de conformidade para verificar se a cobrança em separado da bagagem por parte das companhias aéreas reduziu o preço das passagens. A cobrança à parte de bagagem despachada nas viagens aéreas entrou em vigor em abril do ano passado, com a autorização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), mudança que há tempos vinha sendo defendida pelas companhias. A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) argumentava que a cobrança resultaria em queda do preço médio cobrado pelas passagens. "O Tribunal quer saber se a resolução da Agência reguladora trouxe algum benefício ao consumidor", afirmou o TCU em nota, revelando que o relator do processo é o ministro Bruno Dantas. Copyright Thomson Reuters 2018

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Pagamento de saldo de conta do PIS/Pasep começa nesta segunda
Data: 18/06/2018

Ao todo, serão liberados 39,3 bilhões de reais para 28,7 milhões de trabalhadores com saldo em contas do PIS ou Pasep

A primeira fase de pagamento do saldo das cotas do PIS/Pasep para beneficiários de qualquer idade começa nesta segunda-feira. Nesta etapa, podem receber cotistas com 57 anos ou mais. Têm direito ao benefício pessoas que trabalharam entre os anos de 1971 e 1988. O pagamento será feito pela Caixano caso de quem tem dinheiro em conta do PIS e pelo Banco do Brasil, se for saldo de Pasep. Ao todo, serão liberados 39,3 bilhões de reais para 28,7 milhões de beneficiários. Isso corresponde a um valor médio de 1.370 reais por cotista. Se se considerar apenas os trabalhadores menores de 60 anos, serão pagos 16,1 bilhões de reais para 16,1 milhões de pessoas – valor médio de 1.000 reais. A primeira etapa de pagamento prossegue até 29 de junho. Em julho, os pagamentos serão suspensos para correção do saldo das contas. A segunda fase começa em agosto: a Caixa e o BB efetuarão crédito em conta dos cotistas que são correntistas no dia 8. Os demais poderão sacar diretamente nas agências a partir de 14 de agosto (veja calendário abaixo). A permissão de saque nessas condições é válida apenas até 28 de setembro. Até a sanção da lei, no último dia 13, a idade mínima para sacar o PIS/Pasep era 70 anos, mas o Planalto já havia editado uma medida provisória reduzindo esse limite para 60 anos. A partir de 28 de setembro, voltam a valer as regras anteriores, ou seja, apenas pessoas com 60 anos ou mais estão aptas a retirar o benefício. Até lá, beneficiários de qualquer idade podem fazer a retirada do dinheiro. Regras de saque do PIS O pagamento do PIS é feito pela Caixa para trabalhadores da iniciativa privada. Dos 16,1 milhões de cotistas com idade abaixo de 60 anos que podem passar a sacar o PIS, 13,7 milhões receberão 13,8 bilhões de reais pela Caixa. PublicidadeFechar anúncio Os pagamentos das cotas do PIS de até 1.500 reais podem ser realizados no autoatendimento da Caixa apenas com a Senha Cidadão, sem a necessidade do Cartão do Cidadão. Também será possível sacar até esse valor nas lotéricas e correspondentes bancários com Cartão e Senha do Cidadão e apresentação de documento oficial de identificação com foto. Saques de valores até 3.000 reais poderão ser feitos no autoatendimento da Caixa, lotéricas e correspondentes com Cartão e Senha Cidadão e documento oficial de identificação com foto. Saques acima de 3.000 reais só poderão ser feitos nas agências, com documento oficial. Regra de saque do Pasep O Pasep é pago pelo Banco do Brasil para cotistas do setor público. Cotistas do Pasep que não forem correntistas do BB poderão transferir saldos de até 2.500 reais para outra conta de sua titularidade sem custo. A transferência via TED poderá ser feita nos terminais de autoatendimento ou pela internet (www.bb.com.br/pasep). Saques acima desse valor de não correntistas deverão ser feitos na agência com apresentação de documento oficial de identificação. Fonte: Revista Veja Portal Contábeis

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Greve dos caminhoneiros eleva em 4,5% cesta básica em São Paulo
Data: 13/06/2018

Dos 39 produtos pesquisados, 27 aumentaram de preço e 12 diminuíram. Batata e cebola foram as grandes vilãs

Pesquisa do Procon-SP (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor), divulgada nesta quarta (13), indica que a cesta básica de maio, período de abastecimento afetado pela greve dos caminhoneiros, teve uma alta de 4,50%, a maior variação desde janeiro de 2016. Dos 39 produtos pesquisados, 27 aumentaram de preço e 12 diminuíram. O levantamento, feito em conjunto com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), apontou que o preço médio da cesta básica, que em 30 de abril era de R$ 652,85, passou para R$ 682,25 em 30 de maio. Por grupo, foram encontradas as seguintes variações: alimentação, 5,17%; limpeza, 0,54%; e higiene pessoal, 0,73%. A variação no ano é de 4,71% (base 26/12/2017). A batata foi a grande vilã com 144,74% do aumento em maio, seguida pela cebola com 31,50%. As maiores quedas foram alho (kg) (-4,74%) e café em pó (500g) (-3,17%).

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Saque do PIS/Pasep será liberado para cotistas de todas idades
Data: 13/06/2018

Todos os trabalhadores que tiveram emprego formal entre 1971 e 1988 poderão sacar dinheiro do fundo

O presidente Michel Temer (MDB) assinou nesta quarta-feira (13) o decreto que determina que todos as pessoas que tiveram um emprego formal entre 1971 e 1988 poderão sacar os recursos das contas do PIS/Pasep até dia 28 de setembro deste ano. A partir dessa data, terão prioridade aqueles com idade superior a 60 anos e todos os que já poderiam retirar os recursos nas condições anteriores. A pasta estima que a ampliação do público que poderá sacar recursos das contas do PIS/Pasep vai injetar R$ 39,3 bilhões na economia, o que poderá gerar impacto potencial de 0,55 ponto porcentual no PIB (Produto Interno Bruto). Os trabalhadores poderão consultar canais de atendimento do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal que serão criados especialmente para o programa. Estimativa do Ministério do Planejamento indica que, na média, cada conta do PIS/Pasep registra valor de R$ 1.000. Segundo o Ministério do Planejamento, as atuais condições do programa de saque do PIS/Pasep já acumulava saque de R$ 5 bilhões por 3,6 milhões de trabalhadores. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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Planos de saúde: Justiça determina reajuste máximo de 5,72%
Data: 13/06/2018

Regra foi aprovada pela 22ª Vara Federal de São Paulo e vale para planos familiares e individuais

A Justiça de São Paulo determinou que o reajuste dos planos de saúde individuais e familiares sejam de 5,72% para os anos de 2018/2019. A decisão atende a um pedido do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). Em maio deste ano, o Idec havia entrado com uma ação civil pública pedindo a suspensão dos reajustes para estes planos. O instituto afirma que a ação tinha como base um relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) que aponta distorções, abusividade e falta de transparência na metodologia usada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para calcular o percentual máximo de reajuste de planos de saúde individuais. Segundo o Idec, a ANS permite reajustes até três vezes acima da inflação. A mudança afeta cerca de 9 milhões de consumidores. A expectativa era de que o aumento concedido pela agência fosse em torno de 10%. Atualmente cerca de 9,1 milhões de pessoas têm contrato de planos de saúde individuais. Procurada pelo R7, a ANS afirma que ainda não foi notificada sobre a decisão. "A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informa que não foi notificada da decisão e que irá tomar todas as medidas cabíveis em defesa da prevalência das deliberações técnicas feitas pela reguladora", diz a nota. Na decisão, o juiz fixou temporariamente o reajuste no índice de inflação do setor de saúde e cuidados pessoas do IPC (Índice de Preços do Consumidor). Entre as justificativas para a medida, está a falta de clareza na metodologia usada pela ANS para determinar os porcentuais de reajuste. "A situação não pode subsistir, já que lesiona todos os consumidores de planos individuais que, inclusive, frequentemente ingressam com ações judiciais para discutir valores (...) Há que se encontrar uma solução para isso", afirmou o juiz. Na liminar, o juiz diz ainda que a ANS não estaria realizando de forma satisfatória o interesse dos consumidores e ponderou ser indispensável um equilíbrio entre o índice de reajuste autorizado de planos de saúde e o índice de aumento salarial de várias categorias profissionais. Para o professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e conselheiro do Instituto de Defesa do Consumidor, Mário Scheffer, a liminar pode significar um precedente importante na discussão das fórmulas do reajuste. "Certamente isso trará luz para discussão. Não apenas dos planos individuais, mas, numa outra etapa, de planos coletivos. Hoje usuários estão totalmente desprotegidos quando se trata de reajuste, seja de planos coletivos ou planos por adesão", avaliou. Atualmente, 38,3 milhões de pessoas têm planos coletivos. Proposta em maio, a ação do Idec solicitava a suspensão do reajuste de contratos individuais de planos de saúde para o período 2018-2019. O instituto citava como base o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a política de aumento de preços dos planos. A auditoria apontou haver falhas, falta de transparência e de mecanismos para conter abusos na metodologia usada pela ANS para determinar o porcentual máximo de planos individuais. O Idec havia anos questionava a metodologia usada pela ANS para fazer o cálculo do reajuste de planos individuais, diz Scheffer. A fórmula tem como ponto de partida a média do aumento de mensalidade em planos coletivos com mais de 30 integrantes. O relatório do TCU, no entanto, identificou uma série de falhas nesse sistema. Entre eles, o uso, a partir de 2009, de um fator moderador, batizado de "impacto de fatores exógenos", sobre a média do reajuste de planos coletivos. O argumento para o uso desse fator era o rol de procedimentos mínimos, uma lista fixada pela ANS com diagnósticos e tratamentos que operadoras são obrigadas a ofertar a seus clientes. Essa relação é atualizada de forma periódica. A justificativa da inclusão desse fator era de que a inclusão de novas técnicas geraria custos para o setor. Mas para o Idec isso representaria uma dupla cobrança, uma vez que o impacto do rol já é assimilado nas mensalidades de planos coletivos, usada como base para o cálculo dos planos individuais. Em seu voto, o ministro do TCU Benjamin Zymler afirmou que "se os planos individuais são reajustados, grosso modo, pela média ponderada dos reajustes aplicados sobre os planos coletivos - os quais, naturalmente, já consideram os efeitos de eventual atualização do rol de procedimentos e eventos -, acrescer a essa média o impacto da atualização do rol significa, a princípio, computá-lo duas vezes." Além do fator moderador, o TCU questiona o fato de as informações prestadas pelas operadoras de saúde não serem checadas pela ANS. Na Ação Civil Pública, o Idec pedia que, além da suspensão do reajuste, fosse estabelecida uma metodologia para o cálculo do aumento das mensalidades, até que uma solução fosse encontrada. Várias alternativas foram apresentadas e, na liminar concedeu provisoriamente o aumento fixado pela variação do IPCA.

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Dólar abre em alta cotado a R$ 3,72 após ação do Banco Central
Data: 11/06/2018

Cotação da moeda norte-americana teve uma alta de 0,44% na cotação na manhã desta segunda-feira (11)

O dólar abriu a semana registrando alta de 0,44% na cotação, valendo R$ 3,7228 na venda, nesta segunda-feira (11), depois da ação do Banco Central na última sexta-feira (8), quando conseguiu conter as altas seguidas da moeda norte-americana. Os investidores aguardam a decisão do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, que anunciam a nova taxa de juros para esta semana. O índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) abriu a semana em alta de 0,43%, com 73.252 pontos, às 10h20. As ações preferenciais da Petrobras oscilavam no início do pregão, operando em queda de 3,24% às 10h20 e revertendo para uma alta de 2,16% às 10h28.

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Custo do subsídio do governo ao diesel supera o previsto
Data: 11/06/2018

A principal medida do acordo pelo fim da greve dos caminhoneiros ultrapassa em mais de 1 bilhão o valor anterior

O subsídio federal ao óleo diesel, principal medida do acordo com os caminhoneiros, cujo custo foi estimado pelo governo em R$ 4 bilhões, terá impacto ainda maior, de R$ 5,2 bilhões. Os dados são da IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado Federal. O relatório do instituto será divulgado nesta segunda-feira (11), e aponta um custo total de R$ 14,7 bilhões com o "bolsa caminhoneiro", superior aos R$ 13,5 bilhões projetados pela equipe econômica. A IFI, que tem o papel de acompanhar as contas públicas, vai solicitar informações à Receita Federal para verificar a divergência. Qualquer perda de arrecadação ou aumento de despesas com o subsídio de R$ 0,46 no preço do litro do diesel terá de ser compensado com outras medidas. Se o efeito for maior o governo terá de ampliar as compensações previstas. As medidas compensatórias já anunciadas estabelecem redução de renúncias fiscais e enfrentam resistências. Dois decretos legislativos apresentados na semana passada tentam barrar a redução da isenção na Zona Franca de Manaus para empresas de refrigerantes. "O custo das medidas para reduzir o preço do diesel é elevado, mas tende a ser em parte acomodado como piora no déficit primário. Nossas preocupações seguem concentradas no médio prazo", disse Felipe Salto, diretor executivo da IFI. Pelos cálculos da instituição, a renúncia com a redução da Cide e do PIS/Cofins cobrados no preço do diesel é de R$ 5,1 bilhões. Pelo lado da despesa, de acordo com a entidade, o subsídio direto a ser pago à Petrobras custará R$ 9,6 bilhões, ou seja, R$ 100 milhões a mais em relação aos R$ 9,5 bilhões previstos pela equipe econômica. PublicidadeFechar anúncio Para Salto, as regras fiscais, como o teto de gastos, dependerão de reformas estruturais para serem cumpridas. "A dívida segue em franca trajetória de alta", ressaltou. Segundo ele, o déficit primário do governo com a incorporação dos custos passaria para R$ 149,2 bilhões neste ano. Cálculos preliminares da IFI apontam que a alta do PIB (Produto Interno Bruto) em 2018 pode passar de 2,7% para 1,9%. A previsão ainda não incorpora todos os efeitos da greve na arrecadação do governo. A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e representantes dos caminhoneiros marcaram para as 9 horas desta segunda-feira, em Brasília, uma nova reunião, de caráter técnico para discutir o tabelamento do preço mínimo para o frete rodoviário. O assunto criou um grande impasse no governo que, sob pressão, já editou duas versões da tabela de preços de fretes. A segunda delas foi revogada horas depois de ter sido divulgada, na noite de quinta-feira passada. Representantes da categoria se reuniram ao longo do fim de semana para fazer as contas e levar uma proposta à ANTT. A agência já avisou que uma eventual terceira versão da tabela, que pode ficar pronta entre esta segunda e terça-feira, será submetida a uma audiência pública que durará de 30 a 45 dias. Na mesa de negociações há, inclusive, a proposta de se estipular preços diferenciados para os períodos de safra e de entressafra.

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PIB do Brasil pode ficar patinando em 1,3% até 2031
Data: 11/06/2018

Documento elaborado por orientação do TCU diz que o PIB pode estagnar se não forem tomadas medidas que diminuam os gastos do governo

O planejamento estratégico de longo prazo do governo revela que o crescimento da economia brasileira ficará abaixo de seu potencial e vai patinar em 1,3% ao ano, a partir de 2021 até 2031. Isso ocorrerá se as contas do governo permanecerem inalteradas e nenhuma nova reforma fiscal for aprovada. As previsões serviram de base para a elaboração da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (2020-2031), que entra em audiência pública nesta segunda-feira (11). O ritmo de alta da atividade econômica desacelera nos próximos três anos — 3% em 2019 para 1,3% depois de 2021 — devido à falta de solução para o rombo das contas públicas, o que pode levar ao aumento da rigidez orçamentária da União. Nesse cenário, o déficit fiscal só começaria a ser revertido em sete anos, em 2025, após 11 anos no vermelho. A elaboração do plano é uma orientação do TCU (Tribunal de Contas da União) e marca uma mudança na forma do governo definir suas prioridades de atuação, trocando o curto prazo por metas de médio e longo prazos. O documento foi elaborado com base na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019, que prevê alta do PIB de 3% (2019), 2,4% (2020) e 2,3% (2021 a 2031). Mas a alta média do PIB pode ser maior e chegar a 3,9% se, além das reformas fiscais, outras medidas microeconômicas forem aprovadas, dando gás à atividade econômica. A melhoria das contas públicas seria também mais rápida com as contas indo para o azul já em 2021 e a dívida recuando para 34% do PIB. Consenso "Queremos criar um consenso em torno das prioridades", diz o ministro do Planejamento, Esteves Colnago. Segundo ele, as previsões mostram que serão necessárias medidas para reduzir o peso das despesas obrigatórias no total de gastos do governo. Pelos cálculos do Planejamento, com o quadro atual a participação das despesas obrigatórias no Orçamento sobe de 91% em 2017 para 98% em 2021. O cenário considerou a manutenção do teto de gasto e nenhuma nova receita extraordinária. "O governo que vier vai ter que aprovar a Reforma da Previdência intensificar a verificação dos planos sociais, saber se todo mundo que recebe deveria estar recebendo, e alguma reforma administrativa". Esses três pontos, afirma o ministro, garantem um bom ambiente econômico com contas solventes. "Teremos cada vez menos espaço para fazer investimento", alerta. A estratégia de 12 anos será o planejamento de mais longo prazo do governo e visa a convergir as prioridades dos mais de 70 planos setoriais que os diversos órgãos da administração direta são obrigados a fazer. PublicidadeFechar anúncio "Temos planos setoriais de cinco anos, sete anos...Precisamos pensar no conjunto onde o Brasil quer chegar", diz o ministro. "É um plano de Estado, da sociedade, e não de governo", ressalta Colnago. Segundo ele, a Constituição prevê a elaboração do Plano mas a medida até agora não foi regulamentada. O Plano Plurianual da União (PPA), que tem vigência de quatro e quatro anos, terá que se ajustar também à Estratégia Nacional. O ministro ressalta que cada vez mais a iniciativa privada será o motor da expansão. O novo plano tem como meta a elevação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,754 (nível alto) para 0,800 (nível muito alto) no período entre 2020 e 2031. O PIB per capita pode crescer 1,8% por ano (cenário básico) e 3,3% (cenário transformador). Neste ano Não é só no longo prazo que a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro vai continuar patinando. No curtíssimo prazo, o País deve assistir a uma deterioração das expectativas. O cenário se distanciou bastante do otimismo no início do ano, quando os analistas previam crescimento de pelo menos 3% do PIB em 2018. Uma ameaça de guerra comercial, uma alta maior da taxa de juros nos Estados Unidos, uma greve de caminhoneiros e um quadro eleitoral para lá de conturbado fizeram com que economistas refizessem suas contas e jogassem para baixo a previsão de alta do PIB para este ano. Na sexta-feira, mais bancos revisaram para baixo suas projeções econômicas para 2018 - o Bradesco cortou de 2,5% para 1,5%, o Itaú de 2% para 1,7% e o Bank of America Merrill Lynch de 2,1% para 1,5%. Há, inclusive economistas que já projetam uma repetição do resultado de 2017, quando o crescimento avançou 1%, depois de acumular queda de quase 7% nos dois anos anteriores. Copyright © 2018 Estadão. Todos os direitos reservados

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Bayer deve aposentar a marca Monsanto
Data: 04/06/2018

A fusão entre as duas empresas deve ser concluída ainda nesta semana e cria a maior companhia de sementes e pesticidas do mundo

A alemã Bayer finalizará a aquisição da Monsanto por US$ 63 bilhões na quinta-feira e também aposentará o nome de 117 anos do fabricante de sementes dos Estados Unidos. A farmacêutica alemã recebeu todas as aprovações necessárias das autoridades reguladoras, disse em um comunicado nesta segunda-feira. “A Bayer continuará a ser o nome da empresa. A Monsanto não será mais o nome da companhia. Os produtos adquiridos manterão suas marcas e se tornarão parte do portfólio da Bayer”, afirmou. A Bayer lançou uma emissão de direitos de 6 bilhões de euros (US$ 7 bilhões) no domingo, peça fundamental do pacote de financiamento para o acordo, logo após a eliminação da última grande barreira antitruste nos Estados Unidos. O acordo é o primeiro de um trio de grandes fusões entre empresas dos EUA e da Alemanha a ser concluído em um momento de duras críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, ao superávit comercial da Alemanha com os Estados Unidos. A T-Mobile US, da Deutsche Telekom, planeja se fundir com a Sprint por US$ 26 bilhões, enquanto os fabricantes de gases industriais Linde e Praxair também estão tentando se unir. Esperava-se que Bayer se livrasse do nome da empresa-alvo. A Monsanto, a maior — embora não a única — fabricante de sementes geneticamente modificadas, tem sido um para-raios para a oposição dos ambientalistas à tecnologia. O fabricante de sementes dos EUA também recebeu críticas por perseguir seus direitos de propriedade intelectual com agricultores, muitos dos quais dependem de suas sementes, mais agressivamente do que seus pares. “Nosso objetivo é aprofundar nosso diálogo com a sociedade. Vamos ouvir nossos críticos e trabalhar juntos, onde encontrarmos um terreno comum. A agricultura é importante demais para permitir que as diferenças ideológicas paralisem o progresso”, disse o presidente-executivo da Bayer, Werner Baumann. As unidades indianas listadas separadamente pelas empresas, Bayer CropScience Ltd. e Monsanto India Ltd., continuarão operando independentemente por enquanto, disse a Bayer em comunicado separado.

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Governo estuda 'seguro' para preço dos combustíveis
Data: 04/06/2018

Regime diferenciado de tributação faria compensações para cima e para baixo, de acordo com a variação do valor estipulado para o barril de petróleo

O governo quer reduzir o preço da gasolina e do gás de cozinha até o próximo mês, mas garante que não haverá interferência no modelo de reajuste de preços dos combustíveis praticado pela Petrobrás. Com apelo popular, a quatro meses das eleições, a medida já é batizada como "política para o consumidor" e prevê uma espécie de "seguro" para evitar que reajustes sejam repassados totalmente à população até o fim do ano. Com receio de que novos protestos e cobranças batam à porta do Palácio do Planalto, na esteira da greve dos caminhoneiros, o governo tenta agora impedir que novos aumentos nos preços da gasolina e do gás virem uma crise incontrolável. O movimento dos caminhoneiros expôs a fragilidade do presidente Michel Temer e as pressões políticas sobre a Petrobrás culminaram com a saída do então presidente da companhia, Pedro Parente, substituído por Ivan Monteiro. O núcleo político do governo e a cúpula do MDB pressionam Temer por medidas de maior impacto para enfrentar a crise neste ano eleitoral, marcado por uma sucessão de reveses e desgastes para Temer. Tudo está sendo planejado, porém, para evitar a leitura de que o Planalto quer intervir na Petrobrás. "Não há incompatibilidade entre o governo ter uma política de preços para os combustíveis e as empresas terem a dela. Isso é o que se faz no mundo todo", disse ao jornal O Estado de S. Paulo o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco. "As empresas competem no mercado e cuidam dos seus resultados, mas o governo cuida das pessoas. O que precisamos é garantir previsibilidade para que todos possam se organizar", completou ele. Imposto flutuante poderia garantir preço de combustível estável Seguro A ideia é criar uma espécie de "seguro", no qual o governo estima um valor médio para a cotação do barril de petróleo. A partir daí, entraria em cena um regime diferenciado de tributação, que faria compensações para cima e para baixo, de acordo com a variação do preço estipulado para o produto. Para que esse modelo funcione, a equipe de Temer tentará fazer um acordo com os governadores, no intuito de que todos reduzam a carga do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o preço final para o consumidor. Na avaliação do ministro, a tributação sobre os combustíveis "não é saudável" para os Estados e precisa ser rediscutida. O Planalto se refere ao novo regime, em estudo por um grupo de trabalho, como "plano de transição", para ser ou não referendado pelo próximo presidente da República. Na prática, a ala política do governo, liderada por Moreira Franco, vem cobrando há tempos uma posição mais pragmática de Temer sobre a política de combustíveis. No diagnóstico do ministro, não basta reduzir em R$ 0,46 o litro do óleo diesel nem congelar o preço do produto por 60 dias para atender os caminhoneiros. A percepção interna é de que o governo precisa assumir um programa de maior envergadura para mostrar que não está de braços cruzados diante da crise. Há, no entanto, dúvidas sobre o modelo a seguir, principalmente na área econômica.

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Walmart vende fatia majoritária dos negócios no Brasil
Data: 04/06/2018

A empresa de investimentos Advent Internacional terá participação de 80% na rede varejista em território brasileiro; valor do negócio não foi divulgado

O Walmart informou nesta segunda-feira (4) que a empresa de private equity (investimentos em negócios já estabelecidos) Advent Internacional vai adquirir o controle das operações do Walmart no Brasil, no terceiro grande negócio do varejista desde abril para remodelar suas operações no exterior. A Advent terá uma participação de 80% no Walmart Brasil e a varejista manterá os 20% restantes, disse o Walmart sem divulgar o valor da transação. Como resultado da transação, o Walmart espera registrar uma perda líquida não caixa de cerca de US$ 4,5 bilhões (cerca de R$ 16,8 milhões) como um item especial no segundo trimestre. A varejista tem reformulado seus negócios internacionais voltando o foco para investimentos em mercados em crescimento, como China e Índia. Recentemente, a empresa vendeu uma fatia majoritária no negócio britânico ASDA para a J Sainsbury e pagou US$ 16 bilhões por uma participação majoritária na empresa de comércio eletrônico da Índia Flipkart. O Walmart está tentando alcançar os concorrentes que vão desde a supermercadista Aldi Inc até a Amazon.com Inc nos principais mercados internacionais. Os negócios internacionais de baixo desempenho do varejista representaram menos de um quarto da receita total de US$ 500,3 bilhões no ano fiscal de 2018. O Walmart vinha buscando compradores para o seu negócio no Brasil. A Reuters informou em janeiro que o Walmart estava oferecendo sua unidade no país para empresas de private equity como Advent e outras. PublicidadeFechar anúncio Em março, a Reuters informou que, no processo de due diligence, potenciais compradores estimaram que o Walmart deve até US$ 3 bilhões em impostos a governos estaduais no Brasil, potencialmente somando-se à pressão por um desconto na venda. O Walmart entrou no Brasil em 1995 e cresceu para se tornar o terceiro maior varejista do país após duas aquisições em 2004 e 2005 e um período de rápida expansão de lojas que foi paralisado em 2013. Atualmente, a empresa opera 471 lojas no Brasil, segundo seu site local. A unidade brasileira da varejista reportou receitas de quase R$ 30 bilhões em 2016. O Walmart reportou prejuízo operacional no Brasil por sete anos seguidos, após uma expansão agressiva de uma década deixar a empresa com locações fracas, operações ineficientes, problemas trabalhistas e preços não competitivos. Uma das pessoas com conhecimento do assunto disse que as operações do Walmart no Brasil não melhoraram ao longo dos últimos dois anos, o que coincidiu com a pior recessão do país em décadas. A transação está sujeita a aprovação regulatória e a varejista espera concluir o negócio ainda este ano. Uma parcela significativa do prejuízo líquido será devido a perdas com conversão cambial e o prejuízo final pode flutuar de forma significativa devido a mudanças em taxas de câmbio até a data de conclusão da operação, disse a empresa.

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Governo considera aumentar impostos para bancar diesel
Data: 28/05/2018

Ministro da Fazenda admitiu que reoneração da folha de pagamento não é suficiente para compensar redução de tributos sobre combustível

A área econômica do governo vai aguardar a aprovação do projeto de reoneração da folha de pagamento de 28 setores, pendente no Congresso, para discutir como vai arcar com a isenção da Cide e a redução do PIS/Cofins sobre o preço do diesel — que gera um desconto de R$ 0,16 por litro. O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, admitiu nesta segunda-feira (28) a possibilidade de aumento de impostos. "Quando o Congresso aprovar a reoneração, nós teremos condições de dizer no detalhe qual é o valor relacionado à reoneração, depois de o projeto ser sancionado pelo presidente da República, e vamos mostrar quanto é que falta de recurso para compensar os R$ 4 bilhões menos o valor da reoneração. As medidas que nós estamos colocando aqui podem ser majoração de impostos, podem ser eliminação de benefícios hoje existentes", afirmou. O abatimento de R$ 0,16 por litro de diesel custará R$ 4 bilhões até o fim do ano, segundo estimativas da equipe econômica. "A lei não permite compensar isso [Cide e PIS/Cofins] com corte de despesa", disse Guardia. A reoneração da folha era vista como uma saída, mas o projeto deverá gerar em torno de R$ 3 bilhões — e ainda há um período de carência até começar a entrar em vigor. "Precisamos de medidas complementares para viabilizar a redução de R$ 0,16 porque a reoneração da folha é insuficiente", acrescentou o ministro" Além dos R$ 0,16 de isenção de impostos sobre o preço do diesel, o governo se comprometeu a criar um programa de subvenção que vai acrescentar R$ 0,30 de desconto sobre o valor do combustível na refinaria, ao custo de R$ 9,5 bilhões até o fim do ano. Para conseguir esses recursos, será preciso usar completamente a margem que a União tinha no orçamento deste ano, de R$ 5,7 bilhões, e fazer cortes em áreas ainda não determinadas na ordem de R$ 3,8 bilhões. O presidente Michel Temer anunciou, na noite de domingo (27), um adicional nas propostas que o governo já havia feito na semana passada com objetivo de acabar com a paralisação de caminhoneiros. Apesar disso, 23 Estados e o Distrito Federal ainda registravam atos em rodovias na manhã desta segunda-feira.

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Hospitais particulares alertam para o risco de desabastecimento
Data: 28/05/2018

Bloqueio das estradas prejudica o transporte de insumos hospitalares, o que afeta cirurgias, pacientes internados em UTI e atendimentos de emergência

A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) fez uma carta neste domingo (27), e alertou para os problemas da atual situação de distribuição de insumos nos hospitais em todo o País por causa da greve dos caminhoneiros. Segundo a entidade, que representa 107 hospitais associados, o bloqueio das estradas já prejudica o transporte de insumos hospitalares, o que afeta cirurgias, pacientes internados em UTI e atendimentos de emergência. De acordo com a associação, alguns hospitais particulares do Brasil têm cancelado cirurgias eletivas (não emergenciais) para que se possa garantir os atendimentos de urgência e emergência. A nota chama a atenção também para a alimentação dos pacientes que já precisa de adaptações por problemas na distribuição de alimentos frescos, além da coleta de lixo hospitalar que já está afetada, causando problemas na estocagem de lixo nos hospitais. A carta da associação é assinada por hospitais de referência, como o Oswaldo Cruz, Hospital BP (Beneficência Portuguesa), Sírio-Libanês e o Israelita Albert Einstein. Segundo a Anahp, a partir desta semana, os hospitais não conseguirão mais garantir o acesso e a continuidade do cuidado dos pacientes que necessitarem de tratamento, se nenhuma medida imediata for adotada. Prontos-socorros correm o risco de fecharem as portas. A Secretaria Municipal de Saúde em SP (SMS) informou que serão adiadas as cirurgias eletivas marcadas para esta segunda-feira nos hospitais municipais de São Paulo, diante da necessidade de reservas de insumos para os atendimentos de urgência e emergência. Segundo a pasta, todos os pacientes com procedimentos agendados serão avisados e terão as cirurgias remarcadas. Também serão suspensas a remoção de pacientes para exames eletivos e os exames de rotina nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). PublicidadeFechar anúncio Além disso, os hospitais municipais têm oxigênio até esta segunda-feira e o combustível para o transporte de medicamentos está garantido até quarta-feira (30). Em Presidente Prudente (SP), as cirurgias sem emergência estão suspensas. O hospital também cancelou o atendimento não-prioritário no Pronto Socorro e, em nota, pede que a população que só procure o PS "nos casos de extrema necessidade". Medicamentos e insumos estão quase no fim. Ou no "estoque do limite mínimo", segundo a nota. Medicamentos também começam a rarear na Santa Casa de Dracena, a maior cidade da Alta Paulista. O hospital, no entanto, ainda não suspendeu o atendimento de urgência no Pronto Socorro. Sem combustível, a Santa Casa não poderá transferir pacientes graves para Presidente Prudente. O atendimento em serviços públicos de saúde em Brasília está restrito a procedimentos de urgência e emergência. A medida teve início no fim de semana e deverá ser reavaliada nesta segunda-feira, numa reunião marcada para esta tarde. Todos os postos de saúde estão fechados, consultas ambulatoriais vacinação e outros procedimentos simples, além de cirurgias agendadas, terão de ser remarcadas. Profissionais de saúde que atendiam nestes serviços foram realocados para hospitais, para reforçar o atendimento de emergência. De acordo com a Secretaria de Saúde do Governo do Distrito Federal, há medicamentos e outros materiais suficientes para atendimento de pacientes. Ambulâncias também estão abastecidas e os veículos têm prioridade no abastecimento em postos conveniados.

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CNI diz que tabelamento de frete é 'grande retrocesso'
Data: 28/05/2018

O empresariado não ficou satisfeito com a medida provisória do governo de Michel Temer: 'infringe a livre iniciativa'

O empresariado não ficou satisfeito com a decisão do governo de Michel Temer de tabelar os preços de frete. Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a edição da Medida Provisória 832/2018 é "um grande retrocesso". A MP fixa valores mínimos de frete para o transporte rodoviário de carga e foi publicada no domingo junto com outras duas dentro do novo pacote de ações do governo federal para atender à categoria dos caminhoneiros, em greve há oito dias por todo o País. A CNI alega que "a fixação de preços mínimos infringe o princípio da livre-iniciativa e é ineficaz", além de não corrigir o problema de excesso de oferta de caminhões no mercado. A entidade defende ainda a ideia de que o tabelamento do frete inevitavelmente levará ao aumento geral de preços para a população brasileira, em função da alta dependência rodoviária do País. "Além disso, de acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), há um elevado risco de que a fixação de preços mínimos resultará na cartelização do setor, com consequências danosas para toda a economia", cita. Apenas a retomada do crescimento será capaz de reverter o atual quadro do setor de transporte de carga rodoviária, defende a entidade empresarial, que ainda classifica as ações do governo como "soluções paliativas e de baixa efetividade". Para a entidade, o Brasil deveria mesmo é enfrentar a questão tributária, para reduzir a alta carga de impostos que penaliza o setor produtivo e o cidadão. Na nota, a CNI ainda critica o movimento. A entidade considera que não é "admissível" que a paralisação de caminhoneiros mantenha o País refém. "É fundamental que a Presidência da República, o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público e a Procuradoria-Geral da República, os governos estaduais e demais órgãos públicos se empenhem ao máximo para encontrar solução para essa grave crise, possibilitando que o País volte o mais breve possível à ordem e à normalidade". Frete A MP 832/2018 institui a Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Segundo o texto, o governo publicará duas vezes por ano uma nova tabela de preço mínimo de frete por quilômetro de acordo com o tipo de mercadoria transportado - carga geral, a granel, frigorificada, perigosa e neogranel. A primeira tabela será publicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em até cinco dias e valerá até o dia 20 de janeiro de 2019. Se o governo atrasar a publicação do reajuste do preço mínimo, a tabela anterior será corrigida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ou por outro índice de preços. As outras duas medidas publicadas também atendem a reivindicações dos caminhoneiros. Uma delas determina que 30% dos fretes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sejam feitos por caminhoneiros autônomos, que serão contratados por meio de cooperativas, entidades sindicais ou associações. A outra prevê isenção de cobrança de pedágio para eixo suspenso de caminhões vazios, em rodovias federais, estaduais e municipais, inclusive as que foram concedidas à iniciativa privada.

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Brasil precisa dobrar investimento por 25 anos para ter infraestrutura de transporte com ‘mínimo de qualidade’
Data: 25/05/2018

Estudo divulgado nesta sexta mostra que volume de recursos direcionados ao setor precisaria saltar de 2% para 4% do PIB para que Brasil tenha serviço comparável ao de vizinhos e de outros emergentes

O brasileiro paga caro por energia elétrica, por uma banda larga de baixa qualidade, tem acesso precário a saneamento e um sistema de transportes insuficiente para conectar um território de dimensões continentais. A deficiência de infraestrutura básica no país é tão grave que, mesmo que se investisse o dobro do volume de recursos destinados a esses setores nos últimos 15 anos, seriam necessários mais 25 anos para que os serviços tivessem um 'mínimo de qualidade'. O cálculo, feito pela consultoria Oliver Wyman e parte de um estudo divulgado nesta sexta-feira (25), compara o Brasil com seus vizinhos na América Latina e com seus pares emergentes, como Índia e China. Para ter um padrão de serviços básicos semelhante ao desses países, o investimento precisaria saltar da média anual de 2% do PIB (Produto Interno Bruto) registrada entre 2001 e 2016 para 4% do PIB por um quarto de século. No caso dos transportes, a conta inclui a necessidade de investimentos em ferrovias, um caminho para reduzir a dependência do país de rodovias e de diminuir sua vulnerabilidade em momentos como o atual, quando a categoria dos caminhoneiros decide entrar em greve. Dos quatro setores avaliados pelo estudo — transporte, saneamento, energia e telecomunicações —, o primeiro está em pior situação. Hoje, o montante de recursos que o país tem investido (o "estoque de capital") em infraestrutura nessa categoria chega a 12% do PIB, menos da metade do que precisaria, 26% — o pior deficit registrado pelo levantamento. "Nós fizemos uma opção pelo modal rodoviário, o mais caro de todos, que demanda alto investimento inicial e tem alto custo de manutenção", critica Ana Carla Abrão, sócia da consultoria no Brasil e ex-secretária de Fazenda do Estado de Goiás. A economista lembra que há uma série de obras importantes de ferrovias paradas, com o exemplo emblemático da Norte-Sul, que há mais de 30 anos foi pensada como um eixo de interligação das principais malhas ferroviárias das cinco regiões do Brasil e que nunca foi concluída. As obras do primeiro trecho, entre as cidades maranhenses de Açailândia e Porto Franco, começaram em 1987, no governo Sarney, e foram concluídas apenas nove anos depois, em 1996, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Com outras inaugurações esparsas nos anos 2000, a ferrovia atingiu pouco mais de 1.500 mil km, um terço do projeto inicial. "Existem iniciativas (para diversificar a matriz de transportes), mas elas esbarram nos mesmos problemas que dificultam o avanço da infraestrutura como um todo", ela afirma. Quando comparado com Estados Unidos e China, países de tamanho similar, o resultado revela uma drástica situação. Os EUA têm cerca de 200 vezes mais estradas pavimentadas do que o Brasil e a rede ferroviária brasileira tem apenas 10% do tamanho da dos dois países. Por que o país investe pouco em infraestrutura? De um lado, falta planejamento do Estado. De outro, o ambiente regulatório frágil gera uma série de inseguranças jurídicas para as empresas e criam riscos excessivos que acabam afastando o setor privado. No primeiro caso, o estudo faz uma retrospectiva dos últimos dez anos dos grandes programas voltados para infraestrutura. Entre os PAC (Programas de Aceleração do Crescimento) 1 e 2, o Programa de Investimento em Logística (PIL) 1 e 2 e o Crescer — este último criado na gestão Temer —, os resultados ficaram muito longe do prometido. De forma geral, ressalta Ana Carla, esse é um ciclo que se repete a cada quatro ou oito anos no Brasil porque os programas têm baixa priorização — tentam atuar em muitas frentes ao mesmo tempo, quando deveriam focar nos problemas mais urgentes —, alteraram suas prioridades ao longo do tempo e dificilmente têm continuidade. — O Estado brasileiro perdeu capacidade de fazer planejamento de longo prazo. No campo privado, os riscos envolvidos nos projetos de infraestrutura — que em geral envolvem um volume grande de recursos e têm longo prazo de maturidade — criam um desincentivo às empresas que poderiam se envolver nos projetos. As agências reguladoras, por exemplo, não raro são chefiadas por indicações políticas, e não por quadros técnicos — e podem ser mais suscetíveis, portanto, a pressões de grupos organizados. A etapa de licenciamento ambiental, por sua vez, envolve órgãos federais, estaduais e municipais. Cada um deles define condicionantes para a execução dos projetos, mas, como a lei não determina exatamente o que está dentro do mandato de cada uma, muitas vezes órgãos distintos — e com poder de veto — se manifestam de forma diferente sobre o mesmo assunto. Para contornar essas falhas de mercado e atrair as empresas, os governos no decorrer dos últimos 30 anos lançaram mão de uma série de estímulos, como taxas de juros subsidiadas. Contudo, devido à situação precária das contas públicas, essa tem sido cada vez menos uma opção. Desde 2014, o governo gasta mais do que arrecada e os gastos com investimentos têm despencado gradativamente. O que dá para fazer? Para Ana Carla, um dos caminhos seria criar condições para que o setor privado possa participar mais dos projetos, melhorando o ambiente de negócios e as possibilidades de financiamento. No contexto regulatório, o levantamento destaca quatro pontos críticos: o modelo de contratação, o licenciamento socioambiental, o papel das agências reguladoras e a responsabilização civil dos servidores públicos, que são desincentivados a tomar decisões porque, em caso de problemas com a Justiça, muitas vezes o ônus recai sobre eles, e não sobre o governo. No primeiro e no último casos, a economista destaca que já há algumas iniciativas em curso, como a revisão da lei 8.666, de licitações e contratos, e, em relação à responsabilização dos servidores, a lei 13.665, promulgada neste ano. O estudo recomenda ainda diversificar os instrumentos financeiros voltados para a infraestrutura, com maior participação do mercado de capitais, para elevar o volume de recursos disponível para os projetos. Nesse universo estão incluídas as debêntures — que o governo tentou incentivar através do BNDES, mas que não decolaram —, e a securitização de fluxo de caixa — a emissão de títulos vinculados à receita dos projetos. BBC Brasil - Todos os direitos reservados - É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC

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PF vai investigar possibilidade de locaute em greve de caminhoneiros
Data: 25/05/2018

Locaute é caracterizado quando empresários de um setor contribuem, incentivam ou orientam a paralisação de seus empregados

A Polícia Federal vai investigar a possibilidade de locaute na paralisação dos caminhoneiros, que entrou nesta sexta-feira (25) no quinto dia, apesar do acordo firmado na noite de quinta-feira. Mesmo com a câmara de compensação proposta pelo governo, que manterá, por meio de subvenções bancadas pelo Tesouro, o preço do diesel estável para os distribuidores, o que se constata nesta sexta é a ampliação dos pontos de retenção das estradas e não a redução do movimento, como esperava o governo. Locaute é caracterizado quando empresários de um setor contribuem, incentivam ou orientam a paralisação de seus empregados. Ou seja, é uma greve liderada pelos patrões, com o intuito de obter benefícios para o setor, o que é proibido por lei. Segundo o jornal "O Estado de S. Paulo" apurou, a avaliação do próprio governo é de que o Planalto subestimou a proporção que a mobilização poderia tomar, um erro do sistema de inteligência, que é comandado pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Interlocutores diretos do presidente comentaram que, como esta não era a primeira greve de caminhoneiros nos últimos tempos — e em todas elas, o movimento arrefecia ao final de alguns dias —, a avaliação era de que não haveria dificuldade em chegar a um acordo rapidamente. A possibilidade de locaute começou a ser pensada na terça-feira (22), quando a paralisação ganhou dimensão nacional. O quadro foi agravado a partir da quarta-feira (23). Embora o governo reconheça que há, sim, uma mobilização fortíssima dos caminhoneiros autônomos, que representam mais da metade dos trabalhadores da área, acredita também que a paralisação só chegou ao ponto em que está por ter apoio do empresariado. O governo reconhece que a gravidade da situação subiu alguns andares neste momento e a tensão aumenta no Planalto. No domingo passado, quando foram realizadas as primeiras reuniões com o presidente Michel Temer, no Palácio do Jaburu, nem ele nem seus ministros imaginavam que a situação pudesse chegar onde chegou, com tendência de agravamento ainda maior, sem precedentes no País. Por enquanto, todos no governo estão cautelosos e falam apenas em "indícios", "possibilidades" e não querem fazer acusações diretas. Sabem que também é grande a mobilização dos caminhoneiros autônomos. E já há outros segmentos aderindo aos protestos, por conta do preço da gasolina. Mas, segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, o governo está convencido de que o dedo dos patrões levou o movimento a este ponto e isso mudou o perfil da greve, que começa a dar sinais de que pode ficar fora de controle. É crescente o problema de desabastecimento no País. O fato de os pontos de paralisação terem aumentado após o anúncio do acordo na noite de quinta, sinaliza, segundo fontes do Planalto, que o movimento acredita continuar contando com apoio da população e que conta com a adesão de outras categorias nos protestos, como taxistas, motoristas de aplicativo e motoboys. Por isso também aumenta a preocupação, no interior do governo. O temor é que o problema saia do controle se houver adesão explícita de outro segmento da população, já que também há uma insatisfação enorme com os reajustes diários dos demais combustíveis. Por enquanto, embora todos estejam assustados com a persistência e crescimento dos problemas com a manutenção e aumento da paralisação, o governo evita falar em outras medidas para desobstrução de pistas porque não tem como obrigar os motoristas a trafegarem nas estradas e abastecerem supermercados e postos de gasolina, por exemplo, que já sofrem com a falta de produtos.

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Caixas eletrônicos podem ficar sem dinheiro no fim de semana
Data: 25/05/2018

Transportadoras de valores afirmam em carta aos bancos que trabalham com estoque limitado de combustível

As transportadoras de valores poderão não ter combustível nos próximos dias para abastecer caixas eletrônicos com dinheiro, caso a paralisação de caminhoneiros continue. O alerta está em uma carta enviada pela ABTV (Associação Brasileira das Empresas de Transporte de Valores) à Febraban (Federação Brasileira de Bancos). No documento, as empresas afirmam ter adotado planos de contingência diante da paralisação, mas que as "medidas são limitadas - posto que os estoques emergenciais de combustíveis das empresas é limitado a apenas alguns dias – e podem não ser suficientes para enfrentar a continuidade do desabastecimento e impedimento de circulação de veículos em estradas e rodovias, circunstâncias essas que poderão prejudicar ainda mais a execução dos serviços de transporte de valores, ou mesmo inviabilizá-los, temporariamente". A TecBan, empresa responsável pelos caixas da rede Banco24Horas, afirmou que as transportadoras têm combustível apenas para este fim de semana. "O risco de desabastecimento de caixas eletrônicos por conta da greve dos caminhoneiros existe apenas se faltar combustível para os carros-fortes. Os fornecedores de combustível que atendem as transportadoras de valores informaram que os estoques duram até domingo", disse em nota.

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Maia também quer cortar PIS/Cofins para baixar preço do diesel
Data: 23/05/2018

Governo federal anunciou na terça que irá zera a Cide sobre o diesel. Redução do PIS/Cofins será incluída em projeto sobre reoneração da folha

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou na noite de terça-feira (22) que também planeja reduzir o PIS/Cofins para o óleo diesel até o fim do ano. A declaração foi feita após o governo federal anunciar que vai zerar a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre o diesel, com o objetivo de reduzir o preço do combustível, cuja alta vem motivando protestos de caminhoneiros desde segunda-feira (21). Apesar dos planos do governo e do presidente da Câmara, o cancelamento da Cide e a redução do PIS/Cofins dependem da aprovação, pelo Congresso, da reoneração da folha de pagamento, o que não tem prazo para ocorrer. Maia afirmou ontem que planeja votar o texto na próxima terça-feira (29), já com a inclusão da redução de PIS/Cofins. O projeto de lei ainda precisará passar pelo Senado. "Na terça feira de manhã, a gente vai votar reoneração, incluindo redução do PIS-Cofins, pelo menos para o diesel. O que a gente espera é que não apenas o PIS/Cofins, mas a Cide seja zerada como já está prometido, e nós vamos incluir o PIS/Cofins no texto da reoneração porque entendemos que o impacto para o contribuinte, para o caminhoneiro, precisa ser maior do que apenas zerar a Cide combustível", disse Maia a repórteres ao deixar a Câmara. O presidente da Câmara não detalhou de quanto seria a redução. Apesar das medidas anunciadas, a paralisação dos caminhoneiros entrou no terceiro dia nesta quarta-feira, ameaçando o abastecimento de combustíveis em postos e aeroportos, afetando a circulação de transporte coletivo e levando até mesmo a reguladora do setor de petróleo, a ANP (Agência Nacional do Petróleo), a flexibilizar a mistura de biodiesel para grandes consumidores no Rio de Janeiro. Segundo Maia, inicialmente a redução de PIS/Cofins será apenas sobre o óleo diesel, mas há uma intenção de estender a medida para a gasolina. De acordo com o presidente da Câmara, essa possibilidade será tratada nas discussões da medida provisória que extinguiu o fundo soberano. "Queremos ampliar para gasolina, mas temos que fazer as contas antes para não errar. A gente não quer fazer nada de forma irresponsável", afirmou. A redução de PIS/Cofins era uma demanda da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes), que representa mais de 40 mil postos no Brasil. De acordo com Paulo Miranda Soares, presidente da Fecombustíveis, o setor defende que os valores do PIS/Cofins voltem ao que eram antes de uma forte elevação em meados do ano passado. Naquela oportunidade, em busca de melhorar suas contas, o governo subiu de 0,3816 real para 0,7925 real/litro o tributo sobre a gasolina e de 0,2480 real para 0,4615 real a taxa sobre o litro do diesel. A paralisação dos caminhoneiros, iniciada na segunda-feira, provocou transtornos e prejuízos na produção de carnes de aves e suína e de automóveis no país, de acordo com empresas. Para o governo, os impactos são pontuais, mas já afetam liberação de cargas de querosene de aviação, por exemplo. Copyright Thomson Reuters 2018

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Petrobras reduz preço da gasolina e do diesel pelo 2º dia consecutivo
Data: 23/05/2018

A partir de amanhã, gasolina cairá 0,62% e custará R$ 2,0306 o litro na refinaria; diesel terá redução de 1,15% e passará a custar R$ 2,3083

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (23), pelo segundo dia consecutivo, redução nos preços da gasolina e do diesel em suas refinarias. A partir de amanhã, o preço da gasolina cairá 0,62% e custará R$ 2,0306 o litro. O preço do diesel terá redução de 1,15% e passará a custar R$ 2,3083, de acordo com a estatal. Em dois dias, as quedas acumuladas chegam a 2,69% para a gasolina e a 2,67% para o diesel. Apesar disso, a gasolina acumula altas de 12,95%, em maio, e de 16,76% em um mês. O diesel soma aumentos de 9,34%, em maio, e de 15,16% em um mês. O alto valor do preço do combustível é o principal motivo para a manifestação nacional dos caminhoneiros, que começou no final da noite de domingo (20).

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/petrobras-reduz-preco-da-gasolina-e-do-diesel-pelo-2-dia-consecutivo-23052018

Prévia da inflação sobe 0,14% em maio, revela IBGE
Data: 23/05/2018

IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) teve menor variação para o mês, informou nesta quarta-feira o instituto

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou alta de 0,14% em maio, após ter avançado 0,21% em abril, informou na manhã desta quarta-feira (23) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Foi a menor variação do IPCA-15 para meses de maio desde 2000, quando o índice registrou alta de 0,09%. O resultado ficou abaixo do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast. Pela pesquisa, as previsões iam de alta de 0,20% a 0,47%, com mediana de 0,27%. Com o resultado agora anunciado, o IPCA-15 acumulou um aumento de 1,23% no ano. Segundo o IBGE, é a menor variação no acumulado de janeiro a maio desde a implantação do Plano Real, em 1994. Nos 12 meses encerrados em maio, o indicador ficou em 2,70%, igualmente abaixo do piso das projeções, que iam de 2,76% a 3 04%, com mediana e média de 2,83%. Em maio do ano passado, o IPCA-15 tinha sido de 0,24%. O preço da gasolina avançou 0,81% no IPCA-15 de maio, mas o movimento foi compensado pela deflação de 5,17% do etanol. Com a deflação do etanol, o grupo Transportes registrou deflação de 0,35% no IPCA-15 de maio, maior impacto negativo no índice, com 0,06 ponto porcentual. A deflação de 14,94% nas passagens aéreas também contribuiu para o desempenho do grupo Transportes. O grupo Alimentação e Bebidas registrou deflação de 0,05%. Segundo o IBGE, a queda do grupo foi influenciada, principalmente, pelo subgrupo "alimentação fora", que teve deflação de 0,28%. Na região metropolitana de São Paulo, a deflação da alimentação fora de casa foi de 0,86% no IPCA-15 de maio. Por sua vez, o grupamento dos "alimentos no domicílio" registrou alta de 0,09% após a queda de 0,05% de abril. Os itens que tiveram destaque de alta foram cebola (35,68%), hortaliças (6 10%), feijão-carioca (3,75%) e leite longa vida (4,44%). No outro sentido, ficaram mais baratos os seguintes itens: açúcar cristal (-3,90%), pescados (-3,51%), frango inteiro (-1,60%), arroz (-1,35%) e frutas (-0,97%).

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/previa-da-inflacao-sobe-014-em-maio-revela-ibge-23052018

Brasil recebe na quinta certificado de país livre da febre aftosa
Data: 21/05/2018

Governo brasileiro espera que certificado internacional amplie novos mercados de exportação da carne nacional

Enquanto trava dura batalha com os europeus, que restringiram as importações de frango e pescados, o Brasil recebe na quinta-feira (24) certificado de país livre da febre aftosa, concedido pela OIE (Organização Mundial de Saúde Animal), com sede em Paris. A aftosa é uma doença que ataca bovinos e outros animais de casco bipartido. Seu controle facilita a abertura de mercados para exportação. "O novo status sanitário concedido por esta renomada organização representa o reconhecimento da vitória de uma longa e dura trajetória de muita dedicação de pecuaristas e do setor veterinário oficial brasileiro", disse o ministro da Agricultura Blairo Maggi, em discurso neste domingo (20) na cerimônia de abertura da 86ª assembleia da OIE. O certificado atestará que a febre aftosa está controlada em todo o território brasileiro, por meio da aplicação de vacinas. "Nosso novo grande desafio será enfrentar a etapa final do processo de erradicação da doença em nosso País e na América do Sul, ampliar nossas zonas livres sem vacinação e, em especial no Brasil, alcançar a condição de país livre da febre aftosa sem vacinação", afirmou o ministro. Para chegar a essa condição, reconheceu Maggi, é preciso avançar na prevenção, vigilância e resposta a emergências que venham a ocorrer. "Serão necessários muito mais investimentos no serviço veterinário". Maggi esteve na semana passada na China e iniciou conversas para vender outros produtos de origem bovina, como carne termicamente processada, cuja venda só será possível por causa do certificado a ser emitido pela OIE. Em reunião com a área da aduana que trata de controle sanitário, foi tratada a exportação de miúdos e carne com osso, além de outros itens como arroz, frutas e lácteos. Uma missão técnica chinesa virá ao Brasil no fim de maio ou início de junho para vistoriar frigoríficos. A expectativa é que até 84 plantas sejam autorizadas a exportar para aquele país. Além disso, na semana passada o governo da Coreia do Sul anunciou que começará a importar carne suína do Brasil, um mercado potencial de US$ 1,5 bilhão. PublicidadeFechar anúncio Segundo Maggi, a pecuária representou Valor Bruto da Produção de R$ 175 bilhões em 2017. As exportações do complexo carne aumentaram 8,9%, somando US$ 15,5 bilhões. Restrições Por outro lado, o controle brasileiro sobre a produção de proteína animal têm sido duramente questionado pela Europa. Na semana passada, a União Europeia bloqueou a compra de frango de 20 frigoríficos locais por suspeita de uso de laudos sanitários falsos. Também informou que vai descredenciar as plantas exportadoras de peixe. Nesse caso, porque as embarcações não atendem padrões exigidos pelo bloco. "Isso não é implicância da UE", disse o consultor Pedro de Camargo Neto, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira. "O problema é a lentidão do Brasil em mostrar sua sanidade." Ele observou que a operação Carne Fraca já tem mais de um ano, mas o País segue com fragilidades no controle sanitário. Por causa disso, os EUA fecharam seu mercado à carne bovina in natura e até hoje não retomaram suas importações.

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Dólar cai e volta a rondar R$ 3,70 com intervenção do Banco Central
Data: 21/05/2018

O Banco Central triplicou a oferta de dólares no mercado futuro, vendendo 15 mil contratos, em vez dos tradicionais 5.000

O dólar tinha forte queda nesta segunda-feira (21) e voltava a rondar o patamar de R$ 3,70 após o Banco Central reforçar ainda mais a intervenção no mercado de câmbio e avisar que poderia ampliar o movimento, em meio ao cenário externo de pressão no câmbio. Nos seis pregões anteriores, o dólar subiu e acumulou valorização de 5,44%, chegando próximo do patamar de R$ 3,80. Às 10:28, o dólar caía 1,07%, a R$ 3,6997. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 1%. "O BC, que foi bastante criticado na semana passada, mostrou as caras para tentar conter a volatilidade do dólar", trouxe a Correparti Corretora em relatório. Na noite de sexta-feira, após o fechamento dos mercados, o BC reforçou, pela segunda semana consecutiva, a atuação no mercado de câmbio, triplicando a oferta de novos swaps cambiais e frisou que sua atuação no câmbio era separada da política monetária. E acrescentou que reservava o "direito de realizar atuações discricionárias, caso seja necessário". Na semana passada, o BC vendeu por dia apenas 5.000 novos swaps — equivalentes à venda futura de dólares. Nesta sessão, então, a autoridade monetária já vendeu a oferta total de até 15 mil novos swaps, totalizando 2 bilhões de dólares em novos contratos. O BC também informou que manteria o leilão diário até 4.225 mil swaps para rolagem do vencimento de junho, no total de 5,650 bilhões de dólares. Se mantiver e vender esse volume até o final do mês, terá rolado integralmente os contratos que vencem no mês que vem. "O BC deixou novas ofertas em suspenso, o que faz o mercado acalmar um pouco", comentou o operador de uma corretora local ao ponderar, no entanto, que ainda era cedo para afirmar que a maior atuação terá o efeito desejado. Desde abril até o pregão passado, a moeda norte-americana já subiu quase R$ 0,45, ou pouco mais de 13% frente ao real, em meio à percepção de que os juros nos Estados Unidos podem subir mais intensamente do que o inicialmente previsto. Taxas elevadas na maior economia do mundo têm potencial de atrair recursos aplicados hoje em outros mercados, como o brasileiro, considerados de maior risco. No exterior, o dólar subia para a máxima de cinco meses contra uma cesta de moedas nesta sessão, depois que maior alívio de uma guerra comercial entre China e Estados Unidos levou investidores a reduzirem suas posições vendidas — quando apostam na queda da divisa — em relação ao dólar.

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Petrobras anuncia novo aumento de diesel e gasolina nas refinarias
Data: 21/05/2018

Gasolina passará a custar R$ 2,0867 enquanto óleo diesel sobe para R$ 2,3716. Repasse nas bombas depende dos empresários

Os preços do diesel e da gasolina voltam a subir nas refinarias a partir desta terça-feira (22). Segundo informações da Petrobras, a gasolina subirá 0,9% e o diesel 0,97%. Com a alta, o preço da gasolina passará a custar R$ 2,0867, enquanto o do óleo diesel sobe para R$ 2,3716. Este é o 11º aumento do preço da gasolina nos últimos 17 dias. A exceção ocorreu entre os dias 12 e 15 deste mês, quando a estatal interrompeu a sequência de altas ao manter o preço da gasolina em R$ 1,9330, e entre os dias 19 e 21 quando os preços passaram para R$ 2,0680. Ao longo do mês de maio, o preço da gasolina subiu 16,07%. produto iniciou o mês custando R$ 2,0877 na porta das refinarias, sem a incidência de impostos, e passará a valer a partir da meia-noite de hoje R$ 2,0867, contra os R$ 2,0680 que vigora desde o último aumento, no sábado (19). Já o óleo diesel, que aumentará 0,97%, acumula alta de 12,3% desde o dia 1º de maio. Com o último aumento, o preço do produto passará de R$ 2,3488 (preço que passou a valer também no último sábado) para R$ 2,3716. É o sétimo aumento consecutivo do produto. A Petrobras rebate as criticas às altas constantes dos derivados a atribui as elevações de preços às oscilações do preço do barril do petróleo no mercado externo. Segundo a estatal, “os combustíveis derivados de petróleo são commodities e têm seus preços atrelados aos mercados internacionais, cujas cotações variam diariamente, para cima e para baixo”. Segundo a companhia, a variação dos preços nas refinarias e terminais é importante para que a empresa possa competir de forma eficiente no mercado brasileiro.

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Quase oito milhões de brasileiros não sacaram o PIS/Pasep
Data: 18/05/2018

Mais de 7 milhões são pessoas com mais de 60 anos. Cerca de R$ 16 bilhões estão disponíveis para os cotistas nas agências do Banco do Brasil e a da Caixa

Quase oito milhões de brasileiros ainda não sacaram o PIS/Pasep a que têm direito. Desses, 7,3 milhões são pessoas com mais de 60 anos. De acordo com o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, R$ 16 bilhões estão disponíveis para os cotistas nas agências do Banco do Brasil e a da Caixa Econômica Federal. Quem tem direito aos Pis/Pasep Tem direito ao benefício o trabalhador cadastrado no Fundo entre 1971 até 4 de outubro de 1988 e que ainda não retirou o saldo total de cotas na conta individual de participação, homens e mulheres com mais de 60 anos, pessoas com doenças graves ou deficiência, militares da reserva, aposentados e herdeiros de beneficiários aposentados. Como consultar O trabalhador deve consultar os sites www.caixa.gov.br/cotapis (iniciativa privada) e www.bb.com.br/pasep (servidor público) para saber se tem direito a cota dos Pis/Pasep Nas páginas é possível visualizar a data de início do pagamento e os canais disponíveis, além da melhor opção de pagamento. Herdeiros PublicidadeFechar anúncio Beneficiários - na condição de herdeiros - devem comparecer a qualquer agência da Caixa Econômica e do Banco Brasil portando o documento oficial de identificação e o documento que comprove a condição de herdeiro. Para o saque é preciso uma procuração particular, com firma reconhecida, ou por instrumento público que contenha o consentimento de poderes para a solicitação e retirada do benefício. Como é feito o pagamento No caso do PIS, os pagamentos de até R$ 1,5 mil podem ser realizados nos terminais de autoatendimento da Caixa. O trabalhador só precisa apresentar a Senha Cidadão. O saque de valores de até R$ 3 mil também pode ser feito nos terminais de autoatendimento, porém, além da Senha Cidadão, é preciso levar o Cartão Cidadão. Unidades lotéricas e Caixa Aqui são outras opções para a retirada do dinheiro. O trabalhador deve levar o Cartão Cidadão, Senha Cidadão e documento de identificação com foto. Acima de R$ 3 mil, o saque só pode ser feito na agência, mediante a apresentação de documento oficial de identificação de foto. Já para retirar o Pasep, o trabalho deve comparecer a uma agência do Banco do Brasil, com um documento de identificação oficial com foto. Quem tiver até R$ 2,5 mil para sacar, tem a opção de fazer uma transferência bancária para outras instituições financeiras, sem nenhum custo, pela internet ou pelos terminais de autoatendimento.

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Clientes do Banco Neon começam a receber hoje até R$ 250 mil
Data: 18/05/2018

Instituição teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central por violação de normas financeiras

O FGC (Fundo Garantidor de Crédito) inicia nesta sexta-feira (18) o pagamento a clientes do Banco Neon, afetados pela liquidação extrajudicial da instituição financeira. A garantia do fundo é de até R$ 250 mil. O pagamento ocorrerá até o dia 17 de setembro de 2018. “Após esse período, os credores remanescentes deverão solicitar o pagamento diretamente ao Banco Neon”, diz comunicado do FGC, publicado na internet. No último dia 4, o BC (Banco Central) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Neon. "A supervisão do Banco Central do Brasil constatou o comprometimento da situação econômico-financeira, bem como a existência de graves violações às normas legais e regulamentares que disciplinam a atividade da instituição", diz o BC, em nota. Segundo o BC, o Banco Neon, instituição financeira de pequeno porte, detinha 0,0038% dos ativos do sistema bancário e estava autorizado a operar como banco comercial. Possuia apenas uma agência, localizada em Belo Horizonte. Na época, o BC informou que a liquidação do banco não estava relacionada com a Neon Pagamentos, empresa de inovação no setor financeiro, que operava em parceria com o Banco Neon. O Banco Central esclareceu que as irregularidades encontradas no Banco Neon não estavam relacionadas com a abertura e movimentação de conta digital ou com a emissão de cartões pré-pagos, objeto de acordo operacional com a empresa Neon Pagamentos. Após a liquidação extrajudicial, a Neon Pagamentos fez uma parceira com o Banco Votoratim para continuar oferecendo os serviços. No comunicado, o FGC informa que os clientes da Neon Pagamentos com investimentos no produto Objetivos, correspondente à aplicação em CDBs (Certificados de Depósito Bancário) do Banco Neon, deverão acessar o aplicativo da fintech a partir destra sexta-feira e seguir as instruções para que seja efetuado o pagamento da garantia. As informações no aplicativo estarão disponíveis até o dia 18 de junho deste ano. Para os demais clientes do Banco Neon, o pagamento da garantia será feito por intermédio das agências do banco Bradesco. A lista de agências está disponível no site do FGC. “O pagamento será efetivado no município constante no cadastro do credor, existente na instituição em liquidação. Na hipótese de o município não ter agência Bradesco, o pagamento será efetivado na agência do município mais próximo”, informou o FGC. Para receber o dinheiro nas agências bancárias, os titulares dos créditos deverão apresentar documento de identidade (RG, CPF ou CNH) e cópia autenticada. O beneficiário da garantia poderá ainda designar procurador com poderes específicos para receber o pagamento da garantia pelo FGC. Para tanto, o procurador deverá apresentar e entregar instrumento público ou particular com firma reconhecida do outorgante, via original e cópia autenticada de documento de identidade do outorgante credor, e via original e cópia autenticada de documento de identidade do procurador. No caso de empresas, o representante legal deverá comparecer a uma das agências bancárias e apresentar vias originais e cópias autenticadas dos documentos da pessoa jurídica, o documento comprobatório dos poderes de representação, e o documento de identidade do representante legal. Caso o valor a receber exceda o montante de R$ 2 mil e o credor deseje receber a quantia em espécie, deverá fazer reserva do valor na agência pagadora com antecedência mínima de 48 horas. “Não será cobrado do credor qualquer tarifa decorrente da operação de pagamento”, destacou o FGC. Criado em 1995, o FGC é uma entidade privada que funciona como mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores. O fundo permite a recuperação dos depósitos ou dos créditos de até R$ 250 mil por correntista em caso de falência, insolvência ou liquidação extrajudicial. Também alertou que não autoriza ou credencia nenhum tipo de instituição ou empresa para intermediar qualquer tipo de negociação para recebimento do valor garantido pelo fundo, muito menos solicitando o pagamento de qualquer taxa ou o depósito de valores.

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Preço do frango cai 9% em um ano e deve ficar ainda mais barato
Data: 18/05/2018

Oferta do produto deve aumentar no curto prazo com embargo europeu a 20 frigoríficos brasileiros

Em queda desde o início de 2017, o preço do frango deve cair ainda mais no curto prazo no mercado nacional. O motivo é o embargo da União Europeia a 20 frigoríficos brasileiros, que desde quarta-feira (16) estão proibidos de vender cortes de frango ao bloco. Com a proibição, a oferta do produto será maior no mercado interno no curto prazo, o que vai reduzir o preço por aqui. "A solução imediata é que o mercado interno consuma [o excedente que seria vendido ao exterior], e com isso o preço cai ainda mais. É melhor reduzir a margem de lucro do que ter perda financeira", diz o economista Frederico Martini, professor do Ibmec-BH. O veto ao frango brasileiro começou em março de 2017, logo após a Polícia Federal deflagrar a primeira fase da operação Carne Fraca, que investiga fraudes no controle sanitário de frigoríficos brasileiros. Desde então as vendas para o mercado externo diminuíram, aumentando os estoques no Brasil e puxando os preços para baixo. "Isso também impacta outros tipos de carnes porque gera concorrência", avalia o economista Sandro Maskio, professor da Universidade Metodista de São Paulo. Nos últimos 12 meses (de maio de 2017 a abril de 2018), o frango inteiro ficou 9,27% mais barato, enquanto o frango em pedaços caiu 8,12%, de acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação brasileira calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No mesmo período, as carnes (que incluem porco, cordeiro e, principalmente, cortes bovinos) recuaram 3%. Os peixes caíram 1,52%. Em volume, as exportações de frango cresceram ininterruptamente entre 2005 e 2016, segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), quando atingiu 4,38 milhões de toneladas, mas caiu 1,4% em 2017, para 4,2 milhões de toneladas. Em resultados financeiros, as exportações de frango atingiram o pico entre 2011 e 2014, com média de US$ 8 bilhões vendidos em cada um dos anos. Em 2016, o montante exportado caiu para US$ 6,8 bilhões, recuperando 5,7% no ano passado, para US$ 7,236 bilhões em receitas. Ajuste do mercado A queda no preço do frango, contudo, não deve durar muito tempo. De acordo com o vice-presidente da ABPA e diretor de Mercados, Ricardo Santin, o embargo ao produto brasileiro vem causando efeitos mais fortes desde novembro, quando as empresas iniciaram ajustes na produção. Em outras palavras, isso significa reduzir o número de trabalhadores e diminuir a produção. "As empresas estão reduzindo suas produções pelo excesso de produto decorrente das exportações não realizadas e pela pressão do custo de produção, que se acentuou a partir de janeiro, agora em pico relevante, porque os custos de milho e farelo de soja se acentuaram bastante", afirma Santin. A gigante BRF (dona das marcas Sadia e Perdigão), que responde por 12 dos 20 frigoríficos que perderam o certificado de exportação para a Europa, já concedeu férias coletivas a cerca de 7.000 funcionários em plantas de Goiás, Paraná e Santa Catarina. Em nota, a BRF diz que está “realizando um estudo de sua produção” e que “avaliará as melhores alternativas para definir a sua produção futura”. A Aurora também anunciou férias coletivas para as próximas semanas em duas plantas de Santa Catarina, atingindo cerca de 2.500 trabalhadores. "Algumas medidas já foram tomadas e agora em maio começam os efeitos da adequação do mercado. Em junho deve estar equilibrado novamente, com alta de preços ou estabilização", prevê Santin. Martini, professor do Ibmec-BH, afirma que as vendas de frango para a Europa vêm diminuindo há uma década, o que já poderia ter levado os exportadores a diversificar o mercado. "O Brasil tem que aprender que a União Europeia é um bom mercado, mas tinha que desenvolver outros mercados. Faltou o dever de casa dos exportadores", opina. A União Europeia é o terceiro maior mercado do frango brasileiro, com 399 mil toneladas compradas em 2016. Na ponta estão Arábia Saudita (746,4 mil toneladas) e China (484,5 mil toneladas). Japão vem em quarto lugar, com 397 mil toneladas importadas do Brasil. Risco sanitário X Batalha comercial Desde o início da Carne Fraca, a União Europeia tornou mais rígida a fiscalização de produtos brasileiros que chegam ao bloco. Inspetores europeus vieram ao Brasil no ano passado e descobriram, conforme revelou o R7, diversas irregularidades nos frigoríficos autorizados para exportação, como a presença de um veterinário pago pela empresa na equipe do SIF (Serviço de Inspeção Federal) e o não cumprimento de exigências europeias. Para o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o embargo tem razões econômicas e se trata de uma guerra comercial com objetivo de proteger os produtores europeus. O governo federal anunciou que irá recorrer à OMC (Organização Mundial do Comércio) para reverter a decisão. Os produtores nacionais alegam o mesmo motivo. Para a BRF, “a decisão parece ter sido motivada pela proteção do mercado local e não por questões de saúde e qualidade”. Segundo Santin, os estudos para levar o caso à OMC já começaram. Governo e produtores brasileiros querem discutir o conceito de produto cozido e "in natura", porque isso diferencia a forma de fiscalização da Europa sobre o frango brasileiro. Como a carne brasileira tem acréscimo de 1,2% de sal, o produto é considerado cozido, e por isso a Europa não admite traços da salmonella, bactéria que é naturalmente encotrada nos animais e que é destruída após 15 segundos de cozimento ou fritura. Os produtores querem que esse tipo de produto não seja mais considerado cozido. A tolerância europeia é bem maior quando o produto é considerado "in natura", já que ele ainda passará por cozimento. O professor do Ibmec-BH concorda que se trata de uma "questão diplomática". — Nós brasileiros consumimos esse produto e ninguém fica contaminado.

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/preco-do-frango-cai-9-em-um-ano-e-deve-ficar-ainda-mais-barato-18052018

Ministro Beltrame exonera presidente do INSS
Data: 16/05/2018

Franciso Lopes teria assinado contrato R$ 8,8 milhões com empresa de informática e parecer do INSS aponta que programas não seriam necessários

O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, exonerou o presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Francisco Lopes. A exoneração será publicada no Diário Oficial da União. A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação do ministério. Francisco Lopes tomou posse na presidência do INSS no início de dezembro do ano passado. Antes, ele estava na assessoria da presidência da Dataprev, empresa pública que fornece soluções de tecnologia da informação e comunicação para o aprimoramento e execução das políticas sociais do governo. O ministro Beltrame tomou a decisão ao saber que Lopes assinou um contrato com empresa de informática que tem sede numa loja de venda de bebidas e depois de parecer técnico do INSS apontar que os programas de informática não seriam úteis para o instituto. O contrato no valor de R$ 8,8 milhões foi assinado em abril deste ano com a empresa RSX Informática Ltda para fornecer programas de computador e treinamento para o INSS. O órgão informou que cancelou o contrato por determinação de Francisco Lopes e foi pedida a abertura de diligências e procedimentos para esclarecer todos os fatos. O INSS não fez diligências para verificar as condições da RSX Informática antes de contratá-la. A assinatura do contrato foi divulgada pelo jornal O Globo, texto que motivou Beltrame a exonerar Lopes.

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/ministro-beltrame-exonera-presidente-do-inss-16052018

Dólar sobe e vai a R$3,67 de olho no cenário externo
Data: 16/05/2018

O dólar mantinha nesta quarta-feira a trajetória de alta dos últimos dias ante o real acompanhando o cenário externo, com os investidores em busca de mais pistas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos já que altas adicionais influenciam o fluxo

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar mantinha nesta quarta-feira a trajetória de alta dos últimos dias ante o real acompanhando o cenário externo, com os investidores em busca de mais pistas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos já que altas adicionais influenciam o fluxo global de recursos. Às 10:56, o dólar avançava 0,42 por cento, a 3,6762 reais na venda, depois de acumular alta de 3,22 por cento nos últimos três dias. Na máxima, a moeda foi a 3,6895 reais. O dólar futuro tinha alta de 0,53 por cento. "A intenção do banco central norte-americano em continuar com seu gradualismo na condução da política monetária ainda gera muitas dúvidas...Consenso mesmo é que o Fed deve anunciar seu segundo aumento do juro em junho", afirmou a Advanced Corretora em relatório. Na véspera, os dados de vendas do varejo norte-americano elevaram as apostas para três novas altas de juros neste ano, somando-se à que foi feita em março pelo Federal Reserve. Mas, nesta quarta-feira, os dados da produção industrial de abril, embora tenham vindo mais fortes do que as projeções, trouxe revisões em baixa dos números de meses passados. No exterior, o dólar subia ante a cesta de moedas, mas perdeu força após os dados da produção industrial. Além disso, a moeda norte-americana, que operava mista mais cedo ante divisas de emergentes, passou a cair ante a maioria delas, como o peso mexicano. O rendimento do Treasury dos Estados Unidos de 10 anos cedia nesta sessão, mas permanecia ainda acima do nível de 3 por cento, o que ajudava a pressionar a moeda norte-americana. O Banco Central já realizou nesta quarta-feira leilão de venda de 5 mil novos contratos de swap cambial tradicional --equivalente à venda futura de dólares. Com esta venda, já colou 750 milhões de dólares adicionais em swaps. A autoridade ainda realiza nesta data leilão de até 4.225 contratos de swap cambial tradicional --equivalente à venda futura de dólares-- para rolagem do vencimento de junho. None (Por Claudia Violante) Copyright Thomson Reuters 2018

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Bunge exportará soja dos EUA para Argentina se margens justificarem, diz CEO
Data: 16/05/2018

A Bunge não acredita que o volume de tais fluxos comerciais seja particularmente significativo.

CHICAGO (Reuters) - A Bunge exportará soja norte-americana para a Argentina "se as margens justificarem isso", disse o presidente-executivo da multinacional do agronegócio, Soren Schroder, em um evento para investidores em Nova York nesta quarta-feira. Schroder, que falava na conferência Farm to Market do BMO Capital Markets 2018, disse que pode haver períodos de tempo no final do verão e no outono (do hemisfério norte) deste ano, quando haverá alguns fluxos comerciais de soja norte-americana para a América do Sul. Mas agora as margens não justificam tais movimentos, disse ele. A Bunge não acredita que o volume de tais fluxos comerciais seja particularmente significativo. O comentário foi feito após a safra de soja da Argentina --líder no mercado de farelo e óleo de soja-- ter sido fortemente afetada por uma seca. (Reportagem de P. J. Huffstutter em Chicago e Chris Prentice em Nova York) Copyright Thomson Reuters 2018

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Governo rebate desempenho ruim e afirma que criou empregos
Data: 14/05/2018

Gestão de Michel Temer completou dois anos no sábado (12) sem cumprir 7 de 15 metas propostas pelo MDB, partido do presidente

O governo federal apontou melhorias na política econômica ao fazer balanço de dois anos da gestão do presidente Michel Temer. Reportagem revelou neste domingo (13) que o governo não cumpriu 7 dos 15 pontos do programa "Ponte para o Futuro" — lançado pelo MDB e usado como diretriz da atual gestão. De acordo com o Planalto, o governo criou 56 mil empregos em março e, no acumulado do ano, já houve crescimento de 204.064 postos de trabalho, segundo o Caged (Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho). A população ocupada (92,1 milhões de pessoas) aumentou em 1,84 milhão no trimestre de outubro a dezembro de 2017, em comparação com o mesmo período de 2016, de acordo com dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). "Estamos recuperando um passivo de mais de dez anos de uma política econômica equivocada e que levou o país à sua maior recessão da história", afirmou o governo, em nota. O governo voltou a afirmar que a Reforma da Previdência não saiu da pauta do país e contestou a informação de que ela tenha sido engavetada por falta de apoio, apontando a intervenção do Rio como o fator que inviabilizou a votação no Congresso. Segundo o Planalto, o governo "segue aprovando projetos fundamentais para o país", citando a aprovação na Câmara do projeto que cria o Cadastro Positivo e do projeto para pagar dívidas de governos anteriores. "O presidente assumiu o governo quando os ânimos estavam naturalmente exacerbados. Adotou a pregação de unificar o país e pacificar a nação, num gesto de conclamar a todos nesse sentido", diz a nota. Cortes Sobre a promessa não cumprida de priorizar pesquisa e desenvolvimento tecnológico, o governo citou na necessidade de contingenciar gastos para justificar a redução do orçamento de Ciência e Tecnologia. "Como, hoje, mais de 90% do Orçamento federal corresponde a despesas obrigatórias, resta ao governo a obrigação de contingenciar os outros menos de 10%", disse. "Esse contingenciamento atingiu a todos os órgãos da União", acrescentou. A nota diz que os trabalhos de pesquisa e inovação receberão aporte de US$ 1,5 bilhão do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). O governo informou ainda que "tem atuado para fechar acordos comerciais com outros países" como a China, Reino Unido e Chile. O texto diz que o Mercosul e a União Europeia estão "muito próximos" de assinar um acordo de livre comércio que está sendo negociado há mais de 20 anos, desde do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

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Caixa Econômica lança novo jogo lotérico, o Dia de Sorte
Data: 14/05/2018

Jogador poderá escolher de 7 a 15 opções entre os números 1 e 31 (para os dias do mês) e um número entre 1 e 12, que corresponde ao mês do ano

A Caixa Econômica Federal lançará um novo jogo lotérico, o Dia de Sorte. O novo produto foi instituído em portaria publicada nesta segunda-feira (14) pela Secretaria de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria, do Ministério da Fazenda, no Diário Oficial da União. O jogador poderá escolher de 7 a 15 números que representarão os dias do mês, podendo ser de 1 a 31; e um número de 1 a 12, que correponderá aos meses do ano, o chamado mês de sorte. A aposta mínima, ou seja, com sete números e um mês de sorte, custará R$ 2. O preço aumenta conforte aumentam os números. Uma aposta com 15 números e um mês de sorte custará R$ 12.870. Serão sorteados sete números e um mês (o mês da sorte). São consideradas vencedoras as apostas que tiverem de quatro a sete acertos, independentemente da ordem de sorteio dos números, ou, ainda, o mês sorteado. O mês conta como um acerto. Caso o apostador tenha feito apostas de oito a 15 números, a premiação será proporcional à quantidade equivalente de apostas simples, ou mínimas, vencedoras. O sorteio ocorrerá três vezes por semana, às terças-feiras, quintas-feiras e sábados. A data do primeiro sorteio ainda será definida pela Caixa.

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Brasil exporta 30% mais suco de laranja no acumulado da safra 2017/18, diz CitrusBR
Data: 14/05/2018

Em faturamento, as exportações somaram 1,716 bilhão de dólares, crescimento de 31 por cento.

SÃO PAULO (Reuters) - Os embarques de suco de laranja do Brasil, maior exportador global da commodity, cresceram 30 por cento no acumulado da atual safra 2017/18 até abril, puxados pela recuperação de safra e pelas compras dos Estados Unidos, cuja oferta doméstica está mais restrita, informou nesta segunda-feira a CitrusBR. De acordo com a associação que reúne os exportadores, o Brasil vendeu entre julho e abril 941,4 mil toneladas de suco de laranja concentrado, congelado equivalente a 66 graus brix (FCOJ equivalente), ante 723,1 mil toneladas em igual período do ciclo anterior. Em faturamento, as exportações somaram 1,716 bilhão de dólares, crescimento de 31 por cento. Conforme a CitrusBR, esse desempenho deve-se em "boa parte" aos Estados Unidos, cuja produção menor na Flórida obrigou o país a importar mais. No acumulado da temporada, os norte-americanos já compraram 256,2 mil toneladas de FCOJ (alta de 69 por cento), um recorde para esse período de dez meses. Para a União Europeia (UE), principal mercado para as exportações de suco de laranja brasileiro, a demanda até agora foi de 558,7 mil toneladas, 22 por cento acima das 458,9 mil toneladas embarcadas em igual momento do ano passado. Quanto ao Japão, principal destino da Ásia, as vendas somam até agora 40,6 mil toneladas (alta de 41 por cento). Para a China, as exportações avançaram 19 por cento, para 30,1 mil toneladas. De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, o ritmo nas exportações brasileiras também reflete uma base de comparação baixa, uma vez que houve restrição de oferta na temporada anterior. "A baixa na produção durante a safra 2016/2017, uma das menores da história continua, sem dúvida, influenciando no ritmo de alta da safra corrente", destacou, em comunicado. O ciclo 2016/17 foi afetado por problemas climáticos, de modo que a produção na atual temporada cresceu mais de 60 por cento. O efeito da restrição de oferta da safra passada nas exportações atuais pode ser notado quando se compara os números com duas safras anteriores (2015/16), antes dos problemas derivados da pouco oferta de fruta, destacou a associação. Nesse comparativo, o aumento no período é de apenas 3 por cento. "Essa análise nos sugere que a alta nas exportações, mesmo sendo uma boa notícia para setor, precisa ser olhada com cautela", ponderou Netto. None (Por José Roberto Gomes) Copyright Thomson Reuters 2018

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Anac reajusta tarifas dos aeroportos do Galeão e de Confins
Data: 11/05/2018

Mudança abrange taxas de embarque, conexão, pouso, permanência, armazenagem e capatazia

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) reajustou os tetos das tarifas aeroportuárias dos contratos de concessão do aeroportos internacionais Antônio Carlos Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro (RJ), e Tancredo Neves (Confins), em Minas Gerais. Os índices do aumento no Galeão foram de 3,1674% e 2,7628% e em Confins, de 3,5258% e 2,7628%. O reajuste abrange as taxas de embarque, conexão, pouso, permanência, armazenagem e capatazia. Com isso, a taxa de embarque no Galeão passará de R$ 29,41 para R$ 30,35, em voos domésticos, e de R$ 52,09 para R$ 53,74, em voos internacionais. Em Confins, os valores dessa tarifa saem de R$ 29,13 para R$ 30 15 e de R$ 51,58 para R$ 53,40, respectivamente. Conforme decisão publicada no DOU (Diário Oficial da União), as concessionárias devem dar publicidade aos novos valores, que poderão ser praticados após 30 dias.

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Contábeis realiza Semana MEI com conteúdo direcionado para melhorar a gestão de negócios de microempreendedores
Data: 11/05/2018

Além de uma série de vídeos, palestras e Webinar com chat de dúvidas, você encontrará novidades que vão preparar você para gerir um empreendimento de sucesso

De 21 a 25 de maio o Portal Contábeis realizará a semana do Microempreendedor Individual (MEI) , com conteúdo próprio e direcionado para microempresários. Serão dicas através de vídeos, palestras on-line e webinar com chat de dúvidas. Garanta já sua vaga, acesse contabeis.com.br/semanamei Vamos trazer novidades, informações segmentadas e uma programação que proporcionará mais conhecimento para o empreendedor gerir e potencializar seu negócio, além de tirar dúvidas e ajudar quem ainda não saiu da informalidade, mas está pensado a respeito. A Semana MEI é uma oportunidade de aprendizado e informações necessárias para quem já empreendeu, mas também para quem está começando a montar seu plano de negócios. Disponibilizaremos conteúdos em vídeos rápidos com dicas e linguagem dinâmica. A iniciativa do Contábeis será totalmente online e os textos ficarão disponíveis para consulta por até quatro meses, com acesso a partir de qualquer dispositivo móvel ou computador. Em plena expansão Atualmente, o Brasil conta com mais de 6,7 milhões de MEIs - 1,5 milhão deles no Estado de São Paulo. Os microempreendedores individuais englobam mais de 500 atividades, com renda anual de até R$ 81 mil e podem contar com no máximo um funcionário. O avanço do trabalho chamado informal “sem carteira e por conta própria”, motivado em grande parte pela baixa geração de empregos e baixa em postos de trabalho vem gerando uma nova classe de trabalhadores informais, que prestam serviços essenciais à população. São profissionais autônomos que desempenham as mais diversas profissões. O MEI (Microempreendedor Individual) é uma iniciativa do Governo Federal para assegurar que todos aqueles que trabalham de forma informal tenham direitos e ferramentas parecidas com as disponíveis aos trabalhadores registrados em regime CLT. Conteúdo imperdível A semana MEI disponibilizará conteúdos como: ? Plano de negócios para MEI. ? Dicas financeiras. ? Estratégias organizacionais. ? Marketing para microempreendedor. ? Previdência Social para MEI. ? Quem pode ser MEI: Quais as atividades permitidas, quais as condições impeditivas, limites de faturamento e dicas. Por Mariana Bruno para o Portal Contábeis Portal Contábeis

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Quanto você gastou ou pretende gastar com o presente da sua mãe?
Data: 11/05/2018

Pesquisa aponta que três em cada dez brasileiros não pretende comprar presente por falta de dinheiro

O Dia das Mães será comemorado neste domingo (13) e os brasileiros que ainda não garantiram o presente para a mãe ainda têm tempo para providenciar uma surpresa. A pesquisa do GuiaBolso aponta que três em cada dez brasileiros não pretendem comprar presentes, porque estão sem dinheiro. O levantamento também mostra que, dos brasileiro que vão comprar algo, 86,2% estão dispostos a gastar até R$ 100. Segundo a pesquisa da Fecomércio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), os paulistanos pretendem gastar R$ 211 no presente de Dia das Mães.

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Embraer revela projeto de veículo aéreo urbano movido a eletricidade
Data: 09/05/2018

Pouso e decolagem serão na vertical, segundo anúncio da empresa brasileira nos Estados Unidos

A Embraer revelou pela primeira vez seu conceito para um veículo voador elétrico para transporte urbano. Conhecido pela sigla eVTOL, o projeto deve ser lançado até 2020 e faz parte de uma ação de desenvolvimento da empresa norte-americana Uber. O conceito da Embraer assemelha-se a um helicóptero mas, em vez de combustível fóssil, usa eletricidade. Além disso, no lugar de um único rotor no topo e outro menor na cauda, a aeronave para quatro passageiros e piloto tem dois conjuntos de quatro pequenos rotores acima da cabine e um rotor maior montado perpendicularmente na cauda, para dar propulsão na horizontal. A ideia da fabricante brasileira de aviões foi exibida nesta terça-feira (8) durante evento do Uber em Los Angeles, nos Estados Unidos. "A mobilidade urbana está prestes a ser transformada e estamos determinados a ter um papel fundamental nesse importante mercado", disse o presidente-executivo da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, em comunicado à imprensa.

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Fique por dentro: simulador e passo a passo sobre o Pert do Simples Nacional estão disponíveis
Data: 09/05/2018

Também foi disponibilizada uma página de orientações que reúne informações necessários para aderir ao parcelamento

Também foi disponibilizada uma página de orientações que reúne informações necessários para aderir ao parcelamento Interessados em aderir ao Parcelamento Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte optantes pelo Simples Nacional (Pert/SN) podem utilizar as ferramentas simulador, passo a passo e página de orientações, oferecidos pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), para realizar o procedimento de adesão com sucesso. O Pert/SN, regulamentado pela Portaria PGFN n° 38/2018, possibilita o parcelamento da dívida com descontos de até 90% sobre atrasos, de acordo com a modalidade de adesão. O prazo para inscrições vai até 9 de julho pelo e-CAC PGFN. Simule Contribuintes poderão acessar o simulador aqui, e para utilizá-lo, basta seguir alguns passos simples. Primeiro, selecione o tipo de modalidade - liquidado integralmente, em parcela única; parcelado em até 145 parcelas; ou em até 175 parcelas. Em seguida, preencha os campos em amarelo: informe a quantidade de parcelas da entrada - que pode ser paga em até cinco vezes -, e preencha o número de parcelas pelas quais deseja pagar o restante dos débitos. Depois, é só preencher o campo Total da dívida sem descontos. Feito isso, os outros espaços serão calculados automaticamente pelo simulador e os resultados do Pert/SN aparecerão nos quatro campos abaixo: - Benefícios concedidos: valor do desconto concedido pelo Pert/SN. - Total com descontos: valor da dívida com o desconto. Importante lembrar que contribuinte pagará este montante mais o valor do pedágio. - Valor básico pedágio: parcela a ser paga referente à entrada. - Valor básico parcela do parcelamento: valor referente à parcela mensal do Pert/SN. Acesso Simulador Sem dúvidas: passo a passo para adesão A PGFN também disponibilizou um passo a passo para a adesão ao parcelamento por meio do e-CAC PGFN. Acesso Passo a Passo Além disso, uma página completa de orientações sobre o Pert/SN está disponível, com todas as informações referentes ao parcelamento. Acesso Orientação Fonte: PGFN Portal Contábeis

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Artistas e atletas entram na mira do combate à lavagem de dinheiro
Data: 09/05/2018

Empresas e representantes terão de prestar informações assim como bancos e joalheiras, que já declaram dados quando há indícios de suspeitas

Empresas e pessoas físicas que atuam na promoção, intermediação e agenciamento de direitos de atletas e artistas serão obrigadas a prestar informações ao Coaf, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, ligado ao Ministério da Fazenda. Órgão de inteligência financeira para o combate da lavagem de dinheiro, o Coaf vai cobrar informações das movimentações e transações financeiras envolvendo essas negociações. Norma com os procedimentos para a prestação das informações foi aprovada pelo conselho e publicado na última sexta-feira (4) no Diário Oficial da União. A norma regulamenta legislação de 2012 que trata de lavagem de dinheiro e obriga setores específicos a prestarem informações ao Coaf. A lei já previa a obrigação da comunicação das informações de atletas e artistas, mas não gerava efeitos por falta de regulamentação. Instituições financeiras e joalheiras, por exemplo, já são reguladas e prestam informações ao conselho, principalmente quando há indício de operações suspeitas. Segundo o presidente do Coaf, Antonio Carlos Ferreira de Sousa, os reguladores estão apertando os mecanismos de controle com medidas que necessitam da aprovação de lei. É o caso da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O reforço nas regras se intensificou no fim do ano passado. Em janeiro deste ano, as transações com valor igual ou superior a R$ 30 mil quitadas em espécie passaram a ter de ser informadas à Receita Federal. São obrigadas a declarar as empresas e as pessoas físicas que receberem o dinheiro. A norma entrou em vigor após a maior apreensão de dinheiro vivo da história no País — a descoberta de R$ 51 milhões em um apartamento em Salvador usado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB), em setembro do ano passado. Sousa disse que sem a cooperação do setor privado com as comunicações fica mais difícil identificar onde está o dinheiro. Para ele, essa apreensão em Salvador mostra que o sistema de monitoramento e fiscalização está funcionando. Valor subjetivo Para o advogado e professor de Direito Penal da Universidade de São Paulo Pierpaolo Bottini, as negociações com atletas e artistas envolvem bens cujo valor é difícil de mensurar. "O valor de um atleta ou artista é subjetivo e nesse espaço é possível um sobrepreço que encubra e dê legitimidade a valores que, na verdade, não digam respeito àquela transação, mas a crimes anteriormente praticados", disse Bottini, que é autor de livros sobre lavagem de dinheiro. Segundo ele, o Brasil tem avançado muito nessa área. "Arrisco a afirmar que o Brasil tem regras sofisticadas e comparáveis a países desenvolvidos nesse setor."

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Dia das Mães terá faturamento R$ 1 bi maior em 2018, prevê Fecomercio
Data: 08/05/2018

Levantamento mostra que a segunda data mais importante do comércio vai girar R$ 31,284 bilhões, valor 3,4% maior em comparação com 2017

O Dia das Mães vai impulsionar em 1 bilhão o faturamento do comércio no Estado de São Paulo, aponta uma pesquisa desenvolvida pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). De acordo com o estudo, a data será responsável pelo ganho de R$ 31,284 bilhões para os varejistas, valor 3,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O assessor econômico da FecomercioSP, Fábio Pina, afirma que a recuperação ainda "fica aquém" do potencial do setor. "Neste ritmo, vamos demorar mais cerca de quatro ou cinco anos para retomar o patamar de consumo de antes da crise", avalia ele, que diz esperar um retorno ao nível de consumo de 2013 e 2014 antes de 2022. Setores As estimativas da FecomercioSP apontam ainda que o desempenho positivo da segunda data mais importante do varejo será guiado pelas vendas nas lojas de vestuário (+3% em relação a 2017) e supermercados (+5,4%). O faturamento previsto para os setores neste ano são de, respectivamente, 4,568 bilhões e R$ 18 bilhões. De acordo com o estudo, o bom desempenho dos supermercados será influenciado pelo "aumento do consumo de itens de alimentação destinados ao almoço das famílias". Por outro lado, o levantamento mostra que os ganhos dos setores de farmácias e perfumarias e de eletrodomésticos, eletroeletrônicos e lojas de departamento devem cair 0,9% e 1% neste ano. Ao comentar as projeções negativas, Pina diz que prefere esperar por um resultado consolidado após a data comemorativa para confirmar as expectativas. “O desemprenho vai ser positivo para quase todos os setores”, avalia o assessor.

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Receita libera consulta para lote residual do Imposto de Renda
Data: 08/05/2018

Crédito bancário será realizado no dia 15 de maio deste ano para 125.569 contribuintes. Consulta está disponível desde as 9h desta terça

A Receita Federal liberou às 9h desta terça-feira (8) a consulta ao lotes residuais do Imposto de Renda referentes aos exercícios de 2008 a 2017. A consulta é feita no site da Receita. Serão liberados R$ 200 milhões em depósitos em conta bancária para 125.569 contribuintes. Os pagamentos serão feitos em 15 de maio. O contribuinte precisa acessar o site da Receita Federal ou ligar para o número 146 para ver se a restituição foi liberada. Também é possível fazer a consulta por aplicativo para tablets e smartfones. Quem tiver direito a restituição terá o valor creditado na conta-corrente ou poupança. Caso o dinheiro não seja depositado, o contribuinte deve ligar para os telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) ou 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) ou comparecer pessoalmente em uma agência do Banco do Brasil.

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Seguro-desemprego: veja como pedir o benefício
Data: 07/05/2018

Interessado deve separar documentos pedidos pelo Ministério do Trabalho e agendar um horário em um dos postos de atendimento

Os brasileiros que perderam o emprego sem justa causa podem recorrer ao seguro-desemprego para conseguir assistência financeira durante o período que buscam recolocação profissional. O desempregado deve reunir os documentos necessários e se encaminhar a um posto de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério, os desempregados podem solicitar o benefício no próprio Ministério do Trabalho, mediante agendamento prévio pelo site. Primeiro pedido do seguro-desemprego Na primeira vez que a pessoa pede o seguro desemprego, ela pode receber o benefício por quatro ou cinco meses, dependendo da categoria que ela se enquadra. Depois que a documentação é entregue, o Ministério realiza o cálculo do valor que cada beneficiário deve receber, de acordo com fórmulas pré-determinadas. Os trabalhadores que forem contemplados pelo seguro não podem receber nenhum outro tipo de renda no período da assistência financeira. Caso recebam, podem ter o seguro desemprego cortado. A legislação brasileira prevê, além do seguro-desemprego formal, outras quatro modalidades: do pescador artesanal, bolsa de qualificação profissional, empregado doméstico e o seguro-desemprego do trabalhador resgatado. Seguro-desemprego para empregados domésticos Segundo o Ministério do Trabalho, o seguro-desemprego é fornecido para empregados domésticos que tenham perdido o emprego sem justa causa, assim como o seguro formal. Para ser contemplado pelo seguro, o empregado doméstico precisa ter trabalhado pelo menos 15 meses nos últimos 24 meses, não estar recebendo nenhum benefício da Previdência Social, exceto auxílio-acidente e pensão por morte e não ter renda própria. O valor máximo de cada parcela é de um salário mínimo (R$ 954) e, segundo a lei, é possível receber o benefício por, no máximo, três meses. O trabalhador precisa apresentar o requerimento do seguro-desemprego em uma unidade de atendimento do Ministério no prazo de 7 a 90 dias a partir do dia da demissão. É preciso apresentar a rescisão do contrato declaração de que não recebe benefício de prestação continuada — exceto auxílio-acidente e pensão por morte — e também declaração de que não tem renda suficiente para manter a família, além da carteira de trabalho.

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Prazo para o pagamento da guia de abril do eSocial doméstico termina hoje
Data: 07/05/2018

Prazo para o pagamento da guia de abril do eSocial doméstico termina hoje

O prazo para os empregadores domésticos realizarem o pagamento do Documento de Arrecadação do eSocial (DAE) referente à competência do mês de abril termina hoje, 7 de maio. O documento reúne em uma única guia as contribuições fiscais, trabalhistas e previdenciárias que devem ser recolhidas pelos empregadores referentes aos trabalhadores domésticos. Documentos gerados a partir dessa data serão calculados com multa de 0,33% por dia de atraso. Para a emissão da guia unificada, o empregador deve acessar a página do eSocial. Canais de Atendimento – Os empregadores domésticos têm a sua disposição, além do pagamento em guichê de caixa bancário, vários canais alternativos oferecidos pela rede bancária – como lotéricas, internet banking e canais eletrônicos de autoatendimento – para realizar o pagamento do DAE. Os canais alternativos oferecidos pela rede bancária devem ser priorizados, pela simplicidade e facilidade na sua utilização. Fonte: Receita Federal

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Venda de veículos sobe 4,8% em março, diz associação
Data: 07/05/2018

Segundo relatório da Anfavea, vendas estão quase 40% acima de 2017

A produção brasileira de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus em abril ficou praticamente estável na comparação com março, com recuo de 0,5%, mas salto de 40,4% na comparação com abril de 2017. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (7) pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o mercado vem sendo impulsonado em 2018 por avanços no mercado interno e nas exportações. O volume produzido em abril somou 266,1 mil veículos, acumulando 965,9 mil nos quatro primeiros meses do ano, 20,7% a mais do que no primeiro quadrimestre de 2017. As vendas avançaram 4,8% no mês passado sobre março, com 217,3 mil unidades vendidas. A quantidade é 38,5% superior na comparação com abril de 2017, segundo a Anfavea. Já as exportações, incluindo máquinas agrícolas, tiveram crescimento de 36,8% em abril na comparação anual, para 1,58 bilhão de dólares, informou a Anfavea.

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Barril do petróleo atinge maior valor desde final de 2014
Data: 07/05/2018

Preços são influenciado por crise econômica na Venezuela e por risco de Estados Unidos romperem acordo nuclear com o Irã

Os preços do petróleo avançavam nesta segunda-feira (7) para perto dos níveis mais altos desde o final de 2014, impulsionados pelo aprofundamento da crise econômica na Venezuela e pela iminente decisão dos Estados Unidos sobre sanções ao Irã. O petróleo Brent subia 0,77 dólar, ou 1,03%, a 75,64 dólares por barril, às 8:29 (horário de Brasília). No início da sessão, eles atingiram o maior nível desde novembro de 2014, a 75,89 dólares por barril. O petróleo dos Estados Unidos avançava 0,79 dólar, ou 1,13%, a 70,51 dólares por barril. Esta segunda-feira foi a primeira vez desde novembro de 2014 que o petróleo dos EUA ultrapassou os 70 dólares por barril. O avanço ocorre apesar da adição de nove plataformas de petróleo pelos EUA, elevando a contagem total para 834, segundo afirmou na sexta-feira a empresa de serviços energéticos Baker Hughes. Analistas disseram que uma crise na Venezuela, um grande exportador de petróleo, também sustenta os preços. "O crescimento da produção nos EUA está sendo contrabalançado pelo declínio simultâneo na Venezuela", disse o analista do Commerzbank, Carsten Fritsch. A produção venezuelana caiu pela metade desde o início dos anos 2000, para 1,5 milhão de barris por dia, conforme o país sul-americano não conseguiu investir o suficiente em sua indústria de petróleo. As expectativas generalizadas de que o presidente norte-americano, Donald Trump, se retire do pacto nuclear iraniano acrescentaram mais um risco ao mercado de petróleo.

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eSocial: comunicação de eventos periódicos para grandes empresas a partir de 08/05
Data: 04/05/2018

eSocial: comunicação de eventos periódicos para grandes empresas a partir de 08/05

A partir de 8 de maio estará disponível o web service do eSocial para recebimento dos eventos periódicos com a versão 2.4.02 do leiaute, já com os ajustes das notas técnicas nº 01,02 e 03, para empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões. A terceira fase começou no dia 1º, seguindo o que estava previsto na Resolução do Comitê Diretivo do eSocial nº 3. Apesar de a terceira fase se iniciar no dia 1º de maio, o web service estará disponível apenas a partir de 08 de maio, para garantir uma melhor performance do sistema, pelo aumento de acessos pelos empregadores domésticos até o dia 07. Nesta fase, as empresas deverão incluir informações relativas às suas folhas de pagamento no sistema, os chamados eventos periódicos. Em outubro de 2017 informamos, no Contábeis, que o eSocial seria implantado em fases e de forma gradual, contemplando em cada etapa alguns tipos de dados. A implantação em fases foi importante porque ajudou as empresas a se prepararem melhor para as modificações. Uma pesquisa da Fenacon, realizada no ano passado com 1,33 mil empresas revelou que apenas 4,4% delas estariam aptas para operar o novo sistema e 42,9% das pequenas empresas nem sequer tinham começado a implementar a plataforma. A decisão de liberar o web servisse para esses eventos periódicos tem como objetivo garantir uma melhor performance do sistema, pelo aumento de acessos pelos empregadores domésticos até o dia 07. É preciso seguir algumas orientações: Os dados dos eventos de folha devem abranger todo o mês de maio, desde o dia 1º. Caso haja desligamento entre 1º e 07 de maio, o evento de desligamento (S-2299 ou S- 2399) deverá ser enviado a partir do dia 08, incluindo as informações de verbas rescisórias (grupo verbasResc). Os eventos não periódicos (admissões, afastamentos, férias, etc.), além dos eventos iniciais e de tabelas, continuam sendo recebidos normalmente pelo sistema, inclusive no período de 1º a 07. O que é o eSocial? eSocial é o nome dado para o Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais Previdenciárias e Trabalhistas. Trata-se de um projeto do governo com o objetivo de unificar em uma plataforma o envio dos dados sobre trabalhadores, permitindo que as empresas façam esse envio de informações uma única vez. Com isso, espera-se uma redução de burocracia e uma melhor fiscalização das obrigações trabalhistas. Em um primeiro momento, o sistema tornou-se obrigatório para todos os empregadores de funcionários domésticos. Depois, as empresas começaram a fazer uso do eSocial, seguindo um calendário elaborado pelo governo. Portal eSocial Fonte: Por Mariana Bruno para o Portal Contábeis Portal Contábeis

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/contabeis/esocial-comunicacao-de-eventos-periodicos-para-grandes-empresas-a-partir-de-0805-04052018

Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Neon
Data: 04/05/2018

Medida foi tomada em função de

O Banco Central informou na manhã desta sexta-feira (4) por meio de nota, a decretação da liquidação extrajudicial do Banco Neon S.A., que tem sede em Belo Horizonte. De acordo com o BC, a medida foi tomada em função de "comprometimento da situação econômico-financeira, bem como a existência de graves violações às normas legais e regulamentares que disciplinam a atividade da instituição". De pequeno porte, o Banco Neon detém 0,0038% dos ativos do sistema bancário brasileiro e está autorizado a operar como banco comercial. Possui apenas uma agência bancária, na cidade de Belo Horizonte. "O Banco Central está adotando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades, em observância às suas competências legais de supervisão do sistema financeiro", informou o BC em nota. "Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição." Conforme o BC, "as irregularidades encontradas no Banco Neon não estão relacionadas com a abertura e movimentação de conta digital ou com a emissão de cartões pré-pagos, objeto de acordo operacional com a empresa Neon Pagamentos S.A. para estruturação de plataforma de banco digital integrada com a gestão de contas de pagamento". O BC esclareceu, por meio da assessoria de imprensa, que a Neon Pagamentos não foi submetida ao regime especial de liquidação. Como as operações da Neon Pagamentos eram cursadas pelo Banco Neon, os saldos serão bloqueados até que o liquidante realize os levantamentos para identificar titulares e valores a serem restituídos. De acordo com o BC, o liquidante vai adotar "as providências necessárias para o levantamento dos saldos dos cartões pré-pagos para a devida restituição, bem como dos valores relativos às coberturas do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), com a celeridade possível". Os demais credores, conforme o BC, serão informados pelo liquidante a respeito das providências para habilitação de seus créditos.

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/banco-central-decreta-liquidacao-extrajudicial-do-banco-neon-04052018

Índices acionários europeus avançam mesmo com pressão do setor bancário
Data: 04/05/2018

Índices acionários europeus avançam mesmo com pressão do setor bancário

Por Danilo Masoni MILÃO (Reuters) - Os mercados acionários europeus avançaram nesta sexta-feira com uma série de resultados corporativos positivos, embora gigantes do setor bancário tenham recuado após resultados fracos do HSBC, BNP Paribas, e Société Générale. O índice FTSEurofirst 300 subiu 0,66 por cento, a 1.519 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 0,63 por cento, a 387 pontos. O índice bancário europeu, recentemente penalizado pelo enfraquecimento de dados econômicos e arrefecimento das expectativas sobre o aperto da política monetária, teve um dos piores desempenhos do STOXX, subindo apenas 0,2 por cento. A queda recente no euro ajudou a Europa a superar Wall Street nas últimas semanas, com o índice da zona do euro registrando a sexta semana consecutiva de ganhos. "O euro permaneceu sob pressão nesta semana devido à queda nas expectativas sobre o cronograma de uma esperada redução do programa de compra de bônus do Banco Central Europeu. (Na quinta-feira), os números mais recentes da inflação registraram uma queda inesperada tanto no índice geral quanto no núcleo", disse Michael Hewson, analista da CMC Markets, em nota. Nesta sexta-feira resultados sólidos elevaram ações da empresa alemã de especialidades químicas Lanxess, da proprietária da British Airways IAG e da fabricante suíça de ingredientes de medicamentos Lonza O HSBC caiu 1 por cento depois de divulgar uma queda inesperada de 4 por cento no lucro antes de impostos do primeiro trimestre, embora seu novo presidente-executivo tenha buscado animar os investidores com uma recompra de ações de até 2 bilhões de dólares. O BNP Paribas e o Société Générale recuaram 1,2 e 5,2 por cento respectivamente, com operadores e analistas expressando desapontamento com um conjunto de fracos resultados para o primeiro trimestre dos bancos franceses. Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,86 por cento, a 7.567 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 1,02 por cento, a 12.819 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,26 por cento, a 5.516 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 1,12 por cento, a 24.335 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,65 por cento, a 1.104 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,02 por cento, a 5.487 pontos. Copyright Thomson Reuters 2018

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Agendamento da perícia de revisão de benefícios termina nesta sexta
Data: 02/05/2018

Pessoa que não respeitar data de agendamento pode ter o benefício suspenso. INSS convocou 152,2 mil beneficiários

Os beneficiários que recebem auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez precisam agendar a perícia de revisão até o dia 4 de maio. O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) convocou 152,2 mil pessoas para a revisão e a lista com os nomes foi publicada no Diário Oficial da União. Do total, 33.875 pessoas recebem auxílio-doença e 118.394 recebem aposentadoria por invalidez. A marcação da perícia deve ser feita pelo telefone 135, sem a necessidade de ir até uma agência do INSS. Os beneficiários que não agendarem a perícia ou não comparecerem no dia marcado vão ter o benefício suspenso. A partir da suspensão, a pessoa tem até 60 dias para procurar o INSS e agendar a perícia. Se não procurar o INSS nesse prazo, o benefício será cancelado. Na data marcada para a realização da avaliação, o segurado deve levar a documentação médica que justifique o recebimento do benefício, como atestados, laudos, receitas e exames. O objetivo do pente-fino do governo federal, iniciado em 2016, é fazer uma avaliação para verificar se essas pessoas ainda fazem jus ao benefício. Passarão pela revisão os beneficiários de auxílio-doença que estão há mais de dois anos sem passar por uma perícia médica e para os aposentados por invalidez com menos de 60 anos. Outros convocados Nesta segunda-feira (30), o governo federal convocou outros 59.118 segurados que recebem o auxílio-doença para a revisão de benefícios por incapacidade do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A lista com o nome dos convocados pode ser conferido na página do INSS na internet. Foram chamados os beneficiários não encontrados por alguma inconsistência no endereço e quem recebeu a carta, mas não agendou a perícia no prazo determinado. Quem teve o nome publicado no DOU tem 15 dias corridos para tomar ciência da publicação e mais 5 dias para agendar a perícia pelo telefone 135. Ou seja, o prazo para o agendamento se encerra no dia 21 de maio de 2018.

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Exportações superam importações em R$ 21,6 bilhões no mês de abril
Data: 02/05/2018

Balança comercial brasileira apresentou o segundo melhor resultado da história para o mês, segundo dados do MDIC

A balança comercial brasileira registrou saldo positivo de R$ 21,68 bilhões (US$ 6,142 bilhões) em abril, de acordo com os dados divulgados pelo MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços). O resultado foi o segundo melhor para o mês, só atrás do saldo positivo de R$ 24,5 bilhões (US$ 6,963 bilhões) de abril de 2017. Em abril, as exportações somaram R$ 70,35 bilhões (US$ 19,932 bilhões) e as importações R$ 48,67 bilhões (US$ 13,790 bilhões). Os valores representam, respectivamente, queda de 3,4% e alta de 10,3% ante o mesmo período de 2017. No ano, o superávit da balança comercial soma R$ 70,91 bilhões (US$ 20,090 bilhões). Em 2017, o resultado nos quatro primeiros meses do ano foi positivo em R$ 75,41 bilhões (US$ 21,365 bilhões). A previsão do governo para 2018 é que o saldo da balança comercial fique acima de R$ 176,5 bilhões (US$ 50 bilhões). Para o Banco Central, a projeção é de um superávit de R$ 197,6 bilhões (US$ 56 bilhões) neste ano. Menos exportações O diretor de estatísticas e apoio às exportações do MDIC, Herlon Brandão, explicou que a queda de 3,4% na média diária das exportações de abril em relação ao mesmo mês do ano passado foi causada, em parte, pela menor quantidade de dias úteis no mês. "Além disso, a safra de soja está sendo escoada mais cedo este ano. Em abril do ano passado, foram embarcadas 10,4 milhões de toneladas, contra 10,26 milhões de toneladas no mês passado", destacou. Brandão citou ainda a queda de 15% no preço do minério de ferro ante abril de 2017, mas ponderou que o preço do produto vem se recuperando ao longo dos últimos meses. "Há também queda na exportação de açúcar em bruto devido a aumento da oferta mundial e por isso há inclusive uma tendência de aumento da produção de etanol", completou. Segundo ele, o embargo da União Europeia para a carne de frango brasileiro — anunciado na segunda quinzena de abril — não tem grande impacto sobre o resultado da balança comercial, porque os dez os frigoríficos atingidos venderam apenas US$ 84 milhões para o bloco no ano passado. "O valor não é tão relevante para a balança, pois representa apenas 1,2% das vendas de frango do País. Em abril, as exportações de carne de frango para o bloco inclusive cresceram 213%, sendo 54,5% de aumento em volume", acrescentou. Pelo lado das importações, Brandão afirmou que, em abril, continuou a trajetória de crescimento das compras do exterior, puxada pelo aquecimento da atividade econômica. "Esperamos que as exportações cresçam menos que as importações neste ano. A safra de 2018 é menor e, além disso, a tendência é mesmo de uma acomodação das exportações ante a base elevada de 2017", explicou. A despeito das medidas que os Estados Unidos devem tomar para sobretaxar ou impor cotas ao aço e alumínio brasileiros, o MDIC ainda não revisou a projeção para o superávit comercial deste ano. "Mantemos a previsão de saldo comercial na casa dos US$ 50 bilhões em 2018. Estamos analisando o cenário e poderemos fazer uma revisão, se necessária", concluiu.

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Fed mantém taxa de juros e diz que inflação se aproxima da meta
Data: 02/05/2018

A decisão do Fed de manter a taxa de empréstimo na faixa entre 1,5 e 1,75 por cento foi unânime. Os investidores já haviam descartado outro aumento nessa reunião, depois que o Fed elevou os juros em março.

Por Lindsay Dunsmuir e Howard Schneider WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve, banco central norte-americano, manteve a taxa de juros nesta quarta-feira e expressou confiança de que o recente aumento da inflação para nível próximo à meta de 2 por cento será sustentada, mantendo o curso para elevar os custos de empréstimo em junho. O comitê que decide os juros no Fed também minimizou a desaceleração recente no crescimento da economia e na geração de empregos, informando que a atividade tem se expandido com ritmo moderado e ganhos do mercado de trabalho, em média, têm sido fortes em meses recentes. Em comunicado ao final dos dois dias de reuniões de política monetária, o Fed informou que a inflação "foi para perto" de sua meta e que "em 12 meses ela deve ficar perto do objetivo do Comitê de 2 por cento no médio prazo". A decisão do Fed de manter a taxa de empréstimo na faixa entre 1,5 e 1,75 por cento foi unânime. Os investidores já haviam descartado outro aumento nessa reunião, depois que o Fed elevou os juros em março. A confiança do Fed no cenário econômico também foi destacada por sua afirmação de que o investimento em ativos fixos das empresas continuou crescendo fortemente. Ele acrescentou que os riscos para as perspectivas parecem equilibrados, removendo referência anterior a "riscos no curto prazo". O chairman do Fed, Jerome Powell, tem afirmado que o banco central buscará uma postura comedida em relação à política monetária, continuando a elevar gradualmente os juros diante de uma economia robusta que ainda não impulsionou a inflação. Mas dados divulgados na segunda-feira mostraram que a alta dos preços está agora efetivamente na meta de 2 por cento do Fed após anos abaixo desse objetivo. A medida de inflação preferida do Fed saltou 1,9 por cento nos 12 meses até março, maior aumento desde fevereiro de 2017, depois de subir 1,6 por cento no ano até fevereiro, informou o Departamento do Comércio. Autoridades do Fed esperavam a alta e destacaram que a meta de 2 por cento não é um teto. None DE OLHO EM JUNHO O banco central prevê atualmente mais dois aumentos dos juros este ano, embora número crescente de autoridades veja três como possível. Ivestidores esperam majoritariamente alta dos juros na próxima reunião do Fed, em 12 e 13 de junho. O ritmo de altas de juros acelerou desde que o Fed iniciou o ciclo de aperto monetário em dezembro de 2015. Elevou os juros uma vez em 2016, mas o fez outras três vezes no ano passado em meio ao fortalecimento da economia e do mercado de trabalho. Embora o crescimento econômico tenha desacelerado para taxa anualizada de 2,3 por cento no primeiro trimestre, um período que nos últimos anos mostrou tendência de ser mais fraco, e os empregos tenham enfraquecido em março, a expectativa é de aceleração nos próximos meses alimentada em parte pelos cortes tributários e estímulo fiscal da administração do presidente dos EUA, Donald Trump. O comunicado do Fed não mencionou os riscos econômicos apresentados pelas tensões comerciais entre os EUA e outros países, particularmente a China. Membros do Fed já comentaram sobre o potencial impacto negativo, mas adotaram a postura de esperar para ver.

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/fed-mantem-taxa-de-juros-e-diz-que-inflacao-se-aproxima-da-meta-02052018-1

Quem não agendar perícia terá o pagamento suspenso até regularizar a situação com a Previdência Social
Data: 01/05/2018

Foram chamados os beneficiários não encontrados por alguma inconsistência no endereço e quem recebeu a carta, mas não agendou a perícia no prazo determinado.

O governo federal convocou 59.118 segurados que recebem o auxílio-doença para a revisão de benefícios por incapacidade do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A lista com o nome dos convocados foi publicada no DOU Diário Oficial da União. Foram chamados os beneficiários não encontrados por alguma inconsistência no endereço e quem recebeu a carta, mas não agendou a perícia no prazo determinado. Quem teve o nome publicado no DOU tem 15 dias corridos para tomar ciência da publicação e mais 5 dias para agendar a perícia pelo telefone 135. Ou seja, o prazo para o agendamento se encerra no dia 21 de maio de 2018. Caso a perícia não seja agendada, o pagamento ficará suspenso até o convocado regularizar sua situação. A partir da suspensão, o beneficiário tem até 60 dias para marcar o exame. Se não procurar o INSS nesse prazo, o benefício será cessado.

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Acumulada, Mega-Sega promete sortear prêmio de R$ 20 milhões
Data: 01/05/2018

Sorteio será realizado nesta quarta-feira (2) em São Paulo. Apostador pode comprar bilhete por R$ 3,50

A Mega-Sena promete sortear R$ 20 milhões nesta quarta-feira (2) no concurso número 2.036. O valor é uma estimativa da Caixa Econômica Federal. O bilhete para fazer a aposta mínima custa R$ 3,50 e pode ser feita em qualquer casa lotérica do país. Os sorteios da Mega-Sena são realizados no Espaço Caixa Loterias (av. Cruzeiro do Sul, nº. 1.800, Terminal Rodoviário Tietê, São Paulo), exceto quando realizado no Caminhão da Sorte. Na última edição do sorteio, realizada no sábado (28), ninguém acertou os seis números e prêmio ficou acumulado. Como apostar? Para concorrer ao prêmio de R$ 20 milhões desta quarta-feira (2), basta ir a uma casa lotérica e marcar de 6 a 15 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos (Teimosinha). Cada jogo de seis números custa R$ 3,50. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta e maiores as chances de faturar o prêmio mais cobiçado do País. Outra opção é o Bolão Caixa, que permite ao apostador fazer apostas em grupo. Basta preencher o campo próprio no volante ou solicitar ao atendente da lotérica. Você também pode comprar cotas de bolões organizados pelas lotéricas. Neste caso, poderá ser cobrada uma Tarifa de Serviço adicional de até 35% do valor da cota. Na Mega-Sena, os bolões têm preço mínimo de R$ 10. Porém, cada cota não pode ser inferior a R$ 4. É possível realizar um bolão de no mínimo 2 e no máximo 100 cotas

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Saiba quais documentos é preciso guardar após declarar o IR 2018
Data: 01/05/2018

Contribuintes devem manter informe de rendimento, cópia do arquivo enviado à Receita e deduções com saúde e educação guardados por 5 anos

Os contribuintes que já entregaram ou que ainda vão enviar a declaração de Imposto de Renda deste ano devem estar atentos aos documentos que devem guardar ao final do processo. O CEO consultoria Wolters Kluwer, Roberto Regente Jr, afirma que é necessário manter pelo período de cinco anos informes de rendimentos, a cópia do arquivo enviado à Receita e os documentos referentes ás despesas dedutíveis, como gastos com saúde e educação. "Guardar estes documentos é importante para o caso o contribuinte caia na malha fina ou tenha que justificar para a Receita alguma informação que venha a ser questionada ou exigida uma comprovação", destaca Regente. Regente explica que o período de cinco anos corresponde ao tempo fixado pelo Fisco para o contribuinte apresentar uma declaração retificadora e "evitar correr o risco de alguma multa no futuro". Apesar de não ser obrigatório, o especialista também diz ser importante manter uma cópia completa do arquivo enviado à Receita com o objetivo de "facilitar as declarações dos anos seguintes".

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Desemprego sobe mais de 11% em 3 meses e atinge 13,7 milhões
Data: 27/04/2018

Taxa de desocupação fechou o primeiro trimestre do ano em 13,1%, segundo PNAD Contínua, do IBGE. Rendimento médio do trabalhador caiu 0,2%

O número de brasileiros desempregados subiu 11,2% em três meses e chegou a 13,7 milhões em março, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É a segunda maior quantidade da série histórica, perdendo apenas para o primeiro trimestre de 2017. Já a taxa de desocupação fechou o primeiro trimestre de 2018 em 13,1% — esse indicador calcula quantos brasileiros não estão encontrando emprego no mercado de trabalho. Os dados fazem parte da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), publicação mais completa sobre os lares brasileiros. Na comparação com o último trimestre de 2017, o número de desempregados passou de 12,3 milhões para 13,7 milhões — acréscimo de 1,4 milhão de pessoas. Já a taxa de desocupação subiu 1,3 ponto percentual, passando de 11,8% para 13,1%. A alta no primeiro trimestre deste ano interrompe sequência de três trimestres consecutivos em que o desemprego vinha caindo, o que mostra irregularidade na recuperação econômica brasileira e a dificuldade do mercado de trabalho em criar novas vagas. No primeiro trimestre de 2017, a taxa de desocupação estava em 13,7%, quando havia 14,2 milhões de desocupados. Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, nesse período do ano é de se esperar um aumento da desocupação, por causa da dispensa de trabalhadores temporários. — Teve um movimento sazonal atuando, mas houve uma dispensa expressiva de trabalhadores e isso, consequentemente, se reverteu em uma perda expressiva de postos de trabalho e no aumento de pessoas na fila da desocupação. Queda na formalidade e informalidade O levantamento também mostra que o mercado informal, que vinha puxando a queda de desemprego em 2017, perdeu força neste ano. Na comparação com o último trimestre do ano passado, o número de trabalhadores sem carteira assinada passou de 11,1 milhões para 10,7 milhões — 400 mil a menos. A redução também se verifica no mercado formal, onde a quantidade de trabalhadores com carteira assinada também caiu em 400 mil, passando de 33,3 milhões para 32,9 milhões. Já o contingente de trabalhadores por conta própria ficou estável na comparação com o trimestre anterior, em 23 milhões de pessoas. O número de empregadores (4,4 milhões de pessoas) também ficou estável em relação ao trimestre encerrado em dezembro. A categoria dos trabalhadores domésticos caiu 2,6%, para 6,2 milhões de pessoas. Na avaliação dos setores da economia, o IBGE destaca que houve redução de postos de trabalho em todos eles: Indústria (2,7%, ou menos 327 mil vagas); Construção (5,6%, ou menos 389 mil); Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (2,2%, ou menos 396 mil); Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (1,7%, ou menos 267 mil); e Serviços domésticos (2,6%, ou menos 169 mil). “Esses grupamentos apresentaram quedas importantes, em especial na construção. Há várias obras e grandes investimentos imobiliários parados, o que impactou nesse resultado”, diz Azeredo, em declarações reproduzidas no site do IBGE. Rendimento em queda Além da alta no desemprego, o IBGE revela que o salário médio do trabalhador brasileiro sofreu leve queda, voltando ao patamar de um ano atrás. No quarto trimestre de 2017, o rendimento estava em R$ 2.173, recuando no primeiro trimestre de 2018 para R$ 2.169 — queda de 0,2%, considerado pelo IBGE como "estabilidade". O valor é o mesmo do primeiro trimestre de 2017.

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Confira sete direitos do consumidor nos postos de gasolina
Data: 27/04/2018

Sabia que é possível testar a gasolina antes de abastecer? Saiba o que diz o Código de Defesa do Consumidor

Sabia que todos podem solicitar testes nos combustíveis antes de abastecer? Este é um dos direitos que os consumidores possuem, mas pouca gente conhece. Segundo o advogado especialista em relações de consumo, Rômulo Brasil, muitas pessoas desconhecem as leis e as proteções garantidas pelo Código de Defesa do Consumidor. Conheça sete itens que devem ser observados nos postos de combustíveis. 1 - Preço no painel X preço cobrado na bomba. Confira se o posto exibe de maneira bem clara os preços. O valor cobrado pelo combustível no painel deve ser igual ao cobrado na bomba 2 - Quantidade. O posto não pode limitar a quantidade de combustível escolhida pelo cliente. Não pode entregar uma quantidade diferente daquela que foi solicitada. Também não deve reter estoque de combustível, não entregando o total do pedido 3 - Origem do Combustível. A origem dos produtos deve ser informada de forma clara, inclusive os postos que não possuem distribuidora exclusiva (em cada bomba deve conter qual foi a distribuidora de origem) 4 - Confira se é comum ou aditivado. As bombas abastecedoras devem informar, com destaque, se o combustível é comum ou aditivado. O consumidor também deve ser alertado qual combustível é mais vantajoso: etanol ou gasolina 5 - Preço. O consumidor deve pesquisar antes de entrar no posto. Os valores são fornecidos, semanalmente, pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), mas é uma média, os preços não são tabelados 6 - Teste de quantidade de combustível. O teste vazão, que verifica se a quantidade de combustível que você paga e a que realmente foi posta no tanque, pode ser sempre solicitada e o posto não pode se negar a fazer. A diferença máxima permitida é de 100ml para mais ou para menos. Se for maior, entre em contato com a ANP 7 - Teste de qualidade. O consumidor pode solicitar o teste da proveta, que mede a porcentagem de etanol misturado à gasolina. Também pode verificar se o etanol está adequado para motores. O teor de álcool na gasolina é de 25%. Na dúvida, solicite o teste de verificação do teor alcoólico

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Inflação do aluguel desacelera em abril, diz FGV
Data: 27/04/2018

Índice mostra que IGP-M variou 0,57% ante 0,64% em março. Acumulado do ano registrou variação de 2,05%

A inflação do aluguel perdeu ritmo no mês de abril, segundo o IGP-M (Índice Geral de Preços — Mercado) divulgado nesta sexta-feira (27) pela FGV (Fundação Getulio Vargas). O índice mostra que o IGP-M variou 0,57% ante 0,64% em março. O resultado acumulou alta de 2,05% no ano e 1,89% em 12 meses. O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) é um dos índices que forma o IGP-M. Houve variação de 0,71% em abril, após registrar aceleração de 0,89% no mês anterior. Por outro lado, o IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor) avançou de 0,14% para 0,31%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) passou de 0,23% para 0,28% no período. O alívio do IGP-M entre março e abril foi influenciado pelos produtos no atacado, que desaceleraram de 0,89% para 0,71% no período, no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M). Dentro do indicador, tanto o índice de preços agropecuários quanto os itens industriais arrefeceram. O IPA agrícola continua contudo, com boa alta de 2,74% depois de 3,28%; já o IPA Industrial está perto da estabilidade, com 0,03% após 0,12%. No ano, o IPA avança 2,52% e, em 12 meses, acumula alta de 1,27%. Entre as etapas de produção, houve movimentos díspares. As Matérias-Primas Brutas tiveram a maior desaceleração (1,54% para 0,44%), com a contribuição das quedas em minério de ferro (-1 88% para -9,53%), mandioca (-2,39% para -7,93%) e bovinos (0,23% para -0,61%). Os Bens Finais também tiveram decréscimo na taxa de variação entre março e abril (0,57% para 0,50%), com destaque para alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de 9,86% para 2,50%. Já os Bens Intermediários avançaram no período, de 0,69% para 1 16%, por causa principalmente do aumento de combustíveis e lubrificantes para a produção (-2,58% para 5,32%).

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/inflacao-do-aluguel-desacelera-em-abril-diz-fgv-27042018

PERT SN regulamentado pelo Comitê Gestor do Simples Nacional
Data: 27/04/2018

PERT SN regulamentado pelo Comitê Gestor do Simples Nacional

A adesão ao PERT-SN poderá ser feita até 9/7/2018, de acordo com os procedimentos que serão estabelecidos pela Receita Federal, PGFN, Estados e Municípios. O Refis do Simples Nacional finalmente caminha para a tão aguardada liberação do sistema para que micro e pequenas empresas possam optar pelo parcelamento. O Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte optantes pelo Simples Nacional (PERT-SN), além de lei, agora foi regulamentado pelo Comitê Gestor do Simples Nacional, no dia 23 de abril. A adesão ao PERT-SN poderá ser feita até 9/7/2018, de acordo com os procedimentos que serão estabelecidos pela Receita Federal, PGFN, Estados e Municípios. Aproximadamente 600 mil micro e pequenas empresas optantes pelo Simples poderão ser beneficiadas. É importante destacar que, nesse programa, somente poderão ser incluídas as dívidas apuradas na forma do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte da Lei Complementar 123/2006 (Simples Nacional) . Os débitos apurados no Simples Nacional até a competência de novembro de 2017 poderão ser parcelados em até 180 parcelas mensais. As cinco primeiras parcelas vencerão a partir do mês de adesão, correspondendo a 1% da dívida consolidada, corrigidas pela SELIC. Caso o contribuinte não pague integralmente os valores correspondentes a 5% da dívida consolidada (com as devidas atualizações), o parcelamento será cancelado. O saldo restante (95%) poderá ser: Liquidado integralmente, em parcela única, com redução de 90% dos juros de mora, 70% das multas de mora, de ofício ou isoladas e 100% dos encargos legais, inclusive honorários advocatícios; Parcelado em até 145 mensais e sucessivas, com redução de 80% dos juros de mora, 50% das multas de mora, de ofício ou isoladas e 100% dos encargos legais, inclusive honorários advocatícios; ou Parcelado em até 175 mensais e sucessivas, com redução de 50% dos juros de mora, 25% das multas de mora, de ofício ou isoladas e 100% dos encargos legais, inclusive honorários advocatícios. A escolha da modalidade ocorrerá no momento da adesão e será irretratável. O valor da parcela mínima será de R$ 50,00 para o Microempreendedor Individual - MEI e de R$ 300,00 para as demais microempresas e empresas de pequeno porte. As parcelas serão corrigidas pela SELIC. A adesão ao PERT/SN suspende eventual termo de exclusão do Simples Nacional, inclusive Ato Declaratório Executivo, que estiver no prazo de regularização de débitos tributários, que é de 30 dias a partir da ciência do respectivo termo. Os pedidos serão direcionados à RFB, exceto com relação aos débitos: Inscritos em Dívida Ativa da União, os quais serão parcelados junto à PGFN; De ICMS e de ISS encaminhados para inscrição em dívida ativa dos Estados ou Municípios, em virtude de convênio com a PGFN, que serão parcelados junto aos respectivos entes federados. O pedido de parcelamento implicará desistência compulsória e definitiva de parcelamento anterior (até a competência de novembro/2017), sem restabelecimento dos parcelamentos rescindidos caso o novo parcelamento venha a ser cancelado ou rescindido. O MEI deve entregar a Declaração Anual do Simples Nacional – DASN-SIMEI para os períodos objeto do parcelamento. Por Mariana Bruno para o Portal Contábeis

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/contabeis/pert-sn-regulamentado-pelo-comite-gestor-do-simples-nacional-27042018

Dólar abre em alta e é vendido acima de R$ 3,50
Data: 25/04/2018

Moeda norte-americana avançou 0,48% na terça, fechando o dia a R$ 3,4693, maior valor desde dezembro de 2016

O dólar abriu em alta nesta quarta-feira (25) e rompeu a barreira dos R$ 3,50 logo no início da sessão, às 9h07, quando era vendido a R$ 3,5057. A moeda norte-americana não fecha acima dessa barreira desde 2 junho de 2016. Às 9h50 o dólar era vendido por R$ 3,5010. A moeda brasieira é a terceira que mais se desvalorizou no mês de abril. O motivo é a expectativa em torno do aumento dos juros básicos nos Estados Unidos, medida que atrai dólares para o mercado norte-americano e afasta investidores dos demais países, levando à alta em suas moedas locais. Outro motivo é a incerteza no cenário eleitoral brasileiro. O dólar fechou a terça-feira com alta de 0,48%, a R$ 3,4693 na venda (depois de bater a máxima de R$ 3,4820 no dia). Foi o maior valor de fechamento desde 2 de dezembro de 2016, quando a moeda estava cotada em R$ 3,4726.

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/dolar-abre-em-alta-e-e-vendido-acima-de-r-350-25042018

Brasileiros gastam cerca de R$ 16,7 bilhões no exterior no 1º trimestre
Data: 25/04/2018

Aumento foi de 10,2% em relação ao mesmo período de 2017, que havia registrado cerca de R$ 15,2 bilhões em gastos

O gastos de brasileiros no exterior chegaram a cerca de R$ 16,7 bilhões (US$ 4,932 bilhões) no primeiro trimestre deste ano. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (25) pelo BC (Banco Central). Em relação ao mesmo período de 2017, houve crescimento de 10,2%, quando foi registrado cerca de R$ 15,2 bilhões (US$ 4,474 bilhões) em despesas com viagens internacionais. Esse foi o maior resultado para o primeiro trimestre desde 2015, quando foram registrados R$ 17,7 bilhões (US$ 5,232 bilhões). As receitas de estrangeiros ficaram em R$ 6,5 bilhões (US$ 1,934 bilhão) nos três meses do ano, contra R$ 6,27 bilhão (US$ 1,846 bilhão) no mesmo período de 2017. Em março, os gastos de brasileiros em viagens ao exterior chegaram a R$ 5,18 bilhões (US$ 1,524 bilhão). No mesmo mês do ano passado, essas despesas foram um pouco maiores: R$ 5,20 bilhões (US$ 1,533 bilhão). Já as receitas de estrangeiros no Brasil ficaram em R$ 1,84 bilhão (US$ 544 milhões), contra R$ 2,21 bilhões (US$ 650 milhões) no mesmo mês de 2017. Com os gastos de brasileiros no exterior maiores que as receitas de estrangeiros no Brasil, o saldo das viagens internacionais ficou negativo em R$ 3,33 bilhões (US$ 980 milhões) em março e em US$ 2,998 bilhões no primeiro trimestre.

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/brasileiros-gastam-cerca-de-r-167-bilhoes-no-exterior-no-1-trimestre-25042018

Governo fecha março com maior rombo para mês desde 1997
Data: 25/04/2018

Déficit primário de R$ 24,828 bilhões corresponde às contas do Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social

As contas do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) tiveram rombo primário de R$ 24,827 bilhões em março, o pior desempenho para o mês na série histórica, que tem início em 1997. Entre janeiro e março deste ano, o resultado primário foi de déficit de R$ 12,980 bilhões, o melhor resultado desde 2015. Em igual período do ano passado, esse mesmo resultado era negativo em R$ 19,563 bilhões. Em 12 meses, o governo central apresenta um déficit de R$ 119,5 bilhões, o equivalente a 1,78% do PIB. Para este ano, a meta fiscal admite um déficit de até R$ 159 bilhões nas contas do Governo Central. As contas do Tesouro Nacional — incluindo o Banco Central — registraram um déficit primário de R$ 4,701 bilhões em março. No ano, porém, o saldo positivo primário acumulado nas contas do Tesouro Nacional (com BC) é de R$ 36,072 bilhões. As contas apenas do Banco Central tiveram superávit de R$ 43 milhões em março e déficit de R$ 135 milhões no acumulado do ano até o mês passado. No mês passado, o resultado do INSS foi um déficit de R$ 20,127 bilhões. Já no acumulado do ano, o resultado foi negativo de R$ 49,052 bilhões. Receitas O resultado de março representa alta real de 1,4% nas receitas em relação a igual mês do ano passado. Já as despesas tiveram alta real de 12,6%. No ano até março, as receitas do governo central subiram 7,6% ante igual período de 2017, enquanto as despesas aumentaram 4,6% na mesma base de comparação.

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/governo-fecha-marco-com-maior-rombo-para-mes-desde-1997-25042018

Desemprego cresce na Grande São Paulo e fecha março em 16,9%
Data: 25/04/2018

Os dados são de pesquisa da Fundação Seade-Dieese. O número estimado de desempregados é de 1,860 milhão de pessoas

Pesquisa da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) e do Dieese (Departamento de Estatística e Estudos Socioeconômicos) apontou que a taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo fechou março em 16,9%, com crescimento de 0,5 ponto percentual em relação a fevereiro. O contingente de desempregados foi estimado em 1,860 milhão de pessoas, 59 mil a mais do que no mês anterior, resultado de uma retração no nível de ocupação de 36 mil postos de trabalho e do acréscimo de 23 mil pessoas à força de trabalho da região. Os dados da Secretaria de Planejamento e Gestão do Ministério do Trabalho/Fundo de Amparo ao Trabalhador demonstram ainda que o nível de ocupação caiu 0,4% e o contingente de ocupados foi estimado em 9,146 milhões pessoas. O número de assalariados permaneceu praticamente estável (-0,1%), mantendo-se no setor privado (0,1%) e com retração no setor público (-3,0%). O setor privado apresentou uma pequena variação positiva (0,3%) no salário com carteira assinada, enquanto o sem carteira registrou redução (-1,6%). Os contingentes de trabalhadores autônomos e domésticos variaram negativamente (-0,4% e -0,3%, respectivamente). Entre janeiro e fevereiro de 2018, variaram positivamente o rendimento médio real dos ocupados (0,3%) e o dos assalariados (0,9%), passando a equivaler a R$ 2.084 e R$ 2.150, respectivamente. Entre os assalariados do setor privado, aumentaram os rendimentos na indústria de transformação (3,1%) e, em menor proporção, nos serviços (0,3%).

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/desemprego-cresce-na-grande-sao-paulo-e-fecha-marco-em-169-25042018

O que muda com o fim da Medida Provisória da reforma trabalhista?
Data: 23/04/2018

Texto que modificava legislação aprovada em novembro do ano passado não foi analisado no Congresso e perde validade nesta segunda-feira

A Medida Provisória que alterava 17 pontos da reforma trabalhista perderá a validade nesta segunda-feira (23), após ter ficado parada no Congresso Nacional. Como consequência, a legislação em vigor passa a ser o texto integral aprovado na reforma trabalhista, incluindo pontos considerados conflituosos entre os parlamentares. Essa MP foi editada pelo presidente Michel Temer (MDB) uma semana após entrar em vigor a reforma trabalhista, em novembro do ano passado. O texto fez parte de um acordo entre Temer e os senadores para evitar que o Senado alterasse o projeto aprovado pela Câmara. Caso houvesse modificação, a reforma voltaria para os deputados, o que atrasaria a votação. O governo tinha pressa em aprovar o texto. O professor do curso de pós-graduação em Novo Direito do Trabalho, da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), André Jobim de Azevedo diz que a expiração da MP vai contra aquilo que o governo pretendia com a reforma trabalhista, que era criar segurança jurídica. — Será enorme a ausência de tranquilidade se essa medida provisória não for reeditada. Quem cumpriu até agora o que faz? É uma questão de direito intertemporal seríssima e difícil. A comissão mista no Congresso para discutir o tema foi criada somente 80 dias após o envio da medida provisória, no dia 6 de março. No entanto, o Planalto já prepara um decreto, sem data prevista, para regulamentar a reforma. De acordo com relator da lei, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), para os pontos que não forem regulamentados por decreto, ficarão valendo as regras da reforma trabalhista aprovadas e que entraram em vigor em 11 de novembro de 2017. Confira alguns pontos que haviam sido modificados pela MP que alterava a reforma trabalhista e deixam de valer a partir desta segunda-feira até que haja uma nova legislação a respeito. Validade A Medida Provisória garantia que a reforma trabalhista valeria para contratos novos e antigos. Porém, o texto original da lei não deixa isso claro. Com a perda de validade da MP, o assunto agora deverá ser decidido pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho), mas ainda sem data prevista para acontecer. O TST também criou uma comissão para analisar quais súmulas do tribunal deverão ser alteradas com a reforma trabalhista. Trabalho intermitente Executado em períodos alternados de horas, dias ou meses Uma dos principais itens que perde a validade é a quarentena. Um trabalhador que fosse demitido só poderia ser recontratado pelo mesmo patrão em regime intermitente após 18 meses. Sem a MP, não existe um período mínimo entre dispensa e contratação. Grávidas e lactantes As gestantes poderiam ser afastadas de atividade insalubre e exerceriam o trabalho em local salubre. Neste caso, não recebiam mais adicional de insalubridade. Para as lactantes, o afastamento tinha que ser precedido de apresentação de atestado médico. O trabalho em locais insalubres de grau médio ou mínimo somente era permitido quando a grávida, voluntariamente, apresentasse atestado médico autorizando a atividade. Jornada 12×36 Acordo individual escrito para a jornada de trabalho de 12 horas, seguidas de 36 horas de descanso, só poderia ser feito no setor de saúde (como hospitais). Nos demais setores econômicos, essa jornada deveria ser estabelecida por convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. Agora, passa a valer a mesma regra para todos. Patrão e funcionário poderão acertar esse regime sem que a decisão valha para toda a categoria. Comissão de empregados "Nas empresas com mais de duzentos empregados, é assegurada a eleição de uma comissão para representá-los, com a finalidade de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores", prevê o artigo 510-A da reforma. Porém, a MP acrescentava um item adicional que dizia: "a comissão de representantes dos empregados não substituirá a função do sindicato de defender os direitos e os interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas, hipótese em que será obrigatória a participação dos sindicatos em negociações coletivas de trabalho". Com a perda da validade da MP, as comissões terão poder de decidir questões de trabalhadores de determinada empresa sem a participação do sindicato. Autônomos O autônomo poderia ter mais de um trabalho, no mesmo setor ou em outro diferente. Tinha o direito de recusar atividade exigida pelo tomador em caráter exclusivo. Com o fim da MP, a empresa poderão exigir que o autônomo preste serviço somente a ela.

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/o-que-muda-com-o-fim-da-medida-provisoria-da-reforma-trabalhista-23042018

Fim de MP piora direitos dos trabalhadores, critica Anamatra
Data: 23/04/2018

Associação de juízes trabalhistas diz que fim da MP que alterou reforma trabalhista mostra descaso do governo com setor

Com o fim da Medida Provisória 808/2017, extinta nesta segunda-feira (23), voltam a valer trechos polêmicos da Reforma Trabalhista aprovada em novembro pelo Congresso. A Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho) critica o vencimento da MP, o que representaria o descaso do governo federal com o tema, e afirma que o trabalhadores brasileiros entram a partir de hoje em um período de piora em seus direitos. A Medida Provisória 808/2017 foi assinada pelo presidente Michel Temer três dias após o Congresso aprovar a mudança da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), chamada de reforma trabalhista. O objetivo da MP era modificar trechos polêmicos aprovados pelo Congresso e que não foram alterados por deputados e senadores para que o texto não passasse por novas votações, o que atrasaria a publicação da reforma. Com o fim da MP, esses trechos polêmicos voltam a valer, como a possibilidade de um trabalhador CLT ser demitido e contratado imediatamente na sequência como trabalhador intermitente. A MP previa uma quarentena de 180 meses entre o tempo de demissão e recontratação, com objetivo de impedir a precarização instantânea no contrato de um trabalho. Essa possibilidade agora está liberada. Para o juiz Guilherme Guimarães Feliciano, presidente da Anamatra e membro do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas e interior de SP), o fim da MP amplia o cenário de insegurança jurídica da reforma trabalhista. — Com a queda da MP, dispositivos polêmicos da Reforma e, segundo a Anamatra, inconstitucionais, voltam a fazer parte da realidade do mercado de trabalho brasileiro. Ele cita as limitações à indenização por dano moral, a possibilidade de um trabalhador negociar individualmente a jornada 12x36, a possibilidade de gestantes trabalharem em ambientes insalubres e o dispositivo que prevê a figura do “trabalhador autônomo exclusivo” (veja as principais mudanças ao final). — A caducidade da MP por decurso de prazo representa claro descaso para com a preservação do patrimônio jurídico social legado pela Constituição Federal de 1988 e confirma o epílogo funesto do processo de desconstrução do Estado Social que segue caminhando, agora com braços abertos para a própria tese do ‘enxugamento’ da Justiça do Trabalho, que já volta a ser entoado por parte da grande mídia. O cidadão deve estar alerta para isto. Feliciano critica a redução da quantidade de processos trabalhistas, que se deve, na sua avaliação, ao medo que a reforma impôs aos trabalhadores. — Muito se tem falado sobre a redução do número de ações trabalhistas após a Reforma, como se aí houvesse um grande ganho; mas pouco se fala a respeito das razões desta redução. O acesso à Justiça foi tolhido com a edição da lei, notadamente em virtude da gratuidade judiciária fictícia que passou a prever. (...) Muitos trabalhadores agora temem procurar a Justiça do Trabalho por variados motivos, entre eles o temor de sair com dívidas e, por outro lado, o medo do desemprego, em um mercado de trabalho que se torna cada vez mais precário.

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Restituição pode ser paga em conta conjunta de contribuintes
Data: 23/04/2018

Prazo para envio do Imposto de Renda 2018 termina no dia 30 de abril deste ano e os contribuintes que não respeitarem a data podem ser multados

Para receber a restituição do Imposto de Renda, o contribuinte precisa indicar uma conta bancária e ter os créditos depositados na data determinada pela Receita Federal. Segundo o órgão, se dois contribuintes dividem uma conta, ambos podem indicá-la para receber o valor. A Receita afirma que o créditos também podem ser solicitados via conta poupança. — O crédito da restituição só pode ser efetuado em conta-corrente ou de poupança de titularidade do contribuinte. O calendário de restituição é determinado de acordo com a data que a pessoa entregou a declaração do IR. Quem entregou logo nos primeiros dias receber os créditos primeiro. O primeiro lote de pagamentos prioriza idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência. O prazo para envio da declaração do Imposto de Renda 2018 termina no dia 30 de abril deste ano. Os contribuintes que não respeitarem a datas podem ser multados. O valor da multa varia de R$ 165,74 a 20% do imposto devido.

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Minério de ferro dispara quase 7% na China
Data: 19/04/2018

O minério de ferro para entrega no porto de Qingdao, na China , subiu quase 4 por cento, para 68,45 dólares por tonelada.

MANILA (Reuters) - Os contratos futuros de minério de ferro na China subiramquase 7 por cento nesta quinta-feira, atingindo o seu mais alto nível em quase um mês, em meio a expectativas relacionadas a um movimento de Pequim para reduzir o volume de dinheiro que a maioria dos bancos comerciais e estrangeiros deve manter como reservas para pagar financiamentos. Isso poderia ajudar a impulsionar a demanda por aço. Mas alguns operadores também dizem que a atividade comercial especulativa pode estar por trás do aumento dos preços, com a oferta da matéria-prima do aço permanecendo elevada. Junto com o minério de ferro, outras commodities negociadas na China também tiveram alta, incluindo borracha, níquel, alumínio e zinco. O minério de ferro mais negociado na bolsa de Dalian fechou em alta de 6,5 por cento, a 475 iuanes (76 dólares) a tonelada, atingindo durante a sessão máxima de 476 iuanes, mais alto valor desde 23 de março. O anúncio do Banco Central da China sobre o corte na taxa do compulsório de bancos foi feito na terça-feira. O vergalhão de aço na bolsa Xangai subiu 2 por cento, a 3.516 iuanes por tonelada. Os estoques de minério de ferro nos principais portos da China ficaram em 160,1 milhões de toneladas em 13 de abril, não muito abaixo de um recorde 161,68 milhões de toneladas registrado ao final de março, segundo dados da consultoria SteelHome mostrou. O minério de ferro para entrega no porto de Qingdao, na China , subiu quase 4 por cento, para 68,45 dólares por tonelada. (Por Manolo Serapio Jr)

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/minerio-de-ferro-dispara-quase-7-na-china-19042018

Confiança da indústria cai em abril, diz prévia da FGV
Data: 19/04/2018

Índice de Confiança da Indústria apurado na prévia da sondagem de abril teve um recuo de 0,7 ponto em relação ao resultado fechado de março

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) apurado na prévia da sondagem de abril teve um recuo de 0,7 ponto em relação ao resultado fechado de março, para 101,1 pontos, informou nesta quinta-feira (19) a FGV (Fundação Getulio Vargas). Sob a métrica de médias móveis trimestrais, o ICI mantém a tendência de alta iniciada no segundo semestre do ano passado, com um avanço previsto de 0,5 ponto em abril. Após duas altas consecutivas, o IE (Índice de Expectativas) caiu 1,6 ponto em abril, para 101,2 pontos. Já o ISA (Índice da Situação Atual) permaneceu relativamente estável, com ligeira alta de 0,1 ponto, para 100,7 pontos. O Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) da indústria indicou uma estabilidade na prévia de abril ante o fechamento de março, permanecendo em 76,1%, o maior patamar desde maio de 2015, quando estava em 76,6%. A prévia dos resultados da Sondagem da Indústria abrange a consulta a 794 empresas entre os dias 2 e 18 de abril. O resultado final da pesquisa será divulgado no próximo dia 26.

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/confianca-da-industria-cai-em-abril-diz-previa-da-fgv-19042018

Optantes pelo Simples Nacional podem aderir ao Parcelamento Especial de débitos
Data: 19/04/2018

Optantes pelo Simples Nacional podem aderir ao Parcelamento Especial de débitos

A Lei Complementar nº 162/2018 instituiu o Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pert-SN), permitindo o parcelamento de débitos tributários. As empresas interessadas no parcelamento especial dos débitos devem acessar, até o dia 9 de julho de 2018, o portal eletrônico da Receita Federal do Brasil ou do Simples Nacional para solicitar a adesão ao Pert-SN. Os interessados no parcelamento especial pagarão, no mínimo, 5% (cinco por cento) do valor da dívida consolidada, sem redução, em até cinco parcelas mensais e sucessivas, pagando o saldo devedor através das seguintes opções: a) liquidado integralmente, em parcela única, com redução de 90% (noventa por cento) dos juros de mora, 70% (setenta por cento) das multas de mora, de ofício ou isoladas e 100% (cem por cento) dos encargos legais, inclusive honorários advocatícios; b) parcelado em até cento e quarenta e cinco parcelas mensais e sucessivas, com redução de 80% (oitenta por cento) dos juros de mora, 50% (cinquenta por cento) das multas de mora, de ofício ou isoladas e 100% (cem por cento) dos encargos legais, inclusive honorários advocatícios; c) parcelado em até cento e setenta e cinco parcelas mensais e sucessivas, com redução de 50% (cinquenta por cento) dos juros de mora, 25% (vinte e cinco por cento) das multas de mora, de ofício ou isoladas e 100% (cem por cento) dos encargos legais, inclusive honorários advocatícios. O valor mínimo das prestações é de R$ 300,00 (trezentos reais), exceto no caso dos Microempreendedores Individuais (MEIs), cujo valor será definido pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN). Fonte: CONTADORES.CNT.BR

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FMI: Brasil vai crescer mais em 2018 e 2019, mas longe da média global
Data: 17/04/2018

Fundo Monetário Internacional prevê alta de 2,3% e 2,5% da economia brasileira neste ano e no próximo ano, bem abaixo dos 3,9% no mundo

A economia do Brasil terá um crescimento maior que o esperado neste e no próximo ano, na visão do FMI (Fundo Monetário Internacional), puxado pela recuperação do consumo privado e dos investimentos, mas a performance do país ainda estará muito aquém da média global e das economias emergentes. O PIB (Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas produzidas por um país) do Brasil crescerá 2,3% e 2,5% em 2018 e 2019, respectivamente. Ambas as projeções são 0,4% superiores à previsão de janeiro, mostrou o documento "Perspectiva Econômica Global" do fundo, divulgado nesta terça-feira (17). "Após profunda recessão em 2015-16, a economia do Brasil voltou a crescer em 2017 (1%) e espera-se que melhore para 2,3% em 2018 e 2,5% em 2019, impulsionado por consumo privado e investimento mais fortes", trouxe o FMI em relatório. A projeção da entidade, apesar de bem melhor do que no início do ano, é mais tímida se comparada com as contas feitas por economistas no país. Pesquisa Focus do Banco Central, que coleta todas as semanas projeções do mercado, mostra que a expectativa é de crescimento de 2,76% e 3% em 2018 e 2019, respectivamente. Os números deste ano, no entanto, vêm perdendo força nos últimos meses, com dados econômicos mais fracos. Na segunda (16), por exemplo, foi divulgado que o IBC-BR (Índice de Atividade Econômica do BC), espécie de sinalizador do PIB, apresentou expansão de apenas 0,09% em fevereiro na comparação com o mês anterior, abaixo das expectativas em pesquisa Reuters com economistas. O FMI manteve a projeção de crescimento global de 3,9% tanto para este ano quanto para o próximo, ao mesmo tempo em que vê as economias emergentes e em desenvolvimento crescendo 4,9% e 5,1%, respectivamente. "Embora a alta taxa de crescimento reflita principalmente a continuidade do forte desempenho na Ásia emergente, a captação projetada mostra melhores perspectivas para exportadores de commodity depois de três anos atividade econômica muito fraca", explicou o FMI. Para a América Latina e Caribe, a expansão calculada é de 2% neste ano e de 2,8% em 2019 — 0,1 e 0,2 ponto percentual a mais do que no levantamento anterior. "A recuperação gradual do crescimento continua na América Latina e Caribe, uma região gravemente afetada pela queda nos preços das commodities em 2014–16", trouxe a entidade. O fundo também chamou a atenção para a cena política incerta, que poderá acabar em nova agenda, "inclusive no contexto das próximas eleições ou suas conseqüências imediatas em vários países (como o Brasil, a Colômbia, a Itália e o México)".

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/fmi-brasil-vai-crescer-mais-em-2018-e-2019-mas-longe-da-media-global-17042018

Casa própria: nova taxa de juros gera economia de ao menos 6,5%
Data: 17/04/2018

Imóvel de R$ 450 mil fica R$ 77 mil mais barato ao final de 360 meses de financiamento, segundo levantamento exclusivo da Anefac para o R7

A redução dos juros para financiamento da casa própria com recursos da poupança, na Caixa Econômica Federal, gera economia significativa no preço final do imóvel, entre 6,5% e 7% do valor total gasto. Para especialistas, as novas regras devem aquecer o mercado imobiliário e garantir que milhares de reais fiquem no bolso dos consumidores. A pedido do R7, a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) realizou três simulações para o financiamento contratado pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), segundo as novas taxas anunciadas pelo banco estatal na segunda-feira (16). As taxas passaram de 10,25% para 9% ao ano, no caso de imóveis dentro do SFH (Sistema Financeiro de Habitação), e de 11,25% para 10% para imóveis financiados com recursos do SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário). Para aquisição de imóvel novo no valor de R$ 450 mil, com a redução dos juros, a economia é de R$ 77.774,79 no financiamento — o valor final gasto caiu de R$ 1.113.189,62 para R$ 1.035.414,83, ou 6,98% a menos. Já no financiamento de um apartamento de R$ 1.500.000, a economia é de R$ 257.100,22, ou 6,56% do valor final gasto (de R$ 3.916.098,74 para R$ 3.658.998,52). Para a realização dos cálculos, foi utilizado o Sistema de Amortização SAC (Sistema de Amortização Constante). Para o financiamento de imóveis de até R$ 950 mil, foi usado o SFH e, acima deste valor, o SFI. O prazo de financiamento usado como base é de 360 meses (30 anos). Mercado aquecido “Essa movimentação era esperada pelo setor imobiliário, a redução da taxa pode parecer pequena, mas a longo prazo faz diferença no bolso do consumidor”, diz Flavio Amary, presidente do Secovi-SP. — E é muito positiva para o mercado, que volta a aquecer e crescer de forma sustentável não só em São Paulo, mas em todo o país. Além de aquecer o mercado imobiliário, a medida ajuda a Caixa a volta a crescer, na avaliação do professor Alberto Ajzental, da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas. — A Caixa perdeu posição, a redução das taxas é um movimento no sentido de recuperar a liderança do setor. Em abril do ano passado, a Caixa fechou o financiamento para as linhas de crédito mais baratas e só retomou em janeiro deste ano. Também passou 17 meses sem mexer nas taxas de juros. Era o único banco a trabalhar com dois dígitos e, com as mudanças, volta a ser mais competitivo. Além da redução das taxas de juros, o banco anunciou que elevou de 50% para 70% o teto de financiamento de imóveis usados, retornando ao antigo patamar que vigorou até setembro de 2017. Os recursos disponíveis para o crédito imobiliário é de R$ 82,1 bilhões. Quando o teto para financiamento do imóvel usado aumenta, automaticamente, mais pessoas são incluídas no mercado imobiliário, pois a quantia de dinheiro que o adquirente precisará para dar a entrada será menor. “Também é importante observar que, com a recessão, a alta do desemprego e mesmo a insegurança quanto à estabilidade de emprego tornaram as pessoas mais cautelosas quanto às dívidas. Muitas evitaram entrar em financiamentos”, avalia Miguel José Ribeiro de Oliveira, Diretor de Economia da Anefac. — Com a economia se recuperando e a redução das taxas de juros, há um estímulo maior às vendas e começamos a entrar em um círculo virtuoso: pessoas voltam a comprar, aumenta a geração de empregos e assim por diante. Ajzental concorda. Ele diz que os consumidores e os bancos se tornaram mais cautelosos com a crise, mas que esse cenário já começa a ser revertido. — O saldo da poupança cresceu, havia dinheiro para ser emprestado, mas as pessoas evitaram as dívidas, e os bancos também se tornaram mais seletivos quanto à concessão de crédito. A compra de um imóvel é a mais importante na vida de uma pessoa. Ela terá uma dívida que compromete 20% de sua renda por 25 anos de sua vida. É uma decisão que precisa ser bem analisada.

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/casa-propria-nova-taxa-de-juros-gera-economia-de-ao-menos-65-17042018

Quatro maiores bancos detêm 78% do mercado de crédito e 76% dos depósitos, informa Banco Central
Data: 17/04/2018

Operações de crédito estão concentradas em Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, diz Relatório de Estabilidade Financeira do BC referente ao segundo semestre de 2017.

taú-Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, os quatro maiores conglomerados bancários do país, fecharam o ano de 2017 com 78,5% do mercado de crédito e com 76,35% dos depósitos de correntistas, informou o Banco Central nesta terça-feira (17) por meio do Relatório de Estabilidade Financeira do segundo semestre do ano passado. Os números ficaram praticamente estáveis em relação aos registrados em junho de 2017, quando essas instituições financeiras detinham 78,65% de todas as operações de crédito e 76,74% dos depósitos bancários. Em 2007, as quatro maiores instituições financeiras possuíam 54,6% das operações de crédito e 59,34% dos depósitos, indicador que mostra que a concentração bancária era muito menor no país há dez anos. Os dados foram divulgados em um momento de questionamento da concentração de mercado e do impacto disso nos juros bancários, que continuam em patamar elevado em relação ao resto do mundo, mesmo em um cenário de redução da taxa básica da economia, fixada pelo Banco Central. Atualmente, a taxa está na mínima histórica de 6,5% ao ano. Lucro dos bancos No ano passado, o lucro dos maiores bancos do país voltou a crescer, após ter recuado quase 20% em 2016. Somados, os ganhos das quatro maiores instituições financeiras com ações listadas na Bovespa – Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco e Santander – alcançaram R$ 57,63 bilhões no ano passado ante R$ 50,29 bilhões em 2016, o que corresponde a uma alta de 14,6%. O lucro da Caixa Econômica Federal disparou 202,6%, para R$ 12,5 bilhões. No relatório de estabilidade financeira, o Banco Central avaliou que a rentabilidade dos bancos foi "fortemente beneficiada pela queda das despesas de provisão para fazer frente às eventuais perdas" e acrescentou que o "nível de provisionamento da carteira de crédito permanece adequado ao seu perfil de risco". Sistema bancário No relatório divulgado nesta terça-feira sobre as instituições financeiras, o Banco Central também avaliou que o sistema bancário "dispõe de capital robusto, em nível e qualidade, para suportar os riscos assumidos e a retomada da concessão de crédito". "O risco de liquidez [falta de recursos para honrar compromissos] continua a apresentar pouca preocupação para o sistema bancário, e a perspectiva é de manutenção do baixo risco para o primeiro semestre de 2018", acrescentou a instituição. De acordo com o BC, resultados de testes de estresse de capital (simulações de riscos para os bancos) atestam aumento da resiliência (capacidade de se recobrar) do sistema bancário "que se mostra capaz de absorver as perdas estimadas em todos os cenários simulados". "A redução do risco de crédito, a melhora da rentabilidade e dos níveis de capitalização foram importantes para esse avanço", avaliou a instituição. Juros bancários Recentemente, em audiência pública no Senado Federal, o presidente do BC, Ilan Godlfajn, declarou que o ritmo de queda dos juros bancários não está adequado. "Queremos que a redução seja mais rápida, para que tenhamos logo crédito mais barato para famílias e empresas. Esse é um assunto da maior importância para nós, e o Banco Central tem se empenhado na implementação de ações para baixar o custo do crédito", declarou ele. Na ocasião, ele avaliou que o objetivo do BC é atacar, "de forma estrutural, não voluntariosa", todas as causas que tornam o custo de crédito alto no Brasil. Segundo ele, essas causas são: o alto custo operacional e regulatório; falta de boas garantias; necessidade de mais informação no sistema; subsídios cruzados; altos compulsórios; insuficiente estímulo à concorrência. O spread bancário (diferença entre a taxa de captação dos bancos e quanto cobram dos clientes) é alto quando é feita a comparação com o resto do mundo. Dentro do "spread", está o lucro dos bancos, a taxa de inadimplência, os impostos cobrados e depósitos compulsórios (valores que os bancos têm de deixar depositados no BC), entre outros. Medidas para baixar juros Para tentar baixar mais rapidamente as taxas bancárias, o BC anunciou, em abril do ano passado, uma mudança na regra do cartão de crédito, a fim de tentar forçar os bancos a reduzirem os juros do cartão. As taxas do cartão de fato caíram, mas a nova regra não impediu o aumento da inadimplência. Recentemente, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou uma nova regra que vai fazer com que os bancos ofereçam opções mais vantajosas de crédito para quem utilizar mais que 15% do limite do cheque especial por 30 dias, para dívidas acima de R$ 200. A regra entra em vigor em 1º de julho. Levantamento do G1 revela que os maiores bancos do país são justamente aqueles que concentram taxas mais altas nessa modalidade de crédito. Além disso, o BC reduziu em março, de 40% para 25% a alíquota de recolhimento compulsório pelos bancos nos depósitos à vista, e da poupança de 21% para 20%, na modalidade rural, e de 24,5% para 20%, nas demais modalidades. De acordo com o Banco Central, o novo patamar de recolhimento nos depósitos na poupança voltou ao nível anterior à crise de 2008. Com isso, injetou R$ 25,7 bilhões no sistema financeiro.

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Mineradora nega contaminação ambiental no Pará
Data: 10/04/2018

Alunorte admitiu o despejo de resíduos não autorizados nas águas de Bacarena nos dias 17 e 18 de fevereiro

A produtora de alumínio Norsk Hydro negou nesta segunda-feira (9) que sua refinaria de alumina Alunorte - a maior do mundo -, em Barcarena, no Pará, tenha contaminado as águas locais. O anúncio provocou reação do Ministério Público estadual, para quem é irresponsável qualquer tentativa de ocultar fatos denunciados. Citando um estudo interno e um relatório encomendado pela consultoria ambiental SGW Services, a Hydro disse que não foi encontrada nenhuma evidência de transbordamento de seus depósitos de bauxita ou de qualquer impacto ambiental significativo ou duradouro. Mineradora admite derrame de resíduos não autorizados no Pará As informações contradizem relatórios publicados pelo IEC (Instituto Evandro Chagas), que foi acionado pelos ministérios públicos estadual e federal, após denúncias de moradores locais durante fortes chuvas em meados de fevereiro. O instituto, vinculado ao Ministério da Saúde, apontou contaminação na região pela empresa. Após as denúncias da população local e das análises do IEC, a empresa terminou por admitir o despejo de efluentes no meio ambiente, em Barcarena, por acidente e também de forma intencional, por canais não licenciados, o que, segundo a Hydro, é "completamente inaceitável". Hydro vai começar a parar metade da Alunorte em meados de abril, dizem fontes A companhia reiterou, porém, que melhoraria o tratamento de água da planta. "Ambos os relatórios confirmam nossas declarações anteriores de que não houve transbordamento das áreas de depósito de resíduos de bauxita, bem como nenhuma indicação ou evidência de contaminação para comunidades locais próximas da Alunorte como resultado das fortes chuvas em fevereiro", disse o CEO da Hydro, Svein Richard Brandtzaeg, em nota. No mês passado, a empresa já havia informado que iria investir cerca de R$ 200 milhões para melhorias no sistema de tratamento de água da empresa. Além disso, informou nesta segunda-feira que irá aportar R$ 100 milhões nas comunidades locais, em uma iniciativa chamada Barcarena Sustentável. A Alunorte está atualmente operando com cerca de 50% da capacidade sob uma ordem judicial. A empresa avalia que os dois relatórios ambientais a ajudarão a obter permissão para retomar a produção total da fábrica, disse Brandtzaeg à Reuters, anteriormente. "Isso coloca os fatos sobre a mesa e nos dá uma base para resolver a situação", disse ele, acrescentando que a empresa está em "um diálogo construtivo" com as autoridades locais. A Alunorte, localizada no estado do Pará, conta com cerca de 2 mil funcionários e uma capacidade de produção de 6,3 milhões de toneladas, transformando bauxita em alumina, a qual vira posteriormente alumínio nas fundições. Na semana passada, a Alunorte acionou o Ministério Público do Pará na Justiça, pedindo que as conclusões do IEC fossem desconsideradas. Em nota, o Ministério Público do Pará afirmou nesta segunda-feira (9) que o despejo de efluentes sem tratamento no rio Pará pela Hydro é rotineiro e "gera impactos bastante graves, como provam laudos científicos e uma vasta quantidade de registros periciais e de depoimentos coletados". "Qualquer tentativa de ocultar esse fato é um violento ataque aos direitos das famílias que tiveram a saúde e os meios de subsistência profundamente prejudicados, e também é mais uma demonstração de irresponsabilidade e falta de transparência empresarial", disse o MP. As ações da Hydro chegaram a subir mais de 6%, superando o índice de referência de Oslo, estendendo ganhos desde antes da declaração da empresa ser publicada. A empresa também está se beneficiando de sanções impostas à rival Rusal, da Rússia, disseram operadores. O principal proprietário da Hydro, o Estado norueguês, com uma participação de 34,26 por cento, disse que teve uma reunião com a diretoria nesta segunda-feira e que continua a monitorar o caso de perto. Hydro troca responsável por Bauxita & Alumina na refinaria Alunorte Embate sobre resultados A diretora da SGW Andrea Aluani reforçou nesta segunda-feira as críticas da Hydro sobre o relatório do instituto. "Nós discordamos (do IEC) em virtude de uma série de erros e ausências de controle de qualidade dos laudos", disse Andrea, reiterando que o órgão não tem acreditação do Inmetro para algumas das conclusões. Em entrevista após o anúncio da empresa, o químico pesquisador em Saúde Pública da Seção de Meio Ambiente do IEC, Marcelo Lima, disse estar tranquilo diante das acusações, reiterando o rigor científico e protocolos que, segundo ele, atendem aos padrões de qualidade internacionais. "Nós já mostramos que esse material (efluentes da empresa) não pode ser lançado diretamente no rio, porque ele contém substancias tóxicas", frisou. Em nota, o IEC declarou que desconsiderar as análises realizadas pelo instituto é desconsiderar o que aconteceu em Barcarena e seus impactos na saúde ambiental e da população. "Hoje nenhuma empresa conseguirá fazer as análises dos impactos ocorridos nos dias 17 e 18 de fevereiro de 2018 nas águas de Barcarena, porque a dinâmica hidrográfica e pluvial na região é intensa e o cenário está em constante modificação", afirmou. Quanto à certificação pelo Inmetro, o IEC afirmou que iniciou seu programa de certificação junto ao órgão por etapas no ano de 2017.

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Dólar salta a R$ 3,42 e atinge maior nível desde o fim de 2016
Data: 10/04/2018

Alta de 1,6% da moeda norte-americana foi guiada por preocupação em torno das eleições deste ano com a possível ausência de Lula

O dólar subiu mais de 1,5% nesta segunda-feira (9) e voltou ao patamar de R$ 3,42, maior nível em quase um ano e meio, com os investidores cada vez mais temerosos com a cena eleitoral neste ano e com o exterior, diante de eventual guerra comercial entre Estados Unidos e China. O movimento aconteceu apesar da volta do BC (Banco Central) ao mercado cambial, com novo leilão de swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólar, para rolagem dos contratos que vencem em maio. Nesta sessão, a moeda norte-americana avançou 1,6%, a R$ 3,4219 na venda, maior nível desde 5 de dezembro de 2016, quando fechou a R$ 3,4294. Neste pregão, chegou à máxima de R$ 3,4237. Esse foi a sexta sessão de alta da moeda-norte-americana, acumulando valorização de 3,69%, com o mercado pouco a pouco precificando maiores aversões ao risco. O futuro tinha alta de cerca de 1,5% no final da tarde. "Ninguém sabe como as pessoas vão reagir ao pós-Lula, mas minha percepção é de que o desconforto e necessidade de mudanças vão prevalecer. E isso não é necessariamente bom para o mercado", afirmou o diretor de tesouraria de um banco estrangeiro. O cenário político continuava sendo fonte de preocupações para os mercados, após a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de semana. O petista, visto por investidores como menos comprometido com o controle das contas públicas, lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais deste ano e, mesmo sem concorrer, pode exercer influência no pleito como forte cabo eleitoral, o que não agrada os mercados financeiros. Analistas consultados logo após a prisão ser decretada disseram que o PT deverá, ao menos publicamente, insistir na candidatura à Presidência de Lula, mesmo com ele preso, pois esta é a estratégia que mais maximiza a transferência de votos para outro petista ou para um candidato aliado. "Para os investidores, o evento [prisão´] importa pelo eventual impacto que terá no quadro eleitoral de agora até outubro", afirmou o gestor de derivativos de uma corretora fluminense. "Com o quadro eleitoral ainda em aberto, é natural que os mercados locais demandem mais prêmios de risco", emendou. Ambiente externo A cena externa também continuou assombrando os mercados, com temores de que uma guerra comercial possa começar e, assim, afetar o fluxo de capitais. A China intensificou seus ataques contra o governo dos Estados Unidos nesta segunda-feira devido a bilhões de dólares em ameaças de tarifas, dizendo que Washington seria o culpado pelos atritos e repetindo que é impossível negociar sob as "circunstâncias atuais". No exterior, o dólar tinha leve baixa frente a uma cesta de moedas com persistentes preocupações sobre potencial conflito comercial entre EUA e China, e operava misto ante divisas de países emergentes. Profissionais comentaram que fluxo de saída de recursos nesta sessão também ajudo a içar o dólar ante o real. Dessa forma, a volta do BC ao mercado teve influência limitada nos negócios. A autoridade monetária vendeu nesta sessão toda a oferta de até 3.400 swaps, ou US$ 170 milhões do total de US$ 2,565 bilhões que vence em maio. Se mantiver esse volume e vendê-lo integralmente, o BC rolará o estoque total que vence no próximo mês.

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Receita abre consulta a lotes residuais do Imposto de Renda
Data: 09/04/2018

Mais de 78 mil contribuintes poderão sacar cerca de R$ 180 milhões, referentes a restituições dos últimos dez anos

A Receita Federal abriu nesta segunda-feira (9) consulta a dez lotes residuais de restituição do Imposto de Renda, referentes aos anos de 2008 a 2017. O montante total a ser restituído é de R$ 180 milhões e será creditado na contas de 78,5 mil contribuintes no próximo dia 16. A maior parte dos valores corresponde aos anos de 2017 e 2018. A consulta poderá ser feita no serviço e-CAC ou pelo telefone 146. A restituição ficará disponível para saque na conta do contribuinte durante um ano. Se o dinheiro não for resgatado nesse prazo, terá que ser solicitado novamente mediante preenchimento de um formulário. Quem tiver valores a receber e o crédito não ocorrer deve entrar em contato com o Banco do Brasil — telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) — para agendar a transferência.

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IR: contribuinte fora do Brasil pode enviar declaração depois do prazo?
Data: 05/04/2018

Prazo para entrega do documento termina no dia 30 de abril deste ano. Quem não respeitar a data está sujeito à multa

Os contribuintes que estiverem fora do Brasil durante o prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda não têm prorrogação do prazo. Segundo a Receita Federal, "a pessoa física que se encontra no exterior deve apresentar sua declaração até 30 de abril de 2018". — Recomenda-se que o contribuinte apresente sua declaração no prazo legal, no local onde se encontrar, indicando, no campo próprio, seu domicílio fiscal permanente. Como enviar a declaração A entrega da declaração do Imposto de Renda é feito por meio do sistema da Receita Federal. Como o envio acontece online, as pessoas que estão fora do Brasil também precisam respeitar o prazo. Os contribuintes precisam baixar o programa de preenchimento da declaração, disponível no site da Receita Federal. Os contribuintes que não enviarem a declaração dentro do prazo estão sujeitos à multa. O valor mínimo é de R$ 165,74 e o máximo pode chegar a até 20% do imposto devido.

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Governo faz últimos ajustes com TCU para leilão de distribuidoras da Eletrobras
Data: 03/04/2018

O governo está otimista com relação à aprovação do edital pelo TCU em prazo para realização do leilão em 21 de maio.

SÃO PAULO (Reuters) - O governo federal está dialogando com o Tribunal de Contas da União (TCU) para fazer os últimos ajustes antes da publicação do edital do leilão de seis distribuidoras da Eletrobras, afirmaram autoridades nesta terça-feira. Com o leilão das seis distribuidoras, que operam no Norte Nordeste, marcado para 21 de maio, o governo tem pouco mais de um mês para publicar o edital, que deve sair ao menos 15 dias antes do leilão. "O TCU é um elemento que a gente está conversando e estão sendo feitas as últimas acomodações no texto do edital", afirmou o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, a jornalistas em São Paulo. A venda das distribuidoras deverá preceder a privatização da própria Eletrobras, cujo processo está sendo discutido no Congresso Nacional. "No TCU é mais um conjunto de reuniões com os ministros para dar tranquilidade a eles em relação ao processo. Em relação ao mérito dos questionamentos, nós entendemos que temos bons argumentos para apresentar", explicou. O governo está otimista com relação à aprovação do edital pelo TCU em prazo para realização do leilão em 21 de maio. "O Tribunal de Contas é natural, o processo é, por muitas vezes difícil, não sejamos ingênuos, mas a gente está aprendendo a conviver com o TCU, então a gente não espera ganhar um relatório negativo", disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Augusto Barroso, no mesmo evento.

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Anglo paralisa produção de minério de ferro por 90 dias após vazamento
Data: 03/04/2018

suspensão das atividades de transporte de minérios pelo empreendimento Minas-Rio até que seja concluída auditoria ambiental independente no local.

Reuters) - A mineradora Anglo American informou nesta terça-feira que as atividades de produção e escoamento de minério de ferro no sistema Minas-Rio ficarão paralisadas por cerca de 90 dias, após um novo vazamento em um mineroduto em Minas Gerais. A empresa estimou até o momento em 60 milhões de reais o custo total das ações de reparação e recuperação operacionais, econômicas e socioambientais decorrentes dos incidentes com o mineroduto em Santo Antônio do Grama (MG). O montante não considera prejuízos decorrentes da paralisação das exportações, segundo a assessoria de imprensa da Anglo. Considerando que o sistema deveria exportar pelo menos 13 milhões de toneladas ao ano, a empresa deixaria de embarcar em 90 dias pouco mais de 3 milhões de toneladas. A título de comparação, esse volume geralmente representa cerca de 10 por cento das exportações totais do Brasil em um mês. Os embarques do país são dominados pelas vendas da Vale, maior produtora global de minério de ferro. A Anglo afirmou que precisará desses cerca de 90 dias para concluir a inspeção do mineroduto, que está com as operações suspensas por determinação do órgão ambiental federal Ibama após dois vazamentos em menos de um mês. Com as operações paralisadas, a empresa afirmou que vai dar férias coletivas para parte do pessoal que trabalha na mina, usina e planta de filtragem por 30 dias, a se iniciar em 17 de abril. Para o período subsequente, a Anglo afirmou que vai conversar com o sindicato e autoridades "para definir as alternativas que sejam mais adequadas para seus empregados". A Anglo interrompeu suas operações depois que um vazamento foi encontrado em 29 de março no mineroduto que transporta sua produção de minério de ferro de Minas Gerais até o Rio de Janeiro, em ponto 400 metros à frente do anterior. A empresa já havia interrompido suas operações anteriormente, entre 12 e 27 de março, devido ao rompimento do mineroduto em Santo Antônio do Grama, que causou o despejo de 300 toneladas de uma polpa formada por uma mistura de minério de ferro com água em um córrego na região. O minério da Anglo é transportado da mina e da usina de beneficiamento, em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas (MG), até o Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), ao longo do mineroduto de 529 quilômetros, que atravessa 33 municípios mineiros e fluminenses. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ajuizou, na segunda-feira, um pedido de tutela de urgência para que a Justiça determine a suspensão das atividades de transporte de minérios pelo empreendimento Minas-Rio até que seja concluída auditoria ambiental independente no local. O MPMG destacou ainda que, em 16 de março, a Justiça deferiu pedido liminar determinando o bloqueio de 10 milhões de reais da mineradora, com o objetivo de garantir a reparação e indenização dos danos sociais e ambientais causados.

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B2W vai oferecer área sem custo a vendedores do marketplace em centro de distribuição até fim do ano
Data: 03/04/2018

Outro lançamento anunciado para os vendedores no evento desta terça-feira é um sistema de alternância na seleção do vendedor que vai aparecer como melhor opção para o cliente no momento da compra.

SÃO PAULO (Reuters) - A B2W anuncia nesta terça-feira que vai disponibilizar, sem custo até o fim do ano, 105 mil metros quadrados no centro de distribuição de Itapevi (SP) para os vendedores ligados à sua plataforma de marketplace, em mais um passo para aumentar o número de empresas conectadas à sua plataforma e a seu serviço de logística. A medida, inicialmente restrita ao espaço no centro de distribuição de Itapevi, pode ser ampliada para outros locais de estoque da companhia, disse à Reuters o diretor financeiro e de relações com investidores da B2W, Fábio Abrate. "A gente está olhando essa iniciativa como um começo. Temos 11 centros de distribuição espalhados em cinco Estados", disse o executivo, acrescentando que a implantação nos demais locais ainda está em fase de estudo. Sem mencionar os custos normalmente praticados pela empresa, o executivo afirmou que o mercado cobra em média 5 reais por nota fiscal emitida. "Eu tenho capacidade, nessa metragem, de emitir 100 mil pedidos por dia", disse Abrate. O objetivo da empresa é que a representatividade do marketplace no volume dos negócios (GMV) suba dos 35 por cento no ano passado para mais de 50 por cento em 2018 e vem trabalhando junto aos vendedores para alcançar esse número. A empresa aproveitou a realização da terceira edição do seu Seller Day, nesta terça-feira, para fazer o anúncio. O encontro em São Paulo tem a participação de cerca de 1.500 pessoas, entre vendedores, fornecedores e parceiros estratégicos, número que vem crescendo a cada edição. Em 2016, no primeiro evento, foram reunidas cerca de 300 pessoas, passando para 1.000 no ano passado. Em agosto deste ano a empresa vai realizar mais um evento para os vendedores, que terá o foco voltado para a Black Friday, e a expectativa é reunir cerca de 3 mil pessoas. Ao final do ano passado, a B2W tinha quase 10 mil vendedores conectados à sua plataforma de marketplace e, com crescimento de cerca de 2 mil por trimestre, a empresa espera chegar ao final deste ano com aproximadamente 20 mil vendedores conectados à sua base. Os eventos de Seller Day, segundo Abrate, são voltados para os vendedores de porte médio e grande, uma vez que para os pequenos há outros canais de comunicação. "Acaba sendo mais voltado para o médio e para o grande... Esse está crescendo, está começando a encontrar algumas dificuldades e está querendo entender como a B2W pode ajudar a vender mais", disse o executivo, acrescentando que o número de participantes no evento vem crescendo não somente pelo aumento dos vendedores conectados, mas também devido à expansão das empresas já atuantes. "O próprio seller vem amadurecendo na plataforma. Um seller que era pequeno seis meses atrás já pode ser médio agora e grande lá na frente", disse. Além de aproximar o vendedor, a B2W quer ainda aumentar a adesão dessas empresas ao seu serviço de logística, o B2W Entrega. Atualmente, praticamente todas as vendas diretas da B2W são entregues por meio de logística própria e a adesão do marketplace ao B2W Entrega chegou a 50 por cento no final do ano passado, após ser lançado a esse público em março. O aumento da importância do serviço de logística levou a empresa a anunciar, no início de março, a criação em parceria com sua controladora Lojas Americanas de uma companhia que ficará encarregada pela gestão dos ativos de logística das duas empresas. Para atrair mais vendedores ao seu serviço de logística, além do espaço em seu centro de distribuição em Itapevi, a B2W está lançando para os vendedores conectados à sua plataforma e que já usam o B2W Entrega o acesso ao serviço Prime, serviço de assinatura para clientes que dá direito a frete grátis e entregas rápidas, disponível em cerca de 2.500 municípios do país. Outro lançamento anunciado para os vendedores no evento desta terça-feira é um sistema de alternância na seleção do vendedor que vai aparecer como melhor opção para o cliente no momento da compra. O algoritmo considera em uma série de variáveis, como preço, prazo e nível de serviço. No entanto, quando dois vendedores estão em patamares muito próximos, o sistema ainda não tinha uma margem e mantinha sempre o mesmo vendedor à frente. "A novidade em relação ao 'Buy Box' é que ele vai passar a ser randômico. Se dois sellers estão quase em igualdade de condição, pela regra antiga, um seria sempre escolhido. Agora vai ter um desvio e vai alternar se ficar dentro de uma margem", disse o executivo.

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Crédito para financiamento de imóveis cai pela metade
Data: 02/04/2018

Queda aconteceu em comparação com pico em 2014, antes da crise econômica, quando esses recursos atingiram patamar recorde

O volume de crédito destinado ao financiamento de imóveis com dinheiro da poupança caiu pela metade no último ano, na comparação com 2014, antes da crise econômica e quando esses recursos atingiram patamar recorde. O montante acumulado para financiar a compra e a construção da casa própria em 2017 foi de R$ 83 bilhões, ante os R$ 168 bilhões de três anos antes, segundo dados do Banco Central, em valores reais, já considerado o IPCA (índice oficial de inflação). Os números de 2017 representam a terceira queda seguida do volume de financiamento. O economista Armando Castelar, coordenador de economia aplicada do Instituto Brasileiro de Economia, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), afirma que queda é surpreendente. — Com a queda recente dos juros, seria razoável que começasse a ter uma recuperação do crédito imobiliário em 2017, em relação a 2016. É surpreendente que tenha continuado caindo. O consumidor só deve recuperar aos poucos a disposição para comprar um imóvel, e a tendência, segundo analistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, é que os bancos fiquem menos retraídos para emprestar em 2018 do que estavam no ano passado. Parte importante da explicação para o recuo do crédito imobiliário está na situação da Caixa Econômica, o banco da habitação. Sem capital para cumprir regras internacionais de proteção, o banco estatal reduziu os financiamentos e aumentou os juros. José Carlos Martins, da Cbin (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) afirma que não há ritmo para continuar no ritmo pré-crise. — Ela tem 70% do mercado, mas não tem capital para continuar no ritmo pré-crise. Para Miguel Oliveira, da Anefac (associação de executivos de finanças), as dificuldades pelas quais a Caixa tem passado devem limitar a oferta de juros menores para o consumidor. Segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), o banco estatal foi ultrapassado pelos concorrentes na concessão de crédito com recursos da poupança. Em nota, a Caixa diz que estuda diminuir a taxa de juros do financiamento. Lenta recuperação O desemprego, ainda em dois dígitos, é apontado como um dos fatores que mais atrapalham a alta do crédito. A desaceleração do financiamento acompanhou a alta do desemprego, que subiu da casa dos 6% para mais de 13%. Nos anos recentes, quem estava empregado tinha receio de embarcar em uma dívida que pode se estender por mais de 30 anos. Quem perdeu o emprego não conseguia mais financiar. O veterinário Erick Almeida, de 32 anos, teve de morar com a mãe por mais tempo. Ele havia começado a pagar um imóvel na planta, até perder o trabalho, em março do ano passado. — Depois de dois meses procurando uma outra vaga, desisti do imóvel. Sabia que quando o edifício ficasse pronto e o financiamento fosse repassado para o banco, não me aceitariam. Também pesou a perda de recursos da caderneta de poupança, que havia ficado menos atrativa para o investidor com a alta dos juros no fim do governo Dilma Rousseff, diz Martins, da Cbic. Para analistas, porém, a tendência é que muitas famílias que não conseguiam contratar um financiamento agora sejam atraídas pelos juros básicos em seu nível mais baixo.

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Material utilizado na Europa e nos EUA permite o dobro de durabilidade no Asfalto Novo
Data: 26/03/2018

Banco de dados do asfalto criado durante o programa irá orientar as manutenções nos próximos anos, gerando economia para capital

O monitoramento constante feito por técnicos da Secretaria Municipal de Serviços e Obras, somado ao uso de misturas asfálticas utilizadas na Europa e nos Estados Unidos, permite que a durabilidade do recape feito no programa Asfalto Novo em vias em todas as regiões de São Paulo chegue a oito anos. Em licitações anteriores, a exigência era de quatro anos. O programa Asfalto Novo começou no ano passado e investe R$ 550 milhões para recapear mais de 400 km de ruas e avenidas. Deste total, R$ 310 milhões são do dinheiro arrecadado com multas de trânsito. É a primeira vez que este recurso é investido na melhoria da qualidade do asfalto da cidade. Antes do programa, as intervenções de recape contavam com soluções simples de fresagem em três centímetros de profundidade, seguida da aplicação da massa asfáltica. A ação era finalizada com a drenagem, que pode provocar defeitos como trincas generalizadas e afundamentos. Segundo o secretário municipal de Serviços e Obras, Marcos Penido, hoje as intervenções ocorrem inversamente. “A água é o maior inimigo do pavimento. Antes de iniciar o trabalho da fresagem, da retirada da capa atual que está prejudicada, nós verificamos a qualidade do pavimento, se há necessidade de reparo profundo, se tem algum ponto de fragilidade. Verifica-se a guia e a sarjeta inteira, e a entrada da boca de lobo para checar se há algum ponto de acumulo de água e reparamos antes de iniciar a ação”, disse. A análise prévia, feita em conjunto com a Secretaria Municipal de Prefeituras Regionais, também permite que haja um planejamento sobre a espessura, os pontos de reparo e a qualidade do material que será utilizado de acordo com a necessidade da via, gerando economia porque não é aplicada uma mesma solução para todas as ruas. Os estudos possibilitaram ainda a utilização de materiais diferenciados dos aplicados em anos anteriores, como revestimentos (capa asfáltica) com mistura asfáltica tipo SMA com polímero e fibra. Essa mistura é amplamente utilizada na Europa, em países como a Alemanha, Suécia e Inglaterra, e apresenta vantagens como alta resistência à deformação permanente e à fadiga, maior vida útil e resistência a derrapagens. Outra novidade é o revestimento de mistura asfáltica tipo “Gap Graded”, criada para se trabalhar com o asfalto-borracha. Pesquisas realizadas nos EUA e no Brasil mostraram que essa mistura promove uma melhoria significativa ao revestimento, evitando problemas de deformação permanente e trincamento, além de proporcionar maior aderência entre o pneu e pavimento. Também estão sendo realizadas avaliações de drenagem em guias, sarjetas, sarjetões e bocas de lobo. A falta de conservação do sistema de drenagem subsuperficial é um dos principais fatores de deterioração precoce dos pavimentos. “Vamos aprimorar o gerenciamento para termos um banco de dados com todas as informações sobre as ações que estão sendo feitas agora para termos um raio-x de todas as ruas da cidade e, no futuro, programar as intervenções. A ideia é ter um trabalho sistemático de operação e manutenção da cidade”, finaliza o secretário.

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Dívida pública sobe 1,53% e chega a R$ 3,582 trilhões em fevereiro
Data: 26/03/2018

Tesouro afirma que aumento da dívida aconteceu por causa da emissão líquida de títulos e à apropriação positiva de juros

A DFP (Dívida Pública Federal) — que inclui o endividamento interno e externo do Brasil — teve aumento de 1,53% e passou de R$ 3,528 trilhões em janeiro para R$ 3,582 trilhões em fevereiro, segundo informou hoje (26), em Brasília, a Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda. Essa aumento da dívida, de acordo com o Tesouro, ocorreu por conta da emissão líquida de títulos, no valor de R$ 28,51 bilhões, e à apropriação positiva de juros, no valor de R$ 25,55 bilhões. A DPMFi (Dívida Pública Mobiliária Federal interna) — que é a parte da dívida pública que pode ser paga em reais – teve o estoque ampliado em 1,50%, ao passar de R$ 3,405 trilhões para R$ 3,456 trilhões, devido à emissão líquida, no valor de R$ 28,91 bilhões, e pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 22,41 bilhões. O estoque da DPFe (Dívida Pública Federal Externa), captada do mercado internacional, teve aumento de 2,23% sobre o estoque apurado em janeiro, encerrando o mês de fevereiro em R$ 125,59 bilhões (US$ 38,70 bilhões), sendo R$ 112,92 bilhões (US$ 34,80 bilhões) referentes à dívida mobiliária e R$ 12,66 bilhões (US$ 3,90 bilhões), à dívida contratual. De acordo com o PAF (Plano Anual de Financiamento), a dívida pública poderá fechar este ano entre R$ 3,78 trilhões e R$ 3,98 trilhões. Causas da variação do endividamento A variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta. Além disso, pode ocorrer assinatura de contratos de empréstimo para o Tesouro, tomado de uma instituição ou de um banco de fomento, destinado a financiar o desenvolvimento de uma determinada região. Já a redução do endividamento se dá, por exemplo, pelo resgate de títulos. Em janeiro, os maiores detentores da dívida pública eram os Fundos de Investimento, com 27,35% da dívida. Os Fundos de Previdência ficaram em segundo lugar, com uma participação relativa de 24,43%. O grupo Previdência apresentou variação negativa em seu estoque, passando de R$ 850,54 bilhões para R$ 844,44 bilhões, entre janeiro e fevereiro. Em seguida, estão as instituições financeiras com 21,96%, grupo que elevou o estoque em R$ 34,17 bilhões, chegando a R$ 759,23 bilhões. Os investidores estrangeiros concentraram 12,39% da dívida; o governo, 4,40%; as seguradoras, 3,88%; e outros, 5,59%.

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Confira as startups que oferecem vagas para diferentes áreas
Data: 26/03/2018

Onze empresas têm oportunidades na área da tecnologia da informação, vendas, design e até mesmo para estágios

O empreendedorismo e, em especial, as startups vivem um bom momento. De acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), existem atualmente 4.200 startups no país. Esse número se reflete também em oportunidades de trabalho e não apenas para quem lida com tecnologia. Uma boa notícia em um país onde 12,7 milhões de pessoas estão desempregadas, de acordo com o IBGE. Confira abaixo as vagas em aberto: Samba Tech: eleita pela FastCompany como uma das companhias mais inovadoras da América Latina, a Samba Tech ajuda pessoas e empresas a se comunicarem melhor por meio dos vídeos. A empresa cuida do processo de ponta a ponta, desde o momento em que o vídeo sai da câmera até ser distribuído para qualquer dispositivo conectado à internet. Está com mais de 10 vagas abertas, em diversas áreas, como Design, Vendas e TI. As oportunidades, que são para São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG), podem ser conferidas no próprio site da empresa, em “Trabalhe Conosco”. Liv Up: Criada em 2016, é uma startup de alimentação saudável que aposta na tecnologia de ultracongelamento e traz para o mercado um mix de refeições. A empresa tem crescido exponencialmente há dois anos e possui vagas para Full-stack Developer, Back-end Developer, Front-end Developer, Estágio full-slack Developer, UI/UX Designer, Estágio Front-end Developer, Estágio em UI/UX, estágio experiência do cliente, estágio eventos e parcerias, estágio em produção de conteúdo visual, finanças, estágio em Analytics (Data Engineering e Business Intelligence). Para se candidatar, acesse o site. BizCapital: Fundada em 2016, a fintech tem como objetivo tornar o crédito mais acessível e atender micro e pequenas empresas que estão fora do radar dos grandes bancos. Possui um sistema único com uma máquina de avaliação, desenvolvida em parceria com a área de Inteligência Artificial da PUC-Rio, que é capaz de analisar e ranquear cada pedido em poucos segundos, graças à integração com mais de mil fontes de variáveis possíveis e disponíveis online. Atualmente, têm vagas para desenvolvedores back-end e front-end, no Rio de Janeiro. Para se candidatar, acesse o site: http://nossotime.bizcap.com.br Konduto: Primeira empresa do mundo a monitorar todo o comportamento de navegação e compra de um usuário em uma loja virtual ou aplicativo mobile e, com uso de filtros de inteligência artificial, calcular em menos de um segundo a probabilidade de fraude em uma transação online. Desde a sua criação, a companhia aumentou o número de funcionários passando de 11 para 30 pessoas. Possui três vagas em aberto para engenheiro de dados, desenvolvedor de front-end e analista de prevenção à fraude. Evnts: Fundada em 2016, é uma plataforma tecnológica de reserva de hotéis para eventos e grupos. Possui quatro vagas abertas para estágio em atendimento, estágio em qualidade, analista de Customer Success (Organizadores) e desenvolvedor Jr Front. Supermercado Now: plataforma de supermercado online que surgiu para facilitar a compra de bens básicos e recorrentes, com comodidade e rapidez. Por meio de shoppers treinados para realizar as compras, a startup oferece um serviço de entrega em até duas horas ou em um horário agendado pelo consumidor e a possibilidade de pagamento via cartão de crédito no próprio site. Nos últimos três meses dobrou o time, contratando para tecnologia, marketing, operações e financeiro. Seguindo seu plano de negócios, pretende abrir mais vagas no segundo semestre e, atualmente, está com vagas em aberto para área de tecnologia. Veester: plataforma de criação, venda e distribuição de produtos personalizados em todo o Brasil. Sua atuação segue o modelo de on demand commerce, onde o próprio vendedor promove campanhas para seus produtos e quando uma venda é realizada, a plataforma gerencia todas as etapas, desde a criação até a entrega do produto. A plataforma possui sellers em todos os continentes e sua área de tecnologia está sendo ampliada, portanto, a startup está com vagas abertas neste setor. Propz: oferece um sistema de inteligência artificial e big data para o varejo e serviços financeiros e é pioneira na aplicação dessas tecnologias que entendem, predizem e reagem ao comportamento de consumo em tempo real e de forma automatizada. Possui vagas abertas para cientista de dados, engenheiro de dados, auxiliar administrativo, analista de BI, consultor de CRM, desenvolvedor Java, analista de sistemas e executivo de contas em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Campinas. Tracksale: Empresa que tem como objetivo melhorar a experiência de compra do consumidor, possui uma solução que utiliza a metodologia Net Promoter Score (NPS) e outros indicadores que medem a experiência do cliente. Oferece vagas para os cargos de Inside Sales, Videomaker e estagiário de inteligência de mercado, na cidade de Belo Horizonte. Para se cadastrar, basta acessar o site: http://jobs.tracksale.co/ Livance: solução de consultório flexível para os profissionais da área, é um coworking dedicado a médicos e profissionais de saúde do Brasil e está reinventando o consultório de forma prática e inteligente. A empresa está com uma vaga em aberto para Desenvolver Full Stack com aptidões para lidar tanto com a parte de front end quanto de back end. Convenia: software na nuvem de Gestão de Pessoas para PMEs, plataforma de automação para o setor de RH que ajuda, de forma automatizada, a gestão das rotinas da área de Recursos Humanos, como processos de admissão, desligamento, férias, benefícios, folha de pagamentos, entre outras, a plataforma é capaz de reduzir tempo, aumentar a eficiência e o engajamento dos funcionários, está com três vagas em aberto: Desenvolvedor(a) Front-end Pleno Vue.js, Desenvolvedor(a) Front-end Júnior e Analista de Mídia Digital Freelancer para São Paulo, capital. Para acessar as vagas, basta acessar o site: https://trampos.co/oportunidades e buscar pela empresa no campus de busca.

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Eletrobras abre plano de demissão consensual nesta segunda-feira
Data: 26/03/2018

Trabalhadores que queiram aderir ao plano serão desligados da empresa em oito grupo, no período de 30 de maio a 14 de dezembro deste ano

A Eletrobras lançou nesta segunda-feira (26) o Plano de Demissão Consensual. Os trabalhadores que quiserem se demitir da empresa têm até o dia 27 de abril deste ano para aderirem ao plano. As demissões vão acontecer em oito turmas, de 30 de maio até 14 de dezembro. ?? Para ingressar no plano, os trabalhadores precisam de, no mínimo, 10 anos de vínculo empregatício com a companhia ou anistiados e reintegrados à empresa por meio da Comissão Especial Interministerial de Anistia – Lei nº 8.878/1994 (neste caso não há exigência de tempo mínimo de empresa). A Eletrobras diz que a meta é desligar três mil funcionários em todas as empresas, economizando cerca de R$ 80 milhões ao ano. As demissões acontecem por causa da crescente automação adotada nas empresas Eletrobras, na utilização de um sistema de gestão empresarial unificado nas companhias e também da criação de um Centro de Serviços Compartilhados. Além disso, a redução de quadro de pessoal busca um alinhamento dos custos da Eletrobras às tarifas, evitando prejuízos operacionais no futuro. O plano está sendo implementado nas empresas Eletrobras Cepel, CGTEE, Chesf, Eletronuclear, Eletronorte, Amazonas GT, Eletrosul e Furnas, além da própria holding. Ele foi aprovado pela Sest (Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais).

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Jovem engenheiro cria negócio para ajudar pessoas do Jardim Pantanal
Data: 23/03/2018

Matheus Cardoso, de 23 anos, é um empreendedor que se dedica a reformar casas populares na zona leste de São Paulo

As ruas alagadas do Jardim Pantanal, bairro às margens do Tietê, marcaram a vida de Matheus Cardoso. O jovem cresceu convivendo com as dificuldades de uma comunidade que cresceu em área de transbordo do rio. Estudou engenharia e transformou a vontade de ajudar seus vizinhos em um negócio social ao criar a Moradigna. A empresa reforma casas de pessoas de baixa renda a um custo baixo. “Minha história é muito parecida com a de outros brasileiros”, diz Cardoso. “Meus pais vieram da Bahia para São Paulo no fim dos anos 1980 em busca de uma vida melhor e foram parar em uma comunidade que estava se formando na época, o Jardim Pantanal, na zona leste de São Paulo. Como tantas outras que surgem na cidade, era uma área inadequada e sem estrutura”. As enchentes faziam parte do calendário do bairro. “Convivíamos por meses com a água nas ruas e dentro das casas. Meu pai ia trabalhar de chinelo, com a calça dobrada e uma garrafa de água nas mãos. Quando chegava em um lugar seco, lavava os pés e colocava o sapato. Na volta para casa a situação se repetia". O bairro também sofria com condições precárias de saneamento. Cardoso conta que a família chegou a perder uma casa tentando construir andares sobre as lajes para fugir das enchentes. “Chegou a um ponto insustentável. Meus pais tiveram de demolir tudo e fomos morar em uma casa bem menor". O pai estudou até o segundo grau e trabalha com logística de obras, o que inspirou o filho, ainda menino, a trabalhar no ramo da construção civil. A mãe completou o ensino fundamental e após o divórcio passou a trabalhar como empregada doméstica para melhorar a renda da família. Estudar era uma necessidade. “Meus pais sempre nos incentivaram a estudar. Era a janela de oportunidade, o caminho para sair do Jardim Pantanal. E isso valeu para mim e para os meus irmãos. Minha irmã mais velha é professora na rede pública e o caçula estuda engenharia aeroespacial na Universidade Federal do ABC". Inspirado na profissão do pai, animado com o bom momento que vivia a construção civil, o jovem Matheus decidiu cursar o técnico em edificações na ETEC Tereza Nunes em Arthur Alvim e o ensino médio na ETEC Aprígio Gonzaga na Penha, ambos na zona leste. “Consegui ingressar em engenharia no Mackenzie com uma bolsa do Prouni, os dois primeiros anos eram período integral, mas no sétimo semestre eu precisei trabalhar e a rotina foi bem pesada”. Matheus saía de casa no Jardim Pantanal às 3h30 da madrugada para conseguir chegar na Vila Olímpia no horário comercial usando transporte público. “Eu saía do trabalho e seguia para a faculdade em Higienópolis e só aí voltava para casa. Muitas vezes, só conseguia ir para a cama depois de uma hora da manhã, praticamente não dormia”. E foi percorrendo a cidade e observando as diferenças que Matheus decidiu que precisava fazer algo pelo Jardim Pantanal. “Eu saía de um lugar de alta vulnerabilidade para trabalhar e estudar em lugares onde o metro quadrado é caríssimo. Só percebi a desigualdade social quando eu me deparei com as diferenças. Por que não transformar o Jardim Pantanal?”. Essa foi a semente para o projeto do Moradigna. Moradigna Ainda cursando a faculdade de engenharia, Matheus participou do projeto de incubadoras do Mackenzie. “Queria usar a minha profissão para ajudar as pessoas e mudar a realidade da minha comunidade”. Nesse processo, descobriu que poderia criar um negócio social. Com o esboço de um projeto desenhado, participou do processo de Aceleração e Capacitação do Yunus Negócios Sociais. “Esses foram os grandes impulsos que recebi, ao mesmo tempo que investia nos meus sonhos, eu precisava trabalhar para ajudar minha mãe". A Moradigna surgiu não como um negócio inovador, a ideia é relativamente simples: reformar casas insalubres, que sofrem com umidade e mofo, com planejamento. “Nossa proposta é a de resolver problemas. Sabemos que uma reforma não planejada tem um custo 40% maior no final. No caso de pessoas de baixa renda, esse número é ainda maior porque são pessoas com instrução menor". O primeiro projeto de reforma foi a própria casa. “Eu precisava começar de alguma forma, mas meu capital inicial era zero. Então, peguei o cartão de crédito da minha irmã sem ela saber, comprei o material necessário e reformei a casa da minha mãe". Passo nada ortodoxo, mas que deu certo. Vizinhos o contrataram para novas obras e o projeto foi ganhando forma de um negócio. “Decidi largar meu emprego na Promon Engenharia para ser um empreendedor social. Não foi fácil! Eu tinha realizado o sonho da minha mãe: me formei e trabalhava com carteira assinada. Ninguém entendeu a minha decisão no início”. Depois do impacto, mão na massa. A Moradigna passou do projeto para a empresa em 2015. Um negócio que realiza reformas em casas na zona leste de São Paulo, Guarulhos e Itaquaquecetuba. A mão de obra contratada é local para fomentar a economia do bairro. Também conta com parceiros como grandes empresas do setor de construção civil, um jeito de conseguir preços mais baixos na compra dos materiais. O custo médio das reformas do Moradigna é de R$ 5 mil, que podem ser parcelados via financeiras. “Começamos com 15 reformas no primeiro ano e hoje já realizamos mais de 400 obras. Eu entendo que a casa de uma pessoa é a sua segunda pele, o local onde deve se sentir bem e é fundamental que viva com dignidade. Consegui reunir em um só lugar meu sonho e meu trabalho".

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Mudanças no MEI chegam para melhor
Data: 23/03/2018

Mudanças no MEI chegam para melhor

As recentes mudanças no MEI (Microempreendedor Individual) trouxeram e vão continuar trazendo diversos benefícios, uma vez que as novas regras que foram estabelecidas no ano de 2016 por meio da Lei Complementar entraram em vigor agora com a aprovação do Comitê Gestor do Simples Nacional. Para saber os impactos que isto irá causar nos seus negócios, é preciso analisar cada caso e avaliar pontos, como os exemplos a seguir: 1) Exclusão e inclusão da lista de enquadramento como MEI Foram excluídos da lista do MEI: personal trainer; arquivista de documentos; contador; e técnico contábil. Passaram a ser autorizados como MEI: apicultor; cerqueiro; lLocador de bicicletas; locador de materiais e equipamentos esportivos; locador de motocicletas, sem condutor; locador de videogames; viverista; prestador de serviços de colheita; prestador de serviços de poda; prestador de serviços de preparação de terrenos; prestador de serviços de roçagem, destocamento, lavração, gradagem e sulcamento; e prestador de serviços de semeadura. O grande benefício trazido por esse aumento de atividades que podem ser incluídos no MEI é a formalização da prestação de serviço por todas essas pessoas. Isso porque, em muitos casos, esses prestadores de serviços acabam por trabalhar na informalidade, o que acarretava prejuízo para eles e para quem os estava contratando. Possibilitando a sua formalização como MEI, toda a atividade de prestação de serviços será regulada e formalizada. 2) INCLUSÃO DO TERMO "INDEPENDENTE" EM TODAS AS OCUPAÇÕES Todos devem ser independentes, pois o Comitê Gestor determinou o acréscimo do termo "independente" em todas as ocupações do MEI, o que significa que a ocupação deve ser exercida pelo titular do empreendimento, que não deve estar subordinado ao contratante e nem possuir relação de habitualidade com o mesmo. 3) EXIGÊNCIA DE CERTIFICADO DIGITAL PARA CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÕES Ainda fora determinado que a microempresa e a empresa de pequeno porte que tiver empregado necessitarão de certificado digital para cumprir com as obrigações da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e Informações à Previdência Social (GFIP) ou do eSocial. 4) AUMENTO DO LIMITE DE FATURAMENTO DO MEI Outra alteração é o aumento do limite do faturamento de R$ 60 mil para R$ 81 mil. Com isso, os empreendedores que faturaram em 2017 entre R$ 60 mil e R$ 72 mil poderão optar pelo pagamento de uma multa sobre o excedente e permanecer enquadrados no mesmo regime tributário. Isso é muito bom para o Microempreendedor, pois ele não se restringirá a continuar prestando serviços, como o limite de faturamento foi aumentado, e ainda terá o incentivo de procurar mais negócios sem o medo de ser desenquadrado da condição de MEI por estourar esse limite. O novo limite traz mais conforto especialmente para os microempreendimentos que têm tendência a crescer. E tal como ocorreu nesta mudança, com a inclusão de 13 novas atividades, a tendência é que com o passar do tempo mais atividades possam ser incluídas e, com isso, o aumento de empresas que se formalizem. Antes os empresários enquadrados no MEI ficavam restritos ao faturamento e até mesmo deixavam de pegar serviço ou postergavam a emissão de nota fiscal para não serem desenquadrados do MEI, e com isso terem a carga tributária majorada. Apenas não vê com bons olhos por parte da Receita Federal, que estima que a entrada de novas empresas na modalidade, com o faturamento majorado para R$ 81 mil acarretará em queda na arrecadação. Isso porque, antes, essas 13 novas atividades não podiam ser MEI, e aqueles que faturavam mais de R$ 60 mil também não. Como o MEI é uma forma de tributação menor, isso não foi tão bem recebido pela Receita Federal por importar na diminuição da arrecadação dos tributos. Porém, aos olhos dos contribuintes, não há que se falar em qualquer perda, mas apenas em ganhos. Artigo de: Andréa Giugliani, da Giugliani Advogados Fonte: Agência Estilo Press Portal Contábeis

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Polícia Civil de SP abre concurso de delegado com salário de R$ 9.507,77
Data: 23/03/2018

Candidatos podem se inscrever para oportunidade a partir do dia 4 de abril no site da Vunesp

A Polícia Civil do Estado de São Paulo publicou o edital do concurso público para delegados. O documento foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira (23). Os pré-requisitos para participar do concurso são ter ensino superior completo, estar em dia com o serviço militar, não ter antecedentes criminais, entre outros. Serão preenchidas 250 vagas em todo o Estado. A remuneração inicial é de R$ 9.507,77. Os interessados devem se inscrever a partir do dia 4 de abril no site da Vunesp. A inscrição custa R$ 84,81.

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Prévia do PIB registra recuo em janeiro de 2018
Data: 19/03/2018

Atividade econômica brasileira encolheu 0,56% no primeiro mês do ano, segundo o Banco Central

A prévia do PIB (Produto Interno Bruto) começou o ano de 2018 com o pé esquerdo. A economia teve contração de 0,56% em janeiro em comparação com dezembro de 2017. O dado foi divulgado na manhã desta segunda-feira (19) pelo Banco Central. Na comparação entre os meses de janeiro de 2018 e janeiro de 2017, houve aumento de 2,97% na série sem ajustes sazonais. Em relação ao acumulado do ano, o indicador registrou aumento de 2,97%. O IBC-Br é o indicador utilizado para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. Divulgado pelo Banco Central, o indicador é conhecido como "prévia do PIB".

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Consumo de importados cresce 17% após 3 anos de queda, diz CNI
Data: 15/03/2018

A cada 100 produtos vendidos no Brasil no ano passado, 17 eram importados. Aumento das importações mostra valorização do real diante do dólar

Depois de três anos de queda, o consumo de produtos importados cresceu em 2017 no Brasil. De acordo com dados divulgados hoje (15) no estudo Coeficientes de Abertura Comercial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), de cada 100 produtos vendidos no Brasil no ano passado, 17 eram importados. Em 2013, 18,2% dos produtos vendidos no mercado interno eram estrangeiros. Desde então, esse percentual caiu, chegando a 16,4% em 2016. Em 2017, subiu para 17%. Os importados também voltaram a ganhar participação no total de insumos utilizados pela indústria. Em 2013, a participação desses produtos era de 26,1%. Em 2014 começou a cair, chegando a 22,5% em 2016. Em 2017, foi de 23,5%. Além do aumento de importados, a participação dos produtos exportados manteve-se praticamente constante, interrompendo uma sequência de altas que vinha desde 2015. O coeficiente de exportação da indústria de transformação passou de 15,7% em 2016 para 15,6% em 2017. O coeficiente mede a importância das vendas externas para o setor. Em 2017, a indústria de transformação registrou aumento de 3,6% do volume produzido, acompanhado de crescimento menor do volume exportado (2,3%). Com isso, o coeficiente recuou 0,1 ponto percentual, o que corresponde a uma redução de 1,2%. CNI sugere que Brasil reaja a plano dos EUA de sobretaxar aço importado Real é valorizado diante do dólar O aumento da participação dos importados no mercado nacional e a perda da importância das exportações na produção da indústria decorrem "da recuperação do consumo interno e da valorização do real diante do dólar", diz a economista da CNI, Samantha Cunha, em nota divulgada pela confederação. Segundo a CNI, o crescimento da demanda repercute nas importações e na produção para o mercado doméstico, aumentando sua importância relativa para a indústria. A apreciação do real estimula as importações e desestimula as exportações. Entre 2015 e 2017, o real valorizou 13,4% frente à cesta de moeda de seus principais parceiros comerciais. O estudo, disponível no site da CNI, apresenta os resultados de quatro coeficientes: o de exportação, que mede a participação das vendas externas no valor da produção da indústria de transformação; o de penetração de importações, que acompanha a participação dos produtos importados no consumo brasileiro; o de insumos industriais importados, que aponta a participação dos insumos industriais importados no total de insumos industriais adquiridos pela indústria de transformação; e o de exportações líquidas, que mostra a diferença entre as receitas obtidas com as exportações e as despesas com a importação de insumos industriais, ambas medidas em relação ao valor da produção.

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/consumo-de-importados-cresce-17-apos-3-anos-de-queda-diz-cni-15032018

Brasil discute retaliação aos EUA após sobretaxa de aço e alumínio
Data: 14/03/2018

Governo brasileiro discute lista de itens que podem ser levados a uma negociação de país a país com os Estados Unidos nessa questão

O governo brasileiro discute, de forma preliminar, uma retaliação ao governo norte-americano sobre a decisão de os Estados Unidos aplicarem tarifas para importação de aço e alumínio. O governo de Donald Trump apresentou cinco exigências aos países que querem ser isentos das taxas para tais exportações. Para conseguir a isenção, a área técnica do governo de Michel Temer discute uma lista de itens que podem ser eventualmente levados a uma negociação de país a país com os Estados Unidos nessa questão. Entre eles, está a elevação das tarifas de importação do etanol de milho produzido lá, o adiamento da sanção do acordo de céus abertos e a parceria entre Embraer e Boeing. De acordo com uma fonte, “tudo” está em discussão. Porém, não existe decisão alguma sobre como esses itens serão usados na negociação, nem se serão de fato levados à mesa. Até porque, concretamente, ainda não começou a negociação entre os governos de Brasil e EUA sobre o tema. A estratégia brasileira é, primeiro, esperar os resultados dos entendimentos entre as empresas americanas que serão prejudicadas com a aplicação da sobretaxa ao aço importado e a administração de Donald Trump. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada nesta terça-feira (13), o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, disse que o Brasil vai dar apoio a essas empresas. A negociação governo a governo é uma outra frente, que ainda não foi aberta. Nela, o ponto forte será a tese de que as indústrias siderúrgicas brasileira e americana são complementares. Por fim, o governo também passaria a monitorar o volume das exportações de aço para o mercado americano. Com base nisso, existe a possibilidade de que cotas sejam estabelecidas para cada exportador. O que passar desse volume seria sobretaxado. Governo brasileiro preocupado O MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços) tomou conhecimento da sobretaxa ao aço e alumínio “com grande preocupação”. Em nota divulgada à imprensa, o MDIC declarou que “as medidas causarão graves prejuízos às exportações brasileiras e terão significativo impacto negativo nos fluxos bilaterais de Comércio.” Com isso, os Estados Unidos seriam “amplamente” favorecidos nas relações comerciais. (Confira a nota do MDIC ao final da matéria) Reação dos governos mundiais à sobretaxa do aço e alumínio O detalhamento com as cinco exigências para a isenção já foi apresentado a diplomatas japoneses, europeus e coreanos. Na avaliação de alguns negociadores, os critérios, no entanto, são mais políticos do que comerciais. E não ficou claro como os EUA vão controlar o cumprimento dessas exigências. A mais polêmica estabelece que os governos que querem evitar a taxação do aço precisam apoiar as disputas lideradas pelos Estados Unidos nos tribunais da OMC (Organização Mundial do Comércio). A exigência deve criar uma saia-justa para várias chancelarias que, nos últimos meses, ensaiaram levar o governo americano a julgamento na entidade. Também seria uma medida complicada para países que, por motivos comerciais, não têm interesse de atacar o governo chinês. Trump também quer que os governos sejam “parceiros” dos EUA em termos de segurança, condicionando aspectos comerciais a uma aliança no setor de Defesa. Não ficou claro para os negociadores o que isso significaria de fato. Uma das críticas é de que as exigências, além de políticas, são amplas e subjetivas. Mas os critérios estabelecidos pelo governo Trump também envolvem aspectos comerciais. Os americanos pedem um compromisso dos governos em um esforço mundial contra a produção em excesso no setor siderúrgico. Eles também querem garantias de que os países vão lutar contra o desvio de aço subsidiado de países de origem. A suspeita dos EUA é de que, embora oficialmente a China diga que exporta apenas 2% do aço ao mercado americano, um volume muito maior seja primeiro vendido a outros países e, dali reexportado para o território americano. Crítica Mesmo após o detalhamento, os diplomatas europeus insistem que os critérios não estão claros e que não é possível saber o peso de cada argumento, nem quem os monitoraria. No fim de semana, a comissária de Comércio da União Europeia, Cecilia Malmstrom, se reuniu com o representante de Comércio da Casa Branca, Robert Lighthizer. Ao sair do encontro, ela disse que Lighthizer não apresentou esclarecimentos suficientes. Longe da troca pública de acusações entre os governos, diplomatas de ambos os lados estão mantendo contatos nos bastidores para organizar um novo encontro ainda nesta semana. Desta vez, a reunião envolveria apenas os técnicos. Confira, na íntegra, a nota do MDIC “O governo brasileiro tomou conhecimento, hoje, com grande preocupação, da decisão do governo dos Estados Unidos, de aplicar sobretaxa de 25% às importações de aço e de 10% às importações de alumínio, sob alegada justificativa de segurança. As medidas causarão graves prejuízos às exportações brasileiras e terão significativo impacto negativo nos fluxos bilaterais de Comércio, amplamente favoráveis aos Estados Unidos nos últimos 10 anos, e nas relações comerciais e de investimentos entre os dois países. Desde o início das investigações do Departamento de Comércio dos EUA, no primeiro semestre de 2017, o governo brasileiro, em coordenação com o setor siderúrgico nacional, buscou, em sucessivas gestões, evitar a aplicação das medidas às exportações brasileiras, esclarecendo ao governo americano e a outros atores relevantes naquele país que os produtos do Brasil não causam ameaça aos interesses comerciais ou de segurança dos EUA. Ao contrário, as indústrias de ambos os países são integradas e se complementam. Cerca de 80% das exportações brasileiras de aço são de produtos semiacabados, utilizados como insumo pela indústria siderúrgica norte-americana. Ao mesmo tempo, o Brasil é o maior importador de carvão siderúrgico dos Estados Unidos (cerca de US$ 1 bilhão, em 2017), principalmente destinado à produção brasileira de aço exportado àquele país. As medidas norte-americanas minarão os esforços em curso no Foro Global do Aço, do qual os EUA fazem parte, com vistas a uma solução para a questão do excesso de capacidade no setor siderúrgico, verdadeira raiz dos problemas enfrentados pelo setor. As medidas restritivas às importações de aço e alumínio são incompatíveis com as obrigações dos EUA ao amparo da Organização Mundial de Comércio, e não se justificam, tampouco, pelas exceções de segurança do GATT 1994. Ao mesmo tempo em que manifesta preferência pela via do diálogo e da parceria, o Brasil reafirma que recorrerá a todas as ações necessárias, nos âmbitos bilateral e multilateral, para preservar seus direitos e interesses. Ministros Aloysio Nunes e Marcos Jorge”

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Indústria paulista cria 2 mil postos de trabalho em fevereiro
Data: 14/03/2018

Dados da Fiesp mostram que dentre os 22 setores acompanhados, 10 ficaram positivos no mês de fevereiro. Três ficaram estáveis e nove, negativos

A indústria paulista criou 2 mil postos de trabalho em fevereiro, na série sem ajuste sazonal, 0,10% a mais do que em janeiro. Esse foi o melhor resultado para o mês desde 2014, quando haviam sido criadas 7,5 mil novas vagas. Em janeiro do ano passado, houve corte de 3 mil vagas. Segundo os dados do Nível de Emprego do Estado de São Paulo, divulgados nesta quarta-feira (14) pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), no acumulado do ano as vagas novas totalizam 12,5 mil, um aumento de 0,59%. Na série com ajuste sazonal, o índice ficou estável (-0,03%) no mês. "Esperamos aceleração desse saldo para os próximos meses estimulada pelo aumento da confiança empresarial e do consumo", disse o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho. Os dados mostram que, entre os 22 setores acompanhados, 10 ficaram positivos no mês de fevereiro; três, estáveis; e nove, negativos. Entre os positivos, os destaques são coque, derivado do petróleo e biocombustíveis, com geração de 1.030 postos de trabalho, seguido por confecção de artigos do vestuário e acessórios (1.019). Os negativos são produtos de borracha e de material plástico (-1.408) e produtos diversos (-622). Segundo a apuração mensal, a variação no mês ficou positiva no interior paulista (0,27%). Já na Grande São Paulo, houve queda (-0,35%). Entre as 36 diretorias regionais, houve variação nos resultados. Nas 21 que apresentaram alta, destacam-se Franca (2,80%), onde o resultado foi influenciado pelo setor de artefatos de couro e calçados (5,13%) e coque, petróleo e biocombustíveis (2,27%); Mogi das Cruzes (2,03%), cujo desempenho foi impulsionado por produtos de minerais não metálicos (1,62%) e máquinas e equipamentos (1,72%) e Araraquara (1,35%), em que o aumento foi puxado por produtos alimentícios (1,26%) e produtos de borracha e plástico (3,10%). Entre as 10 que registraram queda destacam-se Matão (-2,65%), com a influência de produtos alimentícios (-3,99%) e máquinas e equipamentos (- 2,74%); Jaú (-2%), puxada por artefato de couro e calçados (-10,10%) e coque, petróleo e biocombustíveis (-0,34%); e Santos (-1,53%), sob o impacto de produtos alimentícios (-2,56%), impressão e reprodução de gravações (-3,27%).

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Temer discute reação à sobretaxa ao aço e reúne-se com aliados
Data: 12/03/2018

Taxas impostas pelo governo norte-americano de Donald Trump às importações de aço são de 25%

O presidente Michel Temer recebe às 10h desta segunda-feira (12), no Palácio do Planalto, os ministros das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, e o interino da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima. No encontro, eles devem bater o martelo sobre a reação brasileira às sobretaxas impostas pelo governo norte-americano de Donald Trump às importações de aço (25%) e de alumínio (10%). A estratégia do governo, como disse Marcos Jorge ao Broadcast semana passada, é apresentar recursos em dois órgãos dos Estados Unidos contra a decisão de Trump. Ele afirmou ver chances de o Brasil não ser atingido pela medida. "Queremos que o Brasil seja excluído assim como o Canadá e o México", disse. Os recursos serão levados ao Departamento de Comércio norte-americano e ao Escritório de Representação Comercial dos EUA. Na parte da tarde, Temer participa da cerimônia de assinatura do termo de adesão ao Programa Internet para Todos e de liberação de recursos para municípios. O evento está marcado para as 15h. Depois, às 17h, o presidente recebe o diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), Roberto Azevedo. Às 18h, Temer tem reunião no Planalto com vice-líderes da base aliada no Congresso Nacional.

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Economistas no Focus passam a ver corte de 0,25 p.p. na Selic na próxima semana, a 6,5%
Data: 12/03/2018

Os especialistas consultados passaram a ver ainda crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)

SÃO PAULO (Reuters) - Economistas de instituições financeiras passaram a ver novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião do Banco Central na próxima semana, diante da persistente fraqueza da inflação, de acordo com a pesquisa Focus do BC divulgada nesta segunda-feira. A expectativa agora é de que a Selic seja reduzida dos atuais 6,75 por cento para a nova mínima histórica de 6,5 por cento no encontro dos dias 20 e 21 de março do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Para 2019, as projeções continuaram em 8 por cento. A inflação baixa ratifica essa expectativa, depois que o IPCA atingiu o menor nível em 18 anos para fevereiro a 0,32 por cento. Nos 12 meses até fevereiro, o IPCA acumulou avanço de 2,84 por cento, menor leitura para o período desde 1999. As apostas de novo corte este mês já haviam aumentado no mercado de juros futuros e se consolidaram após o presidente do BC, Ilan Goldfajn, reconhecer que a inflação lenta vem surpreendendo até a autoridade monetária. Para o Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, a Selic também deve ser reduzida em 0,25 ponto na próxima semana, mantendo a visão anterior. Entretanto, o grupo vê aumento na mesma proporção em dezembro, preservando a projeção de que ela ficará em 6,75 por cento ao fim de 2018. Para 2019, o Top-15 ainda aumentou a conta para a Selic a 9 por cento, sobre 8 por cento antes. No Focus, a expectativa para a inflação medida pelo IPCA neste ano foi reduzida pela sexta semana seguida, a 3,67 por cento, 0,03 ponto percentual a menos do que na semana anterior. Para o ano que vem a conta caiu a 4,20 por cento, de 4,24 por cento. Os especialistas consultados passaram a ver ainda crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano de 2,87 por cento, sobre 2,90 por cento antes. Em 2019, a expansão aceleraria a 3 por cento, sem alteração.

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/economistas-no-focus-passam-a-ver-corte-de-025-pp-na-selic-na-proxima-semana-a-65-12032018

Foi bom começar 2018 com inflação abaixo da meta, diz Ilan
Data: 12/03/2018

o que a inflação caminha em direção à meta, dizendo que pode segurar a inflação mais baixa por mais tempo.

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta segunda-feira que foi bom começar este ano com a inflação abaixo da meta, e não o contrário, porque a política monetária teria de reagir. Ilan, durante evento em São Paulo, disse também que a economia brasileira ainda está em processo de recuperação, apesar de ter repetido que de maneira consistente, e chamou como "cenário do bem" o que a inflação caminha em direção à meta, dizendo que pode segurar a inflação mais baixa por mais tempo. None (Reportagem de Taís Haupt) Copyright Thomson Reuters 2018

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/foi-bom-comecar-2018-com-inflacao-abaixo-da-meta-diz-ilan-12032018

Petrobras eleva preços de diesel e gasolina nas refinarias a partir de terça-feira
Data: 12/03/2018

Com os reajustes, a cotação do diesel, combustível mais consumido no país, irá a 1,7583 real por litro

A Petrobras elevará os preços do diesel em 1,6 por cento e os da gasolina em 1,7 por cento nas refinarias a partir de terça-feira, de acordo com comunicado no site da estatal. Com os reajustes, a cotação do diesel, combustível mais consumido no país, irá a 1,7583 real por litro, enquanto a da gasolina subirá para 1,5608 real por litro.

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/petrobras-eleva-precos-de-diesel-e-gasolina-nas-refinarias-a-partir-de-terca-feira-12032018

Telefônica Brasil anuncia investimentos totais de R$26,5 bi no triênio 2018-2020
Data: 12/03/2018

O montante não inclui eventuais investimentos em licenças.

A Telefônica Brasil anunciou nesta segunda-feira que fará investimento estimado de 24 bilhões de reais no triênio 2018-2020, com foco principal na expansão e qualidade das redes móvel e fixa. A empresa, que opera sob a marca Vivo, também anunciou investimento adicional estimado de 2,5 bilhões de reais na expansão da rede de fibra óptica no período, disse em fato relevante. O montante não inclui eventuais investimentos em licenças. None (Por Raquel Stenzel) Copyright Thomson Reuters 2018

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/telefonica-brasil-anuncia-investimentos-totais-de-r265-bi-no-trienio-2018-2020-12032018

Tarifa da Cemig pode subir 25,8% em revisão tarifária, aponta Aneel
Data: 06/03/2018

A audiência pública sobre a proposta de revisão tarifária

SÃO PAULO (Reuters) - A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira realização de audiência pública sobre o processo de revisão das tarifas da Cemig-D, braço de distribuição da Cemig, com proposta preliminar que elevaria em média em 25,8 por cento as contas dos clientes da companhia. A audiência pública sobre a proposta de revisão tarifária ficará aberta para contribuições entre 7 de março e 21 de abril.

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/tarifa-da-cemig-pode-subir-258-em-revisao-tarifaria-aponta-aneel-06032018

Governo autoriza Statoil a exercer atividade de exportação de petróleo
Data: 06/03/2018

Os parceiros da Statoil em Carcará incluem a Exxon Mobil e a Galp, de Portugal.

O governo federal deu aval para que a norueguesa Statoil exerça a atividade de exportação de petróleo, de acordo com autorização publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira. A autorização ocorre em um momento em que a petroleira se prepara para perfurar poços na importante descoberta de Carcará. Recentemente, um representante da companhia disse que a meta é iniciar a produção no local, que pode conter mais de 2 bilhões de barris de óleo equivalente, entre 2023 e 2024. Os parceiros da Statoil em Carcará incluem a Exxon Mobil e a Galp, de Portugal.

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/governo-autoriza-statoil-a-exercer-atividade-de-exportacao-de-petroleo-06032018

Produção da indústria cai em janeiro após 4 meses de crescimento
Data: 06/03/2018

De acordo com o IBGE, produção industrial caiu 2,4% e foi o pior resultado desde fevereiro de 2016

A produção industrial no Brasil caiu 2,4% em janeiro deste ano frente a dezembro do ano passado, após quatro meses de resultados positivos seguidos, que acumularam ganho de 4,3%. De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), este foi o pior resultado desde fevereiro de 2016, quando teve um recuo de 2,5%. Ainda de acordo com o IBGE, a queda na produção foi generalizada entre as quatro grandes categorias da indústria brasileira. No entanto, a principal influência negativa foi em decorrência da produção de veículos automotores, que caiu 7,6% de dezembro para janeiro. Outras áreas contribuíram para a queda da produção industrial: metalurgia (-4,1%), produtos de borracha e de material plástico (-5,4%), produtos alimentícios (-1,1%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-2,4%), outros equipamentos de transporte (-12,1%), produtos de metal (-4,9%), produtos diversos (-11,2%), celulose, papel e produtos de papel (-3,3%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,6%).

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Agropecuária foi responsável por crescimento da economia em 2017
Data: 01/03/2018

Com safra recorde no campo, setor registrou melhor resultado desde 1996, quando IBGE começou a série histórica

A agropecuária cresceu 13% em 2017 e puxou para o terreno positivo os números do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. O setor registrou o melhor resultado desde 1996, quando o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) iniciou a série histórica. Os dados do PIB divulgados nesta quinta-feira (1º) mostram que a economia do país cresceu 1% no ano passado. A supersafra do ano passado foi decisiva para a a economia brasileira, segundo o economista Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV (Fundação Getulio Vargas). — Houve uma safra muito boa de grãos e grande parte das nossas exportações tem a ver com exportações do setor agrícola. [...] Todo mundo estava achando há pouco tempo que a safra de 2018 não seria tão boa. Isso poderia mostrar o PIB da agropecuária decrescendo. Mas isso passou e a safra deverá ser tão boa ou melhor do que no ano anterior, que já foi um recorde. A colheita recorde no campo também ajudou internamente, porque baixou o preço dos alimentos, que pressionam a inflação, especialmente para os mais pobres. Gastando menos com alimentação, as famílias puderam retomar o consumo, ainda que de modo lento. O consumo das famílias cresceu 1% em 2017. O economista Claudio Considera acrescenta que esse movimento é fundamental para a retomada econômica. "Em torno de 60% do PIB vêm consumo das famílias", observa. Consumo das famílias O consumo das famílias cresceu 1% em 2017. O economista Claudio Considera acrescenta que esse movimento é fundamental para a retomada econômica. "Em torno de 60% do PIB vêm consumo das famílias", observa. Já o professor de economia da PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) e do Ibmec-RJ Mauro Rochlin diz que além da redução da inflação, outros fatores contribuíram para que os brasileiros retomassem o consumo no ano passado. — Tivemos a liberação das contas inativas do FGTS, aumento da massa salarial e uma melhora no crédito, com redução dos juros.

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Aposentados que perderam prova de vida devem ir à agência do INSS
Data: 01/03/2018

Beneficiários devem solicitar a reativação dos pagamentos, recebendo também os valores retroativos do período que não recebeu

Os brasileiros que não realizaram a prova de vida do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) até quarta-feira (28) vão começar a ser bloqueados. Segundo o INSS, é preciso ir até uma agência da instituição para regularizar a situação. Os aposentados e pensionistas devem pedir a reativação do pagamento e solicitar os valores suspensos. A lista de agências está disponível no site do INSS. As agências bancárias determinam qual a data da prova de vida de acordo com o que é mais benéfico para o funcionamento da instituição. O prazo de 28 de fevereiro convocava os brasileiros que não realizaram a prova de vida há mais de um ano. A comprovação continua acontecendo normalmente para os aposentados e pensionistas que estão respeitando as datas dos bancos. Algumas agências bancárias optam pela data do aniversário do beneficiário, outras utilizam a data de aniversário do benefício, e ainda há aquelas que convocam o beneficiário um mês antes do vencimento da última Comprovação de Vida realizada. Caso o beneficiário perca o prazo da prova de vida, ele tem até dois meses a partir da data do último aviso do INSS. É preciso ir até a agência bancária em que recebe o pagamento e realizar a prova. Depois disso, precisa recorrer à agência do INSS. O que é a prova de vida? A prova de vida é uma comprovação anual que garante que o beneficiário continue recebendo a aposentadoria. Ela é necessária para todos os brasileiros que recebem por conta corrente, conta poupança ou cartão magnético. O procedimento padrão exige que o beneficiário compareça na agência bancária em que recebe a aposentadoria e mostre um documento original com foto. Algumas instituições também podem pedir a confirmação por meio do cadastro biométrico. Em 2017, 112.729 mil benefícios foram suspensos por causa da ausência da prova de vida, gerando economia de R$ 1,2 bilhão. O presidente Michel Temer foi um dos beneficiários que perdeu a prova de vida e, por isso, teve a aposentadoria suspensa temporariamente. Temer é aposentado como procurador do Estado de São Paulo e recebe R$ 20 mil mensais. Ele já regularizou a situação.

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Os negócios criados pelo wellness, nova moda que agita o mercado da alimentação
Data: 01/03/2018

Busca pelo termo "wellness" (bem-estar, em português) no Instagram revela um número impressionante de 15.315.754 posts

A indústria da perda de peso tem uma nova estrela: o "wellness". Uma busca do termo, que significa "bem-estar" em português, no Instagram revela um número impressionante de 15.315.754 posts. O mercado do wellness está explodindo, mas há alguma ciência por trás dele? A verdade é que conceito inclui uma variedade de coisas, desde comer mais legumes e verduras até, no outro extremo, excluir certos grupos de alimentos e adotar um estilo de vida completamente diferente. Muitas pessoas na indústria não gostam de reduzir wellness a uma dieta, mas Louise Foxcroft, uma historiadora e escritora do livro Uma História da Dieta de Mais de 2000 anos, discorda. "Há diversas dietas para o público em geral, e o wellness é mais uma maneira holística de encarar um estilo de vida saudável. Quer eles digam que isso é uma dieta ou não, é uma dieta sim. É um regime para se viver e a ideia é que você seja magro, porque ser saudável é visto como ser magro, então não há como fugir disso." Oportunidades de negócios Não faltam empresas desenvolvendo produtos para atender à moda. Rebekah Hall, fundadora e CEO da empresa de bebidas Botanic Lab, trabalhou no setor bancário por dez anos antes de lançar sua própria empresa para capitalizar no então novo mercado. O Refuel, por exemplo, é um produto da empresa que consiste em um líquido preto que, de acordo com o rótulo, "é uma mistura hipertônica com doses medicinais de carvão, um pouco de erva bruta da cana-de-açúcar e um toque cítrico de yuzu cru". Será que as pessoas estão consumindo bebidas como essas porque parece uma maneira mais fácil de ser saudável do que sair de casa e fazer exercícios? "Todo mundo quer uma solução rápida. E se você pode dar a alguém algo que deixe de lado o trabalho e a confusão, isso é ótimo, e é parte do que fazemos", diz Hall. "Mas as bebidas também têm uma função real, são usadas por vários times de esportes no Reino Unido, como equipes de futebol da Premier Ligue que querem ajudar a energizar o corpo (dos atletas) depois do exercício, mas não necessariamente querem açúcar refinado e ingredientes processados." Mas o que acontecerá quando as pessoas se cansarem do wellness e começarem a seguir novas modas de saúde e fitness? "Há modas dentro do wellness", diz Hall. "Há um novo superalimento toda semana, mas eu acho que wellness, como um termo guarda-chuva, não irá embora. As pessoas querem longevidade, 'qual é o elixir da vida, como eu consigo viver mais tempo?', e a busca disso está dirigindo as escolhas que fazemos em termos de estilo de vida, bebida e comida." Um mercado diverso Em uma visita à Stylish Live, uma mostra de estilo de vida em Londres com 200 bancas, dezenas de palestrantes e cerca de 20 mil visitantes, mostra a impressionante variedade de escolhas para pessoas interessadas em produtos da onda wellness. Uma das participantes, a LA Brewery, fundada por Louise Avery, produz a bebida kombucha, que rapidamente está se tornando uma favorita nos círculos wellness. "A kombucha originalmente era bebida há 2000 anos na China, era uma tônica saudável. E eu desenvolvi uma kombucha que vendo como se fosse um refrigerante", diz ela. "No processo de fermentação temos que usar apenas ingredientes muito simples, como chá, açúcar, que é fermentado no processo, e eu então acrescento frutas frescas. No fim você tem essa bebida amarga, deliciosa e gasosa que é saudável, não há nada (ruim) ali, faz bem para você." Outras empresas alcançam o sucesso ao excluir certos ingredientes dos seus produtos. Jamie Keeble trabalha para a Heck Sausages, que vende frango e linguiças de porco sem glúten. Muitos dos seus clientes são celíacos, ou seja, sofrem de uma doença autoimune causada por uma reação ao glúten, mas outros, como o próprio Keeble, apenas escolheu cortá-la da dieta. "Eu não sou intolerante ao glúten, mas prefiro não ingeri-lo porque faz me sentir um pouco diferente. Todo mundo tem essa ideia de que o glúten é maligno, então naturalmente acha que é algo que deve ser evitado", diz ele. 'Clean eating' O wellness também é frequentemente associado a outro termo da moda, o clean eating (alimentação limpa), ideia de que você deve consumir alimentos que são minimamente processados. O que parece muito sensato - até que se torna obsessivo. Esse conceito e sua associação com a saúde tem seus críticos. A escritora e artista Daniella Isaacs tem feito uma apresentação polêmica em Londres, chamada "Hear me Raw", sobre sua experência com o regime do clean eating. Issacs foi uma grande fã dessa moda e foi atraída a ela porque deu "controle, estrutura e rotina" à sua vida, o que a levou a cortar glúten, leite, açúcar e carne de sua dieta. Mas ela acabou mudando de rumo, e hoje escreve sobre suas experiências. "É claro que há coisas maravilhosas no wellness. Mas quando ele se torna uma indústria dirigida pelo consumismo, não consegue nos dar as respostas que procuramos, as que verdadeiramente dão a você uma vida saudável." BBC Brasil - Todos os direitos reservados - É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC

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Por que a recuperação da economia não impulsiona os pré-candidatos do governo à Presidência?
Data: 01/03/2018

PIB cresceu 1% depois de dois anos de queda. Número foi divulgado na manhã desta quinta-feira (1) pelo IBGE

Depois de dois anos em queda, o Produto Interno Bruto (PIB) voltou a crescer no ano passado, com alta de 1%, conforme os dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE. Quando vai bem, a economia costuma ser aliada do governo nas urnas e nas pesquisas de popularidade. No entanto, os dados que mostram que a atividade está em recuperação no Brasil não têm praticamente surtido efeito sobre a rejeição recorde do presidente Michel Temer, apontada pelas pesquisas, ou sido suficientes para melhorar sua posição - ou daqueles ligados à sua administração - nas sondagens de intenção de voto. Tanto Temer quanto seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), não têm mais do que 2% da preferência do eleitorado, de acordo com o último levantamento do instituto Datafolha, divulgado em 31 de janeiro. Para economistas e cientistas políticos ouvidos pela BBC Brasil, o quadro se explica por um conjunto de razões, que vão desde o fato de Temer não ter sido eleito diretamente, passando pelas denúncias de corrupção envolvendo seu partido e levando em conta até a composição do crescimento em 2017, muito concentrado no agronegócio, e o nível ainda alto de desemprego. A economia está melhor — mas para quem? Grosso modo, metade do crescimento da economia do ano passado veio da agropecuária, pontua Fernando Sampaio, sócio-diretor da LCA Consultores — ou seja, praticamente 0,5 ponto percentual do crescimento de 1% veio do setor. O agro responde por apenas 5% do PIB, diz Sampaio. Se contabilizada toda a cadeia - desde a logística de escoamento da produção até seu beneficiamento pela indústria alimentícia —, o peso sobe para 15%. Conforme os dados do IBGE, esse componente do PIB cresceu 13% no ano passado, o maior percentual desde o início da série histórica, que começa em 1998. Isso significa que parte importante do impacto positivo da "riqueza" gerada pela economia no período - criação de emprego, aumento de consumo — ficou mais concentrado no interior do que nas grandes capitais, por exemplo, onde a maioria da população vive. "Foi um ano de recuperação bastante assimétrica", ele pondera. O fator-chave para explicar a "sensação de crise" que ainda predomina para milhões de brasileiros, contudo, é o mercado de trabalho, acrescenta Marcel Balassiano, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). Apesar de a taxa de desemprego ter recuado gradativamente entre março, quando atingiu 13,7%, e dezembro, quando chegou a 11,8%, seu nível continua elevado. Foram, em média, 12,3 milhões de desempregados, 12,7% da força de trabalho, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua referente a 2017. Em janeiro, conforme divulgado ontem pelo IBGE, a taxa cresceu para 12,2% - segundo economistas, o início do ano é um período em que tradicionalmente há uma procura maior por trabalho e, por isso, o desemprego geralmente aumenta. "A taxa de desemprego é a variável econômica que mais impacta na vida da população, mais até que a inflação", ressalta Balassiano. A economia chegou a gerar emprego no ano passado - vagas precárias, entretanto. Foram 263 mil novos postos, ainda de acordo com a Pnad Contínua, em meio a uma média de 90,6 milhões de brasileiros empregados. Desse total, apenas 34,2 milhões tinham carteira assinada, 950 mil menos do que em 2016. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), uma outra pesquisa que acompanha o mercado de trabalho (e contabiliza apenas as contratações e demissões com carteira assinada), mostra quadro semelhante. Em 2017, foram fechados 20,3 mil postos, o terceiro ano consecutivo de saldo negativo. No biênio 2015-2016, o país cortou 3 milhões de empregos formais. "As pessoas se esquecem do tamanho do tombo", pontua Christopher Garman, diretor para América Latina da consultoria Eurasia Group. Quem está empregado, por sua vez, tem visto a renda aumentar, mas essa alta se deve muito mais à queda da inflação, que eleva o poder de compra, do que de fato a reajustes maiores nos salários - mais um fator que tem impacto sobre a "sensação térmica" do brasileiro em relação à economia. Em 2017, a inflação acumulada em 12 meses recuou de 5,35% para 2,95% entre janeiro e dezembro. Quem teve correção do salário pelo IPCA no início do ano, por exemplo, viu os rendimentos crescerem cerca de 5%, enquanto, no decorrer do ano, o aumento dos preços foi perdendo ritmo, aumentando em menor velocidade. Voto econômico x voto ideológico "Quão boa tem que estar a situação para as pessoas reconhecerem que ela está boa de fato?", pondera o cientista político Adriano Codato, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR). No ano passado, ele lembra, o salário mínimo - com "valor simbólico importante" - teve a menor correção em 24 anos, passando de R$ 937 para R$ 954, a conta de luz aumentou, com reajuste no valor das bandeiras tarifárias, e a gasolina ficou mais cara. "A melhora da economia ainda não aparece na ponta. Os indicadores macroeconômicos não necessariamente se refletem na vida das pessoas." A correlação entre economia e preferências eleitorais é observada na grande maioria dos países, diz Codato, em maior ou menor grau. No Brasil, um país de renda média, muito desigual e com parcela significativa da população vulnerável, a maioria escolhe seus candidatos em função do momento em que vive, da percepção que tem do governo, ele afirma, referindo-se ao que a ciência política batizou de teoria do voto econômico. O chamado voto ideológico, acrescenta ele, que é coordenador do Observatório de Elites Políticas e Sociais do Brasil, fica restrito ao topo da pirâmide - funcionários públicos e classes mais altas - e aos jovens. "São votos de extremos em vários graus." Nas eleições presidenciais de 1998, exemplifica Codato, o PSDB venceu com folga no Nordeste e reelegeu Fernando Henrique Cardoso, que ainda colhia os frutos da implementação do Plano Real e de programas assistenciais. Quatro anos depois, contudo, após uma crise forte em 2002, o Nordeste votou no PT e elegeu Lula pela primeira vez. Eleitores irritados Além da recuperação lenta, o país atravessa em 2018 um momento histórico particular, diz Fiona Mackie, diretora regional para a América Latina da consultoria Economist Intelligence Unit (EIU). "O Brasil vive um verdadeiro terremoto político", ilustra a cientista política, para justificar por que a "regra" de que o pragmatismo costuma prevalecer entre os eleitores quando a economia vai bem - levando-os a optar por candidatos governistas ou de centro - pode não funcionar neste ano. A mistura de recessão com a multiplicação dos casos de corrupção que se tornaram públicos nos últimos anos despertaram nos brasileiros revolta contra a classe política. "Existe um grau de desencanto profundo com o establishment político", ressalta Garman, da Eurasia. Para ele, a situação é exacerbada por um outro fator: a frustração de uma nova classe média - forjada na primeira década dos anos 2000 - que não viu suas demandas por serviços públicos de melhor qualidade serem atendidas e que assistiu à recessão diminuir seu padrão de vida. "O que o eleitor quer não é a manutenção do status quo e nem a agenda econômica desse governo", diz o cientista político. "Temer é mal visto de forma geral, não é carismático, não foi eleito diretamente, assumiu com índice de aprovação já muito baixo. Há uma relação bem fundamentada (entre economia e eleições), mas essa recuperação não deve favorecer um candidato governista", reforça. Sinais melhores Ainda assim, os números do PIB referentes ao último trimestre do ano passado trazem sinais melhores. Ajudado pela queda da inflação e dos juros, o consumo das famílias ganhou fôlego e avançou 2,6% sobre o quatro trimestre de 2017 e 0,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior — se firmando como potencial indutor do crescimento em 2018. A indústria teve seu melhor desempenho no ano, com alta de 0,5% em relação aos três meses imediatamente anteriores e de 2,7% sobre o mesmo período do ano passado, e os investimentos esboçaram reação - cresceram 2% na comparação com o terceiro trimestre e 3,8% sobre outubro-dezembro de 2016. O retrato da economia no fim do ano passado, diz Balassiano, do Ibre-FGV, reflete a composição da reação que se espera para este ano. Com um crescimento mais disseminado, a estimativa da instituição aponta crescimento de 2,9% para o PIB de 2018. "A perspectiva para este ano é de desafogo", diz Sampaio, da LCA, que projeta alta de 2,8% para o produto. Entre os fatores que favorecerão a economia nos próximos meses estão a inflação ainda comportada, os juros baixos - que devem cada vez mais aparecer nas taxas cobradas à pessoa física e estimular o consumo - e a perspectiva de que o governo possa investir um pouco mais, ajudado pelas surpresas positivas com a arrecadação. O desemprego, entretanto, que em geral reage de forma defasada ao crescimento, deve se manter alto. Depois de atingir 12,2% em janeiro, a taxa recuaria apenas para 10,9% no fim de 2018 e para 10,1% no fim de 2019, conforme as estimativas do Ibre-FGV. BBC Brasil - Todos os direitos reservados - É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC

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Aposentados e pensionistas têm até amanhã para fazer Prova de Vida
Data: 27/02/2018

Segurados do INSS devem comparecer à agência bancária onde recebem o pagamento mensal

Os aposentados e pensionistas que recebem salário com base no regime do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) têm somente até esta quarta-feira (28) para fazer a Prova de Vida. Ferramenta do INSS mostra quanto tempo falta para se aposentarQuem não fizer a comprovação de vida no prazo estabelecido poderá ter o pagamento do benefício interrompido. De acordo com o INSS, quase 32,6 milhões dos mais de 34 milhões de beneficiários realizaram a comprovação de vida até o o momento. Com isso, restam que cerca de 1,4 milhões de beneficiários compareçam aos bancos pagadores de seu benefício para realizar o procedimento. O INSS reforça que não é necessário comparecer a uma Agência da Previdência Social para realizar o recadastramento.O procedimento é uma atualização de dados cadastrais, com renovação de senha do cartão de pagamento do benefício, feita diretamente na agência bancária onde o segurado recebe seu pagamento mensal. O prazo inicial para o comparecimento das pessoas que ainda não fizeram a comprovação de vida em 2017 terminaria em 31 de dezembro de 2017. No entanto, devido ao grande número de beneficiários que ainda não realizaram o procedimento, o prazo foi estendido até 28 de fevereiro de 2018. O caso mais emblemático dos que perderam o prazo para realizar a "Prova de Vida" é o do presidente Michel Temer. A não realização do recadastramento obrigatório fez com que o presidente não recebesse seus benefícios nos meses de novembro e dezembro do ano passado.

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Quase 90% dos futuros médicos erram ao interpretar mamografia
Data: 27/02/2018

Um exame aplicado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp)

Um exame aplicado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) aos alunos recém-formados trouxe resultados alarmantes: 35,4% dos 2.636 participantes da prova não acertaram a nota mínima exigida. A instituição indica que muitos dos novos médicos não souberam interpretar exames corretamente para diagnosticar e tratar diretamente casos considerados básicos de problemas de saúde frequentes. Quase 9 em cada dez alunos (88%) erraram, por exemplo, ao interpretar o resultado de um exame de mamografia. Cerca de 78% dos recém-formados não acertaram no diagnóstico laboratorial de diabetes mellitus e 75% não conseguiram identificar a conduta correta para um paciente com hemorragia. 60% apresentaram pouco conhecimento sobre doenças parasitárias, como esquistossomose e leishmaniose, ignorando informações como formas de contaminação e veiculação e 54% não conseguiram avaliar o comportamento da frequência cardíaca e pressão arterial durante a gravidez. “Essa é uma prova de dificuldade média para fácil. Se o médico não sabe fazer um diagnóstico de diabete e câncer de mama, que estão na rotina, é muito complicado. Temos discutido com as escolas de Medicina, que vão receber o resultado”, explica Bráulio Luna Filho, primeiro secretário do Cremesp e coordenador do exame. O secretário destaca que o Cremesp vai propor um curso de reciclagem do conhecimento médico para proteger a população. “Um indivíduo que não sabe dessas coisas não exerce a Medicina em países como Estados Unidos, Canadá e Portugal”, conta. Prova De acordo com a entidade, o exame de 2017 foi o primeiro em dez anos a aprovar mais da metade dos recém-formados em escolas médicas do Estado de São Paulo. O exame foi aplicado em 22 de outubro de 2017 e abrangeu as áreas de clínica médica, clínica cirúrgica, pediatria, ginecologia, obstetrícia, saúde pública, epidemiologia, saúde mental, bioética e ciências básicas. Para ser aprovado, o candidato deveria acertar pelo menos 72 das 120 questões.

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IPVA em cota única sem desconto de placa final 0 vence hoje
Data: 27/02/2018

Motoristas podem consultar valor do imposto por meio do site da Secretaria da Fazenda do Governo de São Paulo

Os donos de carros com placa final 0 têm até esta terça-feira (27) para pagar o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) em cota única sem desconto. Esta também é a data de vencimento da segunda parcela do imposto para os motoristas que preferiram dividir o pagamento do imposto. Para realizar o pagamento do imposto, é preciso ir até uma agência bancária credenciada ou a uma casa lotérica. O motorista deve informar a placa do carro e o número do Renavam (Registro Nacional de Veículo). Os motoristas podem consultar o valor a ser pago por meio do site da Secretaria da Fazenda do Governo do Estado de São Paulo, informando o Renavam e a placa do carro. Este ano, o governo de São Paulo não enviou as cobranças por correspondências e, por isso, os brasileiros precisam consultar o valor devido por meio do site oficial.

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/ipva-em-cota-unica-sem-desconto-de-placa-final-0-vence-hoje-27022018

Taesa faz proposta por linhas de transmissão de energia da J&F, diz CEO
Data: 27/02/2018

transmissora de eletricidade Taesa, controlada pela colombiana Isa e pela mineira Cemig, está de olho em ativos

Por Luciano Costa SÃO PAULO (Reuters) - A transmissora de eletricidade Taesa, controlada pela colombiana Isa e pela mineira Cemig, está de olho em ativos do setor colocados à venda pela Âmbar, braço de energia da J&F, dona da empresa de alimentos JBS, disse à Reuters nesta segunda-feira o presidente da elétrica, Raul Lycurgo Leite.O interesse acontece em meio a um forte apetite da Taesa por novos negócios que deve levar a companhia a avaliar também a disputa pela compra de fatias em linhas de transmissão da eletricidade da Eletrobras e a participação em leilões de novos empreendimentos no setor. "Estamos participando dessa venda...a gente inclusive já fez nossa oferta não vinculante em relação a esses ativos (da Âmbar), mas a gente não sabe com qual velocidade isso vai efetivamente se descortinar", afirmou Leite. Ele disse que o interesse é pelos quatro ativos da Âmbar no segmento de transmissão. A elétrica da J&F chegou a fechar no ano passado um acordo de exclusividade com a canadense Brookfield que poderia envolver 1 bilhão de reais pelos empreendimentos, mas o negócio entre as empresas não foi adiante. Em relação aos ativos da Eletrobras, que a estatal disse na última semana que pretende oferecer em um leilão previsto para 7 de junho, a Taesa pretende se valer de sua posição de sócia da estatal em cinco dos empreendimentos de transmissão que serão vendidos, o que garante um direito de preferência. "Desde que houve o primeiro anúncio sobre os desinvestimentos da Eletrobras a gente já se manifestou e disse que iria efetivamente analisar e participar", disse o executivo. A movimentação da Taesa em busca de ativos vem em um momento de folga financeira da companhia, que fechou o ano passado com uma posição de caixa "robusta" e um nível de alavancagem considerado "confortável", segundo o diretor financeiro da companhia, Marcus Aucélio. "Isso mostra que a gente tem uma excelente posição no mercado para nosso crescimento, tanto em aquisições quanto em leilões", afirmou ele. Os ativos de transmissão de energia da Âmbar somam cerca de 1,2 mil quilômetros em linhas e mais subestações nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Piauí, Distrito Federal e Goiás, segundo informações do site da companhia.

Link Notícia: https://noticias.r7.com/economia/taesa-faz-proposta-por-linhas-de-transmissao-de-energia-da-jf-diz-ceo-26022018

Receita realiza novo lote de cobrança de obrigações correntes de quem aderiu ao PERT
Data: 22/02/2018

Receita realiza novo lote de cobrança de obrigações correntes de quem aderiu ao PERT

Neste mês de fevereiro a Receita está cobrando um segundo lote de 915 contribuintes que devem mais R$ 1,5 bilhão em obrigações correntes. E um terceiro lote de cobrança já está programado para as próximas semanas. Os contribuintes estão sendo comunicados da cobrança por meio de carta enviada ao seu domicílio tributário eletrônico.A Receita Federal vem realizando lotes de cobrança de obrigações correntes vencidas após abril de 2017 dos contribuintes que aderiram ao PERT - Programa Especial de Regularização Tributária. No final de 2017, foi realizado o primeiro lote, que envolveu 405 contribuintes com um total de R$ 1,6 bilhão em dívidas. Destes, aproximadamente a metade já regularizou as pendências e serão mantidos no PERT. Para que o contribuinte possa usufruir dos benefícios do PERT - reduções de multas e juros, prazo de até 180 meses para pagamento da dívida e possibilidade de utilização de créditos diversos para quitar parte da dívida, dentre outros - é necessário que mantenha em dia as suas obrigações tributárias correntes vencidas após 30 de abril de 2017, conforme determina a Lei 13.496/17. A inadimplência por três meses consecutivos ou seis meses alternados implica a exclusão do devedor do PERT. Em março a Receita fará o cancelamento da adesão/exclusão de todos os contribuintes cobrados até lá e que não se regularizarem. A partir daí, esses contribuintes deixarão de contar com os benefícios do PERT.

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PIS: trabalhadores nascidos em março e abril podem sacar abono salarial
Data: 22/02/2018

PIS: trabalhadores nascidos em março e abril podem sacar abono salarial

Começa hoje (22) o pagamento do abono salarial do PIS (Programa de Integração Social) do calendário 2017/2018, ano-base 2016, para os trabalhadores nascidos nos meses de março e abril. Segundo a Caixa Econômica Federal, os valores variam de R$ 80 a R$ 954 conforme o tempo de trabalho em 2016. Os titulares de conta individual na Caixa com saldo acima de R$ 1 e movimentação receberam o crédito automático na última terça-feira (20).Os pagamentos são feitos conforme o mês de nascimento do trabalhador e tiveram início em julho, com os nascidos naquele mês. Os recursos de todos os beneficiários ficam disponíveis até 29 de junho de 2018. Os últimos a sacar serão os nascidos em maio e junho, a partir de 15 de março. São liberados R$ 15,7 bilhões para 22,1 milhões de beneficiários em todo o calendário. Para os nascidos em março e abril, estão disponíveis R$ 2,664 bilhões para mais de 3,745 milhões de trabalhadores. O valor do benefício pode ser consultado no Aplicativo Caixa Trabalhador, nosite do banco ou pelo Atendimento CAIXA ao Cidadão: 0800 726 0207. A Caixa lembra que tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2016, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados estejam corretamente informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) , ano-base 2016. Quem tem o Cartão do Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir a uma casa lotérica, a um ponto de atendimento Caixa Aqui ou aos terminais de autoatendimento da instituição. Caso não tenha o Cartão do Cidadão e não tenha recebido automaticamente em conta da Caixa, o valor pode ser retirado em qualquer agência do banco público, apresentando o documento de identificação. O trabalhador vinculado a empresa pública com inscrição no Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) recebe o pagamento pelo Banco do Brasil.

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Pagamento do IPVA em cota única para placa final 7 vence hoje
Data: 22/02/2018

Motoristas podem consultar qual o valor que precisam pagar de imposto pelo site oficial. É preciso informar o número do Renavam e da placa do carro

Os proprietários de veículos com placa final 7 têm até esta quinta-feira (22) para realizarem o pagamento da cota única sem desconto do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) 2018. Esta também é a data de vencimento do pagamento da segunda parcela para os motoristas que optaram por dividir o valor em três. Neste ano, a secretaria da Fazenda do Governo do Estado de São Paulo não enviou correspondências com o valor da cobrança para a casa dos paulistas. Para consultar o valor a ser pago, basta acessar o site oficial com o número do Renavam (Registro Nacional de Veículo Automotor) e a placa do veículo. Forma de pagamento Os motoristas podem pagar a cobrança em bancos do Estado ou em casas lotéricas, informando o número do Renavam. Os motoristas que preferiam parcelar o pagamento em três vezes precisavam ter pago a primeira parcela do imposto em janeiro deste ano. As duas outras parcelas têm vencimento em fevereiro e março, sendo que o dia varia de acordo com o final da placa do carro. A Secretaria da Fazenda também dava a opção de realizar o pagamento em uma cota única com desconto de 3% em janeiro, ou uma cota única sem desconto no mês de fevereiro. A data de vencimento também varia de acordo com o final da placa do carro.

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'Duplo mandato' do Banco Central é retrocesso, dizem economistas
Data: 22/02/2018

Ex-presidentes e ex-diretores do BC dizem que ação pode levar ao descontrole da inflação e até a questionamentos na Justiça sobre os juros no País

A possibilidade de o Banco Central passar a perseguir dois objetivos - o controle da inflação e o crescimento econômico - é vista como um retrocesso por ex-presidentes e ex-diretores da instituição. Para eles, a introdução do chamado "duplo mandato" para o BC pode levar ao descontrole da inflação e até a questionamentos na Justiça sobre os juros no País.No projeto de autonomia do Banco Central, que está sendo formulado pelo governo, uma das propostas é a de que a instituição passe a fazer política monetária com os olhos no controle de preços e também no crescimento econômico ou na geração de empregos. Atualmente, o BC tem o foco voltado apenas para os preços, sendo que sua ferramenta para controle da inflação é a Selic (a taxa básica de juros), hoje em 6,75% ao ano. O modelo estudado no governo é semelhante ao adotado nos Estados Unidos, onde o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) determina sua taxa de juros de modo a controlar a inflação e, ao mesmo tempo, criar postos de trabalho. Para o economista Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central e diretor do Centro de Economia Mundial da FGV (Fundação Getúlio Vargas), essa ideia "não faz o menor sentido para uma economia como a brasileira". "Em economias estabilizadas, com uma longa tradição de inflação baixa, você até pode se dar ao luxo de ter dois objetivos. Mas mesmo nos Estados Unidos o duplo mandato tem sido objeto de discussões, o que traz insegurança ao mercado e afeta as expectativas de inflação", disse. Único Os Estados Unidos estão sozinhos no modelo de duplo mandato. As demais economias centrais e os países emergentes com economias relevantes possuem regra semelhante à adotada hoje no Brasil, em que o BC mira apenas a inflação. A lógica econômica por traz disso é a de que, com os preços sob controle, garante-se um crescimento sustentável ao longo do tempo. "Cumprindo bem sua função, de controle da inflação, o Banco Central acaba permitindo que se tenha um crescimento sustentável", defendeu o ex-presidente do BC e sócio da Tendências Consultoria Integrada, Gustavo Loyola. "Impor ao BC uma obrigatoriedade de ter um 'olho no peixe e outro no gato' pode enfraquecer o controle da inflação, que é a tarefa precípua dos bancos centrais. O crescimento da economia depende de vários outros fatores, e não só do Banco Central." Loyola cita ainda o risco de com o duplo mandato as decisões do Banco Central sobre a Selic acabarem indo parar no Supremo Tribunal Federal (STF). "No Brasil, existe um excesso de judicialização. Imagine que o BC, com mandato duplo, esteja fazendo determinada política e que um partido ou o Ministério Público ache que ele controla a inflação, mas não gera emprego", exemplificou Loyola. "Então, o partido vai procurar o STF dizendo que o Banco Central não está cumprindo seu objetivo. De repente, teremos ministros do Supremo tendo de decidir se o BC deve baixar ou subir os juros. Seria uma insanidade." 'Burrice' Ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, o economista Alexandre Schwartsman, da Schwartsman e Associados, qualifica a ideia do governo de estabelecer duplo mandato para o BC como uma "burrice atroz". "Se forem estabelecidos dois objetivos (inflação e crescimento), o que o BC fará, já que ele tem um instrumento (a Selic)? Isso pode causar vários problemas." Para o economista Luis Eduardo Assis, ex-diretor de Política Monetária do Banco Central, a ideia de autonomia é importante, para blindar a instituição de influências externas. A autonomia permitiria "formalizar uma situação que já existe de fato: a de independência do Banco Central". Já o duplo mandato é criticado pelo economista. "Há coisas mais importantes para o governo tratar."

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