sábado, maio 25, 2024
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Vida alienígena provavelmente não seria verde, nem cinza, mas de outra cor!

Os filmes de Hollywood nos fizeram acreditar que eventuais alienígenas seriam cabeçudos, de olhos escuros e com a pele esverdeada ou acinzentada, certo? Porém, um novo artigo feito pela Universidade Cornell afirma que o imaginário popular precisa ser deixado de lado.

Em vez dos tradicionais seres verdes, o estudo indica que nossas maiores chances de encontrar vida alienígena está na cor roxa. Afinal, em ambientes com pouco oxigênio, as formas de vida dominantes possuem grandes probabilidades de serem bactérias roxas — é o que diz a autora do estudo, dra. Lígia Fonseca Coelho.

Vida na cor roxa

Conforme explica o artigo, embora a vida tenha estado presente na Terra durante a maior parte de sua existência desde a sua formação, selvas e savanas são um fator novo. Sendo assim, ao longo de três quartos da história da Terra, a vida existiu na forma de organismos unicelulares — o que seria mais fácil de se encontrar em outros planetas em nossa galáxia.

E quando falamos de vida na Terra, a cor verde é a mais dominante. Com raras exceções, a clorofila das plantas confere às folhas tons de verde. No entanto, o roxo pode ser a cor dominante fora do nosso planeta. “As bactérias roxas podem prosperar sob uma ampla gama de condições, tornando-as um dos principais contendores da vida que poderia dominar uma variedade de mundos”, disse Coelho em comunicado.

A pesquisadora ressalta, contudo, que ainda levará muito tempo até que possamos ver planetas além do nosso Sistema Solar com clareza suficiente para distinguir cores arroxeadas — dificultando a busca por formas de vida. Mesmo assim, de acordo com Coelho, nós seremos capazes de identificar “impressões digitais leves” de vida em outras partes do universo relativamente cedo.

Para identificar as cores dominantes em mundos com baixo teor de oxigênio, os pesquisadores foram à caça de organismos onde tais condições persistem. Logo, o estudo concentrou-se em fontes hidrotermais de águas profundas, pântanos e até mesmo um lago estagnado próximo ao campus da Universidade Cornell.

“Caso as formas de vida roxas não estivessem competindo com plantas verdes, algas e bactérias, é provável que elas teriam condições ainda mais favoráveis para a fotossíntese — evoluindo com o tempo”, disse Coelho. As duas classes principais de bactérias roxas são as sulfurosas e não sulfurosas, que favorecem a luz com comprimento de onda mais longo do que a maioria das plantas. 

Num futuro próximo, detectar planetas roxos, que espelham essas formas de vida, ainda será uma tarefa consideravelmente difícil. Porém, se conseguirmos identificar ao menos um deles, isso quase certamente será um indício que a existência de vida nesse mundo é provável. “Estamos apenas abrindo os olhos para esses mundos fascinantes que nos rodeiam”, afirmam os pesquisadores no artigo.

Como as bactérias roxas podem sobreviver e prosperar sob uma variedade tão grande de condições, é fácil imaginar que o roxo possa ser o novo verde em termos de vida alienígena

História de Pedro Freitas

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