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1,5 mil remédios terão patentes expiradas até 2030 e abrem espaço para genéricos mais baratos

publicado em 17/08/2025

Os medicamentos abrangem 186 doenças, incluindo câncer e diabetes, além de antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios

Até 2030, cerca de 1,5 mil patentes de princípios ativos e processos industriais de mil medicamentos vão expirar, abrindo caminho para a produção de remédios genéricos e similares ao menos 35% mais baratos. A estimativa é da Associação Brasileira da Indústria de Química Fina (Abifina).

Os medicamentos abrangem 186 doenças, incluindo câncer e diabetes, além de antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios. O potencial é ampliar em 20% a oferta de genéricos no Brasil, que hoje conta com 4,6 mil registrados. As patentes mapeadas pertencem a 400 farmacêuticas, a maioria americana e europeia, como AstraZeneca, Novartis, Takeda, Janssen e Pfizer.

Empresas que atuam no país, junto com o governo, já mapeiam substâncias estratégicas para direcionar investimentos em pesquisa, fábricas e cadeias logísticas, de forma a iniciar a produção assim que a proteção legal cair. A busca por financiamento no BNDES e na Finep mostra a corrida: de 2023 a junho deste ano, o BNDES liberou R$ 7,8 bilhões para a indústria da saúde, 72% a mais que nos quatro anos anteriores. Somados aos recursos da Finep, o montante chega a R$ 11,8 bilhões no âmbito da política industrial Nova Indústria Brasil (NIB), que prioriza o setor farmacêutico.

“Boa parte disso é para o desenvolvimento de novos medicamentos, inovação, tecnologias e o que chamamos de plantas pioneiras, que não temos no Brasil, como as de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA). A demanda é constante”, afirmou José Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES.

Segundo o presidente executivo da Abifina, Andrey Vilas Boas de Freitas, o levantamento de patentes a vencer pode orientar governo e indústrias na análise da viabilidade econômica, exigências regulatórias e riscos. Ele ressalta que a expansão de remédios genéricos pode reduzir gastos dos consumidores e do Sistema Único de Saúde (SUS), que desembolsa R$ 20 bilhões por ano em medicamentos que possuem patentes.

Entre os remédios que terão versões mais acessíveis estão drogas de alto custo usadas no tratamento de câncer, o que também ajudará a reduzir a dependência de importações.

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