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Córrego fica com alto teor de benzeno e manganês após desastre em Padre Bernardo

Publicado em 08/08/2025

Desabamento no lixão da Ouro Verde, em Padre Bernardo, aconteceu no dia 18 de junho. 42 mil metros cúbicos de lixo desmoronaram

O desabamento de uma pilha de resíduos do lixão Ouro Verde, em Padre Bernardo, sobre o córrego Santa Bárbara causou contaminação em níveis alarmantes. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável informou, nesta sexta-feira (8), que análises realizadas entre os dias 26 de junho e 3 de julho constataram elevado teor de benzeno, manganês, fenol e coliformes fecais na água. O benzeno, por exemplo, é uma substância altamente tóxica encontrada em resíduos industriais, tintas, gasolina, entre outros produtos. Já o manganês está em pilhas e baterias.

As coletas foram realizadas em três pontos: o primeiro, antes da área atingida pelo desmoronamento; e em outros dois pontos localizados à jusante, ou seja, após a região afetada. As amostras foram colhidas nos dias 26, 29 e 30 de junho; e 1º, 2 e 3 de julho.

A coleta do dia 26 de junho encontrou benzeno na proporção de 7 mg/L no ponto de coleta mais próximo do desabamento. O padrão máximo tolerado pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) é de 0,005 mg/L.

Em todas as amostras coletadas no primeiro ponto após o desastre, os níveis de benzeno não atenderam os critérios da Conama 357/2005, com valores variando entre 1 e 7 mg/L. Na última coleta realizada neste ponto, no dia 3 de julho, o resultado foi de 1 mg/L. No ponto mais distante e depois do desastre, os resultados também ficaram acima do valor máximo permitido. Do dia 29 de junho a 3 de julho, os valores variaram entre 1 e 3,1 mg/L, todos acima do limite do que aceita o Conama.

Os níveis de manganês encontrados nos dias 26/06, 02 e 03/07, no primeiro ponto à jusante, também não atenderam ao padrão de qualidade da Conama 357/2005. Os valores foram iguais a 2,098 (no dia 26/06), 1,271 (no dia 02/07) e 0,631 mg/L (no dia 03/07), bem acima do valor máximo permitido igual a 0,1 mg/L. Para o segundo ponto à jusante os resultados ficaram abaixo do valor máximo permitido.

Outros parâmetros que também ficaram em desconformidade com a Conama 357/2005 foram fenóis, demanda bioquímica de oxigênio, coliformes termotolerantes e oxigênio dissolvido.

Análise da Semad

A Semad também continua acompanhando a situação com uma equipe própria de análise de água. As análises de amostras coletadas pela pasta no dia 1º/8 apresentam resultados acima do permitido pela Conama 357/2005 para os parâmetros de fósforo total e demanda bioquímica de oxigênio no córrego Santa Bárbara. Já no rio do Sal, corpo d’água em que o córrego Santa Bárbara deságua, os resultados ficaram dentro dos limites da Conama 357/2005 para os parâmetros analisados.

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