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Valeu a pena para os EUA iniciarem a guerra contra o Irã?

Após mais de um mês que a guerra no Oriente Médio teve início, o cenário parece ainda mais incerto do que no começo do conflito

A guerra no Oriente Médio já completou mais de um mês, mas o cenário parece mais incerto do que no início do conflito. De um lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segue adotando a estratégia que o tornou famoso. Por outro, os resultados não se mostram assim expressivos.

O republicano continua a afirmar que a guerra está praticamente no fim, que dizimaram a liderança do Irã, mataram o líder Supremo, os comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica, o chefe das forças armadas, entre outras lideranças, praticamente destruíram as forças aéreas, terrestres e navais do Irã e que o país está praticamente destruído.

Em contrapartida, os dirigentes do Irã declaram que, apesar de a liderança ter efetivamente sido dizimada, o sistema continua funcionando e uma liderança mais jovem está assumindo o comando e terão ainda mais ódio pelos Estados Unidos e Israel.

Ao mesmo tempo, o Estreito de Ormuz continua praticamente fechado o que fez com que o presidente Trump passasse a ameaçar de destruição a infraestrutura energética e civil do Irã, como usinas elétricas, pontes, estações de dessanilização, entre outras, caso o estreito não seja liberado até terça feira (8) às 21h.

Segundo Trump, caso a proposta dos Estados Unidos de negociar uma trégua em troca da liberação do estreito não seja aceita, “todo o inferno será liberado [contra o Irã]”.

Antes que o deadline tenha sido ultrapassado, um acordo provisório, valendo por duas semanas, foi assinado entre Estados Unidos, Israel e Irã. O acordo garante que, por duas semanas, o Irã liberaria provisoriamente o trânsito no Estreito de Ormuz, e, em troca, os Estados Unidos e Israel interromperiam os bombardeios sobre o país islâmico.

Caso o acordo se mostre definitivo, o que é bastante duvidoso, a pergunta agora passará a ser: quem perdeu e quem ganhou? O que os americanos e israelenses ganharam com a reabertura do Estreito de Ormuz, após as ameaças do presidente Trump de destruir o Irã e eliminar a cultura persa da face da terra? Sem guerra, o local teria permanecido aberto à navegação internacional.

Estados Unidos e Israel, além de reabrir o Estreito de Ormuz, aparentemente destruíram pelo menos parte do poder militar do Irã e, em especial, a possibilidade de que o país possa produzir sua própria arma nuclear no curto prazo e terá de entregar o urânio enriquecido do país aos Estados Unidos.

Segundo o atual governo americano, foi a leniência do governo anterior que permitiu que o Irã tenha conseguido chegar perto de ter uma arma nuclear e um exército bastante forte.

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