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Doação de computadores abre portas para inclusão digital na Comunidade Quilombola Mesquita

Com a iniciativa, o Quilombo Mesquita passa a contar com um novo espaço de inclusão digital voltado ao acesso à tecnologia e à capacitação da comunidade.

Doação de computadores abre portas para inclusão digital na Comunidade Quilombola Mesquita

A comunidade do Quilombo Mesquita, em Cidade Ocidental (GO), ganhou um importante reforço para o aprendizado e a inclusão digital de jovens e moradores da região. O Ministério das Comunicações inaugurou, nesta sexta-feira (13), um novo ponto de inclusão digital equipado com 20 computadores recondicionados pelo programa Computadores para Inclusão.

O evento de entrega contou com a presença da secretária-executiva do Ministério das Comunicações, Sônia Faustino Mendes, e da chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade da pasta, Ludymilla Chagas.

Com cerca de 280 anos de história, o Quilombo Mesquita é reconhecido pela riqueza cultural e histórica, além da tradicional produção de marmelo, que faz parte da identidade da comunidade.

Mais acesso à tecnologia e à educação

Os computadores vão fortalecer o laboratório de informática da Escola Alípio Pereira Braga e ampliar a capacidade de ensino para os estudantes da comunidade.

“Estamos fortalecendo esse território quilombola ao levar 20 computadores para a associação e ampliar o acesso da comunidade à escola. Agora, as crianças terão acesso a computadores, cursos e conectividade”, afirmou Sônia Faustino Mendes.

Para Ludymilla Chagas, a iniciativa também representa um compromisso com a escuta das comunidades tradicionais.

“A nossa vinda a este território não é só para trazer conectividade, mas também para ouvir as demandas populares e selar o nosso compromisso de conectar todos os quilombolas e todos os povos e comunidades tradicionais”, destacou.

Tecnologia como ferramenta de transformação social

Localizado na zona rural de Cidade Ocidental (GO), o Quilombo Mesquita é considerado o território quilombola mais antigo do entorno do Distrito Federal.

Segundo a presidente da Associação do Quilombo Mesquita, Sandra Pereira Braga — instituição responsável pela afirmação identitária da comunidade —, os computadores vão contribuir para a transformação social e digital de jovens e moradores da região.

“Estou muito emocionada. Primeiro porque a educação transforma, e a comunicação nos leva ao mundo. Hoje, com toda essa tecnologia e com esse laboratório no Quilombo Mesquita, poderemos desenvolver grandes trabalhos de educação com jovens e idosos, sobretudo valorizando a cultura ancestral da comunidade”, disse.

Como funciona o programa Computadores para Inclusão

O programa Computadores para Inclusão opera em três ciclos principais. O primeiro é a coleta de equipamentos descartados por bancos e órgãos públicos.

Em seguida, nos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs), os equipamentos passam por triagem técnica enquanto jovens de baixa renda recebem capacitação para recuperar e montar os computadores.

Após o recondicionamento, os equipamentos são doados a escolas públicas, associações comunitárias, aldeias indígenas, comunidades quilombolas e rurais, além de projetos sociais voltados à inclusão digital.

Impacto social e ambiental

Os componentes que não podem ser reaproveitados recebem destinação ambientalmente adequada, contribuindo para a redução do lixo eletrônico.

Ao transformar resíduos tecnológicos em ferramentas de educação e oportunidade, o programa consolida o Brasil como referência regional em políticas públicas de inclusão digital com impacto social e ambiental.

Ascom MCom

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