Marconi diz que não vai dividir cargos entre partidos caso seja eleito governador
Candidato do PSDB afirma que pretende adotar critérios técnicos para montar o primeiro escalão e critica alianças partidárias baseadas em distribuição de espaços no governo
João Bosco Bittencourt – Goiânia, GO
O candidato ao governo de Goiás Marconi Perillo (PSDB) afirmou que não pretende distribuir cargos do primeiro escalão entre partidos políticos caso seja eleito em outubro. A declaração foi feita nesta sexta-feira (21/8), durante sabatina na Rádio Difusora Goiânia.
Segundo Marconi, a composição de eventual equipe de governo terá como principal critério a qualificação profissional. O tucano disse que pretende ter autonomia para definir os nomes que ocuparão secretarias e outros postos da administração estadual.
“Não vou, sob nenhuma hipótese, lotear a administração entre partidos políticos. A escolha dos auxiliares terá como prioridade absoluta a qualificação técnica”, afirmou.
Marconi relacionou a decisão ao tamanho da coligação formada para a disputa pelo Palácio das Esmeraldas. Na avaliação do candidato, uma aliança com menos partidos reduz compromissos políticos relacionados à ocupação de cargos em um eventual governo.
Durante a entrevista, o ex-governador afirmou que pretende buscar profissionais de diferentes áreas para a composição da equipe. Ele citou a intenção de abrir espaço para novos quadros, jovens e mulheres na administração estadual.
O candidato também criticou adversários que formaram coligações mais amplas para aumentar o tempo disponível na propaganda eleitoral.
Segundo Marconi, esse tipo de composição pode resultar em compromissos para acomodar representantes dos partidos aliados na estrutura administrativa.
“Não foi o meu caso”, declarou.
Marconi também fez críticas a partidos que passaram a integrar a base do atual governo estadual. Na avaliação do tucano, algumas dessas aproximações ocorreram em razão de interesses financeiros e orçamentários.
“Nessas horas, a defesa dos interesses dos goianos ficou em segundo plano”, afirmou.
Marconi não citou, durante os trechos divulgados da entrevista, quais partidos ou lideranças seriam alvo das críticas.















































































































































































































































































































































































































































































































































































































